Guarda-costas

61 Sessenta e um


Notas iniciais
Capítulo novo!!! Boa leitura!

No banheiro, Hinata deslizou o lençol para fora do seu corpo e se olhou no espelho. O seu pescoço, o seu peito, o seu braço, a sua boca… Tudo estava uma confusão de manchas vermelhas e algumas roxas.

Nos seus seus seios também haviam marcas de chupões e mordidas.

Na sua barriga e quadris estavam estampadas as marcas dos dedos de Naruto que lhe seguravam no lugar fortemente na noite passada, nem mesmo os seus pulsos haviam saído ilesos.

Teoria confirmada. Naruto era tão agressivo no sexo, quando era em uma luta real. E ela se viu sorrindo pelo reflexo do espelho quando se lembrou dos dois na cama.

Ela estava tão absorta nele que quase estava quase se entregando a ele de novo pela manhã se não fosse pela interrupção de Chouji.

Grata interrupção ela precisava de tempo para clarear a mente.

Será que aquele novo fogo que ela sentia agora todas as vezes que ele lhe olhava, tinha algo haver com os seus mais de vinte anos virgem? Talvez ela quisesse tirar todo o atraso de uma única vez.

Ela não sabia, mas tinha certeza que ela ainda sentia o calor de Naruto ao redor do seu corpo e os lábios dele recebendo os seus beijos desesperados. A sensação da lembrança era estranha. Ela não costumava emergir tanto em situações daquele tipo. Ela estava confusa.

E ela queria mais marcas no seu corpo, o que a fazia uma confusa sadomasoquista!

A porta do banheiro foi batida por fora e ela se sentiu em um dejavú da noite passada, quando ela estava trancada no mesmo lugar, sofrendo os efeitos das bebidas que tomou.

A diferença era que agora ela estava inebriada pelo pensamentos do pau dele dentro dela. E da forma como ela desavergonhadamente gostaria de pedir por mais.

Hinata olhou para a porta confirmando se ela estava trancada dando um suspiro de alívio ao perceber que sim.

— Abra a porta! — ele gritou do outro lado e Hinata revirou os olhos pelo tom de voz sério que ele estava usando agora.

— Tem gente…

— Eu sei que tem gente, sua idiota. — ele respondeu e Hinata sentiu vontade de abrir a porta só para jogar a saboneteira na cara do babaca do outro lado. — Eu tenho uma reunião para participar, tenho que banhar primeiro.

— Tem outra banheiro, eu cheguei aqui primeiro.

Hinata só falou aquilo pelo tom de voz condescendente dele. E aquilo estava a irritando com mais intensidade do que normalmente fazia. Ela preferia muito mais ser tratada como uma idiota que como uma criança e ela tinha quase certeza que ele fazia aquilo de propósito.

Isso que fazia a sua confusão se acentuar.

— Você realmente quer que eu saia desse quarto com as marcas que você colocou no meu corpo? Eu não acho que a sua reputação vai aguentar o golpe. — ele gritou do outro lado, alto o suficiente para Chouji escutar se ele ainda estivesse na sua porta.

Hinata apertou os dentes e abriu a porta do banheiro sentindo-se frustrada.

— Marcas?

Hinata se encontrou com um Naruto encostado no batente da porta do banheiro completamente nu, mas nem o seu belo estado de nudez modificou a onda de irritação no seu peito ou mudou os rumos do seu pensamento.

Muito pelo contrário, ela viu apenas marcas vermelhas no peito dele e no pescoço, nada diferente do normal.

Hinata deslizou o lençol do seu corpo mais uma vez, revelando completamente a sua pele.

— Isso são marcas!!

Hinata apontou para os seus seios com marcas roxas por todo o canto. Seu pescoço completamente vermelho parecendo que ela teve um ataque alérgico. Depois ela se virou e apontou as marcas dos dedos de Naruto na sua bunda.

— Você está falando de reputação, quando você fez tudo isso, seu psicopata!

Hinata ia pegar de volta o lençol, mas Naruto a impediu, ele a empurrou na parede e segurou a sua mão.

— Eu não vi você reclamando, ontem. — ele encostou a boca na sua orelha. — Na verdade, você foi bem enfática sobre como você queria muito mais.

Hinata tentou replicar. — Eu estava sob efeito…

— De um orgasmo, um que eu te dei com a minha boca. Nesse momento, eu estou com pressa, então para de encher o saco.

Naruto deu um dos costumeiros tapas na sua cabeça e a empurrou para longe do banheiro, entrando no cômodo a deixando com a boca aberta, nua e completamente humilhada do lado de fora.

