Gypsy
18 Malditos tacones
Notas iniciais
Obrigado a todas as minhas leitoras *-*
Buena Lectura
" A vida é curta e você não vai querer me culpar por querer vive-la"
Essa é uma frase qual eu sempre tive um grande ódio em ouvir. Papai me dizia isso sempre. Ele dizia que seus vícios por jogos era viver, era viver o que ele queria, em certo ponto eu não o culpava, mas ele tinha a mim e a mamãe e logo depois a Mely, não era como se ele pudesse viver sem pensar em nós, mesmo assim ele fazia. Eu passei toda a minha curta vida tendo preocupações e as vezes eu não aguentava, eu só queria me jogar no colo de uma amiga, qual nunca tive, e me acabar em choro, como todos fazem, eu queria que o meu pai se preocupasse comigo, porque eu já estava farta de cuidar de alguém que deveria cuidar de mim .
Quando papai morreu, Deus que perdoe as minhas palavras e pensamentos, eu tive aquela sensação de tirar um peso que estava em mim. Eu sei, isso parece ser má, mas eu estava com a mente em estado caótico , com certeza se eu tivesse um tempo para pensar minha vida, eu não estaria sã, mas eu nunca sequer tive um direito de ficar ruim, nem que seja da cabeça, porque não havia ninguém por mim, mas eu tinha que está ali pela Mely e por mim mesma, porque todas as vezes qual eu disse a mim mesma para desistir, minha mente via a figura da Mely na minha cabeça e junto com ela vinha todos os meus sonhos, aqueles que mamãe me disse para não desistir, mesmo se eu estivesse em um ponto crítico. E é isso que eu estou fazendo, a Mely está aqui, mas eu não me sinto leve de nenhuma maneira, não que eu não a ame, na verdade , eu a amo mais do que a mim mesma, mas a ter aqui não me parece realmente bom, mas era uma opção, talvez uma chance e bem, papai vivia dizendo que chances não se jogam fora, mesmo que suas frases se aplicassem aos jogos, mas tudo bem, no final elas servem de reflexão.
Ajeito meu corpo ao lado da Mely, ela dormir feito pedra.Na noite anterior eu não dormir com Justin, não houve nenhum protesto, eu passei boa parte da noite acordada vendo a Mely dormir.
Eu não sei que horas, até porque eu não tinha um relógio e o tempo era algo que eu não tinha noção exatamente , mas enfim, não sei se ainda ontem ou hoje pela madrugada Justin saiu.Com toda certeza do mundo, ele havia ido resolver algo dele, mas eu não me importei , não é algo que eu me importe.
Eu sou intrometida, eu realmente sou , mas isso? Não... É demais para mim. Eu não quero chegar nem perto dessas coisas , porque eu tenho outras metas e com certeza nenhuma delas é sobre como Justin cuida da vida dele ou me intrometer ou participar disso.
Uma vez Nick disse "Mulher do poderoso chefão" eu me lembro de rir feito uma demente, eu ri porque isso era cômico , mas eu não gostei em si o que isso queria dizer, porque eu não quero o que isso significa. Eu acho que isso fez com que o Justin me escolheu para ser sua "mulher" eu não tinha pretensão nenhuma com seus negócios , e certamente ele deve ter pensado consigo mesmo " ela não pode me trair" não de um jeito carnal , mas ele também sabe que eu nunca faria isso e não era por ele, ela por mim, mas ele sabia que eu nunca o trairia em seus negócios, eu não estou aliada a nenhum de seus concorrentes , eu não sou um perigo. E ele gosta muito dessa parte e eu também gosto, porque não a nada a mesmo respeito sobre isso, eu não preciso de mais um confusão ou um problema.
O corpo de Mely se mexe e seus olhos se abrem , o vejo que ela estranha o local , seus olhos se marejam até seus olhos encontrarem os meus.
– Mely sou eu, sou eu, calma — seu corpo gruda no meu. — você está bem?- ela faz um sim com a cabeça. — tudo bem, tudo vai ficar bem. Eu estou feliz que esteja aqui comigo.
– eu também . — ela diz sua voz é tão fina
Eu passo um tempo ali agarrada a ela. Quando ela quebra o silêncio.
