Guarda-costas

65 Capítulo sessenta e cinco


Notas iniciais
Capítulo mais cedo para vocês não terem que assistir aquela premiação racista e misógina do Grammy. #RIPKobe e tovo mundo que estava no avião com ele.

Sasuke jogou Kushina para baixo com o auxílio do seu peso. Os seus movimentos foram rápidos o suficiente para conseguirem livrar a ele e àquela mulher de terem o corpo perfurados de tiros.

Ele agiu mais rápido ainda, esperando o tempo que o homem do lado de fora recarregava as suas armas, e a jogou para uma antessala ao lado, antes de puxar o revólver do seu coldre.

Sasuke se postou atrás de uma cômoda e esperou a pessoa do lado de fora entrar para verificar se os alvos haviam sido acertado. Era óbvia a intenção do atirador. Assassinato.

Ele apenas não contava que Sasuke estaria ali para salvar o dia.

O homem abriu uma fresta da porta e assim que ele observou a arma antes do corpo, ele atirou pela parede com o fim de acertar o atirador.

O seu atacante deve ter sentido que algo estava errado e conseguiu se desviar dos projéteis direcionados a sua cabeça, jogando-se no chão com agilidade. Sasuke conseguiu enxergar alguns vestígios de sangue na porta e o gemido baixo do atirador quando a bala atravessou o seu corpo.

Pelo menos um tiro ele tinha conseguido acertar.

Sasuke contou esse como um bom início e em um movimento rápido começou a se posicionar em direção para onde o atirador havia se jogado.

Atravessando a sala em apenas algumas passadas, ele percebeu que o atirador não estava mais ali.

A sala onde eles estavam tinham três cômodos acoplados, antessalas pequenas que se conectavam por corredores estreitos. Em uma delas, ele havia jogado Kushina para dentro. O que sobrava apenas mais outras duas salas para o atirador se esconder. Sasuke suspirou. Ele não poderia correr o risco de sair a procura do homem e ele dar a volta para alcançar Kushina.

Mesmo as marcas de sangue do corpo dele não podiam ser seguidas, porque ter sido usadas para atraí-lo para um lugar onde o assassino não estava.

Só lhe restava uma alternativa, proceder com paciência.

Movendo-se de seu lugar, ele foi para dentro de uma cabine de casacos e esperou. Paciência seria a chave nessa cena. O assassino tentaria se aproveitar que Sasuke estaria o buscando pelos cômodos e partiria para o seu objetivo diretamente.

E em pouco tempo, a paciência de Sasuke foi paga com primor.

O homem apareceu abaixado olhando exclusivamente para onde Kushina havia sido jogada por ele. Sasuke esperava que ela permanecesse calada onde estava e não tentasse se aventurar a encontrá-lo porque aquilo sim seria um desastre.

O homem olhou ao redor, não o avistando dentro do armário de roupas, levantou a arma e apontou para a porta. Assim que ia apertar o gatilho para atirar pela parede, Sasuke agiu com maior rapidez e deu um único disparo em direção ao atirador que caiu com um tiro na testa.

Saindo de sua posição, Sasuke foi até o seu atacante e verificou os bolsos. Havia apenas uma carteira de motorista com o nome de Hai, que muito provavelmente era falso, mas Sasuke não precisava de qualquer identificação para descobrir quem era aquele homem.

— Rio. – Kushina disse saindo da sala com uma pequena arma em mãos. – É um dos homens de Hidan. O desgraçado está tentando me matar.

Sasuke quase revirou os olhos quando escutou a perplexidade no tom dela e ele se perguntou se ela realmente não imaginava que em algum momento alguém iria realmente ficar puto com as suas artimanhas a ponto de mandar assassiná-la.

— Temos que correr, provavelmente vai haver reforços a caminho ou a polícia. Ele não foi exatamente discreto.

Kushina pegou o seu casaco de pele e saiu com ele. Todos os seus homens estavam mortos com golpes de faca, ele havia chegado na surdina e matado um a um sem fazer barulho, muito provavelmente havia recebido informações das localizações dos guardas e mapa do local.

Se ele não estivesse ali, Naruto teria que preparar um funeral para a sua mãe na manhã seguinte. Sasuke apenas não sabia definir se aquilo significava sorte ou azar para Naruto.

Os dois desceram cuidadosamente até o estacionamento, mas observaram um carro parado do lado de fora com duas pessoas, provavelmente esperando o morto do lado de dentro.

Sasuke mandou Kushina esperar e usou a cobertura dos arbustos para alcançar os carros mais próximos daquele que estava ocupado.

