Guerra Das Sombras

4 A primeira missão.


Notas iniciais
Oye galera!!! *meu deus O.O* °ela tá... ela tá...° *°Animenada!!! T-T°* Oxe! É isso ai pessoal! Como voltei a ver Fairy tail estou com os animos quase estourando para fora (por favor, é modo de dizer) e com o retorno desse anime na minha vida e a certeza de que vou no festival de anime Bh agora em Outubro tenho varias boas noticias! Primeira: A fic vai ficar mais emocionante que o esperado segunda: Vai ter muito mais capitulos do que podia se prever e terceira: vai ter varios outros personagens sendo que muito do enredo aqui vai ter uma leve base no anime que estou vendo então você verão ainda mais coisas como Familia, amizade e lealdade! Quem já viu Fairy tail deve saber muito bem ;).
Aproveitem a fic! *por favor, que isso acabe logo* °segunda tem mais um episodio para ela ver one-chan° *não me lembra disso por favor T-T* XP

Guerra das Sombras

– Qual o problema minha criança? – perguntou aquele ser encapuzado na frente da jovem morena que se encontrava sentada no chão daquele lugar completamente negro, abraçando as próprias pernas e escondendo o rosto nas mesmas. Era mais que obvio que não estava acordada e era exatamente por isso que o ser fazia a pergunta. Não entendia porque ela ainda permanecia daquela maneira sendo que poderia estar de volta em casa.

– Não sei se realmente consegui. – falou com um tom um pouco tremulo levantando um pouco o rosto e mirando o chão negro sem parecer realmente vê-lo. – Tenho medo de tudo isso ser mais uma de minhas ilusões. E se realmente não voltei? Não suportaria perceber que ainda estou naquele mundo horrendo!

Aquele ser se aproximou de onde estava e de certo modo se ajoelhou a seu lado colocando uma de suas mãos na cabeça da garota. Suas mangas, longas e cumpridas, escorriam junto com seus cabelos na parte de trás de sua cabeça. Ele fez um ligeiro carinho no topo de sua cabeça e ela o mirou um pouco confusa.

– Abra os olhos criança. – falou ele enquanto continuava a acariciar a cabeça dela, ao mesmo tempo que ela o mirava um pouco temerosa. – Só vai descobrir o que é real e o que não é quando abrir os olhos. E seja o que for que aconteceu aceite, o melhor a fazer é sempre aceitar. E se não deu certo tente de novo.

Ela hesitou, realmente não querendo ver que tinha falhado, mas logo respirou fundo e fechou os olhos sentindo como sua mente voltava a realidade lentamente. Respirou fundo mais uma vez hesitando em abri os olhos, mas em algum momento tinha que fazer...

Abriu e ao fazer a primeira coisa que viu foi um teto branco bonito que tinha a ligeira impressão de conhecer. Com todo o cuidado se levantou do local onde estava deitada percebendo que não era mais aquele incomodo agrupamento de galhos que a mentinha suspensa nas árvores, mas sim uma confortável e aconchegante cama de lençóis brancos. Um pouco alterada se sentou olhando em volta. Estava em um quarto, bem conhecido devia se dizer, se sua memória não falhava era o quarto que ficava com seus pais quando era mais nova.

Quase em um salto saiu da cama e foi para a janela mais próxima mirando o céu do lado de fora que estava completamente escuro. As estrelas, a lua, estava tudo lá. Estava de volta! Havia conseguido! Abriu a janela sentindo a brisa fresca trazer o cheio dos pinheiros para dentro do quarto enquanto ouvia os barulhos naturais da floresta, barulhos que a muito tempo não ouvia. Olhou para a floresta que tinha perto do castelo, vendo as copas verdes das varias árvores que tinha por ali, uma cor diferente do que estava acostumada a ver... Estava de volta a seu mundo!!

Por um mero momento viu algo de relance e voltou seu olhar para a cama onde antes estava deitada. Alguma coisa em seu peito estremeceu ao ver o pequeno objeto que tinha ali. Caminhou lentamente até ele ouvindo o som de seus passos batendo de leve no chão enquanto caminhava. Parou ao lado da cama e pegou o pequeno objeto mirando atentamente sorrindo de uma maneira inconsciente ao ter suas memórias passando rapidamente por sua mente. Abraçou de leve o pequeno ouriço de pelúcia negro que tanto se parecia com seu pai, tinha boas lembranças com aquele pequeno apesar de não precisar mais dele para ter coragem de fazer os problemas.

O colocou de volta delicadamente na cama dando uma ultima olhada nele. De um momento a outro seu corpo se ficou tenso e seu olhar deslizou rapidamente para trás sem mover a cabeça junto. Em um ponto mais escuro do quarto podia sentir uma presença e depois de anos tendo que se manter alerta qualquer coisa seus instintos vieram antes que pudesse analisar direito as coisas, a faixa de luz já estava se formando em sua mão para se tornar seu chicote. Um ataque certeiro seria feito, mas...

