[HIATUS] Caindo do céu

8 Minhas flechas vs O portão e o maldito cadeado - Mérida


Notas iniciais
Ho hey DEMOREI! Coisas iluminadas, a culpa não foi toda minha. Acreditem, o capítulo estava pronto na quarta, mas minha conta no Nyah! resolveu bugar e eu não conseguia fazer nada :/ Não sei o que aconteceu, mas o importante é que hoje ela já voltou ao normal. E antes disso... MANO! EU FUI A UM EVENTO GEEK! EU AMEI! EU COMPREI UMA CAMISA DO EDWARD E ALPHONSE QUE É PER-FE-CT ♥ Enfim, aproveitem o capítulo :3

Mérida tem sonhos e ela não os esconde.

Eu não os escondo.

Adrenalina, aventura e liberdade, apenas isso. É só isso que eu quero e não vou mais descansar até conseguir... Mentira, provavelmente eu irei, minha preguiça consegue ser maior do que eu de vez em quando, mas eu vou me esforçar para conseguir o que quero. Construir minha nave e me mandar daqui; um sonho que se aproxima cada vez mais. Eu já tenho um local para construí-la e acabei tendo algumas ideias para o projeto durante a caminhada.

Por que às vezes eu saio correndo por aí e em outras horas eu fico cansada só de andar por alguns minutos? Eu já caminhei distâncias bem maiores do que essa e nem fiquei cansada, talvez seja o calor da Terra. Em todo casa, eu não tenho sentido mesmo, eu estou aprendendo a ser maluca com o Frost.

— É aqui. – Jack falou ao chegarmos ao tal celeiro/ depósito – Aqui está o velho armazém do Senhor North.

Agora é um armazém também? Decida-se porque eu não sou sua idiota, você, Jack Frost, que é o meu.

— Ele parece um pouco acabado, mas vai ter que servir. – ele continuou

Observei melhor o local. Não havia absolutamente nada por perto, com certeza não seriamos ouvidos, então isso já é muito bom. Boa localização: confere. A pintura já era quase inexistente e o pouco que restava já estava muito desbotado, nem dava para saber qual era a cor, mas eu não sou decoradora, então que se dane isso tudo aí que eu disse. Já a estrutura parecia estar em ordem, não tinha nada que indicasse que o prédio fosse cair sobre nossas cabeças.

— Construir uma nave vai ser a coisa mais nerd que eu vou fazer na minha vida. – comentou — Eu não costumo ser muito... Desse jeito aí.

— Bem especifico. – ironizei

— É que eu ainda não me acostumei com essa história de construir naves, a coisa mais nerd que eu já fiz na minha vida foi me viciar em Ultimate Bleach há alguns meses.

— Ei! Não era aquela coisa que eu jogava com você?

— O próprio.

— Então eu sou nerd?

— Mais do que eu, afinal, você me disse que sabe construir naves. – já sei onde isso vai parar, já que esse aí adora me provocar (e eu adoro bater nele, então fica justo) – Ou você não sabe?

— Você gosta de duvidar de mim, não é?

— Não, mas eu adoro te deixar irritada. – Jack admitiu na maior cara de pau

— Eu vou te dar uma flechada.

— Nossa, eu estou morrendo de medo.

Esse aí está perdendo completamente a noção do perigo. Sorte a dele que, por um milagre, hoje eu estou calma. Calma não, satisfeita. Pronto, já decidi, mas só por hoje eu estou satisfeita.

— Vamos ver como poderemos entrar. – orientei

— Pela porta. – não? Isso é sério? – Ou pelas janelas se você preferir.

Revirei os olhos, já não estava mais tão “satisfeita” quanto a quinze segundos atrás.

Andei até o portão, vendo logo um grande e enferrujado cadeado. Só isso de segurança? Eu já passei por coisas bem mais elaboradas do que essas.

— Sai da frente. – alerto a Jack, dando alguns passos para trás – Talvez eu destrua mais do que devo.

Começo a transferir a energia para minhas mãos, formando meu arco e flecha.

— É melhor não destruir o celeiro depósito armazém inteiro. – ele me advertiu, correndo um pouco na direção oposta ao meu arco e flecha.

— Ah, relaxa aí, eu não vou destruir tudo. – sorri – Talvez só o portão e parte da parede.

Me concentrei ao máximo e me preparei para atirar, mantendo meus olhos fixos em meu alvo, o cadeado. Dei um leve impulso e disparei. Minha flecha voou na direção para qual eu a enviei e o atingiu com sucesso, causando uma “considerável” explosão no local.

— Funcionou! Funcionou! – comemorei ao ver a fumaça causada pela explosão. Eu sou a melhor arqueira que já existiu em todo o universo ou não sou? – Jack! Já pode sair! Eu consegui!

— Eu espero que tenha sobrado alguma coisa. – ele andou até mim – É assim que são arco e flecha em Dunbroch? No meu planeta isso se chama terrorismo mesmo.

Ele já está me provocando de novo? Ainda bem que passei de “satisfeita” para “muito feliz”.

— Para de reclamar. — revirei os olhos – Vamos esperar a fumaça sumir para vermos o estrago que eu fiz.

