Guarda-costas

48 Capítulo quarenta e oito


Notas iniciais
Eu só queria dizer que eu postei ontem e hoje quando eu vim responder os comentários não tinha capítulo nenhum postado. Não sei se o problema foi no site ou se eu simplesmente não apertei em salvar na página de revisão. De todas as formas, desculpa!!

Sakura e Kiba permaneceram sentados depois de todas as informações que foram passadas. A carga emocional nos ombros de Sakura somados com os dias infernais que ela estava passando tinha lhe tornado um massa de pensamentos nublados que não a deixavam nem para dormir.

Ela não sabia o que fazer e gostaria de ter alguém para contar as coisas que estavam passando na sua cabeça, bem como as dúvidas que surgiam no caminho.

Mas, como ela faria isso se a pessoa para quem ela geralmente contava essas coisas era a menos indicada nessa situação?

Ela olhou Kiba na sua frente que se deliciava com a comida no seu prato. Ele era um homem bonito, com a pele morena exótica e olhos pretos que pareciam enxergar mais do que deviam. Sakura sempre o considerou um excelente pretendente, mas tinha suas dúvidas quanto as complicações de se envolver emocionalmente com um dos colegas de Hinata.

E alguém que era um ex presidiário, mesmo que agora ela tivesse pedindo para ele cometer um crime por ela.

E, então, Ino apareceu linda, delicada, inteligente e as dúvidas dela por Kiba foram substituídas pelas suas dúvidas pela Ino. Será que ela conseguiria que aquela menina com namorado gostasse dela? Sakura queria bater a sua cabeça na parede pelo tamanho da própria estupidez.

Como ela pode se permitir chegar em tal situação? Essa estava se tornando um pergunta que ela fazia a si mesma todos os dias.

Ela queria fugir como sempre fazia, se trancar em casa pelos próximos dias e organizar os seus pensamento até que ela chegasse em uma solução sobre se a melhor coisa que ela poderia fazer era contar a sua melhor amiga que o cara que ela estava começando a gostar — finalmente, — tinha uma mãe que parecia um monstro ou ficar calada e esquecer isso para o resto da vida.

Ela tinha muitas coisas na cabeça, mas ainda assim se forçou a esperar. Kiba deveria terminar toda a comida do jantar, antes que ela voltasse a se esconder na sua concha. Ela devia pelo menos isso para ele, depois que ela o obrigou a escutar a sua macabra história e ajudá-la no processo de descobrir os seus carrascos, quando ele tão obviamente não estava interessado.

— Porque você está me olhando? — ele perguntou alcançando a taça de vinho.

— Desculpa! — ela disse suavemente.

Nem sequer Sakura entendia perfeitamente pelo que ela estava pedindo desculpas. Ela tinha tantas coisas para se desculpar com ele. Ter esquecido completamente dele e da paquera que rolava entre os dois para ter encontros com uma pessoa tão ruim e desprovida de sentimento como Ino.

Ou por tê-lo incomodado com seus problemas, mesmo depois de tanto tempo sem entrar em contato um com outro. Ou simplesmente pelo fato dela não conseguir sequer completar um refeição com uma pessoa, porque o nó no seu estômago jamais se desfazia.

Kiba parece perceber cada um dos receios de Sakura, enquanto assistia as orbes verdes ficarem cada vez mais opacas em substituição ao anterior brilho que comumente as pessoas percebiam.

Ele quis suspirar. Se fosse o outro Kiba, aquele que estava gamado pela Sakura, ele provavelmente tentaria alcançar a mão dela por cima da mesa, em um gesto de consolo.

O problema é que ele estava um pouco irritado com a Sakura também.

kiba levantou os braços e pediu a conta, assim que o garçom lhe entregou a nota, ele jogou para o lado de Sakura que sequer piscou e pagou em dinheiro.

Os dois saíram pela porta e Kiba a acompanhou até a porta do carro. Era a sua tentativa de ser gentil com alguém que ele não se sentia mais tão confortável. Ele queria ter certeza que ela pelo menos chegaria em casa bem e, assim que eles se despediram, ele a seguiu de carro.

