Guerra dos Dominadores — O despertar
2 Ganhar ou perder? O poder renascido
Notas iniciais
— M-Mas que droga...minha mãe vai realmente me matar...não devia ter dormido aqui na cidade...devia ter voltado pra casa, to fodido mesmo. — Resmungou sozinho.
Era por volta de meio dia quando Pietro acordava já reclamando da possível bronca que levaria de sua mãe. Apesar de todos seus defeitos, Pietro sempre foi um bom filho, e mesmo não gostando de estudar ou sendo boca-suja e rebelde, nunca desapontou sua mãe profundamente. Provavelmente essa seria a primeira vez que ele realmente receberia um sermão profundo de sua mãe, já que ele nunca havia feito algo do gênero em toda sua vida.
O caminho até o metro era um pouco demorado, Pietro precisaria passar por locais perigosos como o bairro boêmio da cidade, o tal bairro era um local totalmente devasso. Diversos bordeis, bares, e também havia um forte tráfico de drogas instalado naquele bairro, do qual a polícia local tinha uma grande dificuldade de combater.
O subúrbio boêmio era lindo mesmo de manhã. As luzes de neon brilhavam por todo o bairro mesmo que o céu estivesse claro. Não apenas as luzes davam um ar glamoroso aos arredores, como também a aparência dos condomínios de luxo, casas e também bares daquele local. Era tudo de primeiro mundo, mesmo um bairro tomado pelo tráfico possuía uma infraestrutura melhor que a de muitos locais do mundo. Tal infraestrutura era condida pelos grandes líderes da máfia que estavam instalados naquele distrito. Alguns políticos corruptos que lucravam com as casas de prostituição e Cassinos ilegais permitiam com que tudo isso acontecesse mesmo que fosse contra a lei. Afinal o dinheiro sempre moveu a sociedade, mesmo que tivessem que passar por cima das leis.
Se o objetivo de Pietro era passar despercebido frente a tantos homens mal-encarados, e também prostitutas usurpadoras de jovens inocentes, com certeza ele havia falhado miseravelmente. Os gemidos de algumas prostitutas próximas do rapaz faziam com que ele ficasse com suas bochechas ruborizadas de forma muito visível. Com certeza todos ali logo perceberiam que ele não fazia parte daquele local. Não só por suas roupas de um adolescente comum, como sua expressão facial tímida e inocente. Mesmo que Pietro fosse um adolescente com muitos pensamentos sexuais, e desejos. Sua falta de experiência física no assunto fazia com que ele ficasse vermelho facilmente ao ouvir sons tão provocativos e sensuais. Apesar do rapaz ter um certo entendimento sobre o quesito mulheres, sexo e como conquistar uma garota sem muitas dificuldades, o máximo que ele chegou foi a ficar seminu com uma de suas ex-namoradas.
" Agora que vão me descobrir, me assaltar, matar, esquartejar e jogar os restos pros cães comerem. Maldita seja a hora que eu não passei a vara naquelas minhas ex-namoradas! Nessa hora alguns gemidos não seriam nada! Devia ter descido o sarrafo mesmo. "— Esbravejou em pensamento.
Não demorou muito até Pietro sentir um hálito forte de Whisky em seu cangote. Algo que fez o rapaz estremecer todo seu corpo enquanto continuava a caminhar agora um pouco mais rápido. Logo ele sentiu uma mão encostar em seu ombro esquerdo e a única coisa que veio em sua mente foi uma sensação de sorte e alívio
“ Ainda bem que ele pegou no ombro esquerdo... eu sou destro...é só dar um soco de direita e sair correndo mais rápido que um escravo em fuga. “
Pietro não pensou duas vezes e então virou-se rapidamente e desferiu um soco de direita reto sem nem ver quem era, e assim que acertou algo macio que ele julgava ser o rosto do possível assaltante saiu correndo em fuga o mais rápido que seu corpo preguiçoso o permitiu. Porém, depois de alguns segundos correndo, o rapaz sentiu novamente aquele hálito forte, e como num piscar de olhos, um rapaz de cabelos brancos trajando uma roupa que mais parecia de garçom aparecia parado na frente de Pietro o encurralando. O homem misterioso tinha um sorriso malicioso em seus lábios, mas de fato não parecia querer ferir o jovem, que após essa breve conclusão, decidiu parar e olhar para o homem de cabelos alvos.