— Então eu vou poder reclamar depois?

— Ah, claro! Vai nessa...

Não demorou muito para que isso acontecesse, mas o que eu vi me deixou muito surpresa e decepcionada. O portão estava inteiro, completamente igual à antes, ele saiu intacto da minha explosão.

— Isso não está certo, não está mesmo.

Como é que pode? Corri até lá para ver o cadeado.

— Não! Não! Não! Não pode ser!

Ele também estava sem um arranhão se quer.

— Isso não tá acontecendo!

— Mérida. – Jack colocou a mão no meu ombro com a intenção de me acalmar – Não deu para abrir e pronto, a gente tenta entrar de outro jeito.

— Não, Jack! – recusei sua proposta – Eu devo ter feito alguma coisa errada e não percebi, se eu tentar de novo vai funcionar.

— Mas você é teimosa, porra!

— Pelo menos eu estou fazendo alguma coisa aqui, ok? Você deveria se preocupar em me ajudar ao invés de reclamar de tudo.

— Então eu sou um inútil que só sabe reclamar?

— É! É isso mesmo!

Jack andou até uma árvore, subiu nela e ficou sentado em dos galhos.

— O que você tá fazendo em cima da árvore? – perguntei já sem paciência

— Você não disse que eu sou inútil? Resolvi me assumir.

— Você está brincando com minha cara, não é?

— Nunca falei tão sério na minha vida. – o garoto encostou-se ao tronco da árvore, parecendo estar em uma posição bem confortável para “apreciar o show” – Você pode ir tentando aí, eu quero saber até quando você vai aguentar.

— Eu derrubar aquele portão antes do que você imagina.

— Ah, é? Digo nada, só observo.

Dei alguns passos para trás e repeti o processo de transferência de energia. Está tudo em minhas mãos, é só eu me concentrar um pouco mais, eu não posso tirar os olhos do meu alvo nem por um segundo.

Disparei e vi outra explosão acontecer.

— Agora deu certo! – gritei para ele

— Quem garante?

— Eu!

— Isso faz uma diferença, hein?

A fumaça baixou.

— Eu não acredito!

O portão resistiu a mais uma explosão... E aquele maldito cadeado também.

— Já acabou, Mérida? – ele colocou uma das mãos na cintura e me lançou um olhar de desprezo

— Eu mal comecei, eu posso fazer isso o dia todo.

— Você quem sabe. – deu de ombros — Pelo menos a árvore está me servindo bem, ela não é inútil como eu e nem fracassada como você, nós temos muito o que aprender com ela.

Agora virou questão de honra:

— Esse portão ainda vai cair! – anunciei

Preparei mais um tiro, eu sentia que esse daria certo. Vai dar certo! Vai dar certo! A fumaça baixou e revelou o resultado da explosão: absolutamente nada.

— Eu não vou parar até conseguir! – falei antes que ele pudesse vir com uma de suas provocações

— Então morra tentando!

Atirei mais uma vez... Nada.

Tentei outra vez... Nada de novo.

Eu já estava ficando cansada... Não foi dessa vez, mas vou conseguir na próxima.

E mais uma vez... Não funcionou.

Mais uma... Não!

Não sei se tenho mais energia para as flechas... NÃO!

Eu vou continuar tentando... Eu já perdi a paciência!

Eu não estou me sentindo muito bem... Droga!

Eu não preciso de energia agora, o que importa é destruir o portão ou ao menos aquele maldito cadeado.

XX XX

XX XX

Abri meus olhos e dei de cara com a baba em meu travesseiro. COMO ASSIM? E- Eu apaguei? O que aconteceu?

— Achei que não fosse acordar hoje. – ouvi uma voz conhecida

— Hm, Jack. – gemi enquanto me enrolava um pouco mais nas cobertas – Eu consegui derrubar o portão?

Ele balançou a cabeça negativamente, estralando a língua.

— Fala que eu consegui pelo menos quebrar o cadeado.

— Não passou nem perto.

Merda!

— Você tentou tanto que acabou desmaiando. – ele contou

— Eu devo ter transferido energia demais. – concluí, por isso que eu me sinto tão exausta

— Essas flechas não surgem do nada?

— Elas são feitas com a energia do meu corpo. – expliquei – Quanto mais energia eu gasto nelas, menos eu tenho para mim.

— Ah, saquei. É um poder bem louco.

— Não tem nada demais, todos de Dunbroch podem fazer isso se treinarem.

— Mas ninguém da Terra consegue. – Jack colocou as costas mão em minha testa – Você não está com febre, mas é melhor descansar.

— Achei que você fosse me largar ali. – deixei escapar

— Eu gosto de te irritar, mas não quero que você fique mal de verdade, nem que você “morra tentando”.

Não respondi.

— Agora vou ter uma conversa com o velhote, se precisar de alguma coisa é só me chamar.

— É sobre o portão indestrutível? — quis saber

— É. — Jack confirmou — Algo errado não está certo nessa história aí, aquele velho está escondendo alguma coisa de mim.

— Ei! Mas você não pode falar sobre a nave.

— Projeto de nave. — me corrigiu — Mas pode deixar, eu não vou.

Notas finais
Beijinhos de luz :*