Guardian Angel
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Espero que gostem!
Levou a garrafa aos lábios novamente, tomando um grande gole da bebida alcoólica enquanto observava a mesma garota passar na frente do bar pela terceira vez em menos de trinta minutos. Os cabelos alaranjados dela chamavam a atenção, o curto shorts deixando a mostra as pernas bem trabalhadas enquanto ela andava apressada. Os enormes seios balançavam levemente por causa do andar e isso chamou sua atenção.
Olhou em volta, conferindo se mais alguém no bar também tinha os olhos fixos nela. Alguns a observavam também e ele bufou.
Aquela agora só podia ser louca! Andar sozinha e tantas vezes na área dos arrankar era pedir para morrer. Principalmente ela, que era amiguinha daqueles shinigamis.
— Ei, Ulquiorra! Está me ouvindo?
Desviou os olhos verdes para a pessoa sentada ao seu lado, se sentindo um pouco irritado.
— O que é, Grimmjow?
Sua voz saiu fria e indiferente, como sempre. O rapaz a sua frente revirou os olhos azuis e passou as mãos no cabelo da mesma cor.
— Tsc, você não ouviu nada! — Suspirou. — Eu disse que aquela garota está sendo seguida.
Rapidamente, seu olhar voltou para a garota que já estava quase na esquina. Viu uma sombra atrás dela, a seguia sem que a mesma se desse conta de sua presença. Olhou novamente ao redor, constatando que não poderia ser alguém do bar, já que estavam todos ali ainda.
— Uma guerra vai ser iniciada com os shinigamis se ela se machucar estando aqui. — Continuou o azulado. — Apesar de que não seria má ideia ir contra eles.
Sem responder ao amigo, Ulquiorra se levantou. Deixou a garrafa de bebida na mesa e saiu do bar, ouvindo os protestos de Grimmjow. Seguiu o mesmo caminho que a ruiva, tomando o cuidado de não ser percebido pelo seguidor dela. A viu entrar em um mercado que tinha ali, rir para a moça no caixa e sair com algumas sacolas.
Dessa vez, deixou que ela o notasse.
Ela parou de frente para ele, o sorriso diminuindo ao ver que ele era um arrankar. Viu, com satisfação, ela olhar em volta como se procurasse alguém que pudesse ajudá-la.
Ela estava certa em fazer isso, afinal, ela estava no território dos arrankars e eles não seriam gentis com ela se a pegassem.
— Mulher, você deveria tomar mais cuidado ao sair. — Disse com calma, vendo ela o olhar confusa. — Você está sendo seguida.
Olhou para atrás de si, fazendo com que ela olhasse também e visse uma sombra que se escondia perto do muro. Ela ficou surpresa, mas logo voltou o olhar para ele.
— Ah, serei mais cuidadosa, obrigada.
Ulquiorra a olhou mais um pouco. Sempre a via andando com os shinigamis e ficava a observando. Se sentia hipnotizado por ela a cada vez que a via, como se houvesse algo nela que o chamasse. Nunca se aproximava dela, não tinha permissão para entrar em território alheio, mas um dia, por acaso, descobriu que o apartamento dela ficava no território arrankar.
Já tinha ouvido uma conversa dela com uma tal de Rukia, a outra garota dizia para ela se mudar, porque aqui eles não teriam como a proteger. A ruiva disse que não podia ter deixar para trás o lar que havia dividido com o falecido irmão e que não havia com o que se preocupar.
Desde então, Ulquiorra sempre a observava. Durante a noite, ia até a janela do apartamento da garota e ficava horas a observando dormir.
Foi retirado de seus pensamentos ao ver a garota começar a andar. Foi junto com ela, a fazendo o olhar confusa.
— Precisa de algo?
A voz dela era gentil, ele percebeu. Se fosse qualquer outra pessoa, estaria se encolhendo de medo. Mas não ela, observou que a ruiva estava relaxada ao lado dele.
— Não tem medo de mim, mulher?
Ela pareceu analisar a pergunta e depois abriu um sorriso amigável.
— Não.
O rapaz franziu o cenho diante da resposta dela.
— Por quê?
Dessa vez, ela riu.
— Eu vi você no bar e você veio até aqui para me avisar que eu estava sendo seguida. Não acredito que você vá me fazer algum mal, nem todos os arrankars são malvados.
Virou o rosto. Que garota inocente! Confiar nele só porque havia a avisado de seu perseguidor? Era loucura! Se fosse Nnoitra no lugar dele, ela já estaria morta.
Percebeu que o perseguidor dela havia desaparecido, não sentia mais a presença dele. Respirou fundo, voltando a olhar nos olhos cinzas da garota a sua frente.
— Vou te acompanhar até em casa, você chamou bastante atenção lá no bar.
Começou a andar, sendo acompanhado por ela. Não queria ninguém mexendo com ela, então a levaria em segurança até em casa.
— Obrigada!
O sorriso gentil dela lhe prendeu o olhar novamente e ele sentiu algo dentro de si se revirar. Olhou para frente, franzindo as sobrancelhas. Aquela garota estava o deixando louco.
Ela começou a tagarelar sobre várias coisas e ele fingia prestar atenção. Ao passar na frente do bar, viu Grimmjow abriu um sorriso malicioso na direção dele. Revirou os olhos para o amigo, que caiu na risada.
Era, de fato, incomum ver Ulquiorra se comportando daquela maneira. Principalmente por causa de uma garota. Grimmjow não contou para o amigo, mas sabia o que ele fazia todas as noites e já tinha pego o moreno de olhos naquela garota muitas vezes. No fundo, ficava feliz pelo amigo encontrar algo que lhe atiçava o interesse.
Ao chegar na porta do prédio da garota, Ulquiorra deu meia volta, já se preparando para ir embora.
— Obrigada novamente, Ulquiorra-kun!
Parou ao ouvi-la lhe chamar pelo nome. Olhou para ela por cima do ombro, vendo o enorme sorriso dela.
— Como sabe meu nome, mulher?
Ela riu.
— Acha mesmo que sou tão desatenta assim, Ulquiorra-kun? — Ela se aproximou. — Um passarinho azul me contou.
“Maldito seja, Grimmjow!”. Foi esse o pensamento que passou na cabeça de Ulquiorra. Não era burro, o único que poderia ter contado seu nome a ela, era ele. Principalmente por causa daquele cabelo azulado, era a única pessoa que conhecia com cabelos tão exóticos.
— Acho que posso dizer que você é o meu anjo da guarda. — A voz dela o chamou de volta para a realidade. — Obrigada por sempre se certificar que nada aconteceu comigo.
O sorriso dela lhe distraiu novamente e ele olhou para frente, não querendo que ela percebesse que o distraia.
— Não sei do que está falando, mulher!
Começou a andar, indo embora.
— Meu nome não é mulher, é Inoue Orihime! — A ouviu gritar. — Até mais, meu anjo da guarda.
Ignorou as palavras dela, seguindo para sua casa. Porém, não sabia dizer porque, um sorriso tomava conta dos lábios dele.
Ele era o anjo da guarda dela!
Notas finais
Fico por aqui, até mais ♥
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