Guerra Inacabada
5 Capítulo 4
Notas iniciais
Irena e Raio pousaram no lado de fora de sua casa no final da tarde. Irena deu uma cesta cheia de peixes para Raio e entrou na casa em silencio e fechou a porta:
–Aonde você esteve mocinha?! – Perguntou uma voz atrás dela. Irena se virou para encontrar o olhar irritado de sua mãe:
–Oi, mãe... – Disse ela cuidadosamente. Ninguém nunca quis enfrentar Astrid quando ela está com raiva, e ela não seria a primeira:
–Você não me respondeu! – Disse Astrid se aproximando de Irena:
–Bem... hum... Eu e o Raio estávamos explorando quando começou a chover forte e ficamos presos numa caverna. – Explicou cautelosamente. Astrid a encarou antes de suspirar e abraçar sua filha:
–Fiquei preocupada. – Confessou Astrid. Irena sorriu e abraçou sua mãe de volta. De repente a porta foi aberta e Soluço entrou na casa, quando ele viu Irena, sorriu largamente e a abraçou também:
–Onde você se meteu garota? – Perguntou Soluço quebrando o abraço:
–Voar, chuva e caverna. Isso responde sua pergunta? – Disse Irena olhando pro seu pai:
–Sim. – Riu Soluço.
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Mais tarde, a noite, Astrid e Irena estavam sentadas perto do fogo em silencio. Para surpresa das duas, Soluço já estava na cama dormindo. Irena estava brincando com o Terror Terrível que sua família usava para a Carta-Aérea, e Astrid fazia algumas anotações no Livro dos Dragões. Porém, Irena pensava em algo:
–Mãe. – Disse ela:
–Sim? – Perguntou Astrid sem tirar os olhos do livro:
– Como você e pai se conheceram? – Perguntou Irena. Astrid parou o que estava fazendo e olhou curiosa para ela:
–Por que essa pergunta? – Perguntou confusa pelo assunto repentino:
–Não sei... – Disse Irena. – Estou apenas curiosa. – Astrid levou a resposta:
–Desde que eu me dou por gente. – Respondeu à pergunta:
–Certo, mas... quando... quando você começou a gostar dele? – Perguntou tentando achar as palavras certas:
–Eu... Para falar a verdade, eu acho que sempre tive uma queda por ele, mas eu escondia.
–C-como é gostar de alguém? – Perguntou Irena timidamente. Astrid a encarou, mas mesmo assim respondeu:
–Não sei como posso explicar... você... você se sente bem com a pessoa, gosta de sua presença, mesmo que ela seja irritante as vezes. – Irena levantou um pouco a cabeça. – Você sente um friozinho na barriga quando está com ela. Mesmo sabendo os seus defeitos, você não se importa, mas acha que isso é o que diferencia a pessoa das outras. E fica ansiosa para vê-la novamente. – Astrid parou sua explicação e olhou para sua filha que estava senta no chão perto do fogo, abraçando os joelhos e olhando para o fogo como estivesse refletindo. – Mas por que essas perguntas? – Irena não respondeu. – Você conheceu alguém quando estava fora? – Perguntou desconfiada:
–Não, não. – Respondeu rapidamente. – É que... não sei, isso apenas veio a minha cabeça. – Mentiu ela. – E só mais uma coisa... – Pediu a sua mãe. – Você conhece alguém chamado Sangue-Bravo? – Astrid arregalou os olhos, tanto pelo nome e tanto pela mudança radical de assunto. – Eu lembrei desse nome, e pensei ter ouvido em alguma história sua e do pai.
–Sim. Nós já contamos essa história pra você. Lembra da história de como seu pai se tornou líder? — Irena assentiu. Astrid respirou fundou. – Bem... o homem que atacou Berk e... matou seu avô, se chamava Drago Sangue-Bravo. – Irena arregalou os olhos:
–M-mas... ele não... – Murmurou ela para si mesma. Por sorte Astrid não ouviu, mas a olhava analisando-a tentando entender o porquê dessas perguntas dela:
–Já está tarde, melhor dormir se não quisermos acordar tarde amanhã. – Disse Astrid, Irena assentiu, se levantou e foi para seu quarto. Ela tirou as botas e seu deitou na cama olhando para o teto. E duvidas surgiram em sua cabeça. Ricardo é filho de Drago? Ele é igual ao seu pai? Ele mentiu pra ela? E por que ela se importa com isso?
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Na manhã seguinte, Irena acordou cedo e encontrou Astrid e Soluço na cozinha conversando e rindo. Ela sorriu em ver eles juntos, fazia tempo que isso não acontecia:
–Bom dia mãe, pai. – Disse ela se sentando a mesa:
–Bom dia. – Disseram os dois:
–Eu perdi alguma coisa enquanto estive fora? – Perguntou ela olhando para os dois:
–Apenas nos acertamos. – Disse Astrid sorrindo. Soluço sorriu e segurou sua mão na dele:
–Sim. – Concordou ele se inclinando e beijando-a:
–Isso é muito fofo, mas eu já vou indo. –Disse Irena pegando um pão e saindo da casa. Ela encontrou Raio dormindo ao lado da Tempestade que comia uma cesta de frango. – Bom dia Tempestade. – Disse acariciando-a, então se virou para Raio. – Vamos dragão preguiçoso, temos que tirar uma dúvida com alguém. – Raio resmungou mas se levantou e esfregou o focinho na bochecha de Irena que riu. – Bom dia pra você também. Mas vamos logo. – Irena montou em Raio e os dois partiram em direção a uma ilha que fazia pouco tempo que haviam saído dela.
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