Gumia a Ceifadora
1 O inesperado Acontece
Notas iniciais
"Oi eu sou Gumia, não sei ao certo como fazer uma apresentação adequada, mas vou tentar começar desde o inicio...Então vamos lá. Eu sou a Gumia, tenho 15 anos e moro com minha mãe em Londres, ela é uma escritora, seus livros são pouco conhecidos, mas são realmente fantásticos, algumas de suas historias já apareceram em jornais, eu tenho que admitir as vendas desses jornais que contém suas historias são bem lucrativas, meu pai morreu em um acidente com uma carruagem, desde então quem me sustenta é a minha mãe, ainda não encontrei um emprego, não é por preguiça de procurar é que realmente ninguém vai muito com a minha cara, sempre dizem que uma garota como eu não conseguiria fazer absolutamente nada. Minha mãe quer que eu seja uma escritora também, mas o que eu gostaria realmente de ser.... ah bem.... algo ligado a agilidade, ação e coisas do tipo, sei que um dia eu irei encontrar mas enquanto esse dia não chega o que me resta é esperar."
06:00 a.m
– Gumia! Terás de descer na cozinha já!
– Hum? Oh! sim, perdão minha mãe, descerei em um estante! — Digo eu ainda sonolenta por ter acabado de acordar.
"Moro em um sobrado simples, e eu realmente não entendo qual o proposito de acordar tão cedo!"
– Quantas vezes terei de dizer! Se quiser tornar-se alguém no futuro o seu dia deves começar cedo! Agora ajude-me com essas caixas... Ah! E depois de levar essas caixas lá em cima pegue a correspondência.
– Mãe! Eu ainda estou com minha vestimenta de dormir!
– Gumia! Tu eres realmente lerda, dei-me essas caixas eu levo-las para cima, vistasse adequadamente e pegue as correspondências.
"Minha mãe nem sempre é assim é que as vezes quando algo no trabalho não dá certo ela fica de mal humor, e nesses dias está tudo dando errado, a maioria das empresas não esta gostando muito das historias da minha mãe, eles dizem que falta alguma coisa, mas para ser sincera nem eles sabem o que falta, eu também não notei a presença de alguma coisa, mas eu realmente não sei o que é!"
Ao subir as escadas e entrar em meu quarto, olho pela janela e noto a presença de uma carruagem, ela tem dois cavalos deve ser alguém importante! Logo não pensei duas vezes me troquei correndo e desci as escadas para ver quem era, ao chegar na porta noto minha mãe conversando com uma pessoa que não consegui identificar, ela parecia super feliz, mas não queria que minha mãe nota-se a minha presença então resolvi esperar na cozinha enquanto tomava meu café da manhã.
– Gumia!
– Sim? Diga, minha mãe.
– Tenho ótimas noticias! Acabei de ser convidada para um baile do Visconde de Druitt! Será hoje a noite.
– Minha mãe, achei que você não poderia sair até que termine o seu trabalho, pois o prazo de entrega é amanhã.
Ela ficou um pouco desanimada, mas logo abriu um sorriso e disse:
– Gumia, eu poderei pedir a ti um favor?
– E-e qual seria esse favor? — fiquei um pouco tensa nesse momento.
– Poderias tu ir ao baile ao invés de mim?
– EU! O QUE? Não, não, não, não, eu não sei nem ao menos como me comportar e nem tenho o que vestir!
– Mas se tu fostes poderia divulgar o meu trabalho e isso seria muito lucrativo para mim. Vamos Por favor filha, tenho certeza que irás dar um jeito — Ela faz uma cara de dó.
– Está bem me vou! — sinceramente acho que fiz a pior escolha da minha vida indo para o baile — mas o que eu vou vestir?
– Ah! Quanto a isso...
Ela saiu me puxando pela casa inteira até chegar a um armário velho em seu quarto, ao abri-lo puxou de lá do fundo um vestido azul que sinceramente parecia ser do seculo passado!
– Mãe, gostaria de algo para vestir e não essa coisa veha!
– Gumia! essa "coisa velha" é um vestido de sua bisa-avó, era um dos vestidos mais populares na época! E esse está ótimo, a não ser que você tenha dinheiro o suficiente para comprar um!
"Não gostei muito do vestido mais acabei aceitando, e pensar que a minha bisa-avó era alguém importante no passado."
As horas foram se passando, e eu e minha mãe fomos fazendo nossos a fazeres. Um pouco antes da hora do baile minha mãe já começou a me arrumar! Ela tinha algumas coisas da nobreza que eu realmente nem sabia da existência daqueles acessórios, mas sempre quando perguntava a resposta era a mesma: "Eram da sua bisa-avó." Acabei ficando pronta um pouco antes da hora marcada, mas avia um problema eu não tinha um meio de transporte! O que significaria que a ideia de eu ir ao baile estaria arruinada!
– Mãe o que nós vamos fazer não tem nenhum meio de transporte! Como irei ao baile agora?
– Podemos alugar uma carruagem, venha Gumia não podemos perder tempo!
Saímos de casa numa correria até chegarmos em uma loja onde se alugava a carruagem, minha mãe pagou o vendedor que me levaria ao baile e me traria novamente para casa. Sem perder tempo antes de você dizer otorrinolaringologista nós já estávamos a caminho do grande baile.
20:30 p.m — A chegada no baile.
"Ao sair da carruajem o homem disse que voltaria para me buscar assim quando o baile acabasse, olhei para todas aquelas pessoas do lado de fora daquela mansão que mais parecia com um palácio, todos pareciam ser realmente muito nobres e importantes, mas não posso me sentir envergonhada com a presença deles! Afinal eu vim aqui para divulgar o trabalho de minha mãe e é isso que eu farei!"
– Bom vamos lá — Dou um passo para dentro daquela enorme mansão que estava rodeada de pessoas que pareciam ser realmente muito nobres.

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