Guarda-costas

70 Capítulo setenta


Notas iniciais
Desculpa galera, eu trabalhei no domingo e só consegui editar o capítulo agora de noite. Como eu estou muito cansada, relevem um erro ou outro que aparcer. Boa leitura!

Hinata sentiu uma pontada no estômago forte o suficiente para abalar um pouco o seu novo entusiasmo em ver todas aquelas pessoas olhando para ela com cara de tacho.

Ela não costumava acreditar em coisas que não podia explicar, mas a pontada a incomodou o suficiente para ela ter um mau pressentimento. No entanto, a sua cabeça deveria estar no jogo agora.

De fato, ela ainda não tinha decepcionado o Naruto. Ela havia surpreendido a todos quando impôs as ingratas condições que ele havia proposto. Não que ela entendesse muito do negócio que ele queria fazer com aquelas pessoas, mas ela sabia que o que ele tinha pedido era muito mais do que qualquer um deles estava disposto a dar.

— O que você pensa que está fazendo?

Hinata sorriu de forma indolente com a nova interrupção de Tomoyo. Ele deveria manter a sua posição e ser a última pessoa a falar qualquer coisa naquela situação e nada lhe daria mais satisfação do que ela atirar na cara apenas para provar um ponto, mas ela adotou outra postura.

Uma que não tinha sido recomendação de Naruto.

Quem mandou ele a colocar na posição de chefe?

— Ele também pediu que todas as relações dos chefes com Tomoyo fossem cortadas e que ele jamais realizasse nenhuma transação dentro do grupo. – Hinata começou com um leve sorriso no rosto, olhando para todos, exceto para o seu alvo. – Naruto vai lidar com esse rato quando tiver um pouco de tempo em sua agenda.

— Isso é um ultraje. – Tomoyo bateu na mesa e as armas dos homens de Naruto voaram, apontando em sua direção. Dessa vez, os capangas das outras famílias ficaram em dúvida sobre como agir, afinal, aquela não era uma ameaça a eles ou a qualquer um que eles guardassem. E Tomoyo não tinha homens próprios para cuidar dele.

Além disso, uma acusação de traição naquela mesa era grave o suficiente para manter as suas mãos atadas em qualquer decisão por isso nenhum dos outros seguranças se moveram.

Hinata, por outro lado, pegou a própria arma na sua mão e brincou com a pistola, enquanto andava de um lado para o outro.

— Vamos ignorá-lo por agora. – Ela deu uma última olhada para Tomoyo antes de voltar para os outros chefes na mesa. – Já decidiram o sim ou o não. – ela disse depois de um longo tempo de silêncio. – Só alertando em caso dos senhores esquec...

— Ele não aceitará negociar?

O mais novo dos Uchihas falou em sua direção, olhando diretamente em seus olhos. Era a primeira vez que ele fava durante toda a noite e a voz dele fez cócegas na barriga de Hinata. Era quase idêntica ao Sasuke, exceto que era mais profunda.

A diferença na verdade nem era tanto na voz, mas na atitude, Sasuke parecia permanentemente entediado, do tipo eu-vou-te-matar-no-seu-sono-porque-não-quero-sujar-meu-casaco, já esse homem... Ele parecia ser do tipo que enfiaria uma faca no seu esôfago sem sequer reparar o respingo de sangues em seu terno caro.

Ah! O carisma!

— Ele está muito ocupado, mas ele disse que sente muitíssimo culpado por não estar em suas presenças... E, não, não tem nenhum acordo.

Hidan fechou os olhos, abriu e os fechou de novo. O seu rosto era vermelho em irritação e Hinata quase sorriu com a frustração que saia em ondas de seu corpo. Ele tocou a arma em seu coldre e Hinata parou de brincar com a sua própria arma.

— Você quer dizer que ele quer pegar todo o nosso dinheiro e mandar em quem devemos nos associar sem sequer aparecer por aqui?

— Bom... Não é como se Naruto precisasse estar aqui. Ele me disse o que queria e eu disse para vocês. Me parece normal que ele não perca tempo em algo assim.

— Não podemos lhe entregar cinquenta por cento de tudo.

Itachi disse calmamente, de fato ponderando sobre o assunto, sua postura muito diferente da irritada de Hidan, Nagato, Tomoyo e do seu próprio parente ao seu lado. Hinata não entendia muito sobre a linha de herdeiros dos Uchihas, mas parecia muito que quem mandava na porra toda era ele e não Madara.