Antes que pudesse completar sua arma foi lançada na cama tendo seu corpo envolvido por outro. Perdeu a concentração e seus olhos se arregalaram ao sentir aquela estranha demonstração de carinho que a muito tempo não sentia. Deixou suas suspeitas de lado e olhou para quem fazia aquilo, a abraçando com tanto desespero. Uma garota de longos cabelos prateados presos em um rabo de cavalo, roupa toda preta e apesar de não ver seu rosto sabia muito bem quem era. Agora reconhecia aquela energia e seus olhos se encheram de lagrimas ao descobrir quem era.

– Mi? – perguntou colocando as mãos no ombro da garota e a afastando um pouco de si podendo assim encarar os dois olhos dourados da ouriça prateada que tinha um grande sorriso no rosto, com lagrimas escorrendo pelo mesmo de uma maneira que nunca antes vira. As duas novamente se abraçaram dessa vez sem nenhuma recuar ou hesitar. Sentadas na cama apreciavam apenas o fato de estarem juntas de novo, amigas desde que nasceram até o momento que se separaram e mesmo assim a amizade continuava.

– Yin! – exclamaram algumas vozes na porta fazendo as garotas se separarem e olharem para a mesma. Havia dois garotos perto da mesma, um era um garoto de estranhos cabelos azulados com uma mecha rosa tampando um de seus olhos verdes o outro era um garoto um pouco mais alto de cabelos esbranquiçados com os olhos azuis escuros reluzentes. Os dois pareciam surpresos e se entreolharam com os olhos arregalados por um instante.

Mitsuki deu um salto de alegria e foi até os amigos enquanto Yin se levantava lentamente da cama mirando a cada um deles com os olhos úmidos. Tinham crescido, estavam diferentes e depois dos anos que tinham se passado isso era o mais obvio de se acontecer, mas não esperava que ficassem tão diferentes assim. Será que a personalidade também tinha mudado? Não queria pensar nisso, queria apenas aproveitar o tempo que tinha com eles, o tempo que havia perdido.

De repente seu corpo foi erguido do chão e rodopiado pelo ar preso por fortes braços passavam por sua cintura e por cima de seus braços. Não tinha percebido quando Racer a tinha abraçado e carregado só sabia que a felicidade que o garoto transmitia era contagiante e logo estava rindo junto com ele não se incomodando nem um pouco em ser carregada por ele. Foi deixada de leve no chão e se separaram por um instante podendo assim se mirar cara a cara.

– Sentimos sua falta pequena. – disse com um pequeno sorriso no rosto enquanto a garota retribuía o sorriso com uma delicada linha curva no rosto. Com delicadeza Racer tocou de leve seu queixo dando uma leve batidinha no mesmo. – Não dá mais esse susto na gente ta lega?

– Vou tentar. – murmurou em um sussurro abraçando novamente seu primo que retribuiu com satisfação e alegria. O sorriso que recuperara parecia não mais se borrar do seu rosto e ele apertou um pouco mais o pequeno corpo em seus braços, entrelaçando seus dedos no cabelo negro com mechas loiras da garota que agora chegavam até o quadril.

– Não vai tentar, vai fazer. – rebateu no ouvido da garota que logo se afastou e se dirigiu para o próximo amigo que não demorou muito em abraçá-la com força, de uma maneira silenciosa, mas desesperada. Os quatro amigos se olharam domados pela nostalgia e pela felicidade de poder estar juntos mais uma vez. Por quanto tempo tinham imaginado esse dia? Por quanto tempo tinham almejado estarem todos juntos mais uma vez? Não se dava para contar... – E então Mi, vai voltar a falar agora?

– Ela não fala? – perguntou Yin surpresa mirando Mitsuki que deu um forte tapa na cabeça de Racer que soltou um leve resmungo de dor esfregando a área dolorida logo em seguida. Ramon mirou seus amigos com um pequeno sorriso e logo se dirigiu seu olhar para Yin.

– Ela fez um voto de silencio logo que você foi embora. Desde então não fala nem uma palavra. – respondeu fazendo a pequena garota morena se sentir um pouco culpada. Será que se não tivesse desaparecido Mitsuki não estaria assim? Será que se as coisas fossem diferentes no passado agora elas se encontrariam bem melhor? Queria tanto poder saber.

Uma forte onda de felicidade encheu seu peito quando algo bateu sua mente. Estava realmente de volta, seus amigos estavam lá e não era fruto de sua imaginação. Os havia tocado, abraçado, falado com eles... Eram reais! Estava realmente de volta! Um enorme sorriso apareceu em seu rosto e as lágrimas logo começaram a sair. Com um salto abraçou a todos seus amigos de uma vez só enquanto os mesmos pareciam um pouco surpresos pelo ato repentino.

