Guarda-costas

25 Capítulo vinte e cinco


Notas iniciais
Não postei esses dias porque o site estava em manutenção. Boa leitura!

três meses depois

— Não podemos continuar com isso. Quem está responsável por toda essa confusão?

Karen levantou-se do seu lugar rapidamente, ela sabia que o seu nome seria o primeiro apontado quando os erros da operação do Cais fossem relatados, então, ela resolveu não dar um gostinho para os homens daquela sala e apontar a si mesma de uma única vez. Afinal, a operação havia sido a sua ideia.

— Todas as informações recebidas dos departamentos de planejamento eram que o Senhor Uzumaki receberia um carregamento de drogas, naquele dia. — Karen olhou para todos da sala. — As informações estavam erradas, senhor.

O seu chefe observou como ninguém mais respondeu as acusações subliminares das falas daquela mulher e considerou se não era hora dele mesmo fazer uma limpa naquele departamento. Era gente demais coçando o saco e apontando o dedo para o outro. E, no fim, os superiores vinham atrás da sua cabeça pela incompetência dos seus homens.

— Eu não me importo com quem está a culpa! — ele jogou os vários papéis de cima da mesa no chão. — Nós chegamos em uma reunião de negócios legítima, apontando armas para vários homens importante e em frente a um repórter que postou na primeira página da sua revista como a força policial não passa de uma comunhão de idiotas atrás de homens decentes.

Todos ficaram em silêncio com a óbvia conclusão de tudo aquilo: A operação havia sido um desastre total.

Karen havia recebido vários relatos de fontes diferentes sobre um carregamento de armas que chegaria no cais a meia noite daquele dia. E ela pensou que aquela fosse a sua chance de finalmente realizar a prisão do chefe dos Uzumakis, mas a única coisa que ela havia encontrado, depois de quebrar quase todas a caixas de carregamento do navio atracado no porto, eram pedras preciosas com notas legítimas que haviam sido esfregadas na sua cara pelo loiro.

Ela fechou os olhos com a sensação de vergonha flutuando na sua mente. Ela ficou com tanta raiva do sorriso presunçoso estampado no seu rosto que quase atirou na sua cabeça.

Ela sentiu como se ele estivesse brincando com ela durante os últimos meses e tê-la guiado pelo nariz para uma armadilha tão óbvia, tinha sido a gota d’água. Ela levantou a arma para a cabeça dele, mas não conseguiu atirar, sua arma foi retirada da sua mão em dois tempos pela sempre presente sombra de Naruto Uzumaki.

Hyuga Hinata.

Ela havia se tornado um tópico de várias notícias nos últimos meses, depois que foi noticiado no mundo que três meses atrás Naruto Uzumaki havia sofrido um atentado e que ela salvara a sua vida por muito pouco.

Desde então, além de guarda-costas, ela também era sua irmã juramentada, braço esquerdo e protegida.

Teve uma época que Karen achou Naruto tê-la apontado como sua irmã de juramento pudesse ser uma fraqueza explorável, mas era mais fácil chegar no próprio Naruto do que nela. Ele a mantinha em uma gaiola dourada que ela não deveria ter ideia que existia.

— Karen, você está sendo completamente retirada das investigações da família Uzumaki.

Karen já esperava por isso, mas ainda assim tentou argumentar. — Senhor, as informações colhidas eram inteiramente confiáveis e a entrega de armas, provavelmente aconteceu em outro lugar…

— Em que lugar? — ele interrompeu. — É a sua terceira tentativa de tentar capturar o Uzumaki sem qualquer resultado e, dessa vez, além de você não ter conseguido nada, você ainda conseguiu arrastar a reputação desse departamento para o buraco.

— Eu estava seguindo os procedimentos padrões do departamento, a lei deveria ser mais importante do que…

O seu chefe levantou a mão interrompendo o seu discurso. — Você vem me falar que você seguiu procedimentos, quando quase atirou no Uzumaki na frente de um maldito repórter?

Karen fechou a boca lembrando-se do seu pequeno episódio de desequilíbrio. Ela havia recebido a missão de pegar o Uzumaki a três meses e todas as vezes que ela chegava um pouco mais perto de prendê-lo, ele conseguia se dar muito melhor.

E ela gastou todos os últimos meses em situações precárias, apenas para pegar cada maldita pista que conseguisse e, ainda assim, não conseguiu. O homem era o maior desafio que ela havia tido em toda a sua carreira policial, não apenas porque ele era o rico e poderoso chefe da tríade Uzumaki, mas também porque a cabeça dele funcionava como uma máquina. Inteligente e estratégica. Sempre um passo a sua frente.

Ela não gostava de perseguir uma pessoa que havia a ultrapassado tanto em estratégias.

Observando o seu silêncio o seu chefe continuou. — Você está oficialmente retirada de toda a investigação da Família Uzumaki e sua conduta será investigada pela corregedoria.

Ela suspirou, enquanto observava todos os homens a sua volta com sorrisos debochados no rosto. Eles deviam estar se divertindo com a sua desgraça.

