Guarda-costas

24 Capítulo vinte e quatro


Notas iniciais
Desculpa pelo atraso!

Sakura sorriu enquanto apresentava a exposição de arte para um grupo de colegiais. Na noite passada, tudo havia sido sobre os novos artistas que ela estava promovendo e agora que a exposição foi um completo sucesso, ela tinha que fazer as suas obrigações como boa cidadã e abrir ao público mais jovem a mesma exposição.

E era essa a parte do trabalho que ela mais gostava.

Sakura sabia que muitas crianças não gostavam de arte, afinal os jogos eletrônicos, os computadores e diversas outras formas de diversões rápidas, faziam as crianças desenvolverem uma rasa apreciação a reflexão, mas isso não lhe desanimava, porque havia sido em uma exposição desse tipo que ela se apaixonou à primeira vista pela sua atual profissão.

Ainda adolescente, ela passava os dias aprendendo sobre arte moderna e contemporânea em escultura, quadros e azulejos. Ela também se interessava pela história de cada peça e pela sua formação, e mesmo que não tivesse a mesma habilidade de fazer a sua própria arte, ela se contentava em descobrir e mostrar artistas novos para o mundo.

— Qual é o quadro mais caro?

Uma pré-adolescente perguntou, levantando a mão. Ela era magra como um palito, tinha cabelos lisos, longos e pretos e usava um óculos fundo de garrafa que deslizava constantemente do seu nariz.

Sakura abriu um sorriso divertido, pensando como aquela menina se assemelhava com a sua melhor amiga e colega de quarto. Aquela também havia sido a primeira pergunta que Hinata havia feito a Sakura quando ela a levou na sua primeira exposição de arte. Ela havia ficado completamente focada em saber qual era o preço de cada peça e por que algumas pinceladas em um quadro branco valiam tanto dinheiro.

— O quadro mais caro vai ser a última peça da exposição, mas eu posso adiantar que é uma escultura muito bonita!

Um homem apareceu na seção em que ela estava apresentando para as crianças. Ela não esperou que ele a chamasse e, rapidamente, passou a planilha de apresentação para o seu assistente e pediu licença antes de sair. Ela se aproximou do seu chefe que a olhou ansioso.

— Deixe o resto da exposição com o Mikko. Temos um cliente muito importante e eu gostaria que você recebesse.

— Claro, senhor.

Sakura seguiu para a ala administrativa e esperou até conseguir puxar os documentos de entrega de algumas das pinturas vendidas na noite anterior. A peça mais importante era um Georgino antigo que nunca havia sido exposto antes da noite anterior.

Ela passou quase um ano, antes de conseguir que a família entregasse para a exposição e os administradores ficaram tão felizes com o seu feito que haviam tornado a peça a atração principal da noite.

E foi vendido em tempo recorde.

Olhando para a nota da pintura ela percebeu que ela havia sido adquirida por uma pessoa estrangeira Abel Sinclair.

Ela tentou puxar na internet algumas informações sobre o comprador e não encontrou nada sobre ele, apenas informações sobre o grupo empresarial Sinclair.

Eles trabalhavam com produção de conteúdo digital. Eles não tinha um perfil que ela consideraria apreciador de arte, mas o seu dono poderia muito bem ser um fanático por coisas antigas, assim como ela.

— Olá… — uma voz feminina a chamou.

Sakura levantou a cabeça do tablet e se virou, encontrando com uma loira, alta e bonita, com enormes olhos azuis que pareciam realmente doces. O seu coração estremeceu em uma sensação que a muito tempo não sentia. A loira sorriu para Sakura e se aproximou com a mão estendida.

— Olá! Me disseram que eu poderia te encontrar aqui. — Sakura saiu dos seus pensamentos e segurou a sua mão, cumprimentando-a. — Eu estou aqui em nome de Abel Sinclair. Eu trouxe os documentos da compra e uma procuração.

— Ah… — Sakura sentiu todo o ar sair do seu pulmão de uma única vez. — Certo. Eu preciso verificar.

A mulher entregou o envelope com papéis da venda para ela e ela começou a verificar todas as informações, inclusive a procuração de representação comercial.

— Ino Tommy? — ela perguntou.

— Sim.

Ela deixou a mão correr pelos seus longos cabelos loiros, um gesto que parecia mais uma questão de mania que para propriamente ajeitar os fios e Sakura se viu presa naquele gesto sutil.

— Está tudo correto? — ela perguntou e Sakura sentiu sua bochechas enrubescer.

Sakura não fazia nem ideia do porque estava tão dispersa conversando com aquela mulher. Talvez fosse porque ela simplesmente fazia o seu tipo.