Ele teria que ser rápido e cirúrgico e agradeceu silenciosamente o fato de não ter precisado entrar em confronto direto com braço direito de Hidan, porque aquilo se transformaria rapidamente em um três contra um.

Abaixado do lado da Mercedes de um dos homens de Kushina, ele observou pela janela a movimentação do outro lado. Os dois alvos estavam no carro pouco impressionados com a vista do bosque e parecendo apáticos em suas funções.

Eles deveriam confiar muito no homem do lado de dentro para parecerem tão seguros de que nada daria errado. Eles não olhavam ao redor e um dos homens apenas verificava aleatoriamente o espelho retrovisor do carro.

Sasuke teria que contar com a sorte para se aproximar do carro sem que fosse notado. Mas, parecia que tudo estava indo de acordo com o planejado. Ele conseguiu passar pela parte de trás da Mercedes sem ser percebido e se aproximar da janela sem levar um tiro na cabeça.

Ele levantou a arma e conseguiu ouvir breves ruídos da conversa entre eles.

— ....Tenta uma abordagem mais viril rapaz, se você não forçar o caminho ela não vai achar que você é um homem de verdade.

— Cala a boca, eu não sou...

Sasuke não esperou o outro terminar, abriu a porta do carro e atirou no motorista depois do passageiro. Dois disparos, dois corpos. Sem erros.

Sasuke verificou a documentação deles também, mas não havia nada interessante, mais nomes falsos para a polícia poder se ocupar mais tarde.

Kushina já estava ao seu lado esperando e logo os dois se dirigiram até o seu carro estacionado. Se os homens que Hidan havia mandado fossem um pouco mais observadores, teriam percebido que um dos carros estacionado ali era diferente dos demais e poderiam ter se preparado para a sua presença.

Mas, Hidan nunca foi conhecido por ter pessoas muito inteligente perto dele, muito pelo contrário, ele confiava demais na própria habilidade intelectual para querer qualquer pessoa do seu lado com a mínima chance de ofuscá-lo.

— Infelizmente, vamos ter que procurar outros homens para conseguirmos bloquear o Naruto na estrada. – Kushina comentou ao seu lado. – Precisamos agir ainda mais rápido.

— Não vamos fazer nada. – Sasuke respondeu decidido.

Aquelas palavras haviam saído da sua boca sem muito raciocínio, mas agora que ele havia as dito, ele não voltaria atrás. Ele seguiria o seu instinto e, dessa vez, o seu instinto não estava sendo obliterado por uma de suas obsessões ou o desejo de agradar a mulher que amava.

Ele não era mais manipulado pelos sentimentos que tinha por Yumi e apenas conseguia sentir raiva e nojo pela outra mulher ao seu lado. Então, ele não escutaria nenhuma delas.

Ele seguiria Naruto, confiaria nele dessa vez. Porque ele sabia que Naruto iria achar alguma forma de sair como vitorioso nessa situação.

— Não vamos atrapalhar o seu filho, ele está trabalhando.

Kushina voltou-se para ele confusa. — Não seja ridículo, Sasuke. Ele está indo para o próprio enterro.

— Que seja. Pelo menos essa vai ser a decisão dele. E um líder deve viver e morrer pelas suas decisões. – Sasuke sorriu para Kushina. – Você como a mãe preocupada que é deveria apenas ficar quieta e orar para que ele volte são e salvo.

Kushina lançou um olhar de ódio em sua direção e foi atrás da arma em seu casaco, mas Sasuke era mais rápido e já estava esperando pela sua investida. Em um movimento rápido, Sasuke deferiu-lhe um golpe forte no pescoço e a desacordou.

Ele nunca pensou que se sentiria tão bem, depois de ter batido em uma mulher.

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Hidan chegou no local da reunião sem uma notícia do que tinha acontecido com Kushina, nenhum de seus homens atendia os seus telefonemas e ele se sentiu automaticamente de mau-humor.

Tanto para o sim, quanto para o não, ele já deveria ter recebido notícias do ataque. O que lhe resultava em duas opções: Ou todo mundo estava morto do seu lado, ou do outro lado.

Hidan tentou ponderar o poderio de luta de Kushina, ela era uma pessoa com poder, mas para conseguir lidar com o seu braço direito, ela teria que ter mais do que quantidade de armas e homens.

Deixando esses pensamentos em segundo plano, Hidan focou no que estava lhe esperando. Ele não era um homem que se assustava facilmente, mas estar perto de pessoas como Obito e Tsunade faziam com que ele pensasse duas vezes em cada passo que tomava.

As coordenadas da reunião foram enviadas e o destino dela foi marcado no cassino Tuai May.

