Guardiões da Páscoa
1 Uma Páscoa em perigo
Faltava um dia para a páscoa em Paris, a maioria das casas já se encontravam enfeitadas para a celebração que viria e as crianças se animaram com o evento do prefeito Bourgeois, ao menos dessa vez, Marinette esperava que Chloé não prejudicasse a páscoa como no ano passado, só porque ele e seus amigos foram convidados na casa do Adrien para celebrar essa data e somente a loira e sua amiga Sabrina não haviam sido chamadas, então, Chloé decidiu abolir esse feriado pedindo a seu pai. Para Chloé: se ela não pudesse passar a páscoa com Adrien, então ninguém poderia.
A azulada termina de atender um cliente na padaria e sua mãe se aproxima.
— Filha, suas amigas estão lá fora, acho que querem falar com você. Pode ir, eu e seu pai cuidamos da padaria.
— Tem certeza, mãe? Eu posso ficar aqui para te ajudar.
— Tenho sim, querida, aproveite e se divirta com elas.
— Obrigada, mãe! — Ela dá um abraço em Sabine e segue até a porta, cumprimentando-as.
— Bom dia, meninas!
— Bom dia, Marinette — fala Alix.
— Bom dia, Marinette, adivinha quem vai estar no evento de páscoa esse ano como convidado especial? — Alya estende um convite.
— O Adrien vai apresentar a caça aos ovos de Paris? Meninas, nós temos que participar do evento!
— Já pensamos em tudo, eu também vou participar, a Alya me convidou como dupla — Alix comenta. — Parece que o evento será em par, então essa é sua chance de convidá-lo.
— A-Ah… convidar o Adrien? Não sei se consigo… vocês sabem como me atrapalho.
— Força, Marinette! Nós iremos te apoiar! — diz Alix.
— Certo, eu posso tentar.
— Se eu não me engano, ele deve estar numa sessão de fotos agora lá no parque. — Alya comenta. — Vai lá, garota!
Com o incentivo delas, a azulada correu às pressas pelas ruas de Paris enquanto suas amigas seguiram atrás. Do outro lado da calçada, Sabrina havia escutado a conversa durante seu passeio por perto e ligou para Chloé.
— Chloé, adivinha só…
[...]
Na toca de Bunnymund, o coelhão estava a toda com os preparativos da páscoa, ele inspecionava os ovos que passavam por baixo das flores que as pintavam espalhando seus pólens de tintas, logo secando e sendo encaminhadas para o rio roxo, até chegarem na margem e serem recolhidas pelos galhos, onde eram levados acima dos túneis para serem enviadas à Terra.
— Pronto, agora só falta os ovos das crianças de Paris e assim terei terminado… Hã? Cadê o ovo que deixei aqui? — Ele procura a cesta que iria levar para guardar.
— Procurando por algo, canguru? — Jack mostra a cesta em suas mãos.
— Jack Frost… me devolve isso! Como conseguiu passar pelos ovos de pedra? Achei que as armadilhas iriam funcionar.
— Colocou armadilhas agora? Você sabe que posso voar, não sabe?
— Ora… obrigado por lembrar de colocar armadilhas pelo ar na próxima.
— Ei, que isso coelhão? Vim na paz!
— Ah sim, igual a nevasca de 68…
— Nós já falamos disso ano passado…
— Mas você ainda me deve!
Ele encara o coelhão e dá de ombros jogando a cesta pelo ar e, o Bunnymund, surpreso com a ousadia dele, dá um salto para pegar a cesta.
— Ficou maluco? Esse ovo aqui é especial!
— Não é só fazer mais?
— Não! Ele não é como os ovos de chocolates que faço para as crianças, é diferente e não pode cair nas mãos erradas.
— Verdade? E o que ele… — Enquanto discutiam, as luzes da toca começaram a falhar e um vento junto às sombras se espalhou pelo lugar. Jack Frost, ao notar a falha, segura seu cajado e o coelhão estreita os olhos, pegando seu bumerangue.
— O que foi isso? — pergunta Jack e segundos depois as sombras da toca se transformam em um pó escuro, ambos reconheceram imediatamente a magia ao ver do pó surgir um cavalo negro. — Um pesadelo? Como ele está aqui?
— Se um pesadelo apareceu nos meus domínios, a chance do bicho papão ter retornado é grande.
— Pitch não havia sido derrotado pelos guardiões? — pergunta Frost. — Lembro de tê-lo visto sendo consumido por seus próprios pesadelos.
— Não, só o enfraqueceu na época quando as crianças deixaram de ter medo dele, mas algum evento deve ter ocorrido para ele retornar… Temos que avisar os outros guardiões. — Eles notam o cavalo desaparecer. — Parece que este era apenas um aviso do bicho papão.
O coelhão pega sua cesta e após guardá-la em uma estante alta, ele volta até onde Jack estava e cria uma toca no chão com seus pés:
— Vamos para o polo norte.
— Ah… não, obrigado, não vou entrar nisso aí. — Jack aponta para a toca.
— A gente não tem tempo, Frost! — O coelhão puxa o garoto para dentro de sua toca e ele resmunga, sendo empurrado com Bunnymund entrando logo atrás, saltando e fechando a toca.
