Guarda-costas

45 Capítulo quarenta e cinco


Notas iniciais
Desculpa pelo atraso. E se tiver erros de português é culpa da minha mente bêbada de sono! Capítulo em homenagem a pessoa que se deu ao trabalho de escrever a minha terceira recomendação, muito obrigada 'Um Anônimo Qualquer'.

Kiba procurou na sua bolsa as informações que disse que entregaria a Shikamaru. Dentro do envelope preto que tinha em mãos continha todas as informações dos novos clientes que Shikamaru estava procurando para a expansão da sua empresa.

Pelo menos tinha sido aquela a desculpa que ele tinha inventado para a competente secretária de Shikamaru, para que ele pudesse entrar na sala de controle central da empresa de segurança sem chamar atenção para si mesmo.

Shikamaru tinha um negócio muito bom dentro daquelas paredes de concreto e o que fazia ele ser cada vez mais bem sucedido, era o fato dele nunca sossegar, sempre expandindo as suas atividade e conseguindo com que sua influência apenas aumentasse a cada dia.

Sua equipe de guarda costas era extremamente treinada para qualquer situação, ele tinha uma equipe que era quase exclusivamente para ataque e outra para defesa. Ele também trabalhava em certas áreas cinzentas da lei que poderiam levar a prisão pessoas menos cuidadosas.

Mas, não era nenhuma dessas coisas que estava baseada o poder da empresa e sim em um recurso escondido que funcionava como um filtro para todos os outros negócios, a máquina central.

A central nada mais era que um pedaço de excelente tecnologia que funcionava como um escavador de informações como nenhum outro. Ele tinha sido projetado apenas para realizar invasões em computadores de todo o mundo.

O sonho de qualquer hacker deslumbrado como ele, mas que só deveria ser utilizado em casos de grande precisão.

Como, por exemplo, analisar os riscos de aquisição de grandes clientes, assim como ele tinha posto em sua justificativa para conseguir acesso àquela sala.

Shikamaru não deixava que ele se aproximasse daquela sala, muito menos daquela máquina, por isso que mesmo depois de anos de empresa, Kiba ainda tinha a presença restrita em muitos dos seus domínios.

Era o peso de ser um ex-presidiário.

Confiança ia embora muito mais fácil do que vinha.

E Kiba estava prestes quebrar a promessa que havia feito anos atrás para o seu chefe, quando foi recrutado no momento que foi preso: mexer em um computador com objetivos criminosos, não importando o quanto de bem que seria realizado.

Por que para Shikamaru, os fins apenas justificavam os meios quando era de seu interesse.

Kiba sentou em frente a máquina e utilizou um mecanismo debaixo da mesa para trancar o acesso, ele não pretendia passar muito tempo alí, apenas o suficiente para pegar as informações e ir embora de vez, mas não queria que alguém o surpreendesse no ato.

Ligando o computador, Kiba esperou sentir algum resquício de culpa pelas suas ações, afinal ele estava traindo a única pessoa que realmente confiou nele toda a sua vida, mas nada lhe alcançou.

Ele não sentia culpa pelas promessas quebradas ou medo de ser pego cometendo um crime ou pelo menos animado por finalmente estar voltando para os seus velhos hábitos… Não, ele apenas se sentia apático com toda a situação, porque aquela era uma missão.

Uma missão que ele se sentiu obrigado a pegar.

Além de tudo isso, ele também estava mais que chateado com Shikamaru, porque de alguma forma Hyuga Hinata havia descoberto quem ele era e contado para a sua amiga mais próxima que também acontecia de ser a pessoa que ele tinha uma queda tremenda.

Ele não conseguia discernir se todas as merdas que estavam acontecendo na sua vida era uma situação muito injusta ou bastante razoável, no melhor sentido “Karma is a bitch!”

Kiba pensou em todas as informações que possuía de Sakura e ela não tinha muito, apenas um nome e um número de telefone. Esse não era o melhor começo que já teve na sua jovem vida de hacker, mas estava longe de ser o pior.

Tudo que ele tinha que fazer agora era arrancar das pessoas certas as informações que queria e a única pessoa que poderia dar essas informações era a própria Sakura.

Muitas das pessoas que sofriam algum tipo de ataque pessoal muito grande começavam a gerar um sentimento de desconfiança tão grande em relação a pessoa que lhe fez mal que inconscientemente passava ignora tudo que ela já havia lhe contado.

E é nesses lugares, nessa conversas mal intencionadas que residia as melhores informações, porque por mais que uma pessoa esteja sendo duas, três, quatro caras com você, algum resquício das coisas que ela tem que ser verdadeiro.

