Guarda-costas
35 Capítulo trinta e cinco
Notas iniciais
— A nossa vitória!
Três homens igualmente bem vestidos estavam sentado do outro lado da cidade em um apartamento em uma das zonas mais abastadas da cidade. Os três sorriam e brindavam a grande primeira vitória que haviam tido contra o traidor dos Uzumakis. Ou melhor o traidor Uzumaki, afinal, em um golpe de sorte ele ficou com a família que renegou.
E pela primeira vez em alguns meses finalmente conseguiram brindar ao avanço do seu plano.
Nunca que eles pensariam que um pirralho traidor conseguiria os levar a uma posição tão humilhante de brindar a um simples embate silencioso, mas nenhum dos homens tentou prestar muita atenção àquele ponto.
Os três homens alí sentados possuíam poder demais para entrarem em conluio atrás de uma única pessoa, mas situações desesperadas requeriam medidas desesperadas. O importante era que finalmente haviam conseguido colocar Naruto Uzumaki em uma sinuca de bico, onde ele apenas poderia andar em direção a sua própria destruição.
E essa estava muito perto.
Hidan estendeu a mão tocando sutilmente na perna da mulher que estava ao seu lado, enquanto olhava a outra mulher que estava sentada em seu extremo oposto. Ela era bonita como uma flor, delicada, elegante, mas havia algo nela que sempre o incomodava.
Talvez fosse porque o sangue dela derivava de uma raça de inimigos que ele não suportava.
Yumi Uzumaki ou Yumi Nagato.
Ela estava vestida em um lindo vestido rosa rendado, sentada ao lado de seu marido que estava ocupado demais colocando a mão embaixo do vestido da menina que estava em seu colo.
Olhando Yumi com o marido ao seu lado sendo tão vulgar faria com que qualquer um percebesse que ela não pertencia àquele lugar.
Yumi levantou a cabeça e os olhos dois dois se cruzaram. Hidan sorriu para ela maliciosamente e ela abaixou a cabeça rapidamente envergonhada. Não era sempre que ele olhava aquela vermelhidão no rosto de uma mulher e ele sentiu um familiar comichão na virilha.
Ele queria fodê-la, enquanto via aquele rosto pálido ficar vermelho debaixo dele, lhe implorando por mais. Ela seria comida como nunca aquele marido fanfarrão havia lhe demonstrado, ele sorriu novamente.
Minato se contorceria no caixão se percebesse as coisa que queria fazer com a sua adorável filha.
E apenas aquele pensamento fez o volume da sua calça aumentar por completo.
— Qual o próximo passo agora? Já que conseguimos atrair ele para a reunião.
Tomoyo foi o próximo a dizer, ele era o único que parecia mais preocupado que feliz, principalmente, porque havia sido ele o que sofreu em primeira mão as consequências de atentar contra a vida do chefe dos Uzumakis.
Tomoyo havia realizado uma tentativa de atentado contra Naruto, enquanto ele estava ocupado demais se preocupando com Nagato. Nem é preciso dizer que tudo foi um desastre.
Naruto quase morreu na tentativa, mas foi salvo por uma mulher. Hidan poderia até mesmo sorrir, se toda aquela história não fosse tão trágica.
O plano de um poderoso líder de tríade foi completamente arruinado por uma menina que nenhum deles havia ouvido falar até o momento, mas que hoje era conhecida nos ciclos da máfia como a irmã de juramento de Naruto.
Sua sombra.
Naquela noite, Tomoyo não apenas perdeu uma boa parcela dos seus homens que participaram do atentado, como também quase perdeu a sua posição na mesa das sete famílias.
Havia uma regra que era sagrada entre as famílias e que funcionava como um mútuo pacto de não agressão. Ninguém podia ir atrás um do outro com o objetivo de destruir uma linhagem. Obviamente, que todo mundo fazia isso, mas o problema era que as consequências não vinham com a violação do pacto em si e sim ser pego violando o pacto.
E, naquele momento, Naruto possuía provas o suficiente do envolvimento de Tomoyo que poderia colocá-lo diretamente na linha de fogo das famílias, por traição. A sorte de Tomoyo é que para matá-lo, Naruto precisava levar uma reclamação em uma reunião com os sete, além do traidor ser condenado de forma unânime.
Se Naruto tivesse sucumbido a raiva e ido atrás de Tomoyo diretamente, ele também seria acusado de traição, mas Naruto havia escolhido ser mais esperto e mesmo não conseguindo agendar uma reunião com as sete famílias, resolveu não fazer uma ofensiva completa contra a família Tomoyo e esperar o seu momento.