[...]
De volta a Paris, Marinette havia corrido para chegar no parque a tempo, e quando se aproximou do local, olhou ao redor à procura do garoto, até seus olhos pararem em Chloé Bourgeois que estava falando com seu amigo modelo.
— O que a Chloé está fazendo ali? — Ela e suas amigas se aproximam mais para ouvir a conversa atrás de uma árvore.
— Adrienzinho, esse ano meu pai vai preparar a caça aos ovos de Paris e queria saber se você quer fazer dupla comigo.
— Você vai participar? Achei que não gostasse muito da páscoa.
— Ah, Adrien querido, hoje sou uma pessoa mudada e como o evento é do meu papai, não custava nada participar, vem comigo.
— Obrigado, Chloé, mas… e sua amiga Sabrina?
— Ela já achou outra dupla — mente a garota. — Por favor, Adrienzinho!
Marinette e Alya observavam de longe:
— O Adrien não pode aceitar, Alya, o que eu faço? Se ele aceitar, a minha chance já era!
— Hum… temos que pensar em um plano… Já sei! — Alya pega o telefone e manda uma mensagem para o Nino. Minutos depois, o celular de Adrien notifica uma mensagem nova, e ele pede para a garota aguardar.
— Chloé, eu vou pensar com mais calma sobre isso, o Nino está falando que teve a ideia de convidar a nossa turma para o evento. Parece que a Alya e Marinette vão estar lá também. — Adrien vê o fotógrafo o chamar para continuar a sessão. — A gente se fala depois, tudo bem? — Ele se despede e segue até o fotógrafo.
— Aquela filha de padeiro vai estar lá também? — sussurra Chloé para si mesma. — De jeito nenhum! — Ela fecha os punhos, irritada. — Parece que terei que acabar com a páscoa de novo esse ano, e dessa vez vai ser pra valer. Me aguarde, Dupain-Cheng.
[...]
No covil de Hawk Moth, ele sente uma energia de raiva e, com seu cajado, transforma uma de suas borboletas em akuma.
— Quanta raiva contida… algo essencial para meus akumas. Voe akuma e traga-a para o mal! — A borboleta segue até os óculos de sol da garota e ela ouve o vilão. — Easter bad, sua colega está querendo atrapalhar suas chances de ir ao evento com seu amigo e pretende acabar com a páscoa? Eu tenho os poderes certos que lhe garantirão vitória, você só precisa pegar os miraculous da Ladybug e do Chat Noir para mim, temos um acordo?
— Com certeza, Hawk Moth. — Chloé se transforma, seu uniforme parecendo o de um coelho negro: um casaco negro com touca e duas orelhas de coelho fixadas no tecido, por baixo, uma blusa rosa e uma calça preta, com botas negras. Porém, durante a transformação, Hawk Moth sente algo errado e vê uma névoa a cobrir e alterar seu traje de novo para um estilo mais sombrio e com detalhes em vermelho no lugar do rosa, seus olhos haviam mudado de cor para um tom de vinho e sombras.
— Que energia é essa? Nunca a senti antes… — Hawk Moth se pergunta, até que ouve uma voz.
— Gostou do meu presente? É a energia dos meus pesadelos a envolvendo, parece que eu e essa garota temos um desejo em comum, acabar com a páscoa.
— Quem é você?
— Eu? Um aliado, me chamo Pitch Black, vai aceitar ou não? Quem sabe assim consegue os seus preciosos objetos mágicos para você. Eu sou conhecido como o bicho-pão para as crianças do mundo, um mal tão antigo quanto possa imaginar.
— Como terei certeza de que não está atrás dos Miraculous também? — questiona o vilão.
— Meu único desejo é acabar com os guardiões que protegem as crianças e com toda essa alegria e esperança dos humanos, não tenho interesse em algo como esses objetos.
— Acho que vale o risco. Muito bem, empreste seu poder a garota.
Assim, Pitch cobre de sombras a akumatizada e a vilã desaparece, seguindo por Paris e eliminando tudo que via de páscoa pela frente.
[...]
Marinette, Alya e Alix tinham decidido observar o Adrien tirar suas fotos. Enquanto a azulada suspirava, Alya registrava algumas imagens em seu celular para mostrar a Marinette mais tarde. Tudo seguia bem até que o céu começou a escurecer.
— O que é isso? Vai chover justo agora?
— Alya, não acho que seja uma tempestade, olha! — Alix aponta para o céu onde uma akumatizada criava ovos em sua mão e atingia os enfeites de páscoa fazendo-os sumir.
— Aquela ali é a Chloé? — pergunta Alya.
— Parece que sim, se escondam, meninas! Em breve os heróis devem aparecer, vamos achar um lugar seguro. — fala Marinette.
As meninas saem do parque e Marinette desvia delas, se escondendo atrás de uma árvore. Adrien havia parado de tirar suas fotos assim que o fotógrafo viu o akumatizado e saiu correndo, com a confusão, o garoto seguiu até um poste e se transformou. Logo pegando seu bastão e ligando para Ladybug.
