Notas iniciais
A possobilidades da história tornar-se confusa, então comentários são úteis, sugestões também, já que idéia é boa e eu não quero desperdiçar, é provável que eu faça uma série, pois essa fic é só a primeira parte

· \'\'10 anos à frente\'\'

Mansão dos Peacecraft’s

· Srta. Pandora- disse a criada- alguém deseja ver-lhe

· E este alguém tem nome?

· Não senhorita, ele não quis se identificar, ordenou-se que era preciso ou não atenderíamos a sua petição, mas este persiste,... Se me permiti dizer, um fato curioso, (pausa) ele veste-se como um anjo.- argumentou essa última frase com ênfase

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· Pandora levantou-se da penteadeira, após muito escovar suas longas madeixas avelã, descansou o instrumento na cabeceira ‘’como um anjo’’ , nada disse até dirigir-se a serviçal

· -Acho que tenho um palpite, mandem-no ao salão principal, não há necessidade de revista-lo demais, além do mais não estou vestida para morrer- esbanjou uma pequena risada, a empregada não deixou de acender um sorriso, apesar de reprovar tal comentário

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· Após o breve diálogo, a doméstica retirou-se do aposento com uma referência, deixando sua ama sozinha. Pandora marchou novamente ao espelho, era uma virgem admirável, de pele tão clara quanto a mãe, seu porte lembrava uma puberdade já vivida, cabelos lisos e castanhos, de uma cor mais saturada ,olhos azuis de exterioridade suavemente alongados, ventas delicadamente rebitadas, suas maçãs cunhavam certo volume à face, um bucólico gestos de sorrir era facilmente ressaltado além de seus lábios amplos. Pandora Peacecraft, filha Relena Peacecraft, vice-ministra do Exterior na Nação Unificada, ocupa o cargo recentemente e atua ao lado de sua mãe, astuta e determinada, é apontada como futura influente e digna de confiança, princesa do pacifismo e uma dos legatários do Reino Sank

· -Por aqui madame- disse outro doméstico, desta vez um senhor de idade

· -Obrigada Holmes, avise a sua rainha de que vossa princesa atrasará um pouco, mas que estará lá antes do início da assembléia

· -Com todo o prazer vossa alteza – e seguiu rumo a seu compromisso

· As grandes portas foram abertas para sua majestade, a grandeza do recinto era compatível a riqueza de seu legado, de mogno a marfim, detalhes com forro de ouro, prata e bronze, arranjos da mais alta jerarquia inglesa, ilustres pinturas de Da Vinci, Michelangelo, Picasso, Portinari entre outros. Os estofados, localizados ao centro da sala, seu visitante encontrava-se acomodado e sentado como um excelente anfitrião, indicava uma postura reservada, uma perna meio dobrada na outra e assegurando o joelho com as duas mãos , essa era uma linguagem corporal nítida na qual apenas uma aproximação especial para quebrar sua resistência.

-Caso não esteja lembrado, sua presença nesta casa não é bem vista aos olhos da rainha

-E bom vê-la também Pan.

-Pan...dora -essa era uma título mais íntima de sua pessoa, apenas familiares e amigos próximos tinham o direito de chamá-la assim.

Ouve-se um silêncio

-Então o que te traz até mim...anjinho?- (lembrando-se da descrição da criada)

-Sei que sou uma aberração, não necessitamos de zombarias- ajeito-se em seu lugar, não demonstrou-se ofendido, apesar das críticas tinha orgulho de possuí-las

-Porque não as escondes? Ou melhor remova-as, acha normal sair por ai com um par de penas nas costas, pare de brincar de Homem-passáro.

-Doutor W. projetou elas especialmente para mim, junto com o coração, não interfiro nas sua profissão, eu apenas sigo ordens

-Não é surpresa alguma, você está mais para um robô, do que para ser humano- e ainda ressaltou — uma experiência a mais ou a menos já não faz diferença- houve uma pausa, Pandora aproveito para continuar o comentário- é triste conhecer uma pessoa que nasce para não cê-la

Não houve resposta

-Okay, sei que você é um pobre menino carente, confuso e cheio de problemas, mas não há razão para vir a minha mansão e ficar desabafando , se este for o seu problema, contratamos um psicólogo

-Não preciso, obrigado- falou com a voz monótona

-Quer comer alguma coisa? Negou com a cabeça

-Talvez água, precisa de roupas, dinheiro..? Negou novamente

-Quer um abraço- Pandora finalmente falou

Acenou positivamente

-Então venha cá_ abraçou a pequena criança, não teve dificuldades pois as \'\'famosas\'\' asas pareciam fazer parte do corpo, estava magrinho, não importava-se com nada, não queria nada, mas não era bem assim, ele necessita de algumas coisas. Pandora acompanhou-o até a saída, logo que a mesma estava rumo a reunião da Liga das Nações

-Você tem aonde ficar? Onde vive?

\'\'Mas permaneci sem respostas, apenas fiquei a observar a pequena criatura peregrinar pela estrada de pedras, sob uma paisagem natural repleta de verde e azul em plena primaveral, levado por uma leve brisa da manhã\'\'

-Até outro dia meu irmão- pronunciou essas palavras antes de embarcar em seu helicóptero

Notas finais
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