— E não apenas isso… — o seu chefe concluiu. — Todas as investigações relacionadas com a família Uzumaki deverão ser encerradas imediatamente. A mídia está nos acusando de perseguição, uma vez que continuamos o investigando, mesmo sem ter qualquer prova de que ele está envolvido em algo ilícito.

Karen apertou as suas mão em um soco. O mundo via os Uzumaki como grandes homens de negócios, participantes da alta sociedade e benfeitores da comunidade e mesmo que os boatos corressem solto quanto as suas atividades criminosas, sequer isso podia ser provado no papel.

Uma coisa era certa, Naruto Uzumaki estava fazendo um excelente trabalho em esconder a sua corrupção debaixo de todo aquele dinheiro e sucesso.

Mas, ele não faria isso por muito tempo… Não, ela tinha contas para acertar com ele.



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Vamos, Hinata!

Hinata escutou a voz de Konohamaru reverberando no seu cérebro, enquanto levantava do chão rapidamente. Nenhuma quantidade de treinamento havia a preparado para enfrentar aquela parede que mal se movia com os seus golpes.

Ele apenas sorria, enquanto ela inutilmente tentava bater o idiota a nocaute. Mas, aparentemente, ela era fraca demais. Hinata tentou utilizar os pés e acertar as suas costela, mas o cara se defendia facilmente com o braço e ela estava sofrendo a maior parte da dor.

— Merda! — ela gritou irritada.

Ele não lhe dava nenhuma entrada com o seu alto e grande corpo musculoso, e as pessoas que estavam assistindo ao seu redor alternavam entre torcer para ela ou soltar sons em solidariedade a cada golpe seu que era bloqueado.

— Vamos, moleque, eu não tenho o dia todo.

Hinata respirou fundo, escutando os assobios da plateia. Enquanto, o homem na sua frente a encarava com escárnio, movendo-se apenas sutilmente para aparar os seus golpes.

— Você bate como um franguinho, pirralha.

Os homens de preto de Naruto, como ela os chamava, era um grupo de homens que constantemente o rodeavam, mesmo quando ela estava constantemente em sua presença. E, mesmo que ela já estivesse três meses com eles, fazendo o trabalho de proteger Naruto com perfeição, eles ainda a tratavam como uma criança...

Nenhum respeito… Nenhum.

Hinata deu um grito e em um impulso correu em direção ao enorme muralha que era seu oponente. Ele estava pronto para ela, mas diferente do que ele imaginava, ela não o bateu de frente. Ela se deixou escorregar por debaixo das pernas do homem, pegando-o de surpresa, porque ele não tinha como se defender por baixo.

Hinata posicionou o corpo e chutou na mosca as suas bolas. Ela escutou o gemido coletivo dos homens ao redor e soube que ela tinha, finalmente, conseguido acertar um golpe.

Mas, ela não parou por aí. Voltando para a ação, ela percebeu que ele caiu de joelhos segurando as bolas nas mãos como se isso fosse amenizar a dor. E de joelho ele ficava na altura exata dos seus chutes.

Em um único giro, ela conseguiu acertar um chute giratório na parte de trás da sua cabeça. E a enorme massa corpórea caiu completamente apagada no chão.

Hinata se afastou e todos ficaram em silêncio observando se a muralha levantava ou não. Depois de alguns minutos, Konohamaru foi o único com coragem de se aproximar do homem e encostar o dedo no seu nariz.

Todos olharam apreensivos pelo resultado, até que Konohamaru puxou o seu cabelo e não conseguiu nenhuma reação. — Nocaute.

Hinata gritou de alegria e ela correu para abraçar Konohamaru que a olhava espantado. Mas, antes mesmo de dois segundo se passarem, ela sentiu toda a adrenalina esvaziar do seu corpo e ela caiu no chão desacordada.

Todos os homens ao redor começaram a rir e Konohamaru rapidamente checou a respiração dela.

— Que demônios, eu acho que ela morreu.

Os homens sorriram e a muralha que supostamente havia sido nocauteada se levantou com um grande sorriso no rosto, enquanto ainda massageava suas bolas.

— Porra, ela me pegou de surpresa com aquele chute. Doeu para um caralho!

— Porque você deixou ela ganhar, Chouji?

Jiraya pulou de cima das árvores onde estava se entretendo lendo a última edição de Hentai da PoP-ai. Uma completa edição de nus frontais e mulheres vestidas de formas sugestivas. Aquela havia se tornado a sua favorita, bem rápido.

— Ela disse que só me deixaria em paz, quando ela ganhasse. E ela sempre me pede para lutar na hora que eu estou com fome. Finalmente, eu vou poder comer em paz.

Os homens olharam para a menina machucada e desacordada deitada no chão. A irmã de juramento do seu chefe, a pessoa que salvou a vida do seu líder e a idiota que nunca deixava eles em paz.

Três meses atrás, ela havia sido vista simplesmente como uma presença irritante que eles tinham que aturar, hoje, ela continuava como a pessoa mais irritante do mundo, mas eles aprenderam a apreciar a sua companhia e protegê-la.