– estou com fome, Any. — ela diz e eu burra nem pensei que depois de tudo, ela estaria morrendo de fome.
–vou te dá banho e depois comemos, tudo bem? — eu pergunto e ela assente.
Durante o banho Mely me diz que Marco não parava de falar sobre como era estranho isso, isso de eu mandar alguém pegar ela. Mas eu não ligo para isso, é só o bobo do meu primo.
A Mely definitivamente é a coisa mais fofa do mundo.
– O que quer comer? — a pergunto
– não sei... Qualquer coisa — ela diz enquanto eu a levo para a cozinha.
– bem, vamos ver o que tem aqui... — abro a geladeira — bom , tem comida congelada , tem suco , suco é bom, você quer suco?
–não. Any, porque você está assim ? — ela pergunta tentando se sentar na bancada, eu rio porque ela não consegue alcançar . Eu vou e a coloco sobre a bancada.
– Assim como, Mely ?- pergunto voltando a geladeira.
–num sei. Mas você tá diferente — diz ela
–não estou não. Vou fazer bolo, tudo bem ?
– Bolo! — ela diz e eu rio — de chocolate.
–de chocolate. — digo caçando os ingredientes para fazer o bolo.
– porque estamos aqui?- ela pergunta.
–aqui aqui ou aqui nos Estados Unidos? — pergunto a deixando confusa
–nessa casa grande. — certamente ela estava entrando tudo, é tudo tão diferente de onde sempre ficavamos.
–porque... Bem, porque...
– ele é seu namorado? — ela aponta para o Justin na porta. Ele está com uma cara de quem precisa de um sono, de muito sono.
– bom...é que...
– o que ela está falando? — Justin pergunta, já que a Mely não sabe inglês.
– o que você é meu. — digo sem o olhar.
– diga a verdade — ela diz e eu o encaro com cara de " que verdade? A verdade verdadeira ou a que você inventou?"
– Mely, ele é meu namorado. — digo e ela sorrio torta
– Foi o que a tia Mercedes disse, ela disse que você arranjaria um homem — ela diz e eu rio alto
– ela disse isso? — pergunto
–sim. Any, isso vai demorar? Eu estou com fome .
– espere um pouco esfomiada — eu faço um achocolatado para ela. Justin some da cozinha.
Eu passo todo o tempo com Mely, Nick não aparece, certamente porque Justin está aqui, mas Maria vem fazer a comida , eu insisto para que eu faça, mas ela insiste mais ainda para que eu passe meu tempo com a Mely.E eu passo meu tempo com a Mely, é tudo tão divertido ter aquela coisa pequena colada em mim.
Tempo depois Maria se vai e Mely está insistindo para que vamos lá fora, eu estou tendo lhe explicar que não podemos, mas ela está com muitos " mas porque?" e eu não sei como dizer isso. No fim eu digo que vamos comer primeiro e depois quem sabe.
Eu subo para ver se Justin quer comer também .
Ele está dormindo emborcado , todo esparramado e eu não sei se é certo acorda-lo, já que , ele não havia estado aqui toda a madrugada e certamente estava com muito sono . Mas mesmo assim eu resolvo chama-lo.
–Justin — eu o balanço — Justin você vem comer agora? Justin, Justin!
– O que? — sua voz embargada sai baixa.
–comer. Você quer comer agora? — digo — O almoço já está pronto.
– eu desço daqui a pouco — ele diz e eu não protesto.
Saio do quarto e Mely está na sala vendo um programa qualquer.
–Vem Mely, vamos comer — digo. Ela salta do sofá vindo comigo para a cozinha.
–Seu namorado não vem? — ela pergunta e eu não sei porque , mas quando ela diz "seu namorado" eu não gosto, eu me incomodo.
–O nome dele é Justin e ele já vem — digo a ajudando a sentar. Eu termino de por a mesa, eu estou tentando por as coisas com o máximo de tempo que consigo para que Justin chegue.
Um tempo se passa e quando estou achando que ele voltou a dormir, ele aparece. Eu prendo meu cabelo no alto, porque está calor e começo a servi, os dois. Por último eu.
