Guarda-costas

49 Capítulo quarenta e nove


Notas iniciais
Boa leitura corujinhas.

Hidan sorriu para a mulher na sua frente. Ela estava bonita como uma flor e bastante delicada, mas mesmo que ele estivesse observando-a a bastante tempo, a pessoa com quem ele realmente estava falava era o homem que a segurava possessivamente.

A cada segundo que passava, o olhar dele brilhava com ainda mais interesse e a única pessoa que estava alheia as intenções do seu olhar era o idiota que ela tinha como marido.

Nagato.

Tomoyo também havia percebido os seus desejos inapropriados e lançou-lhe um olhar de alerta, mas não era como se Hidan fosse se sentir intimidado por um subordinado que se achava chefe.

Ele queria o queria. E ele queria ela.

Hidan não costumava ser tão apressado buscando o que queria, mas o problema é que ele estava a muito tempo pensando na imagem de Yumi em sua cama nua e satisfeita. E o seu encontro com Naruto durante o dia apenas o deixou mais impassível.

Comer a irmã do seu inimigo o deixava com tesão. Não era realmente a sua culpa.

O problema de toda a situação era o homem com quem ela casou e, obviamente, as qualidade de Yumi que parecia ser tão pura quanto uma flor ou mais.

Em todo momento, Hidan costumava pensar se ela era verdadeiramente dessa forma, tão pura e doce e sofisticada? Ou se ela se transformava em uma puta vadia na cama?

Hidan sorriu maliciosamente, chamando a atenção de Yumi para si, mas ela logo abaixou os olhos para as suas mãos. Essa atitude envergonhada dela apenas o deixava com ainda mais tesão.

— Eu acho que devemos atacá-lo imediatamente. Por que esperar? — Tomoyo disse chamando a atenção de Hidan para o assunto importante que eles conversavam.

Ele tinha passado meses tentando enfraquecer os pontos de apoio de Naruto e agora tudo que eles precisavam fazer era decidir se tornariam a reunião como vantagem para conseguir as rotas de areia ou se acabariam com Naruto, transformando a China em seu túmulo. Bem longe do seu território.

Ambas situações tinham suas vantagens.

Se por um lado, deixar Naruto livre, poderia fazer com que a negociação das rotas de areia dentro dos seus territórios ficasse muito mais simples, por outro lado, Naruto irá receber uma sobrevida que poderia fazê-lo ficar mais forte para um contra ataque.

Além disso, ele ainda teria a oportunidade de ganhar muito dinheiro dentro daquelas negociações.

E dinheiro nas mãos de um Uzumaki poderia facilmente ser transformado em outra fonte de poder.

No entanto, se eles decidissem aproveitar que ele está fora do seu território para simplesmente matá-lo antes ou no momento da reunião da reunião. As ruas de Tokyo virariam um verdadeiro banho de sangue entre as tríades, porque não existia nada pior que uma terra sem dono.

Tokyo, sem o poder da família Uzumaki, se tornaria uma incógnita que poderia parar na mão de qualquer um. Além disso, todas as negociações das rotas de areia seriam adiadas até a estabilização do local. O que significaria muito dinheiro perdido e muita gente insatisfeita.

— Se nós atacarmos ele, vamos ter que entrar em uma guerra pelos territórios. — Nagato ponderou. — Isso vai te levar a falência mais rápido que destruir o Naruto.

— Não vou esperar aquele idiota simplesmente escolher em que momento ele vai me matar. — Tomoyo levantou do sofá em que estava sentado e começou a andar de um lado para o outro. — Se não agirmos agora o que nos garante que ele não vai ficar mais forte. Influência ele tem. — Tomoyo apontou o dedo para Nagato. — Não se esqueça que ele fechou todos as suas negociações em Tokyo. Eu não fui o único que me fodi.

Nagato levantou exasperado e Yumi acompanhou as ações do marido com o olhar, enquanto observava Hidan de esgueira esperando que ele de alguma forma parasse aquela confusão.

Yumi temia que a violência usual do marido escalasse para uma briga física que muito provavelmente sobraria para ela mais tarde.

Hidan abriu um sorriso malicioso para Yumi, mas não se meteu na confusão entre os dois.

— Eu não tenho medo daquele viadinho! — ele gritou para Tomoyo. — Você é um cuzão, Tomoyo. Chorando por todos os cantos sobre como você é o único que está perdendo… Foda-se. Você está perdendo tudo isso, porque você não matou aquele filho da puta quando teve a chance!

