HAlphas
3 Capítulo 3 - Muito Rápido para Alguém Lento - Parte 1
Notas iniciais
Eu sou Richard Buttler, mas meus... meu amigo me chama de Rich. Sou estudante da escola High Hills. Eu tenho bons pais, uma irmã mais velha chata e um cachorro que tenho desde os meus onze anos, minha vida é praticamente normal. Como todo adolescente eu também tinha uma garota de quem eu gostava, desde o sétimo ano pra ser exato, é a Linda Reilly, ela é maravilhosa e muito linda e é uma líder de torcida, então não tenho muito o que dizer. Muito popular, por isso não tenho chances, tipo nenhuma mesmo, sem falar que ela já namora o troglodita do Chad desde o primeiro ano, agora nós somos do segundo ano.
Eu percebia que era diferente dos outros, mas não tinha percebido até o jantar na minha casa com os amigos dos meus pais.
— Filho, hoje a Cassidy e o George vão jantar aqui em casa. — Disse meu pai.
— Sério mesmo?! — Eu estava animado porque esse dois são os pais de Linda, eu não tinha contado ainda, mas eu e ela somos amigos de infância.
— Sim, algum problema? — Perguntou meu pai, fazendo aquela cara de "o que tem de errado com você" quando levanta a sobrancelha direita.
— Não! Tudo certo... tudo certo! — Falei nervoso, animado, sei lá era uma mistura de emoções.
Finalmente o jantar começou e todos em silêncio, apenas o barulho dos pratos quando encostávamos as colheres nos pratos de porcelana, e eu encarava a Linda sempre quando podia.
— Então George, como você acha que vai ser sem o Greg por perto? — Finalmente eles começaram a conversa e resolvi sair de perto deles, a conversa estava bem chata, vou até a varanda do meu quarto e me surpreendo quando vejo Linda sentada e olhando para o céu.
— Ah, Linda me desculpe, não sabia que estava ai. — Falei meio que tímido.
— Não tudo bem, só vim aqui porque desde pequena que não venho aqui, e sempre achei a vista daqui muito bonita. — Dá minha varanda podia-se enxerga as estrelas muito nitidamente, não havia interrupção de nada, árvores, prédios, absolutamente nada e sempre ficávamos ali conversando.
— É, as vezes venho aqui, aliás foi mal mesmo é que a conversa dos nossos pais estava ficando muito... inteligente sabe?
— Você não aguentou ficar mais lá não é? — Ela me perguntou com aquele lindo sorriso meio discreto mais ainda percebi.
— Exatamente! Ficou muito chato. — Então ela sorriu e eu que dei aquele sorriso discreto quando a vi na gargalhada. — Por que você parou de falar comigo?
— Não Rich foi você que parou! — Ela disse.
— Não, você que resolveu ficar mais bonita e popular então começou a parar de falar comigo. — Sério eu disse bonita na frente dela?
— Eu tentei varias vezes, mas sempre que eu tentava me aproximar você se afastava até que paramos de conversa. — Foi ai que percebi que ela tinha razão. Não foi ela fui EU!
— Verdade. mas sempre que eu te via você estava sempre com seus novos amigos, então quando se aproximava achava que era para me zuar também. — Era o que eu pensava toda vez que ela aproximava-se de mim. Eu sou o culpado disso.
— Eu queria falar com você, como antigamente, mas você sempre fugia! — E a cada palavra me sentia mais idiota.
— Bom, estou aqui agora. Não estou?!
— Sim, mas por quanto tempo?! Eu queria que você se aproximasse mais de mim.
— Eu poderia tentar, mas porque você está com aquele idiota do Chad? O que você viu nele?! — Porque fui inventar de perguntar aquilo?
— Eu gosto dele, ele fica melhor quando conhece ele. — Ele fica melhor?
— Ele fica melhor? Eu já conheço ele e não, não fica melhor ele é um monstro de natureza.
— Rich! Eu não vim aqui para ouvir sobre meu namorado.
— Linda...— Ouço minha mãe chamar. — Espera já volto.
Quando finalmente desço minha mãe pede que eu lave as louças.
— Mas mãe!
— Richard. Por favor?
Eu não queria deixar a Linda sozinha, mas eu não podia desobedecer minha mãe, então decidi terminar de lavar as louças mais rápido possível, eu queria, apenas conversa com Linda para acerta o tempo que estávamos sem se falar.
— Lave os pratos, talheres e copos deixe as panelas para mim entendeu? — Disse minha mãe.
— Sim, senhora! — Eu fiz um tipo de comprimento ou sei lá o que igual um soldado, e ela riu.
Eu ouvir o carro dos Reilly saindo e não tinha conseguido me despedir de Linda. Foi então que começou, senti meu sangue fluindo muito mais rápido, não sei se é normal sentir isso, meu coração acelerou e senti uma tontura, e então... apaguei.
Quando minha mente voltou eu ainda estava um pouco tonto e ainda estava ouvindo o carro saindo e minha mãe voltou.