— My Lady, parece que temos um probleminha.
— Eu percebi Chat Noir — ela fala já transformada. — A akumatizada desapareceu com os enfeites de páscoa da cidade e até os ovos que seriam usados no evento do prefeito, você está no parque? — Ela nota o ambiente atrás do herói. — Estou chegando.
Minutos depois, Ladybug surge e pousa no chão.
— My lady, então, qual o plano?
[...]
No polo norte, Jack Frost e Bunnymund saem do portal aparecendo na sala do North, que estava de pé olhando o globo cujo emitia vários alertas pelo mundo, Sandman e a fada já se encontravam no local e pareciam preocupados.
— Como o bicho papão conseguiu tamanho poder? Usar os pesadelos e uma criança para seus propósitos… o que ele tem em mente? — Toothiana pergunta e nota os dois novos recém-chegados. — Jack!
— Com certeza não é nada bom — fala o Norte. — Mas iremos resolver isso. Bem-vindos de novo! — Ele cumprimenta os dois ao vê-los chegar.
— Guardiões, Pitch enviou um de seus pesadelos na minha toca — fala o coelhão. — E agora a páscoa do mundo todo corre perigo. Temos que nos unir para detê-lo.
— De fato, mas, desta vez, acho que precisaremos de uma ajuda extra. — Norte fala, mostrando uma imagem dos heróis de Paris em seu globo.
— Essas crianças? Sei que elas estão no topo da lista de bonzinhos, mas, pedir ajuda a eles? — pergunta o coelhão.
— São heróis, e o homem da lua concordou em pedir reforços.
— Ei, mas como esperam que eles enxerguem vocês? — questiona Jack.
— Tenho certeza de que ainda acreditam em nós, Jack. — fala o Norte.
— Certo… deixe que eu cuido disso então. — Bunnymund abre um portal abaixo de seus pés e pula na toca. — Vejo vocês em Paris!
[...]
A joaninha observava o caos se formando na cidade, as pessoas corriam da vilã que, além de sumir com tudo da páscoa, estendeu as mãos e uma magia estranha saiu de seus dedos, fazendo-a criar uns cavalos de sombra. Eles se multiplicaram e seguiram para todos os lados causando mais desordem e medo nos civis. Ladybug notou que um desses cavalos acabou entrando em contato com Xavier Ramier e ele se curvou no chão, colocando suas mãos na cabeça enquanto gritava.
— O que são essas coisas? — Ladybug perguntou.
— São pesadelos.
— Pesadelos, Chat?
— Bugboo, eu não falei nada… — responde o herói.
— O quê? Se você não falou, então quem… — Ambos se viram para trás, se surpreendendo com a figura de pé.
— É impressão minha ou tem um coelho gigante atrás de nós, My lady?
— Ótimo, conseguem me ver, assim fico mais aliviado, eu sou Bunnymund, vocês me conhecem como o coelho da páscoa e preciso da ajuda de vocês. Esses cavalos são os pesadelos, criaturas feitas de sombras e aliadas de Pitch Black, o bicho-papão.
— Ah… E o coelho fala… É alguma pegadinha sua, My Lady?
— Chat, estou vendo o mesmo que você, então não acho que seja… Hã… Então você é o coelho da páscoa? — Ladybug pergunta desconfiada. — Quem não garante que é outro vilão? Já passei por uma situação onde uma vilã se dizia ser heroína.
— Ladybug, eu vim acompanhado com outros guardiões, você acredita na páscoa? Então acredite em mim. Vim deter o Pitch que está usando aquela garota como seu plano para trazer a era das sombras de volta no mundo inteiro.
— Então o coelho da páscoa realmente existe e esse Pitch é o que está fazendo esses cavalos negros surgirem? Eu devia imaginar, se existe a magia dos miraculous, nada é impossível. — fala a joaninha que sorri.
— Exatamente, ele é o bicho-papão, o pesadelo das crianças e agora, não só aqui, mas no mundo todo estão aparecendo essas criaturas.
— Tudo bem, nós podemos lhe ajudar, não é, my lady?
— Certo, onde estão seus colegas?
— Eles devem chegar… Há, olha eles lá! — O coelhão aponta para o céu onde os heróis notam um trenó voando em suas direções até parar no chão. Ambos os dois heróis arregalaram os olhos.
— Espera, o Papai Noel, a fada do dente, e o Sandman?! Isso é incrível! — diz Ladybug entusiasmada.
— Sem contar nosso outro guardião, Jack Frost — fala Toothiana.
— Quem?
— Há, ótimo… eles não podem me ver, devia ter imaginado.
— Jack é nosso guardião que trás a neve e a diversão para as crianças.
— Jack Frost? — O garoto assopra alguns flocos de neve na direção de Chat Noir e Ladybug, assim fazendo que eles sentissem os flocos e o vissem.
— Oh, estou vendo ele! — confirma a joaninha. — Enfim, precisam da nossa ajuda, certo? Como iremos derrotar esse vilão e a Chloé? Lembrando que ela é só uma vítima do Hawk Moth e desse pesadelo.