— Isso quer dizer que ou Naruto quer enfraquecer nossos lucros ou simplesmente não quer fazer negócios... Por isso, a família Uchiha se abstém desses negócios. Que tenham uma boa sorte.

Itachi levantou de seu lugar e ajudou o seu tio a se levantar também, dois seguranças desceram das escadas e seguraram Madara para os acompanhar para cima.

Hinata sentiu-se deprimida em ser deixada com aqueles troncos, enquanto Itachi simplesmente ia embora. Mas, além da sua óbvia perda de beleza visual, ela também sabia que estava muito cedo para qualquer um dos chefes saírem da reunião e Hinata não tinha ideia se era isso que Naruto gostaria que acontecesse...

Bom, de todas as formas, não era como se ela fosse conseguir impedi-lo de ir embora.

Exceto...

— Ele sente a sua falta. – Hinata disse apenas alto o suficiente para Itachi conseguir escutar. – Ele queria muito vir até aqui, mas quem diria que eu seria o mensageiro mais apropriado...

Itachi parou a sua caminhada, mesmo que seu tio continuasse a subir com raiva pelos degraus. Ele se virou para ela e a olhou de cima a baixo antes de voltar para o seu caminho.

— Não sei dizer se apropriado é a palavra. – Itachi suspirou em conformidade. — Ele sabe onde eu vivo.

Hinata sorriu com a resposta, sentindo seu peito flutuar com as palavras dele. O tom da voz dele era realmente genial...

— Vou dizer para ele isso.

Itachi acenou com as mãos por trás da cabeça e, logo, Hinata o perdeu de vista na galeria superior. Ela voltou a sua atenção para a mesa de pessoas frustradas a esperando.

Agora só faltavam três.

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Naruto iria ter que se esconder embaixo de um dos carros e esperar o reforço, ainda faltavam três, apenas três... Mas, antes de Naruto mover um centímetro do seu corpo o cano de uma arma foi pressionado contra a sua cabeça.

E logo um tiro.

Naruto sentiu o sangue na sua cabeça antes de sentir o corpo do seu atacante caindo em cima de sua cabeça. Apesar da situação, um sorriso maquiavélico surgiu no seu bonito rosto.

Ele jogou o corpo do agressor para longe do seu e levantou olhando para Jiraya que no escuro apontava uma arma em sua direção.

— Demorou. – Naruto quebrou o silencio na noite, incrivelmente incomodado com o sangue do homem que havia caído por cima do seu cabelo.

Dos males o menor...

— Ei, ei, não coloque a culpa em mim. – Jiraya se defendeu indo até ele e apontou uma pequena lanterna para o seu ferimento. – Como demônios você deixa alguém chegar tão perto de você? Além disso, ainda leva um tiro. Tisk... Tisk...

— Eu estou bem para de me cutucar. – Naruto afastou a mão de Jiraya e olhou ao seu redor, não havia ninguém ao seu redor, nem os passos de pessoas se aproximado.

— Para de ser mal agradecido, você estaria fudido se não fosse por mim, menino.

— Agora eu sou um menino de novo, Jiraya? – Naruto deu um empurrão mais forte nas mãos de Jiraya que insistentemente continuavam a procurar ferimentos por todo o seu corpo. – Eu sou a porra do seu chefe. E eu sabia que você estava por perto.

— Hum! – Jiraya o olhou desconfiadamente e Naruto fez o máximo para suprimir o sorriso do seu rosto. A verdade era que Jiraya tinha salvado a sua vida em grande estilo.

— Corra até os outros, precisámos de pelo menos mais um desses idiotas vivos. – Naruto ordenou e pela primeira vez procurou o seu telefone para ver a hora. – Passamos quinze minutos aqui e perdemos tempo demais.

— O que você quer fazer? Podemos retirar a Hinata da reunião, tem dois grupos de ataques prontos para qualquer coisa.

— Não. – Naruto respondeu calmamente, deixando a sua costumeira frieza invadir os seus pensamentos. Ele estava muito distraído e aquela distração apenas iria causar uma morte prematura e uma Hinata chutando a terra da sua cova. – Precisamos correr atrás da Tsunade. Ela está por perto, ainda não deu tempo o suficiente para ela correr, principalmente porque eles foram pela floresta.

— O que faremos, então?

