Guarda-costas

10 Capítulo dez


Notas iniciais
Novo capítulo mais cedo... Aproveitem!

Hinata começou a dirigir de volta para o apartamento e Naruto voltou a se isolar na parte de trás do carro, deixando-a sozinha com os pensamentos correndo a solta sobre os acontecimentos dessa noite.

Tudo que ela imaginava que aconteceria essa noite, transcorreu de uma forma completamente inesperada.

Primeiro, um jantar onde ela esperava observar um lado diferente do Naruto Uzumaki dentro do seu círculo familiar, acabou por se transformar em uma cena típica de filme da máfia dos anos 60.

Naruto foi gelado, irônico e cruel, principalmente com a irmã que não parava de estremecer entre o marido e o irmão.

Hinata não havia gostado de assistir esse lado de Naruto, por que a pessoa que ela conhecia e queria matar o tempo todo, era um idiota com nuances de personalidade que variavam entre ser um temperamental odioso de sangue ruim ou um cretino sem vergonha na cara.

Depois, de toda aquela reunião bizarra que a deixou com a pulga atrás da orelha, ela o levou para uma casa de shows exóticas. Um lugar barto que era frequentemente frequentado pelos membros da empresa, mas que ela nunca pode entrar porque eles a consideravam nova demais para isso.

Ela imaginou que aquilo animaria um pouco mais o humor do Naruto, por isso não reclamou (muito) quando ele entrou sozinho com a Yamanaka no quarto. No entanto, quando ele saiu de lá, depois de apenas alguns minutos dentro, Naruto não apenas voltou a ser o homem gelo da reunião, mas também parecia que tinha envelhecido uns dez anos de tão exausto que parecia.

Ela queria perguntar o que aconteceu no quarto, mas ele simplesmente ignorou a sua presença e se trancou com o isolamento da parte de trás do carro.

Hinata estava confusa com todos aqueles acontecimentos, não sabendo para que lado o seu raciocínio deveria ir, e todo aquele exercício mental estava a fazendo ficar com fome. Afinal, ela não tinha jantado para parecer bem no novo terno.

Olhando do lado de fora, Hinata lembrou da barraquinha de ramen que ficava alí perto. Ela já havia ido naquela mesma barraquinha algumas vezes e sabia por experiência própria que aquele tio fazia o melhor ramen de toda a Tokyo.

Em um movimentos brusco com o carro, ela mudou o seu itinerário e conseguiu um lugar para estacionar no meio fio, assustando, com a sua desesperada condução, alguns pedestres que passavam na calçada.

Ela não se importou com os olhares feios jogados na sua direção, completamente focada na missão de buscar comida.

O comunicador na frente do carro fez um barulho e a voz do Naruto apareceu.

— Por que você parou?

— Ramen.

— O que?

— São onze horas da noite e ainda não comemos nada, eu parei em uma barraquinha de ramen. Desça e vamos comer!

Hinata saiu do carro, ignorando qualquer coisa que Naruto veio a falar depois disso e se moveu diretamente para uma das mesas vagas da barraquinha de ramen. O senhor logo veio atendê-la e ela pediu duas tigelas de ramen.

Naruto apareceu um tempo depois. Ele ainda estava com o mesmo humor infernal de quando tinha saído do camarim da Yamanaka, mas pelo menos agora ele não parecia tão cansado quanto antes.

— Ficou com fome? — ela provocou.

— Visto que você trouxe a chave do carro com você, eu não pude fazer mais nada.

Hinata tocou o bolso da sua calça e percebeu que realmente a chave estava com ela.

— Ok. — ela respondeu. — Já que você já está aqui, vamos apenas comer e depois eu te levo para casa e você pode ficar resmungando sozinho no seu quarto pelo resto da semana.

A comida chegou e uma tigela foi colocada na frente de cada um deles.

— Ei, tio, eu que pedi as duas. — Hinata resmungou quando uma tigela foi parar na frente de Naruto.