— Bem, nós já o derrotamos antes e precisamos naquela época da crença das crianças — fala o North.
— Então nesse caso, vamos impedir que eles destruam a páscoa — Ladybug fala. — Ei coelhão, me diga: existe alguma coisa na qual o Breu estaria querendo de você para arruinar essa data? Algo especial a você?
— Além de destruir a crença das crianças? Não sei se… o ovo! Aquele que você tentou pegar de mim mais cedo, Jack! Temos que ir urgente à minha toca, vamos!
— O que? De novo não! — reclama o garoto da neve e logo todos caem na toca do coelho.
— Chegamos, bem-vindos à terra da páscoa! Meu lar onde crio os ovos para as crianças!
— Wow! — Os heróis ficam estupefatos ao ver o ambiente e notarem dois ovos de pedras gigantes à frente assim que se recuperam do susto da queda.
Ambos seguem o coelhão passando pelo rio roxo e Bunnymund anda a procura do ovo que havia guardado antes de sair.
— Estranho, eu tinha deixado aqui… Jack, você o pegou de novo?
— Ei canguru, dessa vez eu não fiz nada! — Jack estende as mãos para cima.
— Se não foi você, então quem…. — As orelhas do coelhão se movem ao ouvir passos e imediatamente pega seu bumerangue, ficando na frente deles.
— O universo é algo curioso, não? Aquela vez achei que fosse ser derrotado pelos meus pesadelos, porém, a mãe natureza resolveu cooperar comigo e sobrevivi. E agora, é a vez de vocês caírem. Oh, verdade… acho que estavam procurando por isso. — Ele mostra o ovo aos guardiões. Então coelhão, esse tempo todo tinha um item capaz de dar esperança para os humanos? Farei que esse item seja o responsável por trazer o oposto! Caos e medo.
— Não se atreva! — Bunnymund joga seu bumerangue nele, mas Breu some com o ovo. — Droga… Se ele usar o ovo, até os guardiões estarão em perigo…
— Uou… então era isso que aquele ovo podia fazer… — comenta Jack. — É, parece que a Páscoa está condenada.
— Jack! — Toothiana o repreende.
— Vocês não podem perder a esperança! — Ladybug enfim fala. — Para nós humanos, a Páscoa significa renovação e esperança, novos começos, então não desistam agora.
Nesse instante, North recebe um alerta de seu globo de neve e arregala os olhos.
— Parece que não temos tempo, as luzes das crianças estão se apagando no globo! Temos que agir!
— O que? Não! Ficamos ocupados tentando detê-lo e indo atrás de ajuda e ele aproveitou esse tempo para me distrair dos preparativos, a páscoa já iniciou em alguns países… Não acredito que falhei em minha missão…
— Essa não… as crianças estão acordando sem os ovos de páscoa! Ele conseguiu outra vez… — Toothiana diz e logo, os guardiões veem o coelhão cambalear e sua forma se encolher, ficando do tamanho de um coelho pequeno.
— É só questão de tempo para ele atacar os outros guardiões também — fala Jack.
— Coelhão, ainda dá tempo de preparar os ovos — Ladybug diz. — Mesmo se entregar tarde, ainda dá para fazer com que as crianças voltem a acreditar em você.
— Ela tem um ponto, quando a última criança estava para deixar de acreditar em você, usei minha neve para ela ter esperança — Frost comentou. — O garoto nunca deixaria de acreditar em você.
— Olha, o Breu está usando a garota akumatizada, certo, My Lady? — Chat Noir fala. — Acho que, precisamos deter primeiro a garota se quisermos chegar nele.
— Verdade, eu… acredito que talvez meu talismã possa ajudar, ele sempre tem as respostas para derrotar os akumatizados. — Assim, a joaninha invoca seu poder milagroso que cria um ovo de páscoa e ela o pega no ar. — Um ovo de páscoa?
— Acho que precisamos mais do que apenas um para entregar às crianças, Ladybug. — diz Bunnymund.
Ela olha para o coelho e ao redor da toca, mas sua visão de joaninha não indica o que ela poderia fazer com o talismã e suspira.
— Por hora, acho melhor irmos atrás de Easter Bad, uma hora ou outra iremos descobrir o que fazer com isso.
Assim, com o poder enfraquecido de Bunnymund, o North chama suas renas. O brilho no olhar dos heróis de Paris ao ver o trenó faz North sorrir.
— Todo mundo ama esse trenó, subam, assim chegaremos mais rápido lá.
Depois de subirem, as renas lançam voo ao céu e Ladybug se segura no banco devido a velocidade do trenó, em poucos instantes o objeto perde a velocidade e logo eles se veem sobrevoando a Torre Eiffel. Ao longe, Toothiana vê uma garota voando pela cidade enquanto disparava seus ovos nas pessoas. Chat Noir e Ladybug notam que seus amigos Alya, Nino e Alix ainda resistiam se escondendo atrás do Museu do Louvre enquanto os pesadelos consumiam cada vez mais as pessoas.
O coelhão podia sentir a esperança das crianças se esvaindo aos poucos, mas a chama daqueles três jovens que resistiam o dava esperança. Logo, eles pousam no chão e Ladybug olha para o caos até sua visão de joaninha pousar na vilã.