— Deixe Hinata para lá. Ela deve estar tirando essa merda de letra. Melhor do que nós pelo menos, já que deixamos aquela mulher correr...

— Com certeza! – Jiraya disse com um pingo de orgulho paternal em seus olhos. – Eu não a criei com todos aqueles punhos de aço para ela precisar de ajuda na primeira oportunidade!

“Mas, você só a mima, seu velho retardado...”

— Me conecte com o Gaara.

Gaara atendeu apenas no terceiro toque, extremamente lento para alguém que estava esperando notícia da morte de alguém que caçava a tanto tempo.

— Você a perdeu. – ele o acusou e Naruto sentiu um súbito desejo de mandá-lo para a puta que pariu e desligar o telefone. Mas, apenas ignorou a voz do outro lado.

— Quão bom é o seu hacker de estimação?

— Hum... – Gaara murmurou, sem realmente responder.

— Vou mandar a localidade de onde estou. Tsunade está nas florestas e eu preciso que você rastrei todos os sinais sendo transmitidos no local onde eu estou. E rápido.

Naruto desligou e mandou a localidade para ele. Depois de cinco minutos, ele recebeu outra mensagem. Lado leste três quilômetros, saída mais perto rodovia 24 em dez minutos na velocidade atual.

Naruto mandou Jiraya correr atrás de todos os homens e se livrarem rápido dos corpos, os jogando para fora da estrada, não seria o suficiente para fazê-los desaparecer, mas atrasaria as autoridades.

Até lá ele já estaria de volta para o Japão com a cabeça de quem tinha vindo buscar.

Naruto olhou a hora de novo. Vinte e dois minutos já haviam passado.

Ele correu para o seu carro, junto com mais duas pessoas e enquanto o carro acelerava em busca da sua presa, ele pensou em como explicaria para Hinata o tiro na barriga e o sangue nas suas roupas.

Em cinco minutos, eles chegaram no lugar onde Tsunade sairia da floresta, Naruto saiu do carro e olhou o celular. Em caso de alguma modificação, eles seriam avisados rapidamente, mas nada aconteceu.

Quando passos começaram a soar na floresta, todo mundo ergueu as armas em sua direção. Um minuto.

Depois que o tempo passou, Naruto escutou a risada baixa da mulher que ele esperava. Tsunade saiu da mata com três de seus homens, cada um deles segurando uma arma em sua direção.

— Cansada de fugir, Tsunade? – Naruto perguntou observando o estado desgrando em que ela se encontrava.

— Muito pelo contrário, estou aqui para ir com você. – um dos homens a ajudou a sair do mato para a o asfalto da estrada. — Não pense que eu não poderia fugir se não quisesse.

— Então, porque essa corrida ridícula, me fazendo perder tempo...

— Não me diga que você tem um lugar melhor para ir? Ou alguém...

As palavras dela eram maliciosas e genuínas, para alguém que havia corrido pela floresta para se livrar da morte, ela estava calma demais indo de cara com uma.

— Por que você está se entregando?

— Eu estou velha e cansada, tem outra justificativa? Aliás, eu estou cansada de correr daquele psicopata, uma hora ou outra ele me acharia. Agora vamos parar com esse papo furado e me leve a ele.

— Porque, se eu posso te matar bem aqui e me livrar do problema de uma vez...

— E você vai fazer isso, Naruto?

Tsunade aproximou da mão de Naruto e colocou a arma dele em sua cabeça.

— Se quiser, é só puxar o gatilho.

Naruto sorriu de lado, ele até que estava se divertindo com aquilo, mas não era o lugar dele se livrar daquela pessoa miserável. – Um único tiro na cabeça é bondade demais para você e você sabe disso.

Naruto abriu a porta do seu carro e deixou com que ela entrasse.

Quando os dois estavam sozinho Naruto descobriu o porquê da fuga dela. Ela não estava fugindo, ela estava dando o seu testamento. A pessoa que teria direito ao seu território.

— Quem vai irá te substituir? – Naruto perguntou.

— Eu sou insubstituível, meu filho. – ela respondeu calmamente. – Agora, se você me perguntar quem vai tomar as minhas dores em uma vingança expendida contra você e aquele diabo ruivo... Você não perde por esperar!

E ela gargalhou.

Notas finais
Eta merda, quem ganhou o legado de Tsunade? Hinata sentindo uma queda pelos Uchihas é o espirito animal de todos nós!