E essa era a razão do nervosismo de Tomoyo.
Não havia prescrição para o crime que ele cometeu violando o pacto e Naruto poderia pedir a sua condenação em um mês quando todos os sete voltassem a se reunir.
Hidan pensou nos problemas que teve para impedir a reunião de ter ocorrido antes, mas tudo valeu a pena no final Porque, agora, que eles tinha certa vantagem com a destruição do porto, tudo deveria ficar bem.
Mas, quem disse que Tomoyo conseguia entender dessa forma? O medo havia dominado o homem. E o medo dele era o Uzumaki.
Hidan queria se matar. Como ele havia conseguido dois aliados tão fracos?
Seu olhar voltou de novo para Yumi, mas ela continuava com os olhos fixados na sua mão.
— Vamos fazer aquele miserável engolir os nossos prejuízos. Agora que ele não tem o porto para extorquir a gente. Ele vai precisar das rotas de areia mais que qualquer um de nós. E não vai conseguir impedir que passamos as rotas entre o seu território.
Nagato sorriu jogando um braço por cima do ombro da sua esposa e puxando a menina no seu colo para um beijo lânguido na boca.
Nagato realmente não tinha um pingo de classe, nem perto da sua esposa.
— Sossega a bunda Tomoyo, você está me deixando tonto indo de um lado para o outro. — Hidan disse e voltou a observar Yumi que havia levantado os olhos novamente na sua direção. — Com tantas mulheres gostosas aqui, é um desperdício ficar sem tocar.
Hidan levantou a sua mão, alcançando o tecido molhado da calcinha da mulher que estava ao seu lado. Ela se aproximou dele e gemeu audivelmente no seu ouvido, Yumi voltou a abaixar o olhar envergonhada.
— Hidan tem razão. Naruto é nosso dessa vez. Não é, meu amor?
Nagato largou a vagabunda que se agarrava a ele e puxou o rosto da sua esposa para um beijo. Ela retribuiu da forma como ele queria, mas quando ele acabou o ato, voltando para a outra menina, ela pediu licença e saiu da sala.
Nagato sequer percebeu a saída da sua esposa e se percebeu não deu a mínima atenção. Ele puxou a menina ao seu lado e a colocou de pernas abertas no seu colo. Tomoyo também puxou uma das meninas pela mão e a levou para fora do quarto.
A mulher ao lado de hidan continuava gemendo, enquanto ele a acariciava por cima da calcinha. Ela estava quase lá, mas quando ela pediu que ele a fodesse mais forte com a mão, ele parou os movimentos e se levantou.
A mulher não disse nada, correndo para os braços de sua amiga do outro lado do sofá para conseguir o seu alívio.
Hidan saiu da sala e passou por entre os corredores para uma zona mais livre e menos barulhenta. Ele tinha na cabeça apenas uma pessoa e a encontrou do lado de dentro de um escritório, sentada no sofá.
— Tio, Hidan. — ela disse assustada assim que ele entrou.
Ele sorriu. — Faz muito tempo que eu não escutava você falando isso Yumi. Eu e o seu pai cortamos relações muito antes de sua morte. Não tem porque você me chamar assim.
— Certo, senhor Hidan.
Hidan sorriu e sentou ao lado dela. — Você parece muito formal! Hoje estamos celebrando. Porque você não esta mais feliz? É por que nós queremos matar o seu irmão?
Yumi permaneceu calada e sua expressão permaneceu assustada.
— Não se preocupe, Yumi. Eu sei muito bem como é difícil cortar relações. — A mão de Hidan encostou na de Yumi em cima da sua coxa. — Você não precisa se esconder de mim.
Yumi se levantou. — Eu estou do lado do meu marido. O meu irmão me abandonou muito antes do meu pai morrer. O senhor não precisa se preocupar com a minha lealdade.
— Eu não tenho nenhuma preocupação com isso.
Os dois ficaram se olhando até que houve uma leve batida na porta e um dos brutamonte de Nagato entrou na sala.
— Senhora Nagato o seu carro já está pronto.
— Adeus, senhor Hidan!
Ela disse antes de sair, Hidan queria sorrir. Ele tinha uma nova presa e ele iria aproveitar a caça.
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Deidara estava sentado no sofá de Gaara, enquanto o mesmo olhava pela sua janela.
— O que foi fazer se encontrando com o Naruto? Está querendo guerra, Gaara?
