Guardião Sombra

6 A misteriosa Vitoria


Notas iniciais
Personagens e idades aparentes Dilan Mace – 30 anos Tom Keller – 32 anos Klaus – 36 anos Darius Galli – 29 anos Alam 25 anos Vitoria 25 anos

Depois de participar da festa promovida pelo prefeito Darius Galli da cidade de Micenas, Dilan retorna suas atividades e vai até a última base dos filhos da morte que ele conhecia para descobrir mais sobre o local e acaba observando algumas movimentações, mas nada de muito concreto sobre Klaus. Ele então retorna para casa e se prepara para agir. Na noite seguinte Dilan volta aquele local e dessa vez invade na esperança de enfim achar Klaus e vence-lo, mas logo ele descobre que era tudo uma armadilha. Alam liderava alguns membros dos filhos da morte e mais alguns zumbis e eles atacam Dilan para enfim mata-lo, mas fracassam, e o guardião da noite acaba saindo vitorioso. Enquanto isso a misteriosa Vitoria observava tudo o que acontecia.

— Parabéns guardião sombra, você é de fato alguém muito interessante. – declara ela sumindo em seguida. Dilan olha para a porta sentindo uma presença, mas nada vê, ela já tinha ido. Ela então olha de volta para Alam.

— Agora você vai me contar tudo sobre os filhos da morte e Klaus! – ordena Dilan enquanto Alam apavorado apenas tremia depois de ver tudo o que aquele homem tinha feito sozinho

— Tudo bem! – ele concorda rapidamente. Depois de conseguir as respostas que queria, Dilan deixa Alam amarado junto dos outros, incendiando os corpos dos zumbis e partindo na sequência.

— Preciso mandar uma mensagem avisando a polícia sobre eles. – lembra Dilan embarcando em sua moto e indo embora em seguida. Porem assim que ele saiu, um carro com dois homens chega estacionando do lado de fora. Eles descem e adentram o local se deparando com Alam e os outros amarados.

— Ainda bem que chegaram, me soltem logo, aquele desgraçado vai pagar caro por isso, eu mesmo vou mata-lo da próxima vez! – afirma Alam.

— Você contou alguma coisa para o guardião sombra? – pergunta um dos homens.

— É claro que não, não seja idiota! – responde Alam irritado.

— Muito bem então. – fala o homem puxando uma arma e atirando nos outros homens amarrados os matando.

— Mas que diabos você está fazendo? – grita Alam.

— Klaus disse, chega de fracassados no nosso grupo! – responde ele atirando e matando também Alam. Em seguida os dois homens vão embora do local. Já Dilan retorna para sua casa para descansar depois da noite intensa de ação. Na sede dos filhos da morte, os dois homens chegam e se encontram com Klaus e relatam todos os acontecimentos.

— Então aqueles desgraçados fracassaram! Eu deveria saber, mas como podem ser tão inúteis? – ele fica muito irritado.

— E agora senhor, o que vamos fazer? – questiona um dos homens.

— Vamos acabar com isso é claro! Mesmo que o idiota do Alam tenha dito que não falou nada eu duvido disso. Então podemos esperar um ataque do guardião sombra. Por isso, chegou a hora de mostrar o meu poder de necromante! – declara Klaus que então começa a caminhar e os dois homens o seguem. Em uma sala tem alguns corpos, e ele então pega um recipiente e começa a reunir alguns itens dentro dele e preparar um tipo de poção. No final ele faz um corte em seu braço derramando um pouco de sangue.

— O que o senhor está fazendo? – questiona um dos homens.

— Criar um zumbi não é algo tão fácil quando parece, além de reunir os ingredientes certos para o feitiço, que não são fáceis, preciso usar meu próprio sangue para faze-los me obedecer. – explica Klaus, que então derrama um pouco da poção sobre o corpo a sua frente. Logo depois ele o toca e começa a falar algumas palavras em tom baixo. O corpo finalmente desperta se tornando um zumbi e levantando daquele lugar. – Pra minha sorte, eu venho me preparando para isso a algum tempo. – complementa ele sorrindo. De volta a casa de Dilan, várias horas já haviam se passado, e ele já estava de pé. Ele então começa tomar café e comer alguma coisa quando a campainha toca.