–Any, porque ele não fala? — Mely pergunta e eu rio
–Ele fala, fala pouco, mas fala. — digo .
– O que estão falando ? — ele pergunta
– ela só está curiosa sobre você não falar — digo
– eu falo , estou falando agora. — diz como se fosse óbvio
– foi o que eu disse, você fala . — digo com um sorriso . Estou com o riso por sua cara.
– está sendo irônica ?- sua sobrancelhas vão ao alto.
– não. — digo.
–Odeio espanhol. — ele diz — língua dos infernos .
Comemos em quase total silêncio, só Mely falando como era engraçado aquilo , ela não era a única a achar.
Mely está dormindo no meu colo e eu estou perguntando a Deus, porque eu não tenho todo esse sono, já que tenho tanto tempo para dormir. Eu a carrego para o quarto, para que que sono seja bom e não desconfortável.
Eu sigo para o quarto Justin, agora nosso, mas não gosto de me referir assim, porque eu não fiz, não paguei e nem contribuir para nada ali, então era dele , não meu.
Justin está dormindo outra vez. Eu penso sobre o "império" dele sendo destruído pelas horas de sono dele. Mas é algo que qualquer um merece , dormir.
Eu caço uma roupa minha dentro do Closet e corro para um banho, eu não demoro muito. Quando eu saio do banho, Justin está na mesma posição de quando eu entrei , o celular dele está vibrando , mas logo para.
Eu me sento em uma poltrona que tem ali e fico o olhando dormir por um bom tempo.
–para de me olhar — sua voz rouca aparece
–como você sabia? — pergunto
–sensação de está sendo vigiado — ele diz se levantando .
–hm... — digo . Ele entra no banheiro e passa um bom tempo lá, mas do que eu levei.
Seu corpo coberto até pela cintura com uma toalha entra no closet e quando sai, ele está lindo. Ele sempre está. Mas em especial, ele está com aquela camisa qual eu amei.
– Vamos sair hoje — ele diz
–vamos? Onde? — pergunto
– em um lugar. — diz
– algo específico.
– isso é específico,- seus olhos se reviram- em uma boate — ele diz — descontrair
–oh... Eu nunca fui em uma boate. — digo
– você nunca fez nada nessa vida, de qualquer forma, vai ir hoje .
– Mas e a
– alguém vem cuidar dela e ponto.
–tudo bem . — digo.
– vem cá — eu caminho na sua direção — não faz essa cara — seus lábios se grudam aos meus .
– mas é a única cara que eu tenho — digo partindo o beijo- o que há de errado com ela?
–nada — diz comando nossos lábios outra vez .
– porque vamos sair ?- pergunto
–porque eu quero. — ele diz simples assim.
– legal. — digo. Ele volta a me beijar no pescoço.
–"legal"? O que quer dizer com legal? — pergunta com seus olhos agora em mim
–nada. Quer dizer, eu não sei se quero ir — digo.
– e porque não vai querer ir?
– eu não sei se quero ir para um lugar com música alta, muitas bebidas e pessoas desinibidas — digo o encarando
– mas eu vou e eu quero que vá comigo, então você vai — diz.
–tudo bem. Eu vou, não há um grande problema nisso, eu nunca fui, talvez eu goste, certo.
– é... Talvez você gostei . — diz e me encara por um bom tempo.
...
É noite e Nick está dizendo o quanto é injusto ela ter que cuidar da Mely para mim ir a boate, eu lhe digo que não será grande coisa, que eu vou tentar voltar fazer com que Justin nos traga de volta logo , e Mely ainda está dormindo, mas quando ela acordar é só dizer que eu volto logo e ela vai ficar bem, ela sempre fica.
Nick me trouxe um vestido que combinasse com o lugar qual vou. Eu estava sempre descalça ou com uma rasteira , mas Nick me trouxe um salto que me deixava apavorada só de dá um passo.
Diferente do que eu usava , mas eu estava bem... Bem desconfortável em cima daquele salto.
Notas finais
Uma das leitoras disse que eu demoro por isso vocês somem , mas eu só não posto quando eu realmente não consigo...
Minha cabeça está explodindo de ideias para essa histórias, já sei como quero que tudo aconteça ...
Então , vejo vocês logo ?
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