— Então, porque você não tenta fazer melhor? — Tomoyo gargalhou asperamente, sentindo-se furioso pelo ataque. — A única coisa que você faz o dia inteiro é foder vadias e coçar o saco.

— Filho da puta...

Os dois puxaram as armas das suas cinturas, mas nenhum dos guarda-costas de ambos os lado se mexeram. Aquela não era uma cena atípica. Afinal, quando se tinha dois idiotas em uma sala, não tinha como haver uma conversa!

Hidan suspirou e levantou as mãos.

— Vamos sentar!

Nagato e Tomoyo olharam para ele irritados. E Hidan encarou os dois.

— Se vocês fizerem eu tirar a minha arma das calças, eu garanto que não vai ser agradável para nenhum dos dois. — Hidan disse, bebendo um pouco do conhaque da mesa, sua voz ainda era calma, mas os dois homens podiam muito bem sentir a intenção fatal naquelas palavras.

Ambos abaixaram as armas ao mesmo tempo e Hidan serviu um segundo copo de conhaque e colocou na frente de Yumi. — Beba, querida sobrinha!

Yumi olhou para o marido que continuava encarando Tomoyo com raiva, sem dar qualquer importância para ela e decidiu levantar a mão para pegar a bebida. Ela puxou o copo para si, mas Hidan segurou-a, antes que ela pudesse se retirar por completo.

— O que você acha Yumi? — Hidan perguntou com um sorriso no rosto. — Devemos matar o seu irmão agora ou negociar as rotas primeiro?

Aquilo finalmente conseguiu chamar a atenção de Nagato que fixou o olhar nas mãos unidas de Nagato com a sua adorável esposa e se aproximou para sentar ao lado de Yumi. Suas mãos foram colocadas possessivamente nos ombros dela como se ele quisesse demonstrar a sua posse, mas, nem mesmo aquilo serviu para fazer Hidan recuar.

E Nagato também não se atreveu a dizer para Hidan soltá-lá de forma mais explícita.

Yumi nada respondeu, muito assustada com a pergunta de Hidan e pela presença grotesca do marido ao seu lado, então Hidan pressionou mais um pouco. — Agora ou depois?

Yumi mordeu os lábio e decidiu deixar a bebida onde estava antes de puxar a mão para si. Ela olhou para o marido em busca de apoio, mas ele sequer se importou com o seu olhar de súplica. Tomoyo também a olhou intrigado, esperando pela respostas.

E em uma sala cheia de homens, sem ninguém com quem ela pudesse se apoiar ou pelo menos receber um aceno de cabeça encorajador, a única que ela poderia fazer era falar. — Não sei. — ela disse se encolhendo na cadeira perto de Nagato. — O que é mais importante? A morte de Naruto ou o dinheiro da negociação das rotas. — ela levantou a cabeça e explicou apenas para Hidan, quando respondeu. — Creio que meu marido esteja correto. Naruto pode morrer a qualquer momento, enquanto o dinheiro do negócio não pode ser recuperado de uma hora para outra.

— Te falei! — Nagato gargalhou e aproximou a esposa para dar um beijo estalado na sua bochecha.

Tomoyo parecia perdido em toda a situação, mas Hidan foi o único que teve a palavra final.

— Vamos manter os olhos em Naruto. — ele disse. — Se ele não estiver armando nada por trás das nossas costas, nós negociamos antes e matamos depois. — Hidan bebeu toda a bebida do seu copo de uma única vez. — Mas, se ele estiver sendo o espertinho de sempre, ele vai morrer na mesma hora.

Yumi abaixou os olhos e Hidan se perguntou se ela fez isso por ser um dos seus hábitos envergonhados ou porque ela tinha alguma coisa a esconder no seu olhar.

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Kiba acordou pouco a pouco sentindo uma enorme dor de cabeça se formando a partir da sua nuca, o último lugar onde ele havia sentido o baque anterior.

Ele não tentou forçar os seus olhos para abrirem, nem tentou se mover, preferindo escutar onde ele estava para depois tentar raciocinar qual seria a melhor forma de agir.

Não era a primeira vez que ele estava em uma situação parecida, ele já havia sido sequestrado pelo menos duas vezes antes, todas elas relacionados a algum ponto do trabalho que ele exercia anteriormente como vigilante.

E poderia ser muito bem qualquer uma das pessoas que ele havia ferrado alguma vez na sua vida ou o seu mais atual caso de polícia. Os Uzumakis.