Afinal, ela era uma pessoa importante para o chefe.

O que os levava a procurar a solução de outro problema...

— O chefe já terminou a reunião de videoconferência? — Jiraya perguntou preocupado. — Podemos tentar colocá-la no quarto sem que ele perceba.

— A reunião vai acabar daqui a pouco, mas como ele não vai perceber se ela dorme no quarto dele. — Sai respondeu calmamente, mesmo que sentisse uma dor no estômago ao pensar o que o seu chefe faria se percebesse que a sua guarda-costas estava tão machucada.

Era o trabalho de todo mundo naquela casa, manter Hinata fora de encrenca, mas isso era completamente impossível, então tudo que eles sempre faziam era encobrir as merdas que ela fazia.

Se ela soltava os violentos Rottweilers no jardim para brincar de pega e treinar a sua corrida, eles os capturavam rapidamente e os colocavam de volta nas coleiras. Se ela resolvesse que estava muito sufocada e resolvesse sair, eles a seguiam sorrateiramente para cuidar da sua proteção.

Se ela estava muito entediada e os desafiasse para lutar, eles aceitariam e a fariam perder toda a energia antes de fazê-la voltar para o Naruto. Aparentemente, apenas o seu chefe conseguia controlar aquele temperamento dos infernos.

Isso fez com que Naruto conseguisse o respeito de todos os seus homens de forma indubitável nos últimos três meses.

Os homens soltaram um suspiro coletivo, quando perceberam que a situação não era fácil de responder.

— Podemos dizer que ela ela brincando de kart na grama de trás e caiu. Ele não ia duvidar nem por um segundo. — Jiraya deu a ideia.

— Boa ideia! — Konohamaru foi o primeiro a dizer.

— Ótimo, então você a leve sorrateiramente pela escada e deixe-a na porta do quarto. Nem precisa levar para dentro. Nós te damos cobertura.

— Certo!

— Não esqueça do dinheiro!

Ele colocaram várias notas nos bolsos de Hinata. Como ela havia “ganho” a luta, ela tinha que receber de cada um deles 100 doláres, o que lhe dava o total de 1000 reais pela noite. E todos respiraram aliviados, quando perceberam que estariam livre daquela peste na próxima semana.

Konohamaru pegou Hinata e a jogou por cima do seu ombro. Ele atravessou toda a extensão do terreno da mansão e subiu os três lances de escadas, antes de chegar no quarto exclusivo de Naruto. Ninguém quase nunca subia alí, eles não tinham permissão.

Apenas Hinata tinha livre acesso àquele andar e ela sempre usava isso de vantagem, quando estava fugindo de algum dos homens após aprontar alguma merda com a mordoma da casa.

Konohamaru colocou ela em uma das espreguiçadeiras ao lado da piscina, mas antes de se retirar, ele notou a sombra do seu chefe nas suas costas.

Konohamaru se virou por reflexo, mas ao perceber o rosto sério do seu chefe e o seu olhar questionador, ele rapidamente deu as costa, voltando a olhar a menina adormecida na espreguiçadeira com vontades reais de apertar aquele pescoço.

Ele estava regiamente fodido.

— O que aconteceu dessa vez? — a voz veio pela suas costas arrepiando todo o seu corpo em medo.

Ele virou colocou-se de forma ereta e pensou na desculpa que estava preparada na ponta da sua língua. No entanto, ele não conseguia se forçar a dizê-lá... Não com seu chefe na sua frente lhe olhando de forma tão mortífera. — Ela desafiou Chouji para uma luta, senhor. Ele não pode conseguiu recusar.

Naruto revirou os olhos e se aproximou do corpo apagado de Hinata, levantando um dos braços dela e os deixando cair no seu rosto.

— Como ela está respirando ainda?

— Na verdade, ele a deixou ganhar, senhor.

Naruto sorriu tristemente. — Ela vai se gabar sobre isso durante toda a semana.

Konohamaru segurou a risada que estava para sair da sua boca, sentindo uma renovada camada de respeito e lealdade surgir no seu peito, pela paciência que o seu chefe tinha com Hinata. Os dois eram como dois completo opostos, mas, ao mesmo tempo, Hinata sempre conseguia trazer um pouco de expressão a pedra que geralmente era o seu chefe.

— Pode ir, eu a levo para dentro.

— Sim, senhor.

Konohamaru observou, enquanto o seu chefe a levantava da espreguiçadeira e gentilmente a trazia para o seu peito, muito diferente dele que a carregou como saco de batatas todo o caminho até alí.

— Boa noite, senhor.

Ele não lhe respondeu, abrindo a porta e levando Hinata para dentro da sua casa. Konohamaru sorriu pensando como um ser unicelular daqueles tinha tido tanta sorte encontrado alguém como Naruto para protegê-la.

Notas finais
O próximo vai sair amanhã, se eu não me ocupar muito. Eu estou com bastante trabalho essa semana, então está difícil arranjar tempo para editar e corrigir os capítulos. Comentem, curtem e recomendem.