— Filho da puta!! — ela gritou tão alto que alguém na outra sala derrubou um copo.

Ela escutou a risada de Naruto do lado de dentro e logo o chuveiro.

Hinata voltou a se enrolar no lençol e foi procurar na sua mala alguma roupa que poderia cobrir a maior partes das suas marcas. Por que ela sim tinha algo a esconder.

— Minha reputação, como se ele se importasse com a minha reputação. — Hinata disse murmurando para si mesma.

A porta do quarto bateu e Chouji perguntou do outro lado.

— Senhor Uzumaki?

— Ele já vai sair. — Hinata respondeu com raiva, enquanto lançava olhares sujos para a porta do banheiro.

Chouji saiu e Hinata achou a sua mala jogada em um canto qualquer do quarto, rezando para encontrar um suéter de pescoço longo. Ela não conseguiu achar nada desse tipo que pudesse a fazer um mínimo descente.

Alguns minutos depois, Naruto saiu do banheiro, mas Hinata sequer lhe lançou um olhar, continuando a procurar na sua mala, conseguindo uma calça de nylon, uma camiseta preta e um moletom que em nada disfarçaria as marcas das sacanagem sujas de Naruto.

Aquilo seria um problema, eles não teriam nada importante para fazer até mais tarde, por isso ela passaria todo o dia na presença dos homens de Naruto. O que ela ia fazer? Se alguém contasse para Shikamaru que ela tinha dormido com Naruto, ela teria a sua bunda despedida até a sua quarta geração.

E alguém mais ficaria encarregado de Naruto, ela não queria aquilo... O seu trabalho era importante. E o seu sagrado salário no final de todo mês, mais importante ainda.

Hinata pegou a caixa que Sakura colocou na sua mala e começou a olhar o embrulho, decidindo jogar fora.

— Usa isso. — Naruto jogou um suéter enorme em cima da sua cabeça e a abraçou por trás, tirando-a do chão e beijando o seu pescoço.

— Para! — ela respondeu, ficando imediatamente feliz com a gola alta do suéter, mas ainda assim resmungou. — Seu bipolar de merda...

— O que é isso? — Naruto a colocou no chão e apontou para a caixa.

— Uma caixa.

— Hum… — ele respondeu e pegou a caixa, abrindo a embalagem e alcançando o conteúdo do lado de dentro.

Hinata observou com curiosidade o sorriso de Naruto se abrir quando ele puxou uma peça pequena de dentro.

— O que é isso? — ela perguntou tentando alcançar as mãos de Naruto, mas ele simplesmente pegou a peça e colocou na sua boca, tirando um pedaço com os dentes.

— Que porra você está fazendo, Naruto?

Hinata perguntou observando o formato de uma calcinha, muito, muito pequena na boca de Naruto. Ele lhe mandou uma piscadela e lhe jogou a peça na cara.

Ela pegou a pequena peça com uma parte rasgada, parte essa que estava sendo degustada por Naruto.

— Se eu soubesse que você estava esperando usar isso comigo na viagem, eu tinha avançado a muito mais tempo, Hinata.

Hinata não sabia o que falar e a sua cabeça viajava a mil por hora, mas nenhum pensamento razoável conseguia colocar sentido em todas as coisas acontecendo ao mesmo tempo.

— Que…?

— São calcinhas comestíveis, Hinata. — ele respondeu, aproximando-se e a puxando pela sua cintura para o seu corpo molhado. — Eu não sabia que você tinha esse tiro de tara. Muito interessante.

— Isso não é meu! — Hinata se sentiu insultada, mas Naruto lhe lançou um olhar incrédulo. — Porque demônios eu usaria uma coisa para vestir que é comida? E se isso desse formiga?

Naruto sorriu alto, levantou Hinata novamente em um abraço e deu mais um beijo estalado na sua bochecha.

— Guarde isso para você vestir para mim mais tarde, aí eu vou poder comer a coleção inteira, se você quiser.



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Hidan abriu a porta do pequeno apartamento onde Nagato estava hospedado e entrou sem ser convidado. Ele não queria estar alí, mas julgava ser necessário se encontrar com aquela pessoas para nada dar errado de última hora.

Ele esperava encontrar Nagato bêbado no sofá e Tomoyo de lado reclamando em sua costumeira paranoia, mas nenhum dos homens estavam a vista. Em vez disso, Yumi estava calmamente sentada no sofá, bebericando uma xícara de chá.