Bonita, alta, loira, perigosamente sexy. E muito provavelmente nenhum pouco gay.

— Sim, senhora, a documentação está perfeitamente correta. Deixe eu ver se a embalagem já está pronta.

Sakura pegou o celular do bolso e digitou para o chefe o cientificando que todos o documentos estavam corretos, mas logo outra mensagem chegou, falando que o empacotamento da pintura estava com alguns problemas. 30 minutos para tudo ser consertado.

Sakura voltou o rosto para a loira na sua frente. — Desculpa, senhora Tommy, mas houve um problema na entrega do quadro, ele estará aqui daqui a 30 minutos. A senhora se importaria em esperar?

Ino sorriu para ela gentilmente. — Eu, na verdade, adoraria dar uma volta na sua exposição. Eu sou uma aficcionada em arte moderna, mas eu não pude vir ontem, então, porque você não me mostra um pouco ao redor?

Sakura hesitou, aquela mulher a fazia sentir coisas estranhas por todo o corpo e a ideia de continuar andando ao seu lado por meia hora era uma coisa que a agradava ao mesmo tempo que lhe aterrorizava.

Mas, ela se lembrou que aquele era o seu trabalho e se não fosse pela súbita atração que ela sentira por aquela mulher, ela já estaria mostrando todo o lugar e tentando fazer uma venda. Afinal, quem quer que ela representasse tinha os recursos para comprar um Georgino.

— Será um prazer, senhora Tommy.

— Por favor, me chame de Ino. — ela disse seguindo logo atrás dela. — Eu já sinto como se fôssemos velhas amigas.

Sakura sorriu e deixou os seus objetos dentro da gaveta, antes de voltar a pegar o tablet com a descrição das obras, depois voltou e ofereceu o seu sorriso mais profissional para a mulher ao seu lado e começou a guiar por entre as seções.

Em nenhum momento, Sakura percebeu o sorriso predador maligno que a loira tinha no seu rosto.



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Hinata segurou um sorriso enorme quando Naruto apertou o botão da garagem do seu elevador privado. A casa de Naruto era tão grande que ele possuía um andar privativo no seu andar ativado por retina.

Naruto a registrou como uma das permissões para acessar o seu andar por meio do elevador privativo, mas não havia sido aquilo que a deixou feliz. Na verdade, ela estava feliz porque finalmente tinha conseguido fazer Naruto lhe apresentar o carro dos seus sonhos.

Black 1970 Dodge Charger.

Ela estava quase pulando de alegria e pronta para tirar todos os tipos de fotos em cima do capô. Pelos menos ela sonhava em fazer isso, mesmo que tivesse certeza que Naruto jamais deixaria que ela deitasse na parte da frente do seu carro.

— Você gosta tanto assim de carro? — Naruto perguntou.

Ele estava vestido confortavelmente em calças jeans e camiseta. Os dois tinha passado a manhã treinando e ela havia perdido um pedaço do seu dente, quando Naruto perdeu o controle do seu golpe e ela não conseguiu desviar rápido o suficiente.

Como danos morais, ele a deixaria entrar dentro do carro. Ela nunca tinha ficado tão feliz com um dente quebrado.

— Eu não sou fã de carros, mas existem coisas que eu quero fazer antes de morrer. Dirigir o primeiro carro de Dominic Toretto. Usar o cabelo de Milla Jovovich. Entrar na fábrica de chocolates de Willy Wonka…

— Tudo o que você quer tem haver com filmes?

Hinata balançou a cabeça animadamente e Naruto sorriu novamente. Ele estava sorrindo muito mais esses dias, mesmo que na maior parte do tempo, ele ainda permanecia com a sua cara de cu.

— A maioria. Nunca foi realmente uma paixão, mas eu e a Sakura não gostamos de nada parecido, então nosso hobby se tornou assistir filmes. Eu vou te fazer assistir algumas das coisas que eu gosto, assim podemos conversar sobre alguma coisa também.

— Eu não acho que o meu cérebro consegue acompanhar o seu em uma conversa real.

Ele respondeu, mas Hinata não se importou com a provocação.

O elevador parou e ela foi a primeira a sair. Naruto a levou por corredor de diversos carros pretos do mesmo tipo que havia na frente da casa quando eles chegaram na mansão pela primeira vez.

Eles desceu por uma rampa e entrou em uma sala que haviam diversos carros em exposição. Eles eram um mais bonito do que o outro, mas nenhum deles puxou a atenção de Hinata. Ela não era uma aficcionada por carros, ela só queria imaginar como Dom se sentia sentado em um carro daqueles.