Gaara não respondeu. Nunca o fazia. A única coisa que ele possuía eram questões e trabalhos para ele. Porque era isso que ele significava para aquele homem, um simples empregado manipulável.
Deidara nunca pensou que se encontraria naquele posição em sua vida. Mas, fazer o que, o pau daquele homem o tinha deixado viciado.
Deidara se levantou de onde estava e foi até onde Gaara estava abraçando-o pela cintura. Ele sabia muito bem que aquele homem não gostava de aproximações sorrateiras, por isso fez o máximo de barulho possível até ele.
— Porque você não me diz o que planeja? Eu posso ajudá-lo.
Gaara se virou e desceu sua boca na dele em um beijo rápido. Deidara fechou os olhos, sentindo o calor dissipar nos seus lábios e deixou as mãos vagarem pelo peito do seu homem. Gaara os desencostou da janela e os levou em direção da mesa.
Ambos já ostentavam uma ereção e Deidara deixou-as roçar uma na outra.
— Eu não preciso de sua ajuda. Apenas do seu trabalho. — Gaara abriu as próprias calças alcançando o seu pênis.
Aquela frase poderia ser entendida de diversas formas e Deidara entendeu todos os significados. Ele era um empregado que ganhava muito dinheiro para manter aquele homem informado dos segredos dos outros e calado quanto aos seus. Ele também era a sua puta particular que quase implorava pelo seu pinto todas as vezes que podia.
Deidara observou Gaara se acariciando e sentiu sua bunda apertar de tesão. Ele queria rápido e forte.
— Você quer?
Gaara utilizou as mãos para alcançar o buraco da sua bunda e o seu endurecido pênis. Os dois estavam perigosamente excitados e Deidara gostou daquilo muito mais do que deveria.
— Eu quero tudo. — Ele disse.
— Então não conte para ninguém que ocorreu a reunião, eu te pagarei adequadamente. — Com isso Gaara tomou a sua boca em um beijo avassalador.
Deidara abriu-se completamente para ele e um dos dedos de Gaara deslizaram por entre a sua bunda. A queimação de ser penetrado era deliciosa, mas ele queria rápido e forte, violento, assim como o homem na sua frente.
— Me chupa.
Gaara sussurrou no seu ouvido assim que largou a sua boca.
Deidara foi para os seus joelhos e deslizou o pênis de Gaara na sua boca. Ele era enorme e Deidara precisava de alguma habilidade deslizado por toda a boca até a sua garganta.
Gaara tomou a sua cabeça com brusquidão e assim que ele conseguiu um ritmo bom de penetração, Gaara começou a fodê-lo. Entrando e saindo sem parar, com força.
— Você tem uma utilidade apropriada para essa boca, Dei. Use-a mais assim.
Deidara sentia prazer em ser usado daquela forma suja e alcançou o seu próprio pau para se masturbar. Gaara tirou todo o pênis da sua boca e enfiou em uma só estocada, o movimento foi surpreendente e Deidara engasgou-se um pouco, antes de Gaara retirá-lo de novo e repetir o movimento.
A sua mandíbula já doía pelo esforço de se manter aberta, mas ele fez o máximo para chupar todo o pênis na sua boca.
Gaara abaixou a cabeça para o seu ouvido e disse: — Você faz boquete como uma vagabunda. É assim que eu gosto você.
Deidara começou a acariciar a sua mão com rapidez. — Me fode Gaara, por favor.
Gaara não escutou duas vezes e o empurrou de barriga em cima dos seus importantes papéis de trabalho. Ele lhe abaixou as calças e enfiou dois dedos no seu buraco. Deidara já se sentia em chamas e não precisava de mais nenhuma preparação.
— Eu quero agora, Gaara. Agora!
Os dois dedos não foram retirados como ele havia pedido e um terceiro foi adicionado. Deidara se agarrou na borda da mesa e respirou fundo tentando não gozar, enquanto era traçado apenas com a mão. Ele não podia gozar tão rápido.
Gaara retirou os dedos e se afastou o suficiente para colocar uma camisinha.
— Que demora, caralho! — Deidara resmungou.
Gaara sorriu de onde estava e se posicionou atrás dele.
— Sabe o que eu te disse sobre essa boca suja, não? — Gaara lhe deu um tapa forte na bunda.
— Me fode, idiota!
Gaara o penetrou de uma única vez, afundando-se em Deidara completamente. Deidara sentiu a dor subir por toda a sua espinha e antes mesmo que pudesse se recuperar, Gaara já havia voltado a se movimentar com estocada rápidas e rasas.