— Hum...então você ainda está vivo Pietro...muito bom...agora que você matou aqueles dois novatos metidos a besta, eu vou te dizer tudo o que você precisa saber.
— Epa, epa! Como assim você sabe meu nome...e porra! Que papo é esse de me ensinar? Eu nem sei seu nome cara! É melhor você me dar um bom motivo para continuar aqui, senão eu vou embora seu porra louca! — Gritou Pietro indignado.
— Ok, ok...meu nome é Joseph, mas pode me chamar de Joe. E eu vou te ensinar sobre seus poderes...te explicar o que é esse jogo, eu vou te ajudar a continuar vivo. E o motivo é simples...se você não quiser eu te mato e facilito tudo pro meu lado.
— Certo “Joe”...isso me parece um bom motivo. Mas...se fosse assim...por que me ensinar? Você com certeza deve precisar de mim para algo, mas...de fato vai ser muito mais fácil pra mim se eu te ouvir...então vamos lá, pode começar a falar ai seu bundão.
Uma pequena veia na testa de Joseph ficava mais acentuada ao ser chamado de bundão, nesse momento, Joseph perguntava a si mesmo se realmente era melhor ensinar Pietro sobre tudo isso ou deixa-lo a sorte. Ele respirou fundo e então pegou no ombro de Pietro e então olhou para os lados.
— Não aqui... — E após dizer isso Joseph desapareceu junto a Pietro deixando apenas um clarão no local.
No mesmo instante Joseph e Pietro apareciam dentro de um bar que parecia estar abandonado por fora, porém o lado de dentro estava muito bem limpo, organizado e havia poucas pessoas, algumas jogavam bilhar, outras apenas bebiam um drink, mas no geral era claro que todos eram Dominadores.
— É o seguinte...apenas Dominadores novatos são tão sanguinários e querem se matar. Geralmente nós os deixamos se matarem, mas você diferente...assim que você nasceu como um Dominador o céu se fechou e uma nebulosa surgiu.
— Mas...todos os Dominadores podem criar um universo a partir de seus poderes certo? E as Nebulosas é apenas a poeira cósmica...isso não é porque eu sou fraco?
— De jeito nenhum...aquele palhaço não criava Nebulosas...e aquela mulher só criou um pouco de pó que parecia uma Nebulosa...mas de fato não era. Pietro...pessoas como você são chamadas de Gênios Espirituais!
— O que caralhos é um Gênio Espiritual?
— Gênios Espirituais são pessoas que podem criar sua própria essência do universo. Não sei se você percebeu, mas...meu poder está relacionado a Luz...eu sou do signo de Leão, meu poder se chama Coroa Solar. Basicamente eu posso criar chamas solares e também me mover na velocidade da luz. Você é do signo de Aquário certo? Geralmente pessoas do seu signo desenvolvem um dom que permite com que elas se movam na velocidade do pensamento, ou crie coisas com a mente...no caso você cria armas mas...esse não é seu verdadeiro dom, ele é apenas um deles...
— Okay mas...se o intuito desse jogo é ser o último vivo...por que você me ajudaria?
— Porque na verdade...nem todos precisam morrer, e no fundo no fundo...nós estávamos procurando alguém que fosse um Gênio Espiritual mas...sempre que um nascia, alguém ia atrás dele e o matava...então estamos a aproximadamente 2 mil anos tentando chegar antes dele...
— Ele quem porra?!
— Vincent...ele é um outro Gênio Espiritual o segundo vivo. Ele nasceu sobre a estrela de Leão...o poder dele atualmente não está apenas como seu primário que se chamava Regulus, o poder da estrela leonina. Seu poder já engloba a luz, fogo, mente e está começando a criar técnicas temporais graças a sua velocidade absurda.