— Pode entrar! – grita Dilan. Alguns minutos depois Tom surge na cozinha.

— Olá, estou chegando! – fala Tom.

— Então você apareceu, pensei que tivesse muito trabalho hoje. – responde Dilan.

— Tenho sim, mas precisava falar com você. Eu avisei o chefe de polícia como pediu. Ele foi até o local prender os membros da gangue do Klaus e estavam todos mortos, com tiros, o que ouve afinal? – pergunta Tom.

— O que? Isso não é possível, eu deixei todos vivos e amarrados! – responde Dilan ficando muito surpreso falando em seguida. — Bem eu já estava descendo para oficina, vamos lá e eu te conto tudo que sei. – responde Dilan e os dois então vão para oficina enquanto Dilan começa a explicar. – Na verdade eu invadi aquele local ontem, o ultimo que sabia sobre os filhos da morte, mas era uma armadilha, fui atacado por 4 deles e 3 zumbis. – relata Dilan.

— Aquele desgraçado, e como você conseguiu vencer? – pergunta Tom.

— Bem, apesar dos números, eles não eram muito bons. E no fim, eu ainda consegui o endereço da possível sede real dos filhos da morte. Sobre as mortes, quando eu sai todos estavam amarrados e bem vivos! – Dilan termina de relatar sobre a noite anterior.

— Entendo, então alguém dos filhos da morte deve ter matado todos pelo fracasso. – deduz Tom.

— Sim, é o mais provável. Klaus é um desagrado mesmo, ele brinca com a vida e morte como se não fosse nada! Enfim, essa noite pretendo vigiar o local e se realmente tiver algum tipo de movimentação eu vou invadir e acabar com tudo de vez. – declara Dilan quando de repente o celular dele toca e ele o pega para olhar.

— O que ouve, quem é? – questiona Tom.

— Uma mensagem da Vitoria. Está me convidando para beber algo hoje à noite. – responde Dilan.

— Isso é muito bom, você precisa ir! Dilan vocês se deram bem naquela noite, e você não pode apenas viver nessa guerra todos os dias. – aconselha Tom.

— Eu não posso, tenho que vigiar o local da possível sede dos filhos da morte. Quero acabar logo com eles! – responde Dilan.

— Eu cuido disso, saio mais cedo do trabalho e vou até lá vigiar, fico longe e tomo cuidado. Você aparece mais tarde e faz o que precisa fazer. – Tom se oferece para vigiar.

— Droga! Está bem, vou confirmar para as 8 da noite e ficar pouco tempo, assim que possível eu vou pra lá! – concorda Dilan e assim marca o encontro com Vitoria. O dia então passa e a noite chega em Micenas. Dilan se arruma e parte para encontrar Vitoria. Ele chega a um barzinho onde haviam marcado de se ver e senta em uma mesa esperando por ela. Não demora muito para que Vitoria chegue já sorrindo.

— Você é bem pontual! – fala ela se aproximando da mesa de Dilan que se levanta sorrindo de volta.

— Eu tento, mas nem sempre consigo. Porem hoje não podia atrasar. – ele então a cumprimenta dando um beijo em seu rosto. Os dois se sentam na sequência.

— Esse lugar é muito bom, gosto do clima. – afirma Vitoria.

— Você já tinha vindo aqui antes? – pergunta Dilan.

— Algumas vezes na verdade. – responde ela. Nesse momento o garçom chega à mesa para atender.

— O que vão querer? – pergunta ele.

— Eu quero beber vinho, e você Dilan? – pergunta Vitoria.

— O mesmo para mim! – responde ele sorrindo. Enquanto isso Tom terminava o dia de trabalho na Keller tech e partia para seu carro.

— Hoje eu vou ser um detetive, o grande Tom vai acabar com os filhos da morte! – fala ele animado e dando algumas risadas embarcando no carro e indo até a possível sede dos filhos da morte. Lá Tom começa a vigiar. De volta a Dilan e Vitoria.

— Então o que te trouxe a Micenas Vitoria? – pergunta Dilan.

— Estou apenas de passagem, é um local bem agradável. – afirma ela.

— Eu concordo, apesar de ter alguns problemas, mas eu e Tom temos planos de melhorar a cidade usando nossos recursos. – explica Dilan.