– São reais. – murmurou mais para si mesma do que para os outros que escutavam. Os abraçou com mais força enquanto as lágrimas continuavam a escorrer por seu rosto enquanto o sorriso permanecia. – Nem acredito realmente são reais. Não é uma ilusão... Ainda bem...

Os garotos se entreolharam, sem entender de certa maneira toda a reação da morena, mas logo um alivio no peito apareceu revelando que eles também sentiam a mesma coisa. Estavam felizes por ela não ser uma ilusão, por ela estar realmente ali de verdade e não como uma mera imagem que representava aquilo que eles queriam ver. De repente a porta se abriu revelando um homem moreno e uma mulher loira que logo sorriram ao ver a pequena de pé.

Se antes o rosto de Yin já não estava iluminado pela felicidade agora ele estava mais que isso, radiante e surpreendentemente feliz. Se separou de seus amigos e logo foi até seus pais abraçando primeiro sua mãe que agora era do seu tamanho, um abraço caloroso onde as duas riam divertidas felizes por ver uma a outra. Logo a garota foi para o pai o abraçando com força enquanto o mesmo retribuía passando um braço por seus ombros enquanto uma mão ficava em sua cabeça a pressionando cuidadosamente contra o peito do mesmo. Ambos muito felizes em ver um ao outro. O ídolo da garota, aquele que ela sempre se espelhava estava de volta a seu lado depois de anos separados...

– Senti tanta a falta de vocês. – murmurou a garota ainda abraçando o pai com força. Não podia estar mais feliz, finalmente estar de volta com sua família era a melhor coisa que poderia pedir alguma vez. Pensara que isso nunca poderia acontecer e tinha muito o que agradecer.

– E nós de você. – respondeu o moreno se separando um pouco da pequena e a mirando nos olhos, reconhecendo de imediato aquele brilho que ela tinha nos olhos de cores tão peculiares. Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto ao perceber o quanto ela agora parecia com a mãe, apesar das cores que tinha ela era a copia viva da mãe. Não tinha duvidas.

Novamente a porta se abriu e dela entrou o resto da família que logo foram receber a pequena que se encontrou cheia de abraços. Não sabia a quem mais deveria cumprimentar, eram tão bom ver seus tios, sua família de novo, apesar de muitos ali não terem nenhum laço de sangue com ela ainda eram sua mais preciosa família. Mas percebera que ainda estava faltando uma pessoa ali... Onde estava o...

– Vamos gente deixa ela respirar um pouco? – a garota logo virou o rosto na direção da porta se encontrando com um homem de estranhos cabelos esverdeados e de olhos azuis junto com uma bela moça de longos cabelos brancos e de olhos verdes. Seu sorriso aumentou ainda mais percebendo que agora não faltava mais ninguém ali. Sua família inteira estava do seu lado novamente...

– Tio Manic, tia Cassandra! – exclamou feliz fazendo o tio lhe mirar e sorrir com carinho, como fazia quando era pequena. As memórias vinham trazendo de volta o tempo que o acompanhava até a biblioteca do castelo, aqueles tempos que não tinham problemas tão grandes... Logo percebeu que ele estava de mãos dadas com a bruxa sendo que ambos sorriam de uma maneira cúmplice. – Finalmente tio Manic! Faz quanto tempo?

– Alguns dias apenas. – respondeu Manic um pouco constrangido passando a mão nervosamente na nuca enquanto Cassandra corava de leve, mas continuava sorrindo. O rosto de Yin logo mudou para um desconcertado ao ouvir o tempo.

– Mas só isso? Você demorou Tio Manic. – falou ela. Fazia tanto tempo que tinha sumido e seu tio não tinha feito nenhuma iniciativa até o momento? Não conseguia acreditar. Sonia se aproximou do irmão com um sorriso malicioso e logo disse.

– Eu falei que ela não ia gostar nada de saber disso.

Todos começaram a rir. Aquela doce sensação de tudo estar melhorando, de tudo estar voltando a ser o que era antes... Será que isso iria durar mesmo com tudo o que estava acontecendo?

–0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-

Caminhava pelos corredores do castelo, mergulhada em pensamentos do passado que a muito tempo pensara que apenas seriam lembranças. Caminhar por aqueles corredores era um sonho realizado, por muito tempo desejara que isso acontecesse e agora... Agora não podia conter a felicidade que sentia. Tinha pego uma nova roupa com sua mãe, agora usava uma toper negro com mangas longas, uma calça jeans negra um pouco justa, botas de cano curto que pegava apenas o inicio de sua canela e sua jaqueta negra. Custara a achar algumas cores neutras no armário de sua mãe, ela gostava mais do branco, mas tinha varias roupas também negras e azuis, só precisou achar uma que lhe agradasse até poder ter um guarda roupa só seu.