Ele estava brincando, porque nenhuma delas tocou em sua próstata.
— Caralho, mais fundo.
Gaara girou o quadril e o estocou com ainda mais profundidade e Deidara, finalmente, viu as estrelas que estava procurando. Gaara deitou o seu corpo em cima do de Deidara, continuando o movimento de penetração. O peito de Gaara deslizada deliciosamente pelas suas costas e o tecido da sua camisa lhe incomodou.
Esse era o único problema do sexo rápido. Sem tempo para tirar a roupa.
Gaara pegou os seus dois braços e os colocou para trás, posicionando as suas costas em uma curva quase dolorosa. Deidara respirou fundo, mas nem mesmo isso conseguiu fazer com que a sua mente se clareasse de prazer.
Ele estava sendo regiamente comido.
Gaara manteve suas mãos presas e puxou o seu cabelo para trazer para si os seus olhos. Os verdes de Gaara nunca mostravam nada, nem mesmo o prazer de estar com o pênis enfiado em sua bunda.
Ele era como um casco vazio. Não havia nada alí.
Gaara o estocou profundamente mais uma vez e largou o seu cabelo para alcançar o celular. Deidara gemeu em desgosto, pensando que Gaara ia parar, mas ele não o fez, puxando com mais força, fodendo-lhe com o seu pênis ainda mais duro.
Deidara estava no céu.
Gaara jogou o telefone de lado e prendeu o seu pescoço em uma chave, apressando ainda mais a velocidade do seu quadril. E tudo que ele sentiu foram borboletas espalharem no seu estômago e um calor especial lhe aquecer o coração.
Até que finalmente gozou com Gaara completamente enterrado dentro dele até as bolas. Seu corpo amoleceu e Deidara sentiu-se vazio quando Gaara se retirou de dentro dele de uma única vez.
A dor foi aguda, mas nada disso lhe importou. A transa tinha sido gostosa demais para ele se importunar com as poucas amabilidades de Gaara.
Ele subiu as calças e se ajeitou o melhor que pode, não se importando como o gozo que sujava toda a sua camisa. Deidara olhou para o pênis de Gaara que ainda estava completamente endurecido e a sua boca começou a salivar.
— Você ainda não gozou. — Ele disse indo até Gaara. — Eu não deveria ser tão apressado… — Deidara lhe deu algumas estocadas com a mão. — Eu posso te fazer gozar na minha boca.
— Não vai fazer falta.
Gaara o olhou seriamente e em um golpe de raiva deu um tapa na sua cara. Deidara viu vermelho por alguns instantes, antes de voltar a si e levantar os olhos. Gaara permanecia com a sua postura séria como se ele não houvesse acabado de lhe esbofetear ou de ter transado com ele.
— Que porra é essa? — Deidara gritou.
— Você disse que queria saber porque eu me reuni com Naruto, não? — Gaara o pegou pelo pescoço e o encostou na parede. — Vou te dizer o porque. Há anos eu venho tentando me aproximar das pessoas que acabaram com a minha família. Mas, eu nunca conseguia, porque você nunca tinha as informações que eu queria.
Deidara sentiu o sangue drenar do seu rosto, sabendo exatamente onde essa conversa estava o levando e o lugar não lhe agradava nenhum pouco.
— Eu te passo as informações que a Akatsuki passa...
— Não... Você me passa as informações que aquela mulher quer que você me passe.
Deidara já sabia o que lhe aconteceria e sentiu o seu coração se estraçalhar por dentro, quando percebeu que não tinha escapatória, mas Gaara apenas se afastou.
— Você não vai me matar?
O ruivo alcançou a sua taça de vinho e sorriu maliciosamente. — Não, Deidara. O seu te espera, junto com toda a Akatsuki e aquelas malditas famílias. Além disso, eu acho que a sua cabeça pertence a outra pessoa.. — Gaara tirou um envelope de dinheiro da sua gaveta e jogou em cima de Deidara. — Avise a sua chefe que eu e o Naruto estamos felizmente comprometidos e que a farsa dela está para acabar.
Deidara nada mais disse e saiu do quarto sentindo ter deixado parte de si para trás. Ele queria aquele homem, mesmo que fosse impossível tê-lo.
A única coisa que lhe agradava um pouco era saber que Gaara estava além da salvação que qualquer pessoa poderia oferecer. Não apenas a sua.
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