O lugar que geralmente estava lotado de pessoas, prostitutas, coopers e dinheiro, hoje estava vazio de qualquer uma dessa pessoas.

Dois homens do lado de fora verificaram se ele possuía alguma arma, eles veriam que ele estava com duas na cintura e uma nas costas. Era permitido levar armas para dentro desde que todos tivesse noção de onde elas estariam.

Os homens na porta o deixaram entrar junto com a sua pequena comissão de guarda-costas e todos eles foram em direção ao enorme saguão que funcionava como um anfiteatro.

Hidan deixou os seus homens na galeria superior e desceu sozinho para o palco mais baixo. Aquele lugar tinha um tom dramático exagerado que combinava perfeitamente com a atmosfera que ele queria passar hoje.

Olhando para baixo, três pessoas estavam sentadas em uma enorme mesa circular. Nagato, parecendo incrivelmente sóbrio, foi o primeiro a ser avistado. Tomoyo sentado ao lado dele, ainda parecia nervoso, mas não estava a pilha de nervoso dos dias anteriores.

Obito Uchiha era o próximo.

Obito era um homem de poucas palavras e muitos segredos. O território dele era o mais fechado de todos os outros e ele costumava não se envolver com as disputas entre outras famílias.

Ele era o chefe da família desde os quinze anos de idade, mas já estava velho o suficiente para se aposentar e escolher outra pessoa para o seu lugar, por isso a cadeira ao seu lado estava ocupada com uma pessoa tão interessante quanto ele próprio. Uchiha Itachi.

Itachi era o irmão mais velho de Sasuke, mas nenhum deles convivia com a mesma harmonia de antigamente. Eles não consideravam Sasuke como uma pessoa da família, porque ele havia sido adotado por estranhos quando era muito novo.

Hidan gostaria de ter um pouco mais de informações sobre todo o mistério que rondava aquela família e a relação que eles tinham com a Uzumaki. Mas, ele não podia arriscar entrar em conflito direto com eles agora, não quando estava tentando segurar três touros pelo chifre de uma única vez.

Por sorte, ele sabia que a relação entre eles não era boa, apesar da existência de Sasuke os conectando, por isso dificilmente ele defenderia Naruto em qualquer coisa.

Agora, só faltavam mais duas pessoas para o quórum estar completo: Tsunade e Naruto.

O que esses dois estavam fazendo para não chegarem na hora? Faltavam apenas dez minutos.

Hidan cumprimento Nagato e Tomoyo, nenhum dos tentou puxar conversa e Hidan fez o seu melhor para simplesmente ser cortez e ignorá-los. A sua união por mais que não fosse um segredo, também não era pública, por isso discrição sempre era uma necessidade habitual.

Hidan sentou-se próximo de Obito, em frente a um lugar vazio, o lugar que ele estava guardando especificamente para a sua presa. Assim, que ele resolvesse aparecer.

Obito sequer pareceu notar a sua presença e Hidan quase se irritou por ser ignorado de maneira tão óbvia.

Onde estavam aqueles dois?

Todos ficaram sentados em silêncio esperando que o restante chegasse, mas depois que passou o tempo em que haviam marcado e mais dez minutos, Hidan começou a ficar irritado.

Tomoyo se levantou do seu lugar e foi até o balcão do bar pegar uma bebida, Nagato parecia irritado e pronto para seguir Tomoyo, mas um único olhar de Hidan o deixou no lugar.

No momento que Nagato começava a beber, ele se tornava mais idiota que normalmente. E Hidan não estava no humor para lidar com isso.

Até a cara dura de Obito estava mostrando leve sinais de irritação, apenas Itachi permanecia impassível em seu olhar.

— Onde aqueles dois...

A pergunta de Tomoyo foi interrompida por uma comoção nas galerias de cima. Mais pessoas estavam chegando. Hidan conseguiu perceber a presença de mais pessoas e logo avistou um rosto que o lembrava exatamente a quem aqueles homens perteciam.

Naruto Uzumaki havia chegado para o próprio enterro.

Hidan sorriu em deleite, mas quando os homens abriram espaço para dar lugar para o seu chefe descer as escadas, não foi Naruto que apareceu.

Descendo os degraus com um terno feito sob medida, sapatos lustrosos, cabelos negros brilhantes, olhos que imitavam as cores das perolas e um sorriso no rosto que desafiava ao combate, estava a sua guarda-costas...

Hyuga Hinata.

Notas finais
Preferem esse novo horário? O que você acharam da escolha do Sasuke? Vocês esperavam a Hinata ali?