— Mas...me explica...por que ele nunca matou todo mundo já que ele é tão pica das galáxias?
— Bom, você era a última pessoa que precisava nascer para fechar o ciclo dos 1.200 participantes. E sinceramente eu prefiro que você vença do que o Vincent. Afinal...agora que você está aqui...a única coisa que segura ele de matar todos são o que chamamos de Reis Dominadores…um Rei Dominador é aquele que controla uma essência básica do universo...como a Envy tinha a morte, mas a morte é algo tão complexo que existem 3 que possuem esse dom....você o que tem o dom de matar tudo, Jack...aquele que tem o dom de extinguir todas as almas, e Drake...aquele cujo o poder é a ressureição. Vocês juntos são chamados de “ A trindade da morte. ”
— Mas como você sabe que eu vou ser melhor?
— Graças a Ana...ela pode ver o futuro e o coração dos outros. E ela viu que você seria alguém de coração bom para ganhar o direito de reinar...então...nós optamos por você.
— Mas espera...não tinha outra opção não? Tô desconfiando ainda...
— Bom...há atualmente quatro opções. Primeira: Derrotar o Vincent e esperar você nascer ou outro bom nascer para dominar...mas seria quase impossível e não queremos arriscar; Segunda: Derrotar Deus e Vincent, mas esta está fora de cogitação; Terceira: Deixar o Vincent dominar tudo; Quarta: Te ajudar a ter poder para nos ajudar a derrotar o Vincent, logo depois você assume o controle e não destrói tudo nos deixando vivo...e é essa que nós escolhemos.
— Bom...mas esse são só vocês...e os outros pelo mundo?
— Basicamente eles acham que conseguem derrotar o Vincent e Deus...outros acham que o Vincent seria um bom líder...e outros somente vão tentar sobreviver a tudo que vier.
— É....parece que eu sou a melhor opção! — Disse Pietro sorridente.
— Mas não vá se achando, se for preciso nós te matamos e esperamos alguém bom nascer de novo, o que são mais uns mil anos pra quem já esperou tanto?
O jovem tremeu mais uma vez e então ficou olhando fixamente para Joseph com uma expressão de alguém apavorado. Joseph então começou a gargalhar bem alto.
— Relaxa...você não está com medo...está?
— Mas é claro que não! — Exclamou Pietro.
— Muito bom...porque...está na hora de começar do zero, você vai precisar libertar seu verdadeiro potencial... — Joseph tinha um tom levemente ameaçador no timbre de voz.
— O-O que você quer dizer com isso? — Pietro engoliu seco se afastando um pouco.
Um rapaz muito alto, de aproximadamente dois metros de altura com cabelos negros e cacheados, pele morena e olhos castanhos, segurava Pietro pelos ombros. Calmamente o moreno misterioso aproximava-se um pouco do ouvido de Pietro e sussurrava.
— Isso quer dizer que te mataremos e te traremos a vida...totalmente renovado...prazer...meu nome é Inã, eu sou a ressurreição
— Mas o que? Nem pensar! Eu não vou deixar vocês me mat—
O rapaz nem conseguiu terminar sua frase quando sentiu sua vida esvaindo-se de seu corpo. Era frio, parecia que ele estava num deserto congelado, um lugar muito frio onde ventava de forma avassaladora. Apesar de não sentir dor, e mal conseguir ouvir mais os sons ou ver as pessoas ao redor, a última coisa que ele ouviu foi Joseph falando para Inã " Se você ressuscitar ele...o potencial dele será infinito e não terá volta. "E Inã respondendo com um sorriso no rosto " Eu tenho certeza absoluta...eu sei que ele irá nos salvar...apesar de muito imaturo nesse aspecto...pelo o que eu pesquisei da vida dele...o rapaz é mais inteligente do que você imagina. " E após ouvir isso Pietro simplesmente apagou.
Pietro acordou respirando profundamente. Ele estava um pouco assustado com a experiência de morte e ressurreição. Mal sabia ele quanto tempo havia passado desde que ele “morreu”. Sua principal preocupação foi sua mãe, e assim que ele levantou sem nem mesmo prestar atenção no ambiente, saiu em disparada para fora do quarto que estava afim de saber que dia era aquele, e saber também de sua mãe.