— Gente tive uma ideia, vocês podem tentar deter essas sombras e eu vou até a akumatizada, você disse que Breu havia capturado o ovo mágico, certo, coelhão? Nós podemos fazê-lo acreditar que ele pegou o objeto errado. Se usarmos alguma fonte de luz no ovo de chocolate, dá para fingir que este fosse o verdadeiro objeto com magia e assim ele poderia tentar pegar o talismã enquanto recuperamos o verdadeiro.
— Entregar seu talismã à vilã, my lady?
— É arriscado, mas vale a tentativa.
Com a ideia em mente, os guardiões se separam mas Bunnymund diz:
— Ladybug, me leve com você, tenho contas a acertar com Breu. — Ela assente e estende a mão para segurar o coelho enquanto com a outra pega seu ioiô e o lança num poste, seguindo até a akumatizada.
North, Toothiana, Sandman e Jack se espalham por Paris e usam seus dons contra os cavalos negros. Enquanto Sandman atingia-os com seu pó dourado para transformá-los de volta em sonhos, Jack lançava seu gelo neles. Porém, ambos tiveram que se separar e seguir para os outros países, afinal, a escuridão de Breu estava atingindo todas as cidades do mundo.
Chat Noir observa Easter Bad atrás do telhado de uma casa e se comunica com a joaninha por seu bastão.
— My Lady, onde vamos achar uma fonte de luz para o plano funcionar?
Ladybug observa a cidade em busca de qualquer item, até que Bunnymund diz:
— Ei, ali naquela casa, aquilo em cima do balcão não é uma lanterna?
— Que vista boa, coelhão! Chat, se prepare. — Ladybug segue até a casa e pega a lanterna emprestada, logo se encontrando com o gatinho que entrega o ovo a ela.
Ao se aproximar da vilã, ela se pronuncia:
— Easter Bad, não deixe que o Hawk Moth e o pesadelo te dominem! Eles estão apenas te usando.
— Ladybug?
— Não dê ouvidos a ela — Hawk Moth se comunica com a vilã. — Ela está tentando te impedir que elimine a páscoa!
— Boa tentativa, Ladybug, mas o bicho-pão me deu este ovo que é capaz de destruir com toda essa sua falsa esperança! Irei ativar o poder do ovo mágico e vocês poderão dizer adeus a essa querida data.
— Aí que se engana, Chloé, esse não é o ovo verdadeiro!
— Esse ovo que está segurando é apenas um dos meus simples feitos de chocolates para as crianças do mundo inteiro, o verdadeiro item mágico está com a gente — diz o coelhão e a joaninha mostra o talismã a ela.
— O quê? Impossível, tenho certeza de que peguei o certo! — exclama Breu ao se comunicar com a akumatizada por pensamento. — Devem estar mentindo!
— Quem garante que não seja falso? — fala a akumatizada.
— Se fosse falso, ele faria isso? — Ladybug liga a pequena lanterna escondida atrás do ovo, fazendo-o brilhar.
— Nós ainda temos a magia da páscoa e com esse ovo, traremos a esperança de volta às crianças, Ladybug, repita comigo: Com este ovo, a esperança restaura.
Ela assente e antes de falar, Breu arregala os olhos e impulsiona para que Easter Bad pegasse o ovo, soltando o outro com raiva no chão. Ela grita e corre até Ladybug para tentar capturar o objeto:
— Não! Me dê ele! — Easter Bad cria ovos mágicos com sua mão e tenta atirar nos heróis que desviam de seu ataque. Quando Ladybug segurou o falso ovo como se tentasse o proteger, isso só atiça mais a vilã que cria ovos explosivos para tentar a fazer soltar o item.
Enquanto ela distraía a vilã, Bunnymund correu com suas patas curtas e pegou o item caído, girando-o no chão com suas patinhas na direção de Chat Noir, que segura o objeto. Easter Bad consegue atirar na mão da joaninha que solta o talismã e a vilã a chuta para longe, logo pegando o ovo falso.
— Agora vocês perderam, guardiões. Enfim poderemos fazer as trevas reinarem!
— Oh, não! Ela conseguiu, Chat… — Ladybug falou como se estivesse preocupada com a suposta derrota. Easter Bad sorri e, ao segurar o ovo com as duas mãos, ela tenta ativar o poder e franze o rosto.
— Ah… por que o poder não está se ativando!?
— Você precisa ter o espírito da páscoa para isso, mas parece que não curte a data, não é? — fala o coelho.
Chloé se irritou e suspirou fechando os olhos tentando ativar o poder. Enquanto isso, Ladybug analisa o traje da vilã em busca do akuma.
— Ali, my lady, deve estar nos óculos dela!
— Boa, gatinho. — Imediatamente ela lança o ioiô no óculos, quebrando o objeto e assustando a garota que abre seus olhos. De seu óculos saiu voando o akuma. Ladybug gira o ioiô, lançando-o no ar e capturando a borboleta. — Te peguei. Tchau, tchau borboletinha! — Ela purifica o inseto com seu miraculous e vê Chloé voltando ao normal.