Kiba, então começou a procurar de onde tudo tinha começado e como que aquela relação de Sakura e Ino havia se aflorado para as atuais circunstâncias.

Com esse pensamento na cabeça, ele começou a procurar cada pista da pessoa que não era mais Ino Tommy. Mas, sim, Yamanaka Ino.

Um monstro sem precedentes que estava mais perto de cair que ela jamais imaginaria. Porque Kiba faria essa vadia pagar, não apenas por todas as merdas que Sakura estava passando, mas também porque indiretamente, havia o feito regredir ao homem que foi no passado.

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Os dois estavam na aeronave a alguns minutos e Hinata já dormia suavemente na sua poltrona. Ela não era de viagens e sempre costumava tomar alguma coisa antes de ir no voo, a dose dessa vez havia sido um remédio de enjoo que Naruto teve que mandar alguém buscar, enquanto eles estavam na pista de voo prontos para embarcar.

Apenas aquele pequeno episódio atrasou a viagem em uma hora, hora essa que os seus homens tentavam não mostrar surpresa com as ordens de Naruto de embarque, apenas após Hinata conseguir o que queria.

Na cabeça de Naruto, ele estava fazendo um favor para todos aquele homens, porque ele tinha algumas ideias muito mais eficazes para fazê-la esquecer que estava dentro de um avião. Nenhuma delas muito apropriada para a ocasião, uma vez que metade dos homens da tríade haviam sido convocados e estavam dividindo o jati com eles.

E toda, essa quantidade de pessoas em uma única aeronave, havia sido fruto das mudanças de últimas horas. Os homens de Naruto deveriam viajar primeiro e depois ele e Hinata, mas muita gente descobriu o seu voo e ele teve que antecipar a sua ida.

Em pensar que Tomoyo estava planejando evaporar a sua aeronave assim que eles estivessem no ar... Ele realmente achou que tal plano passaria despercebido de Naruto? Naruto, as vezes, se perguntava se estava lidando com o chefe de uma das famílias mais proeminentes da tríade ou apenas com crianças que herdaram o legado dos pais.

Naruto tomou um gole do seu uísque favorito e esperou o álcool descer pela sua garganta. Ele não queria a bebida, não gostava de beber quando algo tão importante estava prestes a ocorrer, mas ele não podia se negar alguns goles.

Afinal, não havia melhor remédio para o esquecimento que o álcool.

E ele tinha que esquecer o que tinha acontecido no quarto de Hinata para o bem de todos que estavam naquela missão, inclusive o da sua própria sanidade.

Ele já tinha cometido o erro de beijá-la em um almoço que ele mesmo havia orquestrado, agora ele simplesmente quase transava com ela em uma parede, apenas porque ela havia lhe provocado um pouquinho.

O seu autocontrole já tinha sido muito melhor.

Ele fechou os olhos e suspirou. Ele ainda podia sentir o cheiro doce de Hinata na sua imaginação e se ele realmente quisesse reviver por completo aquela experiência bastava ele se curvar um pouco para o seu lado esquerdo que poderia sentir o cheiro do cabelo dela.

Ou tocar a sua pele macia.

Ou sentir as curvas do seu corpo.

Ele adorou passar as mãos nela. Na sua cintura pequena, no pescoço fino e delicado que tantas vezes ele já havia colocado a mão por motivos nem um pouco sexuais. Ele adorou beijar seu ombro e sentir nos seus lábios a quentura da sua pele.

Ele principalmente adorou a sensação de tê-la tão perto do seu corpo e quase ter conseguido desnudá-la daquele vestido.

Wow, novamente!

Como ela estava linda. Ou melhor, como ela é linda. Aquilo não era o vestido, definitivamente não. Hinata tinha uma alma juvenil e beligerante, mas ela era uma mulher em todos os sentidos da palavra.

E uma mulher que lhe atraia já a algum tempo.

Ele estava bem em sentir-se levemente atraído por ela, mas foi apenas tocá-la que ele completamente havia perdido o seu norte. Era uma uma obsessão que começava lentamente até ele não conseguir mais raciocinar.

Ele havia sentido como se não pudesse ficar mais nenhum segundo sem provar os seus lábios rosados ou olhar nos seus olhos perolados, ou usar o seu corpo das formas mais obscenas que poderia.

E ele sabia que a excitação que sentia era um reflexo da que ela mesmo estava experimentando.

Ela era tão clara com os seus sentimentos. Eles refletiam perfeitamente nos seus olhos. Um nível de honestidade que sempre lhe intrigou muito, mas que, por algum motivo, deixava o seu pau duro sempre que os imaginava o encarando com desejo desconhecido.

