Guarda-costas

64 Capítulo sessenta e quatro


Notas iniciais
Eu queria ter postado hoje de manhã, mas fiquei sem internet o dia todo. Mas, no próximo vou tentar postar de manhã ou no máximo a tarde para vocês terem algo para ler no domingo a noite.

3 horas antes da reunião

Hidan estava preparado para tudo que pudesse vir em seu caminho. E apesar de ainda manter guardado as palavras de Yumi em sua cabeça e achar que ela estava certa sobre várias coisas, ele não podia arriscar algo tão importante como a própria vida.

Era certo que Naruto já deveria saber o seu destino. Ele já não tinha a maioria das vantagens que havia adquirido atacando Tomoyo e fechando o mercado para Nagato, o seu setor de exploração pelo porto demoraria muito tempo para voltar a se erguer e por mais que a situação com as empresas Uzumaki fosse boa o suficiente na superfície, Naruto ainda não possuía capacidade para se manter completamente sozinho, apenas com os seus lucros e ainda enfrentar uma guerra contra as famílias.

Por isso, a única coisa que ele poderia fazer era concordar com a divisão das rotas de areia que ele iria propor, pegando o mínimo de lucro possível.

Essa era a única alternativa que restava, por isso Naruto havia recuado. Afinal, o que poderia ser interpretado mais como uma desistência do que dar uma festa regada de bebidas, álcool e mulheres um dia antes da reunião mais importante que teria na vida.

Hidan sorriu pensando no seu plano brilhante. Ele apenas precisou de duas coisas para tudo sair como era esperado: paciência e um explosivo.

Ele esperou Naruto pegar o máximo de terreno que queria para investir completamente no porto, com a intenção de legalizar o dinheiro adquirido pelas atividades ilegais da empresa Uzumaki.

Aquilo havia sido fácil de prever, porque Naruto seguiu a mesma rota que o seu tio escolheu seguir anteriormente, quando ele pensou em legalizar as atividades da família.

Ele havia criado aquele plano especialmente para Minato, mas quem diria que funcionaria da mesma forma para Naruto. Os dois não tinham qualquer filiação sanguínea, mas seriam enganados da mesma forma.

Naruto na verdade se sairia muito melhor no papel de trouxa que o seu pai, porque ele também estava sendo fundamental para a destruição dos seus aliados. Nagato e Tomoyo.

Hidan achava que ele teria que cuidar daqueles dois mais cedo ou mais tarde, mas Naruto estava facilitando o seu trabalho de forma extraordinária.

Após a tentativa frustrada de assassinato de Tomoyo, Naruto tomou para si a missão de destruir de frente o grupo dele. Em circunstâncias normais, aquilo seria proibida pelas regras da tríade, mas como Tomoyo foi o primeiro a atacar, Naruto tinha todo o direito de retaliar.

Com Nagato foi ainda mais surpreendente. Minato havia tomado a rota de cuidar da filha, por isso havia escolhido aturar Nagato dentro do seu território e paralisar a sua ideia de legalizar os negócios. Hidan não havia gostado nada daquela aliança forçada entre eles, principalmente porque Minato estava muito interessado em manter a sua filha segura.

Quando Minato morreu e Naruto voltou, ele achava que Naruto também seria facilmente ameaçado por Nagato, mas o mais novo tomou a rota oposta, cortando relações com o cunhado e a própria irmã. Não apenas isso, ele também começou a fechar todas as rotas de negociações de Nagato dentro do seu território, enfraquecendo de forma espontânea a família dele.

E, dessa forma, Hidan conseguiu utilizar seu inimigo para enfraquecer os seus patéticos aliados e utilizar seus aliados para enfraquecer o seu inimigo. No final, ele se livraria dos três de uma única vez e conseguiria os territórios de três famílias sem sequer suar a camisa.

Ele sorriu novamente, fazia muito tempo que ele queria ter efetuado aquilo, mas no fim a sua paciência estava pagando pelo tempo perdido.

O seu telefone tocou e ele quase rolou os olhos quando descobriu quem era. Kushina Uzumaki.

Essa mulher era uma pedra no sapato de qualquer um. Ela estava fugindo por todo o globo e até o momento ele não havia colocado as mãos nela, mas ela insistia em fazer ligações o irritando todo o dia.

A verdade era que ele queria o pescoço daquela vadia, tanto quanto queria o do seu filho. E, essa seria a sua melhor chance.