Se ela conseguisse imaginar bem, ela poderia fingir que era até o mesmo carro e sentir o calor dele no assento. Hinata sentiu o sorriso do seu rosto aumentar e Naruto foi até uma das partes mais afastadas da garagem.

O Black 1970 Dodge Charger estava bem alí, em exibição. O carro era absolutamente lindo e tinha um ar clássico que a lembrava perfeitamente o filme que ela tanto amava.

— Oh meu Deus! — ela disse cobrindo a boca com a mão.

Naruto se aproximou mais um pouco com um sorriso no próprio rosto. — O que acha?

— Oh meu Deus! — ela disse de novo e deu um pulo animado. — É igualzinho.

— Claro que é. Esse carro ficou muito popular depois do filme.

Os olhos de Hinata se esbugalharam quando ela chegou mais perto e observou a brilhante lataria. — Foi você que comprou?

— Não. Esse é do meu tio. Minato.

— O que você não gosta?

Naruto não respondeu indo até um pequeno armário que ficava preso na parede. Ele puxou algumas chaves e um controle do lado de dentro e voltou para o lado dela.

O carro destrancou e até mesmo as luzes pareciam bonitas. O veículo desceu sozinho da plataforma e assim que estava no nível do piso Naruto abriu a porta para ela.

— Você vai mesmo me deixar dirigir?

Hinata hesitou antes de entrar no carro. Ele tinha prometido que ela poderia dirigir pelos jardins da casa dele, mas ela realmente não achou que ele faria isso tão de boa, parecendo tão calmo. Ela já tinha até mesmo se preparado para a discussão.

— Eu não teria te prometido se não fosse deixar.

Ela entrou dentro do carro rapidamente e começou a observar o painel do carro. Ele não parecia em nada antigo, possuindo várias comodidades de carros novos. Aquele carro havia passado por algumas remodelações. Mas, isso não mudou em nada a mágica do momento.

Ele entrou do lado do passageiro e o carro voltou a se manejado sozinho pela garagem. Eles foram em direção a porta da garagem e a saída. Assim, que saiu da garagem o carro parou imediatamente.

— Esse carro é diferente dos outros, a direção dele é manual e não automática quanto aos meus outros carros.

— Eu sei, eu sei…

— O arredor da pista tem paredes eletromagnéticas se você sair do meio da estrada eles vão te colocar no caminho, além disso eu coloquei um controle de velocidade.

Hinata sentiu sua pressão sanguínea subir, enquanto ele falava. — Você não disse que eu iria dirigir?

— Você vai dirigir, você só não vai bater o meu carro.

— Idiota!

— Vamos, quero voltar a tempo de participar de um...

Hinata pisou fortemente no acelerador, indo para a frente de uma única vez, calando Naruto. Ela gargalhou, quando a cabeça dele bateu com força no banco e nem se importou, quando depois de atingir uma certa velocidade o carro diminuiu sozinho.

Ela já tinha feito ele sofrer um pouquinho.

Quando terminou de sorrir, Hinata se concentrou ao redor, o caminho ao redor da pista estava coberto com as flores que ela tinha visualizado antes. Hinata abriu as janelas do carro e deixou o ar entrar no carro.

— Aqui é tão lindo. — Ela suspirou.

— Você é uma contradição ambulante. — ele comentou.

Hinata voltou o olhar para ele. Naruto estava olhando para fora da janela em direção as flores do seu lado. Ele parecia um tanto melancólico, então Hinata freio bruscamente de novo.

Ele se espantou com a brusquidão e olhou para ela exasperado.

— Eu vou te tirar desse carro!

— Me conta sobre essas flores?

— O que te faz pensar que eu sei alguma coisa de flores?

— Não sei, você me parece alguém que goste… Você sabe, todo sensível e tal!

— Vai se foder!

Hinara voltou a acelerar o carro com brusquidão e recebeu um cascudo na cabeça em retribuição. Ela sorriu mesmo assim e durante todo o caminho pelo jardim, ela escutou gritos irritados de Naruto, enquanto ela manejava propositalmente o carro como uma criança de cinco anos.

Pelo menos ele não ostentou aquele olhar melancólico no rosto pelo resto do passeio.

Notas finais
Eu estou tendo um problema com o meu computador e a minha internet. Está muito difícil para revisar. Vou tentar resolver antes da quarta feira, por isso não vai ter capítulo duplo essa semana. No próximo capítulo vai ter uma passagem de tempo! Agora me digam que acharam? O que a Ino está tramando? Gostaram do encontro NaruHina? Comentem, recomendem, favoritem. E muito obrigada por estarem acompanhando! PS: antes que alguém pergunte a Sakura é bi também, assim como o Gaara.