Sakura era um motorista lenta, muito diferente da louca ambulante que era Hinata, e isso a tornava ainda mais fácil de seguir. Ela chegou no apartamento em poucos minutos e Kiba estacionou o próprio carro a quinze metros do dela.

Sakura parecia ainda mais cabisbaixa do que no restaurante e ele a observou passar pela portaria como uma alma penada, sem sequer cumprimentar o porteiro. Era quase como se não houvesse mais vida nela.

Kiba saiu do carro por alguns instantes e puxou o cigarro para fora da sua jaqueta. Fazia tanto tempo que ele não dava qualquer trago que o primeiro puxão foi realmente difícil.

Ele ficou alí parado no estacionamento por mais algum tempo antes de voltar para o carro e ir para casa. Ele já tinha na cabeça todos os passos que daria dalí para frente.

Ele não confiava mais naquelas pessoas, porque uma vez que a sua identidade estava descoberta, não havia como ele se sentir seguro.

Qualquer pessoa poderia aparecer, pedindo que ele utilizasse as suas habilidades novamente para algo que ele não queria fazer parte. Ele realmente havia deixado aquela vida para trás e não porque ele havia sido preso, mas sim porque ele estava cansado de enxugar o gelo dos outros.

Ou pior, que a mesma coisa que aconteceu no passado voltasse a ocorrer e ele fosse traído sordidamente de novo por alguém que ele se dedicou a ajudar. Aquela pessoa poderia ser até mesmo a Sakura, quem poderia saber?

Ele não poderia, porque fazia bastante tempo que ele aprendeu a não confiar nas pessoas que sabiam quem ele era.

Então tudo que ele tinha que fazer era desaparecer de vez e de novo, sem a ajuda de um Shikamaru que havia, não apenas lhe tirado da prisão, como também lhe dado um lugar para estar.

Kiba estacionou o carro na garagem do seu prédio e saiu, mas antes que ele pudesse dar qualquer passo em direção aos elevadores do estacionamento subterrâneo, ele sentiu um forte impacto na sua nuca.

O impacto foi tão forte que em questão de segundos, Kiba caiu de joelhos no chão e tudo escureceu.

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Naruto mexia-se na cadeira, enquanto Sasuke terminava de lhe demonstrar as ações que deveriam ser tomados nos próximos dias. Eles já estavam a duas horas discutindo se a melhor forma de lidar com tudo aquilo era atacar primeiro ou por último.

Ambos tinha suas vantagens e desafios e Sasuke seguia acreditando que o melhor caminho seria estourar os pontos de encontro dos outros líderes, assim eles estariam enfraquecidos no momento da reunião.

Naruto, por outro lado, sabia que tinha uma vantagem clara ao ser considerado um enigma já descoberto e um inimigo quase abatido.

Todos os membros da tríade pensava que possuíam Naruto na mão, após a destruição do porto. Afinal, aquele foi o mais próximo de um ataque que poderia acabar com a soberania de Naruto no seu próprio território.

Chouji apareceu na porta com um saco de salgadinhos na mão. Ele parecia cansado e pronto para cair na cama, mas em nenhum momento ele saiu do quarto. Todos os membros da sua família estavam em alerta total, principalmente, porque nenhum deles sabia ao certo o que se passava na mente do seu chefe.

— As pessoas que o senhor estava esperando já foram transportadas para o quarto ao lado. — Chouji disse com um sorriso no rosto. — Devo trazê-las para cá?

— Quem são? — Sasuke perguntou.

Sasuke não tinha ideia do que o seu chefe estava tramando e mesmo após analisar todos os tipos de informações disponibilizadas nas redes de Naruto, ele ainda tinha suas dúvidas sobre a efetividade dos plano de Naruto.

E mesmo que não fosse a cabeça dele que estivesse em risco caso tudo fosse uma grande falha, ele continuava preocupado. Aquilo colocaria em risco a vida de cada uma das pessoas que trabalham ao seu lado, bem como poderia sinalizar o fim da família Uzumaki como um todo.

