Guarda-costas

42 Capítulo quarenta de dois


Notas iniciais
Eu estou mudando o dia de postagem. Será no domingo e na madrugada de quarta para quinta.

Semana da reunião — 08:00

— Tudo está pronto para a volta? Eu espero que nenhum erro tenha sido cometido dessa vez.

— Tudo certo, senhora.

Um homem que não deveria possuir estatura maior que um adolescente respondeu cuidadosamente para a mulher na sua frente. Ele já estava a servindo por alguns meses e a voz dela ainda trazia arrepios mortais por todo o seu corpo.

Ele nunca tinha conhecido alguém tão vil em toda a sua vida.

Ninguém como ela.

E talvez a coisa mais perigosa sobre ela não fosse o cérebro magnífico na sua cabeça ou os estratagemas horripilantes que ela tramava até mesmo para os seus.

Não, nada disso, a sua característica que a deixava mais perigosa, era a sua beleza estonteantes, sua elegância inigualável e sua capacidade de parecer dócil quando lhe apetecia.

Ele já tinha conhecido todas as formas como aquela mulher poderia atacar uma pessoas, e, desde o início, ele pode perceber que nenhum daqueles ataques eram mais eficazes que a sua sedução.

Os homens caiam pela sua beleza e falsa sinceridade e eram levados para a cova sem saber o que lhes atingiu.

O homem sentiu o corpo arrepiar novamente com o pensamento na sua cabeça.

Até, por que ele mesmo tinha caído por aquela armadilha, a única coisa que deixava permanecer esperando era a sua utilidade. Afinal, onde mais uma mulher da tríade poderia encontrar um homem como ele que faria qualquer coisa ilegal, perturbadora e sinistra pelo dinheiro certo?

— Devemos cercar Naruto para entender bem a sua estratégia. — ela pegou um copo de martini nas mãos.

Ambos estavam sentados no cassino de um hotel em Tokyo e ela estava vestida para a ocasião com o seu vestido tubo vermelho que não ultrapassava a metade das coxas, um decote que deslizava até o seu umbigo e fazia o serviço de não deixar poucas partes para a imaginação completar.

O cassino era utilizado para o trabalho de lavar dinheiro. Os recursos ilegais passavam por aqui e conseguiam nota fiscal assim que os apostadores perdiam seus preciosos bilhetes na porta da frente.

Ela era brilhante nos negócios de fazer as coisas parecerem inofensivas.

— Pensei que as coisas já estavam definidas. — ele disse. — A reunião vai ser a sua cova. Todas as outra famílias estão tentando entender o que fazer com ele, uma vez que ele ainda é importante nas negociações das rotas de areia. Mas, eu acho que todo mundo vai chegar na mesma resposta. Matar ele é a melhor opção. — ele bebeu um gole de sua própria bebida, enquanto observava a sua chefe ficar imersa em pensamentos. — A senhora não concorda?

— Naruto é muito esperto. — ela disse por fim. — Nada do que ele faz é óbvio demais para as pessoas. Embora, eu não saiba como ele poderia virar essa mesa…

— O porto foi destruído. Isso não quer dizer que o poder dele levou um baque temporariamente irreversível? — o homem perguntou, ele estava cansado de ouvir sobre seu tal Uzumaki sem conseguir fazer nada sobre isso.

— Temporariamente é a palavra.

— Então, a melhor forma da morte dele acontecer seria agora que ele levou uma rasteira.

A mulher suspirou entendendo perfeitamente a mente de seu subalterno. Naruto estava em sua pior posição desde a época que começou a assumir a família, mas algo não estava batendo na sua cabeça.

— O problema é que todo mundo sabe que ele está machucado? Ou Naruto foi muito ingênuo em deixar parte do seu corpo exposto achando que ninguém tentaria atacar de forma tão evidente ou ele nunca viu isso acontecer. Eu não acredito em nenhuma das duas opções.

— A senhora acha que a reunião é uma armadilha?

Ela sorriu para o ele, o sorriso brilhante que quase fez ele imaginar como seria tê-la em seus braços, se ele não conhecesse muito bem as facetas daquele monstro.

— O que o Naruto realmente vai fazer é um mistério para mim.

— Ainda assim, devo comunicar aos meus homens para eles esperarem algo extra?