Seu caminho era simples, estava indo para a biblioteca levando consigo a bolsa que tinha trago daquele mundo que antes tinha ficado presa. Queria juntar as informações que tinha coletado e assim mostrar tudo pronto para os outros. Tinha várias coisas que conseguira no castelo de Gaia que poderiam ser bem uteis e por isso queria ajudar o máximo possível. Também tivera varias experiências com os Dark Chaos que poderia ser bem uteis e quanto mais pensava nisso mais se empolgava. Queria ajudar, depois de tanto tempo longe queria fazer algo por eles.

Não demorou muito e logo estava de frente para aquela enorme porta de maneira com partes de metal. Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto ao olhar para a maçaneta. Antes, quando ainda vivia ali e era bem pequena, não conseguia alcançá-las tendo que usar seus poderes para abrir a porta agora não mais precisava daquilo. Levou a mão até a mesma e a girou bem devagar ouvindo as dobradiças um pouco velhas e enferrujadas rangerem com o ato.

Não pode evitar sorrir novamente quando viu aquele lugar onde ficava em sua infância. Era sempre lá que ia quando esperava seus pais voltarem de uma missão, quando ia com seu tio Manic fazer algum trabalho, ou apenas para passar o tempo mesmo e se distrair. Aquele lugar era onde tinha muitas de suas lembranças, muitas delas alegres, outras reveladores, algumas até mesmo um pouco assustadoras.

Caminhou até o pequeno banco que tinha na janela, um que parecia ser um complemento da mesma, se estendo mais para a frente enquanto a parte de vidro da janela ficava mais para o fundo. Se sentou no lugar e puxou uma cadeira mais para perto usando seus poderes. Nela colocou todos os livros que tinha na mochila e não eram poucos. Aprendera alguns feitiços em um dos primeiros livros que pegara no castelo de Gaia e um deles era um feitiço de expansão. Por isso sua mochila conseguia suportar mais coisas do que aparentava.

Organizou a todos a seu lado e começou a ler o primeiro que tinha por perto. Novamente aquelas informações inundaram seu cérebro fazendo com que a preocupação retornasse. Tinha pego justo um livro das anotações de Gaia, ao parecer ele adorava guardar seus feitos, planos entre outras coisas em lugares que muitos poderia ler em um futuro que ele planejava. Os planos que ele tinha era simplesmente absurdos! Mas as informações, todas essas pesquisas... Queria saber onde ele tinha arrumado tantos livros sobre o assunto.

De repente uma energia entrou na biblioteca e como reflexo de seus novos instintos de alerta fez seu chicote aparecer e o mandou na direção do intruso passando raspando por cima de sua cabeça, já que o mesmo tinha abaixado. Ao virar o rosto para atacar percebeu que não era nada mais nada menos que Racer, que agora se encontrava encolhido no chão com as mãos na cabeça e o rosto assustado. Rapidamente fez seu chicote desaparecer e olhou para o garoto de uma maneira um tanto assustada.

– Racer! Não faça mais isso, posso acabar te matando! – gritou para ele de maneira reprovativa enquanto o mesmo se levantava ainda com o corpo um pouco tremulo. O mesmo engoliu em seco ao ver uma ligeira marca queimada na madeira de uma das estantes e logo voltou a mirar a garota que parecia preocupada. – Por favor, me diz que não te acertei. A ultima coisa que quero saber é que te machuquei com minhas luzes.

– Não, estou bem. – respondeu ainda um pouco hesitante. Ouviu como a garota suspirava aliviada e logo algo veio em sua mente. Ela pareceu ficar tensa quando chegou, nem mesmo olhou para o lado para confirmar quem tinha chegado. Não parecia uma coisa muito típico dela, pelo menos não a que conhecia antes. – Mas por que atacou sem nem mesmo olhar quem estava aqui?

– É instinto. – respondeu ela olhando a capa do livro que tinha na mão um pouco distraída. Seu olhar ficara triste e o garoto sabia que tocar no assunto daquele outro mundo não era uma boa idéia. – No reino de Gaia existem vários Dark Chaos, não pode relaxar nem um segundo se não você é morto por um deles. Com os anos aprendi a sempre ficar alerta, procurando não fraquejar com nenhum intruso por perto. Agora que estou aqui sei que não preciso mais disso, mas é algo que já não posso mais evitar. Talvez com o tempo isso acabe.