Sasuke achava que Naruto não ponderava corretamente os riscos do que estava acontecendo, afinal não era fácil se livrar dos laços da máfia, porque uma vez que se entrasse e independente do quão difícil fosse se manter naquela rede, era ainda muito pior cair fora. Todos sabiam disso, inclusive era por isso muito poucos tentavam ir embora.

A família Sabaku havia sido a primeira e olha no que resultou toda aquela rebelião. Metade da família foi transformada em pó e a outra metade só conseguiu se reerguer completamente após dez anos de reconstrução.

Era muito sacrifício e muito trabalho apenas para se conseguir liberdade.

— São umas meninas de dar água na boca. — Chouji disse, respondendo a pergunta de Sasuke. — Eu garanto que o chefe não ficará nenhum pouco entediado com elas.

— Deixe-as onde estão. Pode sair. — Naruto respondeu cordialmente e Chouji se retirou.

Sasuke virou-se para Naruto que ainda estava encarando os seus papéis como se nada estivesse acontecendo. Hoje, ele estava mais alheio que antes como se nada estivesse acontecendo.

— Não acho que seja hora para mulheres nesse lugar. — Sasuke disse desapertando a sua gravata. — Precisamos escolher uma forma de ataque…

— Eu já escolhi a minha forma de ataque, Sasuke.

Sasuke parou o que estava fazendo e olhou para Naruto friamente. — E o senhor se importaria em me dizer qual é?

— Eu vou fazer os dois. Jogar a pedra e esconder a mão.

Sasuke deu uma risada. — E dá para fazer isso e encontrar tempo para aquelas mulheres ao quarto ao lado?

Naruto também sorriu e mesmo que os sorrisos de nenhum dos dois tenham alcançados os seus olhos, eles ainda pareciam muito mais animados que as últimas horas, quando Sasuke poderia muito bem estar conversando com uma parede.

— Elas são a parte mais importante desse plano.

— Como?

— Eu vou voltar a ser eu... — Naruto levantou da cadeira. — O típico playboy rico que mesmo em um momento tão importante, seria capaz de se trancar em seu quarto de hotel com belezas chinesas, sem se importar no mais mínimo com os perigos que o cercam.

— Parece que você será o único a se divertir, enquanto nós trabalhamos. — Sasuke suspirou e se despediu. — Já vou, o melhor será deixar todo o resto do trabalho para amanhã. A maioria dos guardas vão permanecer, mas você pode descansar.

Naruto esperou Sasuke sair e seguiu para a sala de estar. Dois homens guardavam a porta calmamente e no momento que Naruto apareceu, um deles se mudou para a cozinha e o outro para o lado de fora, guardando a porta externamente.

A atitude do homem do lado de fora não seria tão estranha, uma vez que todo o andar estava alugado para as suas pessoas.

Naruto foi até o sofá e encontrou a pessoa que estava procurando. Hinata estava deitada no sofá, completamente encolhida, com as roupas desgrenhadas e os pés descalços. Ele tinha lhe mandado para a cama mais cedo, mas ela se recusou a seguir as suas ordens e disse que ficaria de posto no sofá, onde acabou adormecendo.

Que pessoa teimosa!

Naruto a recolheu do sofá e, assim que estava em seus braços ela abriu os olhos. — Para onde você está me levando?

— Para a cama.

Ela gemeu nos seus braços e empurrou o nariz no seu peito. Naruto sentiu a respiração suave através do fino tecido da sua camisa e sorriu, enquanto atravessava todo o apartamento para o quarto. Os dois tinha duas camas, uma para cada, mas assim que Naruto a colocou na cama e voltou do banheiro para uma rápida ducha, ele não foi para a sua cama designada.

Ele seguiu para o lado de Hinata.

Notas finais
O que vai acontecer com o Kiba e Hinata e Naruto?? Comentem Próximo capítulo domingo!