— Não sei dizer. Eu achei que conhecia o Naruto, mas eu percebo agora que eu conheço apenas o Minato. Minato não é o mesmo. O melhor que podemos fazer é nos preparar para tudo.

— E se ele tentar algo? — o homem insistiu querendo saber exatamente como atuar em cada situação, porque se a sua chefe não sabe cada peça de um quebra-cabeça, o adversário é ainda mais extraordinário que ele pensava. — Devemos ajudar ou destruí-lo?

A mulher colocou um sorriso malicioso no rosto que não combinava nada com a sua aparência pública.

— Se ele realmente está fazendo uma armadilha, precisamos descobrir qual é. — Ela bebeu mais um gole e levantou da sua cadeira. Com ela mais alta que ele, a sua inferioridade parece ainda mais evidente. — Aí podemos utilizar ele como isca para os nossos próprios planos.

O homem assentiu rapidamente, mesmo que ela já houvesse dado as costas a ele e estivesse a caminho da saída. Assim, que ela sumiu de vista, ele conseguiu relaxar o seu corpo e respirar mais confortavelmente.

— Que mulher! — ele tomou o resto da sua bebida em um só gole.

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Hinata estava preparando a sua bolsa. Ela não tinha ideia sobre qual seria a melhor roupa para usar em uma reunião da máfia, mesmo depois de ter jogado a pesquisa no google. No entanto, depois de uma grande reflexão, decidiu que o bonito terno que Sasuke a presenteara uma vez fosse o ideal para o fatídico dia.

Ela mal podia esperar para usá-lo de novo, já que ele só tinha oportunidade de vestí-lo em ocasiões super especiais. Ela separou um lugar especial para colocá-lo na mala por cima das outras peças e começou a procurar as outras roupas.

Ela tinha uma grande mala no seu quarto esperando ser preenchida, mas tudo o que tinha no seu guarda-roupas eram calças jeans, suéters largos e ternos surrados. Nada muito bonito para uma viagem para a China.

Ela suspirou.

E o suspiro provavelmente foi tão alto que a Sakura apareceu na porta com um leve sorriso no rosto. Ela já estava querendo ajudar a amiga a algum tempo, esperando que a mesma tivesse a consideração de lhe chamar para fazer as suas malas. Por que não havia ninguém que amava mais mexer no guarda-roupas de Hinata que a própria Sakura. Dalí saia peças inimagináveis.

Além disso, ela precisava de algo para melhorar o seu humor.

Hinata sentiu alguém nas suas costas e virou-se para encontrar a sua amiga com um sorriso no rosto olhando para ela divertida. Ela parecia bastante com a sakura que sumiu três semanas atrás. Finalmente.

Pouco a pouco a sua amiga estava voltando ao normal e Hinata tinha quase certeza que convidá-la a ajudar a fazer as malas ia colocar um sorriso enorme no rosto de sua amiga. E caso o resultado não fosse esse, então ela saberia com certeza que Sakura estava muito além da salvação, porque não havia ninguém que gostasse mais de mexer nas suas coisas.

— Que tal os jeans que você me deu no meu último aniversário? — Hinata perguntou com um olhar otimista.

Sakura se aproximou do guarda roupa e deu uma olhada completa naquela confusão de peças horríveis. — Aqueles foram você que escolheu, não eu, por isso minha resposta é de jeito nenhum.

— Por isso! Eles são bonitos e confortáveis…

— Você não precisa de conforto, Hina! — Sakura lhe empurrou para o lado procurando algumas peças que poderia considerar razoavelmente apropriada para os seus padrões e conseguiu encontrar uma coisa e outra, antes de jogá-las na cama. — Você precisa de algo que te deixe esplendorosa. Afinal, você vai encontrar um monte de gente chique.

— Naruto vai encontrar um monte de gente chique, eu só vou seguí-lo para todas as partes.

— Você... Eles… mesma coisa. — Sakura cavou no fundo do guarda roupa e tirou uma peça que encheu Hinata de calafrios. — Que tal isso? Esse vestido fica muito fofo em você.

Era um vestido azul rendado que sua mãe havia lhe mandado como presente no último natal em um último apelo para fazê-la um pouco mais feminina.

Hinata ainda tinha sido obrigada a vestir e tirar uma foto com aquilo apenas para fazer os pais não virem até Tokyo obrigá-la pessoalmente a vestir aquela aberração a tapas.