– Hum... – murmurou o garoto sem saber exatamente como responder aquilo. Ela realmente tinha mudado, mas mesmo assim... Seus olhos se deslumbraram ao ver o formato da garota sentada naquele banco na janela. Seu morto coração pareceu acelerar e seu sangue subir todo para o rosto esquentando o mesmo. Era sempre ela que lhe causava essas sensações... Foi então que se fixou nos livros que tinha envolta. – Que livros são esses?

– Alguns que peguei no castelo de Gaia. – falou sem dar alguma importância. O sangue de Racer congelou, só de imaginar a garota se arriscando dentro dos domínios de Gaia vazia um enorme medo tomar seu corpo, quase nunca conseguia suportar o fato de ela ter estado no mundo dele.

– Castelo de Gaia? – perguntou com a voz um pouco quebrada. A morena assentiu e voltou seu olhar para a janela percebendo só naquele instante que havia começado a chover. As grossas gotas de chuva chocavam com o vidro em um pequeno estrondo que fazia o silencio na biblioteca desaparecer.

– É estranho, mas ele parece ter criado um mundo muito parecido com os que tem ao redor do castelo de Manic. Até mesmo o castelo que ele mora é igual a esse. – comentou Yin um pouco distraída, olhando a chuva cair enquanto Racer prestava atenção no que dizia. – Como todas as experiências que ganhei aprendi a enganar os Dark Chaos e entrar no castelo. Percebi que ele era uma replica perfeita desse castelo e com isso usei as passagens secretas para me locomover. Gaia parecia não ser muito curioso em saber sobre elas e por isso conseguia invadir o castelo e roubar algumas coisas, seja roupas, livros, alimentos... Qualquer coisa.

– Você parece ter ajudado muito desde lá. – comentou Racer impressionado. Yin tinha mudado bastante, viver em um mundo hostil não devia ser algo que se fazia com facilidade e foi uma sorte Yin ter conseguido se adaptar. Viu a garota negar de leve com a cabeça.

– Nada que fiz foi de muita importância. Não comparado ao que vocês estavam enfrentando aqui. – falou a garota um pouco depressiva abaixando de leve a cabeça. Ainda não tinha encarado seu primo, mas ele sabia que tudo o que ela falava era verdade, podia sentir isso. – Tudo o que fiz foi atrasar um pouco os planos de Gaia. Comecei a recolher informações para me informar sobre o que ele estava fazendo e assim dizer a vocês quando voltasse. Salvei algumas criaturas que iam parar lá para servirem de comida para os Dark Chaos, mas teve outras que não deu...

– Vocês vez um grande trabalho. – respondeu Racer com um grande sorriso chamando a atenção da garota. – Sei que eliminou vários Dark Chaos quando estava lá, e isso nos ajudou muito. Não pense que não fez um trabalho grande porque tenho certeza que quem mais ajudou foi você.

– Obrigada, Racer... – sussurrou a garota sorrindo levemente para o primo. Sentia falta desse jeito dele de animar a todos mesmo quando estavam no fundo do posso. Na verdade sentia falta de tudo o que Racer tinha. De suas brincadeiras, de seu jeito determinado, de sua liderança, de sua hiperatividade... Ele não sabia quanta falta fazia ter alguém como ele ao lado.

– Agora vamos. — disse erguendo a mão na direção da garota que o mirou um pouco confusa. – Vou te levar para o telhado. Você vai ver que vista linde dá para ter lá. Mesmo estando chovendo.

A garota sorriu e segurou sua mão. Agora os dois andavam pelos corredores conversando animadamente um com o outro, recuperando todos aqueles anos separados. Racer tentava tomar cuidado para não tocar no assunto do mundo de Gaia e fazer a garota voltar a ter o olhar triste, procurava fazer brincadeiras para assim ver o sorriso dela e poder ouvir as leves risadas que soltava de vez em quando. Contava fatos engraçados que tinham acontecido com os anos suas trapalhadas no treino e outras coisas mais. Sempre acrescentando que sem ela nada parecia ser igual.

– E por que a Mitsuki não mais apareceu para vocês? – perguntou a pequena garota morena logo que os risos cessaram. Racer agora caminhava olhando distraidamente para o corredor a frente, perdido em seus pensamentos, quase não ouvindo a pergunta da garota a seu lado.

– Não sei ao certo. Como você viu ela não esta falando então nunca soubemos o motivo certo dela fazer o que faz. – respondeu distraído enquanto Yin ouvia com atenção cada palavra que ele falava. – Achamos que queria esconder o sofrimento que sentia. Depois que você se foi muita coisa mudou e Mi foi uma delas. Devo dizer que eu também...

Por alguma razão pareceu que Racer não tinha gostado do que se tornara. Ele parecia um pouco abatido com aquilo, como se o que fosse que se tornara era completamente diferente do que era antes. Mas logo tudo isso desapareceu de seu rosto e a garota novamente pode ver a animação retornando. Ele apressou alguns passos e logo virou de costas, andando frente a frente com ela e de costas para o caminho que seguiam.