Pensando bem estava mais para o último que o primeiro. Se alguém estivesse atrás dele por vingança das coisas que ele havia feito anteriormente, eles já poderiam tê-lo encontrado a muito tempo, afinal não era como se ele se estivesse se escondendo ou ocultando a sua identidade.

Kiba escutou uma voz longe, de uma mulher conversando com um homem. A voz da mulher parecia levemente alterada, quase como se ela estivesse entusiasmada demais, enquanto o homem mantinha a sua voz fria como o gelo.

A sua audição parecia não ter voltado completamente, mas Kiba ainda conseguiu escutar algumas partes da conversa.

— Ele é um Hacker que parou de circular online alguns anos atrás. Eu escutei vários boatos sobre o que ele estaria fazendo esses dias a maioria falava que ele estava preso ou até mesmo morto, enquanto outros falavam que ele havia desistido do trabalho e havia se tornado alguém dentro da lei.

— Qual a conexão dele com a Sakura ou com o Sasuke? Porque ele estava olhando as contas dele?

— Isso eu não sei, mas pelo que eu pude observar, ela havia entregue para a menina vários papéis. Era quase como se ele tivesse dado a ela uma má notícia. — A mulher fez uma pausa e jogou algo na mesa. — Encontramos algumas coisas no apartamento dele, mas não encontramos muita coisa e todos os arquivos do computador estavam criptografados de forma inquebrável.

— Então ele entregou algo a mulher que o Sasuke vigia? Uma má notícia. — O homem parecia estar raciocinando sozinho sobre as intenções de Kiba e ele sentiu uma pontada de medo descer pelas suas costas.

— Isso é condizente com o trabalho que ele exercia antes de desaparecer.

— O que ele fazia?

— Vigilância. — ela respondeu. — Ele atacava predadores, principalmente de mulheres. Na verdade, qualquer um que precisasse dos serviços dele para se vingar e tivesse dinheiro o suficiente contratá-lo era o seu cliente.

Kiba sentiu que os seus pulsos não estavam amarrados nem a sua perna, ele simplesmente estava sentado em uma cadeira, com o rosto apoiado em uma mesa. Ele estava sentindo o medo lhe pegar pouco a pouco, porque ele finalmente estava confirmando que aquilo tinha algo a ver com os Uzumakis ou melhor o braço direito do Uzumaki, Sasuke Uchiha.

Porra!

— Você já pode parar de fingir que esta dormindo.

Kiba abriu os olhos assim que percebeu alguém falar em seu ouvido. Ele sequer tinha escutado o homem se mover, quanto mais se aproximar, mas alí estava ele, apenas a alguns centímetros de distância dele, olhando diretamente nos seus olhos.

Kiba tentou levantar rapidamente, mas se desequilibrou e caiu nos braços do homem de cabelos ruivos. Aquele homem não se importou com o seu desequilíbrio momentâneo e apenas o empurrou de volta para a cadeira.

— Qual é a pressa? — ele perguntou, puxando outra cadeira para ele se sentar. — Temos muita coisa para conversar.

Kiba resolveu não responder nada, considerando que todas as vezes que ele abria a boca, geralmente ele se fodia mais do que se ajudava. Mas, o homem ruivo não o pressionou. Apenas levou a taça de vinho da sua mão a boca.

— Porque você não me conta o que era que você entregou para Sakura Haruno e qual a ligação dela com Sasuke Uchiha. — ele disse calmamente. — Talvez se você me contar tudo direitinho, eu resolva não te matar.

— Eu não sei de nada. — Kiba falou pela primeira vez. — Não conheço nenhum Sasuke ou Sakura.

— Engraçado você falar isso, quando vocês dois acabaram de jantar fora.

— Eu janto fora muitas vezes, não preciso exatamente saber o nome para comer.

Gaara lhe abriu um meio sorriso e bebeu outro gole do seu vinho. Os olhos dele eram bonitos e havia uma tatuagem na sua testa que só podia significar uma coisa: encrenca.

— Você parece muito corajoso. — ele respondeu. — Vamos ver se isso vai durar muito tempo.

Kiba gargalhou de repente, pensando quão foda era o fato de ele estar novamente metido com companhias nada aconselháveis.

Notas finais
Não tem Naruhina hoje, mas nos próximos vão ter bastante, isso eu garanto. Outra coisa, eu estou tentando deixar um espaço de pelo menos 10 capítulo de diferença dos capítulos das postagem, por isso o próximo capítulo será postado apenas no próximo domingo. Quando eu conseguir deixar esse espaço entre a minha escrita e a publicação, as postagens vão voltar ao normal. Comentem!