— O QUE ACONTECEU? QUE DIA É HOJE?
Para a surpresa do rapaz, ele estava em sua casa, e assim que abria a porta do quarto ele via sua mãe na sala conversando com Joseph, Inã e também um homem loiro de olhos acinzentados chamado por eles de “Seraphino”. Todos olhavam para o rapaz e então sorriam de forma alegre. Sua mãe, muito preocupada ficava com seus olhos cheios de lágrimas e então corria para abraçar seu tão amado filho.
— E-Eu estou tão feliz que você está bem... — Ela o abraçou mais forte.
— Sra. Aurum...
— Pode me chamar de Marry.
— Ok, Marry...agora você entende o que é um Jogo de Dominadores?
— S-Sim... — Fungou e limpou as lagrimas.
— Então espero que confie em nós para cuidar do seu filho, nós prometemos que não deixaremos ele morrer.
— O meu filho é forte! O santo dele é mais poderoso do que vocês imaginam, esse moleque não morre de jeito nenhum...e olha que ele já fez muitas travessuras quando pequeno!
Pietro ficava ligeiramente encabulado, e então desviava o olhar fitando a janela, enquanto todos lá começavam a gargalhar da reação do jovem.
— Então eu devo arrumar minhas malas?
— Não precisa, nós compramos novas depois para você...
— C-Certo eu só vou pegar uma coisa.
O rapaz correu até seu quarto e então pegou sua chave de casa e prendeu em seu colar onde havia um pequeno pingente de uma chave com um coração.
— Mãe...eu vou levar isso como prova que eu vou voltar pra casa! Não troque a fechadura até lá! — Pietro fez um sinal de positivo com a mão enquanto sorria com um pouco de vontade de chorar.
— Escuta aqui moleque, é lógico que você vai voltar...você é meu filho, agora vai lá onde está essa bixa mal comida de Vincent e acaba com a raça dele!
— Pode deixar! — Exclamou de forma alegre enquanto abria a porta de casa.
— Até mais tarde!
Assim que ele fechou a porta de sua casa e a trancou deixando sua mãe para trás, algumas memórias em sua mente começavam a surgir, mas ao contrário do que os três ali esperavam, Pietro apenas ficava mais determinado com tudo aquilo.
— Bom...agora que você já está mais situado da situação...eu vou te confessar uma coisa...eu só disse aquilo sobre você ser o mais importante de tudo isso para bem...você aceitar...mas a verdade é que você é apenas um dos vários que podem ser rei...assim como eu, o Inã e o Seraphino. Mas a realidade é que nós estamos bem com nossos postos de Executores.
Pietro começava a rir bem alto, para a surpresa dos três ali presentes. Ele quase chegava a chorar de tanto rir, sua risada chegava a ser contagiante ao ponto que até mesmos os outros três começavam a rir também.
— Eu já sabia disso...fala sério...ficou muito mal explicado. Mas...agora me explica exatamente como funciona a rede de poderes!
— Que bom que perguntou...vou explicar bem melhor agora... — Sorriu Seraphino.
O rapaz pegou uma folha de papel e então escreveu algumas coisas e depois mostrou para Pietro.
— Existem classes de Dominadores e elas são:
Xamãs – Invocadores de espíritos tanto elementais como espíritos variados como Monstros etc...no meu caso eu invoco Anjos.
Executores – São aqueles que possuem poderes apenas de destruição como a “Coroa Solar” de Joseph ou Ressurreição do Inã.
Protetores – Também chamados de Guardiões, os protetores são o escudo e a vida de seus aliados...você ainda não conheceu o John...ele é um protetor! Geralmente protetores criam escudos, barreiras ou curam seus aliados.
Conquistadores – São os mais raros, seus poderes podem ser totalmente variados, o seu poder antigo era o que misturava Xamã e Executor...espírito das armas e ainda era totalmente ofensivo.