– Racer você vai acabar caindo assim. – avisou vendo que o garoto não olhava o caminho pelo qual estava andando. O garoto apenas sorriu e deu de ombros, de maneira despreocupada fazendo a garota rir. – Você nunca aprende não é?

– Se eu não fizesse o que faço a vida não teria graça não é? – perguntou ele vendo como a garota novamente ria divertida de sua ação infantil. Mas como ela tinha dito, por não estar prestando atenção por onde estava andando, acabou tropeçado em uma parte do piso que se encontrava meio solta, fazendo assim com que caísse para trás, não antes de se segurar no braço da pequena ouriça e puxá-la junto.

Agora ambos no chão, rindo divertidos pela mancada do garoto. Não tinha percebido, até o momento que os risos começaram a cessar, que se encontravam em uma posição um tanto constrangedora. O garoto de cabelos azulados caíra de costas para o chão estando deitado no mesmo, enquanto isso a garota morena, que por ter sido puxada acabara caindo também, se encontrava encima de seu primo, com o rosto bem próximo do dele.

– Você é um bobo Racer. – murmurou a garota logo que parara de rir quase junto com o garoto que tinha a frente. Quando os dois abriram os olhos, que tinham fechado por causa da queda, se encontraram direto com os olhos do outro, bem próximos. O rosto de ambos coraram fortemente com aquilo, mas ao mesmo tempo uma doce sensação de conforto preencheu a ambos.

Movido pelo impulso Racer fechou os olhos e começou a aproximar seu rosto do da garota, que começava a fechar os seus. Parecia que cada segundo a distancia ia diminuindo, mas ao mesmo tempo parecia que uma eternidade tinha se passado e nada acontecera. Racer estava ficando impaciente, sentia a respiração da garota muito próximo de seu rosto, mas ainda não sentia os lábios dela contra os seus, queria que esse momento chegasse logo.

– Pessoal! – um grito ecoou pelo corredor assustando aos dois que logo se separaram completamente corados. Pouco tempo depois Mitsuki e Ramon apareceram no lugar ambos muito animados mirando os dois com tanta empolgação que nem perceberam o estado que eles estavam. – Consegui convencer a Manic a deixar a gente sair em uma missão! Ele disse que queria ver se ainda tínhamos um bom trabalho de equipe e deixou a gente ir até Paris resolver um problema que tinha lá! Depois de quatorze anos finalmente vamos sair novamente!

– Quatorze anos? – perguntou Yin confusa mirando seus amigos sem compreender. Os mesmos a miraram da mesma maneira enquanto a garota pensava. – Mas Ramon, você não tem quatorze anos.

– Do que esta falando Yin? – questionou o mais velho dos quatro ainda mais confuso que a pequena. – Claro que tenho quatorze, na verdade já passei dessa idade.

– Não, eu sumi a sete anos atrás. Como você pode ter quatorze? – a cabeça de todos naquele momento estava dando um giro de trezentos e sessenta graus de confusão. Ninguém entendia o que o outro queria dizer.

– Não Yin, você sumiu por quatorze anos. Agora todos nós temos dezenove. – respondeu Ramon entendo compreender o que a pequena companheira queria dizer. A mesma ficou um tempo pensando, ponderando sobre o que tinha acabado de ouvir e depois de alguns minutos chegou a uma conclusão.

– Viagens espaço tempo não são algo de se entender muito bem. – murmurou em um suspiro colocando uma mão na cabeça que parecia começar a doer. – Lá no mundo de Gaia se passaram apenas sete anos, tanto que estranhei crescer tão rápido quanto eu cresci. Ao parecer meu corpo ainda estava ligado a esse então o meu crescimento de qualquer maneira foi lerdo aqui, mas lá não. Esse mundo anda mais depressa do que o outro.

– Isso quer dizer que Gaia não teve que esperar muito tempo para voltar a agir. – falou Racer pensativo colocando uma mão no queixo. De repente alguém segurou a gola de sua jaqueta o puxando com força a mesma coisa aconteceu com Yin, sendo ambos arrastados pelo chão corredor a fora. – Oye! Mitsuki! Pára, isso machuca garota!! Oye!!

Ramon sorriu e negou de leve com a cabeça vendo como a garota de cabelos prateados puxava seus amigos sem nem se importar com as reclamações que soltavam. Sabia que ela estava tão ansiosa quanto ele para sair e essa demora que estava acontecendo não lhe agradava nem um pouco. Correu atrás deles com um pequeno sorriso no rosto, mas logo esse sorriso desapareceu. Muitas coisas permaneciam sem entender e eram perguntas que temia saber a resposta.

Yin poderia ser o que estava pensando?