Ele sentiu o sorriso no seu rosto se alargar, principalmente, porque aquilo era uma grande surpresa. Ela não deveria estar alí. Nagato deveria tê-la mandado de volta, uma vez que a sua presença não seria necessária na reunião.

Yumi levantou no sofá logo que percebeu a sua presença e lhe lançou um sorriso cordial, ao mesmo tempo que colocava a mesa de centro entre os dois, em uma óbvia tentativa de se distanciar.

Hidan não era do tipo que se deixava se influenciar por toques sutis de bom comportamento e fez o que quis, indo até perto dela.

— Essa é uma surpresa, minha pequena Yumi. O que faz por aqui?

— Acompanhando meu marido, claro.

Ela lhe ofereceu a mão ainda cordial em suas maneiras, mas Hidan ignorou a sua mão, puxando-a para um abraço muito sugestivo. Ele deu um beijo em cada bochecha e se sentou no sofá, puxando-a para o seu lado.

— Eu devo lhe agradecer pela dica. — ele começou, fingindo não perceber o desconforto de Yumi. — Não ter mexido com o Naruto na noite passada, pode dar bons lucros no final das contas.

— Sério?

— Ele armou uma grande festa de boas vindas para si mesmo. Nesse momento, ele deve estar afogado nas bocetas que comeu na noite passada.

Yumi abaixou a cabeça envergonhada pelo seu uso vulgar de palavras, mas logo assentiu com a cabeça.

— Estou feliz em ajudar o meu marido. E impedir uma guerra.

Hidan a olhou com um sorriso traiçoeiro e desconfiado.

— Você não ama mais o seu irmão, querida Yumi? Querendo ajudar o inimigo de sua família.

As expressões dela modificaram por alguns instantes. Era algo como temor e resignação. O temor ele entendia, nada seria pior para Yumi do que ainda possuir qualquer laço afetivo com os seus antigos familiares. Mas, a resignação poderia ter vários significados e ele preferia não excluir nenhum.

Por algum motivo, ele achava que Yumi não era o cordeirinho que ela se fazia passar ao lado do marido.

Ela vinha da linhagem Uzumaki e, naquela família, jamais existiria tal pessoa. Mas, quando ela abriu a boca para responder, ele pela primeira vez foi pego completamente de surpresa pela honestidade de uma pessoa.

— É claro que eu o amo. — ela respondeu, seus olhos vidrados. — Mas, a única coisa que eu posso fazer é impedir que sangue seja derramado de forma tão fácil. Eu realmente acho que o meu irmão não é uma pessoa fácil, mas ele não é a pessoa perigosa que todo mundo faz ele passar. — A sua voz alterou por alguns segundos, antes de volta ao seu calmo e composto tom. — Ele é apenas um playboy com muito dinheiro para comprar pessoas que pensam por ele. Meu pai apenas lhe deu poder, porque a opção seria ou ele ou eu e a pessoa que está por trás de mim, ainda é o meu marido. Como ele poderia dar tal poder ao seu inimigo?

Hidan abriu um pequeno sorriso. Sua preocupações deixadas de lado mais facilmente. Aquilo fazia muito mais sentido que o conto dela ter se tornado uma submissa inútil do marido.

Hidan se aproximou de Yumi ainda mais e tocou as mechas do cabelo que saiam de dentro do coque clássico em que ela prendia o cabelo.

— Talvez a culpa de tudo isso tenha sido sua. — Hidan disse aproximando o seu rosto do dela. Ela ergueu o olhar ao seu e colocou a mão no seu peito para impedir a aproximação dele, mas aquilo apenas o atiçou. Era como se ela fosse um cordeirinho pronta para ser devorada pela sua ávida fome. — Talvez você devesse ter escolhido um marido muito melhor para si mesma.

Yumi tentou se afastar de forma não tão sutil como anteriormente, mas Hidan segurou a sua mão, trazendo para o seu corpo. A mão dele desceu para a sua cintura a segurando firmemente no lugar.

— Quando eu acabar com o seu irmãozinho, eu volto para conversar com você. Temos muito o que debater.

Ele lhe deu um beijo no pescoço sentindo o cheiro de jasmim da sua pele. E logo a deixou ir. As mãos de Yumi tremeram e ela se abraçou sentando no sofá. O medo nos olhos dela, quase o fez dar meia volta, arrancar suas roupas e foder aquela boca refinada com o seu pau.

Mas, ele mudou de ideia. Aquilo não era hora para isso. Ele tinha outra pessoa para foder hoje e não no bom sentido.

Notas finais
Será que essas calcinhas dão formiga mesmo??? kkkkkkk Tô com a Hinata nessa kkkkk Comentem!