Trazendo o filho para perto, a mãe só poderia vir atrás para protegê-lo e ele só teria essa oportunidade para acabar com aquela mulher.

— Olá, minha querida! – ele respondeu alegremente. Não era sempre que ele estava no humor para aguentar o veneno daquela mulher. Hoje, sim. – Como você está?

— Eu não te disse para se manter longe do meu filho? – a voz histérica veio do outro lado.

— Oras, Kushina... Eu me sinto bem distante do seu filho. – ele respondeu ajeitando as suas armas no coldre. – Ele sequer me chama mais de tio.

— Não se faça de engraçado, você realmente acha que eu vou deixá-lo ir nessa reunião? Apenas para você apontar uma arma na cabeça dele.

— Oh, me desculpe, não imaginei que o Naruto ainda estivesse sobre as rédeas tão duras da mãe. Mas, me diga, você já comentou essa proibição com ele? Porque pelo que eu saiba, ele está se preparando para cair no meu colo.

— Desgraçado!

Kushina desligou e aquilo apenas fez o seu humor aumentar ainda mais. Não era sempre que aquela mulher se descontrolava dessa forma. Ou filho era realmente muito importante para ela, o que ele duvidava muito, ou ela simplesmente não gostava de perder.

Hidan gritou o nome de um de seus homens, ele escolheria Rio para cuidar dessa parte do problema. O homem era o seu braço direito e irmão juramentado e que melhor missão do que mandá-lo para destruir aquela desvairada?

— Senhor. – ele se aproximou. – Conseguimos a localização de Kushina, ela está em um hotel no ponto mais afastado da cidade. Seus arredores estão bastante seguros.

— Será que você conseguirá a cabeça dela para mim dessa vez, Rio?

O homem engoliu em seco, sentindo-se envergonhado pela sua própria fraqueza, por alguma razão ela era completamente contra machucar mulheres. Aquilo deveria acabar imediatamente.

— Eu farei o possível para destruir a senhora Uzumaki.

— Não quero saber os seus esforços, apenas quero o trabalho pronto. – Hidan tirou uma das armas que havia guardado no seu coldre e entregou na mão de seu homem. – Se você não atirar no meio da testa daquela vadia, faça um favor a nós dois e atire no meio da sua testa. Essa é uma ordem!

— Sim, senhor.

Rio saiu da sua frente e Hidan percebeu a mudança no seu olhar. O seu homem faria o que lhe foi ordenado dessa vez, por que seria uma questão de vida ou morte.

Xxxxxxxxxxxx

Yumi havia lhe respondido todas as suas dúvidas e criado uma leve pulga atrás da sua orelha e novamente ele permaneceu em uma posição que não gostaria nunca mais em ficar.

Contar para o seu chefe as desconfianças de Yumi e assumir que os dois estavam em um relacionamento fracassado ou deixar Naruto seguir o seu caminho com o risco de ele cair em uma armadilha criada pelo inimigo.

As duas opções eram igualmente ruins e ele mais uma vez não sabia o que fazer.

Yumi, no entanto, havia lhe dado a solução facilmente.

A missão que estava em suas mãos era cuidar para que Kushina não pudesse chegar na reunião ou atrapalhar o caminho de Naruto até lá.

Sasuke poderia muito facilmente fingir que ele não havia chegado a tempo para cuidar da mulher ou que não havia conseguido impedí-la de atrapalhar os planos do filho. Ele deixaria que ela seguisse o seu caminho e impedisse Naruto de fazer o que queria.

Dessa forma, ele poderia muito facilmente se livrar do peso da decisão em suas costas e permitir que Kushina cuidasse com as suas próprias mãos do filho.

Essas eram as palavras de Yumi e ele se surpreendeu com quão fácil havia sido para ela vir com um plano assim, usando pessoas para alcançar a finalidade que ela queria alcançar.

Ela realmente havia mudado muito desde a última vez que eles se encontraram. Ele podia escutar quanto dano ele havia feito nela, deixando-a sozinha e sem o escape da relação proibida dos dois.

Ela parecia mais dura, insensível, mesmo que a sua voz ainda soasse igualmente bela e triste pelo telefone.

Sasuke parou o carro no estacionamento de um hotel pequeno que ficava em uma beira de estrada onde Kushina estava estacionada.

O hotel era de extrema qualidade, o que provavelmente indicaria a presença de diversas pessoas hospedadas, mas na garagem havia apenas carros pretos da mesma marca e modelo e na porta da frente alguns seguranças que deveriam pertencer a Kushina.

Tanto para não chamar a atenção...