Após isso ele pegou a mesma folha, virou ela do outro lado e começou a desenhar uma segunda tabela.
— Existem RANK’S de poder também.
C – Iniciantes, por algum motivo estranho você não se encaixa aqui, mas o Klaus e a Envy sim.
B – Começaram a dominar seus poderes a pouco. É aqui que você está Pietro.
A – Geralmente são os avançados, pessoas que já tem um bom controle de suas habilidades, mas ainda estão desequilibradas.
A+ — Nesse ponto começa a ficar interessante, quando você chega nesse Rank, você provavelmente já vai ter dominado totalmente seu primeiro poder e está começando a criar novas habilidades.
S – São geralmente Especialistas como o Joseph que dominou totalmente o caminho da Coroa Solar...fogo e luz em 100% de seu poder.
S+ — Nesse ponto, não basta ter apenas 100% em seus poderes. Seu corpo deve estar 100%. No caso o nível do Inã, ele consegue receber um golpe equivalente a força de um meteoro em seu corpo, e mesmo assim quebrar apenas um osso ou outro.
SS – Pessoas nesse nível já são Monstros...seus corpos podem aguentar a força de um Big Bang...suas mãos podem parar o Sol, seus poderes já fazem parte das suas entranhas...você literalmente é o Deus daquela parte do universo.
SSS – Apenas o Vincent chegou nesse ponto. Ele é um Deus dentro de Regulus como em Aldebarã...o poder que ele absorveu de um amigo antigo...basicamente nesse ponto você pode recriar a explosão que deu a existência no universo com apenas uma das mãos.
X – Dizem que esse é o nível do cara que criou esse jogo.
Em meio a grande explicação de Seraphino, horas se passavam enquanto eles viajavam dentro daquele carro desconfortável. O céu azul límpido começava a dar lugar para um crepúsculo avermelhado e levemente frio.
— Para que cidade exatamente nós estamos indo? — Indagou Pietro curioso.
— Nenhuma...nós vamos te levar para treinar num lugar afastado como o abismo do fim da cidade...afinal...em dois meses a Guerra da Cidade vai começar...e você precisa chegar no mínimo ao rank A+ — Respondeu Seraphino.
— Hum...então mais pessoas vão querer absorver o poder dos outros?
— Na verdade agora começa a “peneira” Todos os Dominadores vão invadir a capital da Potência Mundial...Topyo...
— Sério? Nós vamos ver os asiáticos? Bom...vai ser uma grande confusão...espero que fiquem vivos!
— Nós? Humpf...fala sério, eu sou Joe...o amente ardente! — Joseph apontou o dedo indicador para frente e fez um coração de fogo.
— Ah...bem...acho que ficaremos bem! — Sorriu Seraphino.
— Bem crianças...chegamos! — Exclamou Inã.
Assim que todos desciam do carro, Joseph começava a esfregar seus dedos da mão direita uns nos outros, logo em seguida o mesmo abriu sua mão e assoprou criando algo semelhante a uma baforada de Dragão igual ao dos filmes cinematográficos. Tal ato fazia Pietro ficar impressionado com tamanha habilidade, não somente de conseguir criar uma baforada, como também por ele conter o fogo numa linha única.
“ Estavam com saudades de mim crianças? Sim! Seu narrador favorito está de volta. Poxa...que complicação essa vida corrida do Pietro hein? Agora sim ele nunca mais vai poder reclamar do tédio! Mas relaxa...não vou tomar muito do tempo de vocês...só vim dar um “oi” Afinal...eu estava com saudade de vocês...especificamente de você! É você mesmo ai que está lendo essa parte, bom...não conte para os outros, mas...você é a pessoa que eu mais gosto de todo o mundo.
Bom...vamos pular a parte chata do primeiro dia do Pietro fora de casa numa cabana no meio de um deserto, afinal...ninguém quer ficar sabendo dele chorando de saudades né? Hahaha talvez um pouco...mas fica pra próxima, esse bunda mole vai chorar muito ainda, relaxa! “
O dia logo nascia, o Sol estava forte, o céu estava claro e com algumas nuvens brancas parecendo algodão doce. Pietro mal se levantava quando já recebia um golpe em suas costas. Era Inã que o acertava com um chute usando os dois pés, o tal chute o lançava para fora da humilde cabana no meio do deserto.