— O quê estou fazendo aqui? Ladybug?
— Você foi akumatizada pelo Hawk Moth, mas agora está segura. Chat Noir, a leve de volta para o hotel, nós ainda temos que lidar com Breu. — O herói assente, levando Chloé para longe. — Agora só vou jogar meu miraculous e assim tudo voltará ao normal, se a Chloé fez seus ovos de páscoa desaparecerem, logo voltarão com a magia. — falo ao coelhão. — Miraculous Lady… Aaaaah!!
— Ladybug! — grita Bunnymund.
No momento em que ela iria lançar o miraculous, Breu aparece pessoalmente e junto aos pesadelos que atacam a joaninha com suas sombras sem dar tempo de ela reagir, caindo ao chão.
— Acharam que poderiam me enganar? Podem ter derrotado a garota, mas veja só você coelhinho, é impressão minha ou está desaparecendo? — fala Breu com um sorriso perverso.
O coelhão arregala os olhos ao notar que seu corpo estava ficando invisível. Era tarde demais. Ele olhou para Ladybug e falou:
— Não! Ladybug, se encontrar os guardiões, diga a eles que Bunnymund agradece por tê-los conhecido e que foi uma honra lutar ao lado deles por todo esse tempo.
— Bunnymund! — A joaninha vê o coelhão sumir diante de si e arregalou os olhos, suas mão tampando a boca com tamanho choque. Ela achou que poderia salvar a páscoa, seu talismã devia ter funcionado, não deveria?
— Há, há, há! Finalmente! Esse é o fim da Páscoa e logo, todos os outros guardiões vão desaparecer juntos, não sobrará nada além do medo!
Ladybug, irritada, cerra os punhos e o olha firme:
— Não! Enquanto os humanos tiverem esperança você não vencerá!
— Mesmo? Então como explica o sumiço de seu colega? A fé de todos se foi. — Ladybug fica em silêncio. — Viu só? Pare de ter esperanças bobas, criança, eu conheço seus medos e te garanto, eles só vão piorar.
A joaninha sente o seu miraculous apitando e ao se levantar, corre para longe, fugindo de Breu e se destransforma em um beco a qual ela se esconde. Sua respiração trêmula a estava impedindo de pensar racionalmente em um plano.
— Marinette, não desista agora. — fala sua kwami.
— Tikky, por que o talismã não funcionou? O Bunnymund foi… eu sou uma péssima heroína.
— Marinette, você não está sozinha, o Chat Noir está lá lutando com você, assim como os guardiões. — A azulada tira um pedaço de cookie para Tikky comer enquanto a esperava para voltar a se transformar. — você não é uma péssima heroína, eu.. não sei por que não funcionou… as coisas teriam voltado se tivesse conseguido lançar o poder milagroso.
— Ninguém mais acredita na Páscoa, mas o dia ainda está longe de acabar… Tikky! — Marinette se levanta ao ter uma ideia. — E se nós entregarmos os ovos para as crianças? Podemos tentar fazer com que voltem a acreditar nele, ainda dá tempo!
— Parece ser uma boa, Marinette.
Voltando a se transformar em Ladybug, ela pega o ovo que ainda não havia lançado e finalmente consegue ativar seu poder.
— Miraculous Ladybug!
Logo, as joaninhas milagrosas se espalham por Paris, desfazendo tudo o que havia sido arruinado, os civis que viram o poder de Ladybug concertando as coisas, ficaram mais aliviados e seus olhares voltaram a ter um pouco de esperança, mas ainda estavam com medo. Então, a heroína segue em busca de Chat Noir, até o encontrar com Sandman na rua.
— My lady! O Sandman voltou, ele conseguiu derrotar alguns dos pesadelos.
— Sandy! Que bom vê-lo de novo! Sandman, preciso de um favor, consegue nos levar até a toca do coelhão? É preciso reunir todos os guardiões, pois vamos necessitar de ajuda para o meu plano.
Sandman assente e cria um helicóptero com seu poder de sonhos, indicando para que entrássemos naquilo e assim fazemos. Ele nos levou até Suíça, onde achamos o North e, depois de ajudá-lo contra os cavalos negros, pedimos para que ele avissasse os outros guardiões para nos encontrarmos na toca. Sem o poder do coelhão foi preciso usar o globo do North e assim que vimos eles na toca do coelhão eu revelo a ideia. Todos concordaram e North chamou seus yetis e duendes para ajudar. Em menos de três horas, conseguiram juntos pegar os ovos de páscoa que Ladybug havia restaurado com seu miraculous e os decoraram, encaminhando-os para uma sala onde cada um pegou uma quantidade de ovos para distribuí-los pelo mundo, e claro que ela e o Chat ficaram com a França e seus países próximos. Assim que chegaram, foram espalhando por todo canto e nas casas das crianças, em seguida, falaram com as crianças que encontravam nas ruas que ainda haviam ovos pela cidade, dando dicas onde poderiam achar. Não demorou para que a França ficasse alegre novamente, todos agradecendo os heróis, mas ambos insistiam em dizer que foi o coelho da páscoa.