E a pior parte era que os seus pais tinham aquele imagem para obrigá-la a fazer coisas terríveis como mandar mensagens todos os dias, dizer eu te amo em cada despedida por telefone ou mensagem, ligar em todos os finais de semana, não desobedecer a Sakura quando ela lhe mandar comer comidas saudáveis...

Enfim, era um complô para fazê-la infeliz.

— Você me vê vestindo uma coisa assim? Principalmente com Naruto do lado? Se ele me visse com isso riria até a morte.

Sakura sorriu de canto. — Ou… você vai fazer o queixo dele cair! Seus seios vão ficar maravilhosos nessa belezinha..

Hinata virou os olhos em impaciência. — Pouco provável. Ele vai me considerar uma piada. — ela olhou com desgosto para o vestido nas mãos de Sakura. — Eu não já te disse o que ele acha bonito? Modelos com peitões e bundonas.

Sakura tocou os seis de Hinata por cima de sua blusa e Hinata bateu nas suas mãos.

— Não se esqueça que você também tem armas poderosas aqui, hein!

— Ai, cala a boca.

— Não estou brincando, Hinata! — Sakura colocou o vestido do lado das roupas que estava escolhendo. — Esse seu hábito de se exercitar todo maldito tempo fez um bem imenso para as suas pernas, coxas e abdômen. Mesmo com o tanto de porcaria que você come.

Sakura deu um tapa forte na sua bunda.

— Mesmo a sua bunda é toda durinha.

Hinata se jogou em cima da amiga e começou a beliscá-la por todo o corpo, enquanto ela sorria. Sakura tentava se desvencilhar a todo o custo, mas Hinata apenas se retirou, quando percebeu que Sakura estava perdendo o fôlego.

Como ela poderia falar aquelas coisas? E a sua bunda estava doendo!

— Não seja assim. Porque não o veste pra gente ver, você fica muito linda nele. Parece uma princesa.

— Princesa é a minha bunda. Eu quero um bom jeans, só não quero que ele esteja surrado.

— Se você não vestí-lo para mim, eu vou te obrigar a usar essas coisas horríveis que você chama de roupa e não vou sair as compras com você para comprar os seus tão necessários jeans.

— Desde quando eu preciso convencê-la a ir as compras comigo? — Hinata perguntou chocada.

— Desde hoje. Vamos, eu quero vê-la nesse vestido!

Hinata observou os olhos brilhantes da amiga e suspirou fundo. Ela não tinha nenhum interesse em levar a amiga para fazer compras junto com ela, mas ao mesmo tempo ela não queria tirar o ótimo estado de humor de Sakura.

No fim, ela apenas se tornou uma mártir.

— Ok.

Hinata foi se vestir no banheiro e Sakura continuou a procurar roupas em bom estado para colocá-lo na mala. Não demorou muito para a amiga sair do banheiro com o vestido posto e uma cara de poucos amigos.

Mas nada disso importava. Ela parecia impecável de tão linda. A sua pele pálida contratava belamente com o tecido do vestido e os contornos do vestidos delimitavam os seus seios e sua cintura. (https://br.pinterest.com/pin/620230179906517780/), ele fechava completamente o colo, mas dava uma impressão de elegância que nunca se via em Hinata, com aquela fachada machona.

Ela se via como uma jovem dama, bonita, elegante e bastante sexy! Sakura se sentia como uma mãe orgulhosa.

— Você definitivamente vai levar esse vestido!

— Eu já vesti, não vou levar isso a lugar nenhum.

— Deixa em fechá-lo para você.

Sakura correu e virou Hinata para fechar o vestido, mas viu alguém na porta que não deveria estar alí. Sakura se sobressaltou por instinto e segurou com força o vestido de Hinata.

— Ai, Saku!

Mas, assim que ela voltou a raciocinar e não apenas reagir ao medo, ela percebeu que era a sombra de um homem que conhecia muito bem. A sua respiração começou a voltar ao normal rapidamente e assim que percebeu que o seu corpo percebeu que tudo estava certo, um sorriso torto começou a aparecer no seu rosto.

Por que a pessoa na olhando do lado de fora do quarto de Hinata era nada mais nada menos que Naruto Uzumaki.

Notas finais
Gostaram do vestido? Será que Naruto vai gostar? Comentem! Não esqueçam das mudanças de postagens!