— Tu tá louco negão? Se fizer isso de novo a chapa vai esquentar num nível que você vai ficar mais preto do que já é! — Mesmo não sendo politicamente correto, Pietro ofendia Inã indiscriminadamente, afinal ele estava muito bravo.
— Haha pirralho, olha sua cor.... — Inã gargalhava pouco se importando.
De fato Pietro não era muito claro, sua pele era bronzeada, talvez fosse por passar muito tempo no Sol quando jovem, mas não mudava o fato de que sua cor não era de uma pessoa “branca”. E por esse choque de realidade, o rapaz acabava caindo no chão rindo da situação.
— É....você tem razão...mas então isso me dá mais liberdade de poder zuar com você criolo.
— Muito bom...quero essa energia na hora de não morrer quando você for despertar o poder!
— Fica tranquilo mano, o lance já tá no esquema aqui comigo, tá ligado? — Cuspiu no chão e depois sorriu de forma maliciosa.
O rapaz já estava muito mais “solto” na presença dos novos amigos, eles realmente pareciam já amigos de época, e nem sequer haviam passado mais de três dias juntos ainda.
O treino de Pietro começava muito cedo, o primeiro a começar a tentar despertar os poderes ocultos do jovem era Inã, que por sua vez era muito sutil, talvez essa característica seja reflexo do seu poder de ressurreição, afinal ele não deve ter motivos para temer a morte. Primeiramente Inã começava espancando Pietro sem dó, ele corria em direção ao jovem e então o jogava para cima de forma brutal, e assim que o rapaz já estava no alto indefeso, Inã pulava e socava sua barriga o lançando mais para cima ainda, e logo em seguida o mesmo aparecia em cima de Pietro o chutando com ferocidade para o solo. Assim que o corpo do rapaz tocava o solo após o grandioso chute de Inã, o mesmo abria uma cratera.
Nesse ponto, o rapaz estava completamente inutilizado. Pietro havia perdido as duas pernas no impacto, sem contar as fraturas em sua coluna que o deixaram tetraplégico.
— Ué? Você não era o todo poderoso? Vai morrer como um cotoco idiota?
— C-Calado ai...o.. — Sua fala era interrompida por uma forte tosse, onde Pietro acabava cuspindo muito sangue.
— É...é o fim mesmo...que desperdício de gasolina.
“ É assim...esse é o fim? Eu não acredito nisso...nem fodendo eu vou morrer agora!
Uma voz profunda aparecia dentro da mente de Pietro que estava quase morrendo.
Não quer morrer? É fácil...queira matar ele...se você apenas levar isso na brincadeira...você NUNCA vai vencer alguém...para de brincar, a hora disso já acabou...aqui é o seguinte...ou você mata ou você morre.
Então eu vou matar! — Esbravejou com toda sua força o jovem rapaz.
Era isso que eu queria ouvir. — Retrucou a voz. “
O céu claro do lugar tornava-se negro em questão de segundos, uma chuva torrencial tomava conta do enorme deserto. Milhares de estrelas brilhavam no céu agora noturno, e assim como da última vez, assim que a chuva tornava-se menos intensa, o céu era tomado por uma gigantesca Nebulosa. O ponto principal deste diferencial era que a Lua parecia muito mais brilhante e viva que da última vez. Ela parecia estar mais próxima do planeta, e principalmente a parte mais chocante era que a Lua estava vermelha como sangue.
Um pilar de energia semelhante a chamas negras subia aos céus, tal energia desfazia completamente quaisquer nuvens e chuva no local. Tudo o que ficava visível era um céu negro estrelado, com uma Lua vermelha chamativa e a Nebulosa sangrenta. Talvez fosse devido a Lua mais próxima do planeta, ou o poder altamente destrutivo que surgia de repente no local. De toda forma, a gravidade no local tornava-se pelo menos trinta vezes mais forte do que já era. Se o corpo de Inã não fosse muito bem treinado, seu corpo provavelmente teria sido queimado totalmente, além de ter ficado esmagado no chão graças a tal agressividade.
