Guardians Rise - Fic Interativa
10 Guardiões 6 e 7: Os inseparáveis.
Notas iniciais
A guardiã da dor :
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" Não se pergunte como a vida é , foi ou será. Isto é mera perda de tempo! " — Derek — Guardians Rise.
" Sem o caos nada pode desenvolver,
Sem a dor nada vai em frente,
Sem o equilíbrio, nada pode existir! " — Mayday. — Guardians Rise.
Narrador POV's
Eles renasceram. Em meio a carne e sangue. Forjados no calor da batalha , eles eram fundamentais. Caos e dor...
Juntos e lado a lado, eles morreram para proteger seus filhos e sua honra, por vingança . Residentes do tempo das cruzadas , ele era um cavaleiro honesto e ostentava a bandeira católica sobre os pecadores e ela uma camponesa protestante — ou seja um pagã para as crenças da época.
Derek tinha ordem para exterminar homens , mulheres e idosos do abrigo de Kashingtown.
Apaixonou-se pela camponesa de olhos ambar e sequestrou-a; Virou-se contra seus senhores e foi refugiar-se nas montanhas.
Casou-se e formou família. Ele amava Mayday. Amava-a e não a deixaria nem que isso custasse sua vida.
Um dia, quando saía para a cidadela que cercava as montanhas para fazer as compras do mês, ao retornar a sua casa seu antigo senhor — Padre Kolisth — tinha assasinado sua família. Sua esposa estava morta , caida sobre seus 2 filhos — na certa morreu protegendo-os.
Sua fúria cresceu tanto em seu interior que ele jurou trazer sobre a terra a cólera de Deus. Iria trazer consigo o caos.
Usando de sua astúcia e conhecimento de guerra atacou a paróquia de Santa Lusiana.
Esquertejou seus inimigos um por um, e ao final, com uma entrada bem teatral pelo teto de vidro — ele arrancou o coração do padre em frente a todos os fiéis. Entregou-se e morreu na forca.
Levantados , renascidos como guardiões que tinham sido em vidas passadas — Sim, ele tinham sido guardiões que desistiram de seus poderes para viverem uma vez mais como mortais. — eles tornaram-se uma vez mais guardiões.
Yue não precisou apresentá-los ou roubar suas memórias , afinal eles já eram guardiões.
Eles passaram anos escondidos de todos. Suas existências, apesar de necessárias e benignas — em certos pontos de vista — eram extremamente nocívas a vida humana.
Na última semana, antecedente ao natal, receberam a visita de Yue que os pôs a par de tudo. Derek, explosivo como sempre fora, queria dar uma lição a Aizen ele mesmo.
– Você não pode lutar com todos seus poderes, esse seria o armagedom, o fim dos tempos ... — compeliu Yue, calmo.
– Por outro lado, eu posso lutar com tudo que tenho! — ofereceu May.
– Não! — exaltou-se o homem de cabelos negros. Ele foi até suas esposa e pegou-a pelo pulso. — Se eu perde-la novamente ... — a voz dele falhou, ele subiu as mãos para o ombro dela — Se perdê-la...
Um meio sorriso formou-se nos lábios de May.
– Não vai perder! — previniu a mulher.
Yue rolou os olhos.
– Se ela for eu vou! — descidiu-se o homem, e essa foi a palavra final dita por ele. O tom que usou May conhecia bem, era o tom "Não me desafie" e ela gostava de ver como ele ainda a amava.
E , na véspera de natal Aizen apresentou-se a eles em.... sombra e medo.
Na parede, na verdade nas quatro paredes que os cercavam — Aizen fez da sombra deles a sua.
– Ora, ora ... — disse Aizen. Suas sombras se mexiam como se andasse.
Logo aos pés de Derek ficou mais escuro e o chão sugou-o.
– Somos apenas eu e você, May... meu bem, meu amor ... — Logo Aizen mostrou-se.
– Una-se a mim! — ofereceu o homem. — Derek não se machucará, ninguém se machucará... comos seus filhos....
– Mamãe... mamãe ... — ela ouviu a voz de Brian, o mais velho.
– Mamãe , cade você ? — ela ouviu a voz de Kath, a mais nova.
Lágrimas correram por seus olhos, seu corpo ficou tremulo e ela ajoelhou-se.
– Vamos, May.. — Aizen sôava tentados.
May sacou dois pergaminhos que assim que abertos várias palavras escritas em sangue voaram até Aizen.
– Vai pro inferno! Sem o caos nada desenvolve, sem o medo nada vai adiante e sem o equilíbrio desses dois, nada pode EXISTIR! — Gritou May. Aizen apenas gargalhou e sumiu.
Ela precisou re-afirmar para si mesma. Precisava ter coragem para dizer, ainda uma vez mais, adeus para seus filhos.
X
Derek ainda tentava saír da sala escura na qual havia entrado.
– Derek, meu amigo! — a voz de Aizen soou na sala.
Derek puxou a arma e em apenas um tiro metade da parede foi destruída.
– Diga-me, ela recusou, não foi ? — Derek foi direto ao ponto.
– Recusou! — Aizen apareceu em carne e osso. Sentou-se em uma mesa e olhou Derek.
– Derek, e você ? — indagou o homem.
– Recusarei! — ele afirmou, coçando a nuca.
– Sabe que posso matar May ?
Um arrepio percorreu a espinha de Derek.
– Eu a encontrei e sem que percebesse coloquei um veneno, inativo, em seu sangue. Bem, inativo até que eu queira! — ameaçou o homem.
– Não trairei o mundo!
– Diga-me, orgulha-se de sua vida? — Aizen começou a jogar com as palavras. — Sabia que na morte , May gritou por você? E você não estava lá para salva-la.
– Não se pergunte como a vida é , foi ou será. Isto é mera perda de tempo! — Derek fingiu não se importar. Manteve a pose. Mas sentiu uma dor aguda apoderar-se de si.
– Bem, Derek... pense bem! Sei que aceitará! Se quiser me encontrar... — Aizen jogou para Derek uma bússula. — Siga pra o sul, me encontrará lá. Até!
Aizen sumiu por entre as sombras. Derek guardou a bússola em seu bolso. May logo veio pelo túnel encontrá-lo. Ela estava pálida e zonza.
"Aquele maldito" - Pensou Derek.
X
Chegaram à pequena cidadela na noite de natal. May sorria para as luzes piscantes enquanto Derek a olhava.
– Esta me olhando muito, senhor! — disse May, sorrindo.
Ele abraço-a por trás, e ela sentiu toda a virilidade de seu marido — braços fortes e jeito bruto — mas algo estava faltando.
– É porque es tão bela quanto uma rosa! — ele ditou.
Tomou os lábios carnudos e convidativos de sua esposa.
– Vamos, natal não é natal sem bebidas quentes e dias frios de baixo das cobertas! — afirmou Derek.
– Ui, e o que pretende fazer de baixo das cobertas?
– Isso você vai descobrir! — ele piscou para ela e deu um leve tapa acompanhado de um apertão , no traseiro de sua esposa.
– Derek! — repreendeu May.
– Vamos lá, somos invisíveis mulher! — ele sorriu vitorioso.
Seguiram brincando, tal como crianças arteiras floresta a dentro. Ninguém além de May conhecia aquele lado de Derek.
E ninguém mais conheceria ! Os dias de calma estavam chegando ao fim...
Passam as horas.... Medo....
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