E ainda tinha os gemidos…

Naruto sentiu a pele arrepiar e a sua calça apertar por cima da sua ereção. Aquele não era um bom sinal de foco, longe disso. Ele bebeu outro gole de uísque, no entanto, aquela bebida não estava fazendo um trabalho muito bom de fazê-lo esquecer.

Hinata mexeu-se ao seu lado e desceu a mão em cima do seu braço. Ele não retirou o braço, nem impediu o toque, mesmo que na sua cabeça ele soubesse que era o certo a ser feito.

Se afastar sempre se começava em pequenos passos, mas ele não se considerava capaz de dar pelo menos um deles para longe dela. Ela o puxava com uma força assustadora.

Mas, Naruto tinha coisas a fazer naquela viagem e coisas que precisavam ser realizadas com o máximo de cuidado possível. Ele não poderia perder a cabeça por uma mulher, muito menos pela sua guarda-costas que estaria ao seu lado em todos os momentos.

Mesmo com esse pensamento na cabeça e com a confusão que começava a se instalar no cérebro, Naruto não retirou a mão de Hinata do seu braço e abandonou o copo bebida ao seu lado, concentrando-se apenas em observar a suave respiração de Hinata subir e descer nos bonitos seios que ele quase teve a oportunidade de provar com a própria língua.

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Gaara olhou para a mulher na sua frente, ela estava passando informações privilegiadas sobre o seu mais novo sócio, Uzumaki Naruto.

Os dois haviam se aliado a quase um mês atrás, quando Naruto havia sofrido um golpe em um dos seus empreendimentos, o que os inimigos de Naruto não sabiam era que aquele homem que eles viam apenas com um garoto era mais esperto que todos eles juntos.

Ele era um bom aliado, conquanto que ele Gaara não o subestimassem como todos os outros estavam fazendo.

— Essas são as fotos, ele vem a algum tempo seguindo essa menina. Ela se chama Haruno Sakura e vive com a irmã juramentada de Naruto, Hyuga Hinata.

— Interessante. — ele disse bebendo de sua taça de vinho.

Essa menina que funcionava mais como uma sombra para o Uzumaki era bem peculiar e muito diferente das companhias que ele imaginava que costumavam ficar perto do loiro. Ele e Naruto não costumavam confiar nas pessoas, mas ela conseguiu a confiança de Naruto em apenas alguns meses.

Agora, porque o braço direito de Naruto estava espionando a colega de quarto da Hyuga? Ele não confiava nela?

Dificilmente, afinal, não havia sido ele que tinha aproximado os dois?

— Eu comecei a verificar as contas pessoais e financeiras dele e não encontrei nada incomum, mas é impossível saber ao certo, porque ele recebe transferência de várias pessoas.

— Esqueça isso, você não vai encontrar nada por esse caminho, Sasuke é uma das pessoas mais precavidas que eu conheço. Continue o seguindo.

— Mais, uma coisa. — a mulher disse com um sorriso convencido no rosto. Típico, guardando as boas informações por último. Gaara odiava isso, mas preferiu ficar calado. — Havia outra pessoa fazendo rastreamento nas contas do Sasuke. Eu conseguir sentir as mãos virtuais dele, no momento que eu estava fazendo a invasão. — ela franziu as sobrancelhas quase irritada. — Na verdade, foi por causa dele que eu consegui entrar. Ele fragilizou o sistema.

— Quem é ele?

— Não sei, mas ele é muito bom. Além de eu não conseguir rastreá-lo, ele ainda conseguiu perceber minha presença.

Gaara entrou em alerta. — É um dos homens de Naruto.

— Não acredito, ele confia no Sasuke e não faz muito sentido ele estar espionando uma pessoa de confiança.

Gaara sorriu levemente. — Naruto não confia em ninguém que não seja a sua sombra. — ele levantou da cadeira em direção a sua vista, ele sentia algo lhe incomodando, uma sensação estranha de que estava perdendo alguma coisa. — Continue seguindo o Sasuke, se existe alguém que esta procurando por ele, ele pode em algum momento dar as caras. Além disso, tente descobrir qual é o interesse do Uchiha com a Haruno. Eu não quero deixar nenhum fio solto para ser puxado do meu tapete.

Notas finais
Que pensamentos safados são esses Naruto? Não te criei assim, ou melhor criei kkkkk Será que a pessoa que vai descobrir o Sasuke será o Gaara? Comentem, pessoal, quero escutar as suas teorias.