Ladybug e Chat Noir estavam exaustos depois de percorrerem por vários países, mas seus esforços valeram a pena, ela recebeu uma imagem de North dos pontinhos de luzes indicando a crença das crianças no coelhão em seu ioiô. Mas alguém não estava feliz com isso…
Do outro lado do mundo, Breu havia voltado a enfrentar um dos guardiões, Jack lutou contra o bicho-papão usando seu gelo para se defender. Desta vez, quase todos os guardiões estavam unidos e cada um usou como pode seus dons contra ele. Logo, North chamou os heróis de Paris que imediatamente seguiram até ele com sua evolução de poderes cujo dava a capacidade de voar.
A batalha estava intensa quando eles chegaram, mas puderam notar que Breu se encontrava mais fraco, porém, os pesadelos se mantinham de pé, tentando eliminar a todos. Chat Noir usou seu bastão para lutar contra os cavalos e Ladybug pegou seu ioiô tentando atingi-los, mas era difícil com seus objetos atravessando os seres feitos de sombras e pesadelos.
Logo, os guardiões conseguiram avançar derrotando os cavalos de Breu e já se encontravam em cidades próximas. Toothiana havia se deparado com Frost durante a batalha e juntos uniram forças para deter os últimos pesadelos que haviam na Bélgica e logo chegaram à Suíça, onde se encontraram com North.
Como uma equipe, os guardiões enfim derrotaram os pesadelos, mas Breu não desistiu. Todos já permaneciam reunidos na Suíça, Breu se aproveitou dos medos de alguns guardiões criando pesadelos e conseguindo atingir Toothiana, ele iria usar outro ataque com suas sombras nos guardiões, quando um bumerangue passou por eles em meio a batalha.
Os heróis viram duas orelhas peludas saírem dentro de uma toca que deixou a todos em choque. Bunnymund já sentia seus poderes e vida voltando graças aos guardiões e aos dois heróis e quando finalmente havia acordado, usou sua toca e sua velocidade para encontrar os guardiões, surgindo de dentro da toca e lançando seu bumerangue em Breu que caíra no chão.
— Sentiram a minha falta?
— Coelhão! — Os guardiões e os heróis de Paris ficaram incrédulos ao ver seu colega ali, já em seu tamanho real.
— Como você… — Toothiana fala.
— Graças a esses jovens, as crianças voltaram a acreditar em mim — O coelhão aponta agradecido para Ladybug e Chat Noir. — Muito obrigado por protegerem a páscoa.
— De nada, nós… — diz Chat Noir.
— Estamos felizes em vê-lo de novo — completa a joaninha.
O coelhão sorri e vira-se para Breu, seguindo até ele com sua pose séria.
— Acabou, Breu. As crianças não têm mais medo de você.
— Impossível! Eu vou destruir a páscoa e todas as outras datas, você não vai me impe… — Bunnymund revira os olhos e dá um soco no bicho-papão, fazendo-o desmaiar.
— Desculpe, o que iria falar? — questiona o coelho da páscoa com um sorriso irônico para o ser desmaiado. — Ah verdade, ele tirou um cochilo.
[...]
Os guardiões estavam de volta à França, felizes por conseguirem salvar o coelhão e a Páscoa, eles haviam, mais uma vez, protegido as tradições e ter garantido a alegria e esperança das crianças. Ambos se reuniram na Torre Eiffel para se despedirem dos heróis de Paris com abraços e fotos que Ladybug conseguiu tirar com seu ioiô mágico para guardar como recordação.
— Espero que a gente possa se encontrar novamente algum dia — diz a joaninha.
— Ho, ho, se ficarem de olhos abertos talvez se deparem comigo no Natal! — diz North.
— E comigo na época de Páscoa — diz o coelhão.
— O trabalho de uma fada nunca termina. — diz Toothiana. — Estou sempre com minhas fadinhas andando pelo mundo.
— E não esqueçam do inverno, talvez eu venha visitar aqui para trazer diversão às crianças — comenta Jack.
Eles se despedem de todos e veem os guardiões subirem no trenó do North enquanto o coelhão criou uma toca, pulando dentro do buraco.
— É, my lady, agora somos apenas eu e…
Ladybug observava a cidade, as crianças corriam pelas ruas de Paris à procura dos ovos, seu coração se aqueceu ao ver a alegria delas, então, se lembrou do evento do prefeito.
— O evento de caça aos ovos! Lamento gatinho, mas tenho um compromisso. — Ela jogou seu ioiô em um poste e disse: — Até outra hora!
— M-Mas o evento não é só amanhã?
— Há… eu tenho que resolver umas coisinhas, até mais!
— Espera, my lady! Ah… tudo bem, talvez eu a veja amanhã.
[...]
No dia seguinte, Marinette seguiu com Alya e Alix até a prefeitura, ela esperava encontrar Adrien lá na corrida de caça aos ovos.
— Não acredito que você ainda não o convidou, Marinette.
— Ainda dá tempo, Alya. Olha, ele está ali sozinho, parece que a Chloé não apareceu por enquanto, me desejem sorte!