O tio do Ramen a olhou criticamente. — Não seja assim, menina. Eu já trago mais duas tigelas para vocês dois.

Quando ele saiu Hinata olhou com raiva para Naruto que ainda não tinha sequer mexido do seu prato. Ela gostava de pedir dois sabores diferente e comer os dois pratos ao mesmo tempo. Parecia mais gostoso comer desse jeito.

— Se você não quiser você pode me dar. — Hinata começou, mas Naruto simplesmente descobriu os Hashis e começou a quebrar a gema do ovo no macarrão.

— Você sabe que tem comida na minha casa, não?

— Sua comida não tem nome de comida. — ela disse irritada pela perda do prato e observou com tristeza quando Naruto colocou o macarrão para a boca.

— Hum… — O tio chegou com alguns petiscos e bebidas e logo saiu de novo. — Isso é realmente bom.

— Comer a comida dos outros é realmente bom.

Naruto sorriu sem querer com o olhar mortal que ela lançava para o seu prato, pegou os Hashis na frente de Hinata e desembrulhou para ela. — Pare de me olhar com tanta raiva e coma o seu. Ele está esfriando!

Hinata pegou o Hashis da mão de Naruto e se concentrou na sua única e solitária tigela. Os dois comeram silenciosamente e antes de terminarem mais duas vieram. Hinata pegou o macarrão de uma tigela e despejou na outra juntando finalmente os dois sabores em um só, assim como queria fazer desde o início.

E rapidamente recuperou o seu humor, logo que provou a primeira bocada.

— O ramen daqui é o melhor. — ela começou. — Assim que eu cheguei em Tokyo, eu morei por aqui e todo os dias eu vinha comer a comida do tio. Lembra muito a comida da minha mãe, mesmo que a dela seja um milhão de vezes melhor.

Naruto a olhou de cima a baixo e murmurou. — Estou surpreso de você parecer tão mirrada, comendo isso todo dia.

— Mirrada é a tua vó. — Hinata puxou a sua mão de Naruto e trouxe para o seu braço. — Pode apertar, isso é só músculo.

Naruto jogou a cabeça para trás e gargalhou alto. Hinata se irritou mais ainda, mas percebeu que ele parecia mais normal agora.

Se recuperando do ataque de riso, Naruto voltou a olhar para a sua guarda-costas. — Como pode existir uma pessoa como você?

— Meu país fizeram carcada juntos e eu nasci. Eles falaram que era lua cheia e que por isso eu nasci meio estranha. Mas eu realmente acho eles mais estranhos que eu.

Naruto voltou a rir e se serviu de um copo de água. — Eu duvido muito disso.

— Eu falo sério. Minha irmã tem uns doze anos de idade e vive dando bronca em mim. Meu pai só vive para plantar arroz e discutir com a minha mãe. E a minha mãe é uma déspota canhenga que se pudesse dava benção de mão fechada. — ela resmungou.

— Conhecer sua família deve ser uma experiência única.

— E a sua? — Hinata perguntou.

Os olhos de Naruto perderam um pouco do humor. — A minha o que?

— Família, idiota. Eu acabei de conhecer a Yumi. Ela sim você pode chamar de mirradinha.

Naruto pensou na sua irmã alta e elegante sendo chamada de mirradinha, por aquela pirralha idiota e não pode deixar de se sentir com o coração um pouco mais tranquilo. Aquela refeição havia feito ele esquecer pelo menos um pouquinho das merdas que estavam acontecendo na sua vida.

— Por que você está olhando estranho para mim?

Naruto voltou a si e notou que Hinata estava apoiando os braços na mesa, analisando-o cuidadosamente de perto. Como ele não percebeu que ela se aproximou? Ele espalmou a mão na cara dela e a empurrou de volta para a sua cadeira.

— O que está fazendo? — ela perguntou assim que caiu na cadeira.

— Te empurrando. Qualquer proximidade sua comigo deve manter uma margem de distância de, no mínimo, um braço. Eu tenho medo da sua estupidez ser contagiosa.