Inã sentia um instinto assassino vindo de trás dele, porém não teve nem se quer tempo de ter uma real reação quando viu Pietro saindo de dentro da cratera trajando uma roupa totalmente negra e esvoaçante feita das mesmas chamas negras do pilar. Suas vestes eram semelhantes a um manto negro desfiado e rasgado, ele também usava um chapéu negro também feito de energia, o chapéu era semelhante a de um mosqueteiro, porém as plumas eram chamas vermelhas como o sangue, e na lateral dobrada do chapéu havia um tridente desenhado também em chamas vermelhas. Pietro também estava segurando duas armas aparentemente sólidas, porém feitas de um metal preto, e apenas onde seria a lâmina era vermelho. Em uma de suas mãos havia uma foice, mas não uma foice comum. O cabo tinha aproximadamente um metro e oitenta, a lâmina da foice era longa e também negra porém na borda da lâmina havia uma faixa vermelha semelhante a ondas. Assim que a poeira ia abaixando era possível ver uma segunda lâmina igual a de cima, porém no outro lado do cabo da foice. Era surpreendente uma foice dupla tão bem detalhada. No meio do cabo da foice dupla havia algo semelhante a duas mãos esqueléticas douradas presas como se estivessem de mãos dadas. As mãos se soltavam e prendiam-se nas costas de Pietro, e então uma longa corrente negra fazia com que as foices agora separadas ficassem presas ao rapaz como se fossem asas. A outra arma era uma Cimitarra com um cabo vermelho com alguns detalhes em dourado, o guarda mão parecia ser feito de alguma pedra vermelha e tinha a aparência da mesma Lua cheia vermelha. A lâmina era fina porém larga, logo no começo da lâmina na parte de baixo onde fica o fio havia uma deformidade parecendo um dente de metal curvado para trás. A lâmina na parte de cima tinha uma deformidade fazendo o formato de uma meia lua na parte de cima. Uma das características mais marcantes de uma Cimitarra é seu formato peculiar, por ser uma lâmina com uma leve curvatura ao longo da espada.
— Prepare-se! Agora eu vou te mostrar o porquê você nunca deve me subestimar...e com certeza depois disso nunca mais subestimará ninguém!
Pietro matinha sua Cimitarra em sua mão direita enquanto que na sua mão esquerda ele criava algo semelhante a uma lâmina de chamas negras que pareciam ser partes da roupa que ele usava e em seguida ele a lançava em direção de Inã.
Após lançar a espada de chamas negras o mesmo aparecia a um metro de distância de seu adversário prestes a desferir um golpe horizontal. Porém, assim que Pietro começava a mover seu braço, Seraphino com todo seu esplendor, dotado de arcanjos ao redor segurava-o pelo braço enquanto Joseph segurava-o pelo pescoço.
— É...parece que ele libertou seus poderes...e por um momento ele te superou, superou a mim e também superou o Joseph...mas ainda falta muito...até porque...ele não está consciente.
Quando Inã e Joseph olhavam mais atentamente, Pietro estava com os olhos abertos, porém vazios. Dava para perceber que ele estava desmaiado, porém suas pálpebras negavam-se a se fechar, e seu corpo a parar de se mover. Talvez o último desejo de Pietro fosse matar Inã, e ao desmaiar, sua vontade continuava tão forte, ao ponto de mesmo desmaiado seu corpo continuar emanando energia e se mover sozinho para o tal ataque.
Joseph se impressionou com o potencial de Pietro, milhares de perguntas vinham em sua mente, mas a única resposta que ele tinha, era de fato a que mais o assustava.
“ Parece que ele não desenvolveu seu dom de morte no sentido de matar todos...e sim em não morrer...puta merda...esse moleque é imortal. “
“ Fala galera, tudo em paz? Narrador na área! Poxa hein...esse Pietro é pior que um personagem de RPG, evolui cada vez mais! Aposto que ele tá de hack! Espera só o Escrit— GM ver isso aí!