–0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-0-

A chuva também caia sobre a grande cidade de Paris. Um vulto corria pelas ruas pisando nas várias possas de água que tinham acumuladas no chão, tentando escapar dos outros vultos que corriam a seu encalço. As gotas de chuva abafavam as respirações agitadas e os barulhos das fortes pisadas na água acumulada no chão. E por estarem quase no meio da noite não se via pessoas na rua, muito menos com o clima que se ocasionava. Algumas janelas tinham uma ligeira iluminação, mas nunca que um humano conseguiria ver o que estava acontecendo.

O vulto logo virou em uma das ruas se encontrando então com um beco sem saída. Ele olhou para o topo calculando quanto poderia levar para escalar tudo aquilo, e logo depois olhou para trás percebendo que não tinha mais tempo. Aqueles vultos que o seguiam agora estavam cercando a saída mais rápida daquele beco, tendo também alguns no telhado dos dois prédios que tinha a seu lado, era impossível escapar.

Aquelas coisas então pareceram ter a intenção de atacar e sabia que aquilo seria seu fim. De repente cinco daqueles vultos caíram no chão logo depois de um clarão de luz na parte de cima do telhado onde estavam. Outro vulto então apareceu caindo perto do lugar onde aquelas coisas viravam cinzas mostrando que tinham morrido. Esse vulto caiu com os joelhos um pouco dobrados e logo se ergueu revelando em sua mão uma luz extensa parecendo um chicote que escorria pelo chão molhado e parecia um pouco borrado.

Logo depois outro vulto apareceu atrás das criaturas que estavam na frente do beco. Ele caminhava na direção deles em uma posição descontraída, as mãos no bolso e o passo lento passando pela chuva como se a mesma não existisse. Ele então levantou a cabeça mostrando seus olhos brilhantes de um verde intenso e logo depois todas as criaturas na frente do beco explodiram de uma vez, sem nenhuma explicação aparente.

Logo depois uma grande iluminação apareceu encima de um dos prédios, chamas verdes apareceram mesmo com as chuvas e queimaram boa parte das criaturas que tinha encima do prédio enquanto outros eram lançados para baixo do mesmo sendo decapitados ou partidos ao meio por um outro vulto que tinha aparecido. Quando tudo pareceu seguro os quatro vultos se reuniram e se aproximaram um do outro. Aquele que antes estava sendo perseguido observou um tanto admirado como cada forma era delineada por um relâmpago que cortava os céus e iluminava a tudo que tinha por ali.

– Só isso? Pensei que tivessem mais. – murmurou uma voz masculina um tanto infantil. Era do vulto que fez todas aquelas criaturas explodirem na frente do beco, um garoto de estranhos cabelos azulados com uma franja rosa tampando um de seus olhos, sendo que os dois eram de um verde meio escuro reluzente. Ele tinha uma espada presa nas costas, mas parecia que não precisava usá-la.

– Não se deixe enganar Racer. – falou aquela com o chicote de luz na mão, que ainda não tinha sem desfeito mesmo com o fim da luta. Os olhos dela, de um estranho azul avermelhado ou vice versa miravam a todos os lados com muita cautela. Por um instante eles pareceram mudar como um ligeiro piscar, mas foi tão rápido que mal pôde ver. — Nunca vem apenas isso por uma presa no mundo humano. Tem muitos espalhados pelo mundo...

– Consegue achá-los Yin? – perguntou aquele que tinha saltado de um dos telhados decapitando a varias daquelas criaturas. Ele era o mais alto do grupo, sendo apenas alguns centímetros mais alto que o garoto de cabelos azulados. Ele mirava a companheira com um olhar paciente enquanto a mesma fechava os olhos de leve.

– Conseguem agüentar mais uns quarenta? – perguntou sorrindo de leve logo depois. Todos ali sorriram também, de uma maneira que o vulto perto da parede no final do mesmo ficou assustado e desconcertado. Como aquelas pessoas poderiam se sentir tão bem em enfrentar um numero tão grande daquelas coisas? Era simplesmente ilógico.

– Oxe! Vamos nessa! – gritou o garoto de cabelos azulados para logo depois tirar a espada da bainha nas costas e segurar o cabo com as duas mãos. O vulto que tinha ficado calado até o momento fez as mãos pegarem fogo, um fogo verde e reluzente que mesmo sabendo de sua existência parecia não afetá-la. O mais alto dos vultos chocou um murro com sua mão aberta e a de chicote de luz o balançou com força pelo ar fazendo com que formasse vários feixes de luzes pelo mesmo.