— Eu não sou estúpida? — ele gritou, sentindo-se ultrajada. — Eu sou a única guarda-costas mulher da minha empresa e eu consegui um trabalho nela assim que sai do ensino médio. Quantas pessoas que você conhece que já fez algo assim?

— De fato, nenhuma. — ele suspirou resignado, aproximando o hashi e pegou um pedaço de macarrão que estava grudado na bochecha de Hinata. — Isso não te faz se menos estúpida.

Hinata segurou a sua mão e comeu o macarrão do hashi que antes estava grudado na sua bochecha e Naruto resolveu ignorar os rudes hábitos na mesa daquela menina e concentrar na sua comida, mas foi impedido por Hinata antes de conseguir colocar comida a sua comida na boca.

— Troque de Hashi. — ela mandou.

Ele a olhou confuso. — Por que...?

— Beijo indireto.

Ele apertou os olhos e entendeu a situação rapidamente. Ela havia comido do seu hashi e se ele colocasse na boca agora, eles se beijariam indiretamente…? Ele assentiu e abaixou o Hashi, mas logo que ela não estava mais prestando atenção, ele colocou de novo na boca mastigando o macarrão com vontade.

A boca de Hinata abriu instantaneamente em um O perfeito e ela correu para o seu lado batendo no seu braço. Naruto sentiu o ataque de riso se formando no seu peito e ele não sabia se ria, terminava de comer ou segurava os golpes.

Ele puxou os braços de Hinata e a trouxe para mais perto, obrigando-a a sentar na cadeira ao seu lado, enquanto terminava de engolir a comida. Seus olhos lacrimejavam e ela ficava com ainda mais furiosa.

— Eu te disse para não comer do mesmo hashi!

— Não seja estúpida, você comeu do meu hashi primeiro, isso já é um beijo indireto.

— É diferente. Eu não sinto nada por você, então eu posso fazer isso.

— E eu sinto alguma coisa por você? — ele riu de novo, surpreso do porque ainda estava argumentando com aquele ser unicelular.

— Como eu vou saber, você é um sem vergonha, então deve sentir qualquer coisa pelas mulheres.

— Eu te garanto, pirralha, que o meu pênis não te vê como mulher.

Hinata parou os ataques, pegou a garrafa de água e serviu dois copos. — Graças a deus por isso! Vamos brindar!

Os dois pegaram o copo bateram um no outro e beberam gute e gute. Hinata voltou ao seu lugar e as pessoas ao redor que escutavam a altercação entre eles, voltaram a se ocupar com suas próprias coisas.

— Por que você ficou tão desesperada com o hashi? — Naruto a provocou. — Está guardando o seu primeiro beijo?

— Não vou te contar isso.

— É o Sasuke, não é?

Hinata o olhou assustada. — Como você sabe?

— Um cego é capaz de enxergar isso.

— Eu juro que se você disser isso para alguém, eu vou em cada terreiro de macumba do Japão colocar seu nome nele.

— Ok, ok… — ele respondeu sorrindo. — Eu não quero mais má sorte na minha vida, basta você!

— Não seja tão cretino! Você parece ter muito mais problemas do que a minha simples presença.

Naruto não discutiu. Lembrando de todo o peso que havia saído do seu ombro em meio as infantilidades da sua guarda-costas. Os dois terminaram a refeição silenciosamente. Mas nenhum dos dois se moveu para sair, depois que o tio da barraquinha limpou a mesa e trouxe a conta.

— Eu pago. — ela disse assim que ele ia pegar a sua carteira e quando ela pagou, Naruto percebeu que era o mesmo cartão que ele havia dado a ela no dia da sua infame festa na piscina.

Ele a olhou exasperado. — Você paga?

— Hum…. Eu pago com o seu cartão.

Notas finais
Comentem, acompanhem, favoritem, recomendem!!! Talvez eu poste um novo capítulo amanhã! Talvez...