Na verdade eu ainda acho que ele não vai demorar tanto assim para aprender como fazer as coisas...até porque...se ele demorar muito para aprender as coisas o Vincent vai brincar de futebol com a cabeça dele...e eu aposto que isso não seria tão legal...para ele, porque eu ia achar engraçado pra caramba!
Um beijo no ombro de todos vocês! Continuem lendo isso aqui! Sério...acredita em mim, uma ou outra fica legal! É...eu acho, não vou prometer...não estou afim de um processo por propaganda enganosa. “
Após aquele primeiro episódio tão repentino de Pietro liberando seus poderes graças a aquela experiência traumática, quem assumiu o treino foi Joseph, que apesar de estar uma classe abaixo da de Inã, o mesmo possuía um poder destrutivo no mínimo dez vezes maior.
O primeiro dia de treinamento de Pietro e Joseph começava logo no dia seguinte, no caso segunda feira. Joseph começava ensinando Pietro como liberar seus poderes sem perder a consciência. Isso não foi a parte mais difícil do dia, na verdade depois de umas duas tentativas o jovem conseguia transformar-se sem perder a consciência. A segunda parte era conseguir manter a transformação por muito tempo, e para a surpresa de Joseph, isso era algo extremamente fácil para Pietro, que mantinha sua habilidade ativada por 18 horas consecutivas. A terceira parte do longo primeiro dia era decidir um nome para tal habilidade. Pietro ficou pensando qual seria o nome por pelo menos 2 horas, quando decidiu qual seria, ela a batizou de “ Tesouro noturno “ Afinal era uma técnica que usava o fogo vindo das trevas, e aquela técnica era na opinião de Pietro um tesouro que lhe foi dado.
Em meio ao treinamento, ambos descobriram que as foices nas costas de Pietro podiam sem tanto usadas como asas, mas também como armas. As correntes se esticavam por uma distância infinita, e quando estavam conectadas nas costas do rapaz, ele podia controla-las como se fossem um terceiro e quarto braço.
Pietro tinha até o fim do mês antes deles viajaram para a Batalha da Cidade. Nas semanas que se sucederam, o principal foco do treino dele era o controle de seus reflexos. O rapaz podia se teletransportar, e também se mover em uma velocidade impressionante. Porém seu cérebro não acompanhava tamanha velocidade, e isso fazia com que seus movimentos muitas vezes ficassem travados.
O treino foi muito além do físico, foi um treino mental e psicológico, feito especialmente para aumentar a habilidade cognitiva de Pietro, e também aumentar consideravelmente o tempo de visão e reação. No fim da terceira semana, Pietro conseguia se mover em uma velocidade maior que o som livremente, e quando concentrado em apenas uma coisa, era capaz de superar a velocidade da luz por um instante. Talvez a maior vantagem e também a maior desvantagem do rapaz era sua habilidade de chegar ao nível extremo e voltar. Apesar de ser muito boa a sua capacidade de evoluir infinitamente, ao mesmo tempo era ruim, o principal efeito colateral era os danos no corpo, e a descarga de energia.
Outro ponto muito importante que foi descoberto dentro das semanas de treinamento, foi a propriedade regenerativa das chamas negras. Mas, era realmente apenas as chamas, o corpo de Pietro sem nenhum poder ativo era tão comum quanto o de qualquer outro.
Alguns dias depois....
— Você acha que está pronto? — Indagou Joseph com um sorriso no rosto.
— Tão pronto que se bobear eu venço o torneio no lugar de algum de vocês. — Pietro disse olhando para Joseph de canto de forma malandra.
— Que bom que estão animados...agora vamos logo, entrem nesse avião. — Inã empurrou ambos para dentro.
" E aí galeria do mal, não dormiu lendo tudo isso? Poxa, merece um prêmio, pena que eu não posso te dar nada, mas deixa pra próxima! Bom pessoinha que eu amo muito...o narrador se despede aqui! Até o próximo capítulo! "
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