— A Chloé não veio? Que milagre é esse? — pergunta Alix.
— Será que a garota desistiu depois de ser akumatizada?
— Ou talvez ela venha, independente, vou tentar convidar o Adrien — fala a de cabelos azulados.
— Boa sorte, Marinette! — diz Alix e a garota segue até onde Adrien se encontrava.
— Oi Adrien!
— Marinette? Oi! Veio participar do evento?
— Sim, eu… A-Adrien… você já tem dupla? Estava pensando em lhe convidar.
— Oh! — Adrien sorri. — Ainda não tenho. Seria uma honra, Marinette. Eu adoraria fazer dupla com você. Trouxe a sua cesta?
— Aqui. — A azulada mostra sua cesta colorida, por dentro Marinette surtava de alegria por ter conseguido.
Logo, Adrien ouve o prefeito lhe chamar para fazer a abertura do evento. Marinette assiste sua apresentação admirada e sem notar, se perde em pensamentos relembrando de tudo o que ocorreu hoje, logo pensando em Chat Noir, depois do evento ela iria comprar alguma coisa para dar ao gatinho amanhã. Com a apresentação do Agreste terminada, ela o vê caminhando de volta até si e ambos se aproximam da pista de largada. Marinette, dá um último olhar aos participantes, notando não só a Alya e Alix a sua frente, mas a sua turma do colégio Françoise também estava lá, e o que mais a surpreendeu foi ter visto a filha do prefeito ao lado de sua amiga Sabrina do outro da pista, embora Chloé parecia estar de cara fechada.
Enquanto isso, Chloé observava de longe, com uma expressão irritada. Assim que chegou na prefeitura, viu Adrien aceitar o pedido de Marinette e franziu a testa.
— Eu não acredito... A bobona Cheng está com meu Adrienzinho… — ela murmurou, claramente incomodada. — Ela sempre consegue o que quer.
Sabrina, que estava ao lado de Chloé, olhou para sua amiga com uma expressão preocupada.
— Você vai ficar aí parada observando? Não vai fazer nada? — Sabrina perguntou. — Estava tão confiante de que o Adrien iria com você…
Chloé olhou para ela com raiva.
— Fique quieta, Sabrina! — ela resmungou. — Quer saber? Não queria tanto participar desse evento? Então venha comigo! Nós vamos participar juntas, mas não espere que eu vá me divertir não. Eu vou vencer esse evento pegando a maior quantidade de ovos de chocolate, a Marinette não vai ganhar!
Sabrina, embora desconfortável, deu um leve sorriso e assentiu.
— Claro, Chloé. Vamos tentar encontrar o máximo possível, mas o importante é a diversão com seus amigos, estou feliz por participar com você. — Chloé dá um olhar de desdém à amiga, mas Sabrina nota um pequeno sorriso em seus lábios quase imperceptível.
Então, o evento começou, todos ali presentes partiram em busca dos ovos. Passando pela prefeitura, seguindo para o Museu do Louvre, no parque… e meia hora depois, Adrien e Marinette já haviam encontrado alguns. Do outro lado da rua, notam Chloé discutindo com Sabrina por terem achado apenas três ovos.
— Coitada da Sabrina… Mesmo depois de tudo a Chloé não entendeu o significado da Páscoa. O importante não é ter bastante chocolates e sim os momentos compartilhados com seus amigos e família. Os que eu encontrar, vou dividir com umas pessoas.
— Verdade, e não tem o que fazer, mas acredito que um dia ela entenderá o significado — fala Adrien para a azulada. — Obrigado por ter feito dupla comigo, Marinette, me diverti bastante.
— De nada, também me diverti. — Ela sorri.
[...]
Já era domingo de páscoa, Marinette havia almoçado com sua família e logo depois de passar o dia com eles, decidiu dar uma volta pela cidade. Entrou em um beco e se transformou em Ladybug, usando seu ioiô para sobrevoar Paris e parar numa loja onde comprou um chocolate, logo seguindo até a Torre Eiffel. Pousando no chão, a joaninha ligou para Chat Noir.
— Ah… por que ele não atende?
— Procurando por mim, my lady? — A heroína virou-se notando o gato atrás de si.
— Chat! Feliz páscoa!
— Feliz páscoa a você também, Bugboo.
— Eu… quero lhe dar um presente, sabe… por todo esse tempo que passamos juntos lutando, por todas as vezes que esteve lá por mim. — Ladybug estende um pacote. — Obrigada por ser meu amigo e minha dupla, Chat.
— My lady… — Chat pega o embrulho e logo tira de seu cinto um pacote colorido. — Também trouxe algo para você, espero que goste.
— Ah, obrigada gatinho. — Ladybug toca o sino de seu uniforme. — Eu adorei! Então… como foi seu dia?
— Com certeza, foi o melhor dia de todos, my lady, e nada no mundo poderia estragar isso. E eu acho que esse é só o início de muitos dias miauravilhosos com você.
— Estava demorando para fazer um trocadilho. — A joaninha revirou os olhos e sorriu. — Com certeza, Chat, ainda haverá muitos dias incríveis pela frente.
Fim
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