Ela sempre se mantinha discreta, mas até a discrição dela exigia o máximo de qualidade, mesmo que fosse menos seguro.

Sasuke saiu do carro e passou pelos seguranças na porta sem ser parado. Kushina sabia da sua visita, porque ele havia telefonado para ela pedindo para conversar, assim que a sua ligação com Yumi havia terminado. Kushina aceitou rapidamente, o que também elevou a sua desconfiança. Ele achou que seria muito mais difícil marcar um encontro depois da última conversa que tiveram.

Ele foi levado por uma das empregadas de Kushina até a porta onde ela se encontrava e, então, deixado sozinho. Kushina era uma mulher bonita, sempre tinha sido, essa era uma das razões dela ter se saído tão bem como uma dançarina/prostituta em seus dias.

Ela também conseguia passar muito bem por qualquer pessoa sem qualquer esforço. A destemida, a chefe, a vítima, até mesmo se passar de inocente não era uma coisa muito difícil para ela.

Mas, hoje Kushina não parecia estar usando nenhuma carapaça. Ela estava puta de raiva e a raiva foi direcionada imediatamente a ele.

— O que você está fazendo? – foi a sua primeira pergunta assim que ela olhou em sua direção. Sasuke a ignorou e sentou-se em uma das poltronas livres. – Naruto está sendo levado a uma óbvia armadilha e você não está fazendo nada para impedir.

— Boa tarde para você também.

Kushina esperou que ele dissesse mais alguma coisa, mas ele apenas se calou e continuou olhando para ela.

— É isso? – ela perguntou. – Nada mais? Você estava errado me deixando de fora da vida de Naruto por todo esse tempo e você não tem mais nada a me dizer?

Sasuke suspirou. – Você quer um pedido de desculpas?

Kushina balançou a cabeça em desgosto. – Por favor, eu pareço tão mesquinha assim? Eu não preciso de um pedido de desculpas, afinal é a vida do meu filho que estamos falando, eu faria qualquer coisa por ele.

— Jura? – Sasuke se lembrou de todas as coisas que aquela mulher havia feito com o seu filho nos últimos meses e teve que respirar fundo para controlar a sua raiva.

— Claro, mas você vai ter me ajudar dessa vez. – ela começou a andar de um lado para o outro. – Onde ele está?

— Isso eu tenho certeza que você sabe. Apareceu em todos os jornais.

Kushina revirou os olhos. – Sim! Que ideia foi essa de deixá-lo tão exposto assim? As pessoas vão achar que ele está desistindo e abaixando a cabeça para os outros.

— A ideia foi do seu filho, Kushina. – Sasuke respondeu sentindo-se quase irritado pelas demonstrações de preocupação dela. Se fosse qualquer outra mãe, ele até mesmo poderia ver toda aquela pose com bons olhos, mas Kushina não tinha um osso materno no seu corpo, o que sempre o fazia desconfiar das intenções dela.

Ela realmente queria tanto assim Naruto?

— Ele é jovem e não esteve nesse mundo por muito tempo. – ela respondeu irritada. – Mas, você sim. O que você faz ao lado dele se não dizendo as coisas que ele deveria saber?

Sasuke sorriu de canto da boca. Era um sorriso irônico e feito para irritar exclusivamente Kushina.

— Eu acho incrível o fato de você achar que o seu filho precisa de conselho seu ou meu, quando ele viveu toda a vida não querendo saber notícias sequer da sua sombra.

Kushina parou de andar de um lado para o outro e o fuminou com os olhos.

— Não importa o que ele ache ou o que ele faça comigo, eu sou a mãe dele e sei o que é o melhor para ele. Agora... – Kushina apontou o dedo para o seu peito. – Você vai me ajudar a impedir que Naruto se aproxime de Hidan.

— Qual o seu plano? – Sasuke perguntou já adivinhando a resposta.

— Nós vamos parar aquela reunião.

Justamente, as palavras que ele estava esperando para se livrar de toda a situação que estava metido, mas falar o que Yumi tinha sugerido seria mais uma traição nas suas costas, mesmo que Naruto nunca chegasse a descobrir o que ele tinha feito.

Sasuke abriu a boca para dar uma resposta a ela e finalmente resolver o seu dilema, mas ele não conseguiu, do lado de fora da sala onde eles estavam ele escutou o gatilho de uma arma.

Notas finais
Será que o Sasuke vai trair o Naruto de novo e deixar a Kushina aprontar das suas? Comentem!