— Que interessante, fico feliz por Micenas. Mas você sempre morou aqui? – pergunta ela.

— Não nasci aqui, mas morei por algum tempo, acho que uns 10 anos quando era criança até a adolescência, depois minha família se mudou para fora do país. Eu acabei retornando a alguns anos atrás para estudar passei mais um tempo, até que sai de novo voltando a mais ou menos 1 ano atrás, e acredito que agora em definitivo. – explica ele.

— Você parece gostar muito de Micenas, sinto a paixão quando fala da cidade. – fala Vitoria.

— Não posso negar, me sinto em casa aqui e por isso quero proteger a cidade. – responde Dilan. E assim a conversa dos dois prossegue noite a dentro, mas por volta das 11, Dilan olhando a hora, sabe que precisa ir.

— Bem chegou a hora de eu me despedir infelizmente. – fala Dilan se levantando da mesa.

— É uma pena que você já tenha que ir, a conversa estava muito agradável. – fala Vitoria sorrindo e ficando de pé.

— Eu digo o mesmo, vamos fazer isso de novo logo. – responde Dilan se aproximando de Vitoria com a intenção de beija-la no rosto, mas ela se antecipa dando um leve beijo em sua boca. Dilan fica um pouco surpreso enquanto Vitoria sorri. Dilan então a abraça dando um beijo um pouco mais longo agora com Vitoria retribuindo.

— Isso sim é uma despedida! – fala Vitoria sorrindo ao fim do beijo.

— Eu concordo, e vamos fazer de novo logo. Bem desculpe, mas preciso mesmo ir. – Dilan se despede novamente e dessa vez parte mesmo com muita vontade de ficar. Ele pega seu carro e corre para casa para vestir seu traje tático. No caminho manda uma mensagem liberando Tom da vigilância. Esse por sua vez, liga para Dilan e repassa tudo o que viu de movimento no local.

— Ouça Dilan, resumindo o que eu vi, algumas pessoas ficaram entrando e saindo, e alguns homens armados estavam em torno. Não avistei Klaus, mas realmente parece que tem algo grande ali. E então o que pretende fazer agora Dilan? – relata Tom questionando Dilan ao final.

— Se eu atacar agora posso surpreender Klaus e os filhos da morte. Acho que chegou a hora de acabar de vez com isso tudo. – responde Dilan já em sua moto pronto para partir.

— Então boa sorte, e tome muito cuidado, não subestime aquele desgraçado! – alerta Tom. Dilan então parte. Depois de algum tempo ele chega à sede dos filhos da morte. Ele deixa sua moto um pouco longe, e caminha até o local, observando 3 homens armados de guarda. Dilan os incapacita rapidamente um a um usando dardos tranquilizantes. Na sequência ele invade o local conseguindo arrombar a porta usando um mini explosivo. Dilan então invade o local chegando um salão e quem o esperava ao fundo era Klaus com dois homens próximos dele.

— Olá guardião sombra, que bom que você veio, estava preocupado pela demora, mas aqui está você. Agora posso mostrar a surpresa que preparei! – Klaus estala os dedos e os dois homens abrem uma porta e vários zumbis começam a sair dela.

— Mas o que é isso? – Dilan fica surpreso pela quantidade, haviam muitos, mais de 15 pelo que ele havia conseguido perceber.

— Montei um pequeno exército para cuidar de você! Depois vou remover outros incômodos e tomar a cidade! Vai se arrepender de mexer com um necromante poderoso como eu! – declara Klaus dando risadas enquanto os zumbis tomam sua frente se preparando para atacar Dilan que fica observando a cena e pensando em o que fazer agora.

— Interessante, então você já estava me esperando com outra armadilha, como na noite anterior. Bom não funcionou antes, e não vai agora! – responde Dilan colocando a mão na cintura de seu traje. Ele sabia que precisava de uma reação rápida.

— Idiota, você está na frente da sua morte, apenas aceite isso! – retruca Klaus estendendo o braço logo depois. – Matem ele, vão meus zumbis! – Klaus então dá a ordem e eles começam avançar. E agora como Dilan vai reagir? A situação não parece nada boa, pois Klaus preparou um exército de zumbis para acabar com guardião sombra. Como ele pode vencer essa terrível armadilha?

Continua.....

Saga criaturas da noite