Logo aquelas coisas apareceram, saltando dos telhados dos dois prédios que tinha em volta. Eram vários, todos eles com os olhos brilhando de poder. Com um simples movimento com o chicote a pequena garota morena fez com que alguns dos que estavam no ar desaparecessem em cinzas, cortados pela forte luz que a garota conseguia produzir. De repente o garoto de cabelos azulados desapareceu e como se fosse mágica ele aparecem perto de uma das criaturas a cortando ao meio só para desaparecer novamente indo para outra e assim por diante, nem parecendo encostar no chão. A garota com punhos de fogo então juntou as mãos encima da cabeça e fez uma grande quantidade de chamas cortar o ar, mesmo com a chuva que ainda caia. O ultimo deles eliminava a todos com as próprias mãos, parecendo não ter nenhuma dificuldade com isso.

O barulho de seus ataques era abafado pelos trovões que enchiam os céus, cada ataque era mais impressionante que o outro e parecia que realmente estavam em vantagem apesar do numero inferior. Um sorriso um pouco estranho apareceu no rosto do vulto perto da parede no fim do beco. Um dos que lutava caiu no chão enquanto uma daquelas criaturas ficava encima de si. Por um momento pareceu que ele perdeu, mas logo um vulto passou rapidamente pelo local acertando com um forte soco que lançou aquela criatura para longe do parceiro que pareceu impressionado pela aparição repentina.

– Ei! Bichos de estimação! – gritou aquela pequena garota de cabelos negros profundos fazendo todas aquelas criaturas pararem. Um calafrio percorreu o corpo de cada um e pareceu que o medo que não sentiam aparecia no corpo de cada um. Eles se afastaram um pouco mirando temerosos aquele vulto em pé no meio do beco. – Não se lembram de mim? Pensei que todos aqueles anos tivessem feito vocês aprenderem a lição. – falou aquela garota tão estranha enquanto um relâmpago cortava os céus mostrando perfeitamente sua forma fazendo todas as criaturas que tinham lá recuarem ainda mais. – Estão em meu mundo agora! Vocês passaram a ser a presa e eu o caçador!

Não precisou de mais nada, todas aquelas criaturas saíram correndo desaparecendo noite a dentro na cidade deixando a todos ali sozinhos. Os vampiros se reuniram e aquele que estava encolhido na sombra do beco apenas aumentou o sorriso sinistro que tinha no rosto.

– Wow Yin! Eles tinham mesmo medo de você! – exclamou o garoto de cabelos azuis com um enorme sorriso no rosto, já tinha colocado sua espada de volta no lugar. A garota sorriu um pouco sem graça. – Acho que não suportaram essa sua cara assustadora.

– O que?!! – gritou a garota de uma maneira furiosa segurando o garoto pela gola da camisa e o sacudindo de uma lado para outro com os olhos flamejando de ira.

– C-calma Yin eu só tava brincando. – falou o garoto um pouco atordoado e fazendo a garota o solta de uma maneira desinteressada o que fez com que ele caísse no chão um pouco zonzo.

– Agora vamos... – antes que pudesse completar a frase um grito chamou a atenção de todos ali e logo depois o vulto que estava escondido no final do beco apareceu com um enorme sorriso emocionado no rosto.

– Vocês são incríveis! Derrotaram aqueles Dark Chaos com tanta facilidade que nem mesmo pareceu que eram criaturas sinistras! – exclamou ele animado fazendo todos os quatro que estavam ali o mirarem um pouco estranhados. Ele então segurou as duas mãos da morena e a mirou com coraçõezinhos nos olhos. – E você foi a mais incrível! Nunca vi aquelas coisas se assustarem com alguém! E você conseguiu fazer eles recuarem só dizendo algumas palavras! Foi mais que incrível!

– É... Obrigada? – sem saber o que fazer a garota tentou tirar suas mãos da do garoto, mas o mesmo não lhe largava e continuava a mirá-la com aqueles olhos de corações estranhos. Racer se levantou furioso, tendo que ser segurado pelo ombro por Ramon para não saltar encima do garoto que segurava as mãos de sua prima.

– Sei que não mereço, mas a senhorita poderia ter um encontro comigo? Me sentiria honrado. – perguntou o garoto fazendo todos ali se assustarem. Yin recuou alguns passos com os olhos arregalados ao igual que seus amigos.

– O QUE?!!!!

Notas finais
E ai gostaram? O proximo deve demorar um pouco a sair, mas logo logo ele aparece aqui ^^ *gente alguém tire esse animo dela x.x* °vou ter um treco x.x° Ora, ora, não sejam tão dramaticas! Ainda tem muito pela frente ^^ *é disso que tneho medo x.x* Bom... Acho que é tudo galera ^^. espero que tenham gostado, agora tenho que voltar para meu anime! Final da temporada Edolas ai vou eu!!
*meu deus ela não podia ser menos viciada?* °se fosse assim acho que teria outra coisa para nos atomentar one-chan° *pior que eu concordo Sel* Aye sir ;)!
Bye!!!