— E R. não molhe a co... zinha. — Ela parecia espantada com alguma coisa, ela olhou para mim e para o lado, foi então que vi: as louças, talheres, copos e até as panelas limpas. — Você limpou isso muito rápido, muito rápido mesmo. — Nenhuma expressão no rosto dela.
— É, lavei. — Eu estava igualzinho, não estava intendendo nada.
Não consegui falar com Linda fui para o meu quarto e pensei no que ouve na minha varanda. Pensei -- Está na hora de eu voltar a falar com ela. -- e, então dormi.
Mas um dia na High Hills, eu e Jamal, meu único amigo, estávamos na frente da escola, um gramado bem aparado, várias árvores onde os alunos ficavam, cada um fazendo alguma coisa, uns ouvia musica outros conversavam e tinha aqueles que estavam mais para estudar.
E Linda junto das amigas e pensei e ir lá.
— Você vai falar com ela, não vai? — Perguntou Jamal.
— Não sei se devo. – Eu ainda estava confuso se deveria ou não.
— Lembre-se é você não ela! — Eu tinha contado pra ele a conversa que tivemos na noite anterior.
— Beleza vou lá! — Fui e a cada passo sentia mais adrenalina que dava mais coragem para continuar.
Senti a mesma coisa que na noite anterior eu me aproximava, só eu com minha bolsa nas costas, e a cada passo ficava mais forte, de repente, outro apagão. Quando minha mente volta estou com um buquê de flores e um urso escrito "Linda", e para piorar estou bem atrás de Linda e suas amigas que me notam na hora que minha mente volta.
— Ei! Quando foi que você chegou aqui?! — Perguntou uma das amigas de Linda.
— Rich, o que você está fazendo? Você esta bem? — Perguntou a própria Linda.
Eu confuso e meio tonto, apenas disse. — Eu, Eu, sinto muito! — E sai o mais rápido dali, fui até Jamal que estava, também paralisado, foi então que percebi, ele deve ter visto alguma coisa.
— Jamal?! O que?!
— Você, como fez isso? — Ele respondeu minha pergunta com outra.
— Fiz o que? — Realmente não entendia o que eu podia fazer.
— Vo... voc... você sumiu e então apareceu atrás delas, como tivesse se teletransportado! Como você fez isso? Já fez isso antes? — Ele ficou bem surpreso.
— Sim lá em casa, minha mãe pediu para lavar os pratos então, estavam lavados de uma hora pra outra, ou segundos no caso. O estranho é que eu não me lembro, minha mente fica em branco total.
— Eu tenho que ir, vou tentar saber o que tá acontecendo com você. Depois te digo!
Eu vi o Jamal indo embora e não poderia fazer nada eu também queria entender. naquela noite fui jogar o lixo fora, não tinha ninguém na rua, até que vejo o Chad passando no outro lado da rua novamente outro apagão.
— Ah não, de novo não. — Dessa vez acordei na piscina do vizinho, molhado.
Quando chego em casa minha mãe, meu pai até a chata da minha irmã na sala me falam.
— O Sr. Johnson viu você na piscina dele. Porque fez isso?
— Mãe eu não me lembro, estou tendo esses apagões. — Vi no rosto dos meus pais que alguma coisa estava errada e eles sabiam disso.
— A quanto tempo está tendo filho? — Perguntou meu pai.
— A uma semana.
— Não é a primeira vez que você tem isso. Quando você tinha sete anos vivíamos te procurando pela manhã. Conseguimos parar com o que você tinha com uma psicóloga, mas não achávamos que você teria isso novamente.
— Mãe, acho que já é hora de arruma uma para mim.
Passa-se o tempo com os apagões continuando e finalmente a psicologa. Ela fala umas coisa que não entendo pergunta do meu dia, sobre meus pais se sofro na escola, respondi todas.
— Posso ir ao banheiro? — Perguntei.
— Vá e volte logo Rich.
Chegando no banheiro ligo a torneiro e lavo meu rosto e olho para o espelho e lembro da pergunta antes de sair de lá. — Você tem alguém especial, alguém querido ou querida. As emoções podem ser fortes pra algumas pessoas, isso pode mexer na mente delas. — Alguém querida, me lembrei da Linda e novamente senti aqueles sentimento estranho se manifestando em mim até que eu vejo a água da torneira caindo e espalhando quando batia com a parte metalizada da pia e foi ficando cada vez mais lento.
Vi tudo ao meu redor parando e fui andando, abri a porta e estava todos lentos, pra ser exato estavam em slow motion. Era incrível tudo aquilo, quando abro a porta da sala que estou, volta tudo ao normal.
— Você já voltou? — Mesmo ela perguntando isso, não fazia mais diferença, eu sabia o que estava acontecendo e me senti curado.
— Sim e muito obrigado, me sinto melhor.
Recebo uma ligação de Jamal.
— Eu sei o que está acontecendo com você!
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