Guarda-costas

5 Capítulo cinco


Notas iniciais
Esse capítulo é um extra, por que talvez eu não poste esse final de semana. Primeira vez que eu estou usando uma postagem pré-programada.

No dia seguinte Naruto virou um fantasma.

Hinata não o viu em lugar nenhum dentro do apartamento e quando ela perguntou para o mordomo sobre o seu paradeiro, ele apenas lhe respondeu que o senhor Uzumaki havia passado todo o dia no escritório. Trabalhando.

E ela duvidava muito de tudo isso. A farra no dia anterior havia sido boa demais. Ele deveria estar todo o dia espichado na cama, curando-se da ressaca do dia anterior.

Uma equipe de limpeza foi mandada para o apartamento logo de manhã e eles passaram todo o resto do dia limpando a área da piscina, da sala e alguns quartos privados dentro da casa.

Hinata sabia disso, porque de manhã cedo o seu chefe havia lhe acordado por telefone, perguntando se ela havia sido a responsável pelo anúncio na imprensa da festança no apartamento de Naruto.

Ela sentiu-se muito ofendida com as suspeitas e Shikamaru teve que escutar durante meia hora sobre o quanto ela era leal a empresa.

Após um dia recheado de tédio e, logo depois, da equipe de limpeza ter sido despachada, Hinata começou a passear pelo apartamento.

O lugar era muita coisa para apenas uma única pessoa. Os empregados e os mordomos sequer ficavam na cobertura para justificar tanto espaço. No final, ele tinha quase 1000 metros quadrados apenas para ele.

E ela, obviamente, uma vez que era sua guarda-costas pessoal.

O nível da cobertura possuía dois andares. No primeira andar ficava a cozinha, a sala, o Hall de entrada, a pista da piscina, três suítes e a dispensa atrás da cozinha onde ela fora jogada.

Já as coisa que havia no andar de cima, ela não sabia. Hinata havia recebido estritas ordens de que aquele era o lugar privado do senhor Uzumaki e que ninguém poderia se aproximar, se não fosse com a sua absoluta aprovação.

O problema era que Hinata estava entediada... Além do suportável pela sua mente errática, então como a guarda-costas pessoal do senhor Uzumaki, ela considerou que a melhor forma de exercer o seu trabalho era observando todos os lugares da casa. Afinal, quem poderia garantir que o seu protegido não estava em perigo, nesse momento, lá em cima?

Decidindo pelo bem da sua profissão e ignorando completamente as normas passada pelo mordomo, Hinata foi para aquele andar.

Subindo as escadas, ela foi parar em uma sala de recreação bastante equipada, onde havia inclusive uma mesa de sinuca e um bar privativo que ocupava quase toda uma parede da sala.

Ela não gostava muito de bebidas, achava o gosto muito amargo para o seu dente doce, mas ela gostava de como as garrafas eram bonitas e brilhantes.

Atrás do bar havia um espaço enorme que era uma cozinha particular, completamente equipada, assim como a do primeiro andar. A partir dalí, abria-se caminho para um corredor que a levava para uma zona mais isolada que direcionada diretamente a três portas.

Hinata considerou que não era estranho de Naruto não sair nunca para o andar de baixo. Afinal, se tinha tudo que precisava estava aqui em cima, porque ele moveria um dedo para ir para o andar de baixo?

E, por que diabos ele tinha a porra de duas casas em uma?

Querendo observar ainda mais os arredores, Hinata abriu a primeira porta. Os seus olhos esbugalharam assim que ela viu o que tinha dentro do quarto, e o seu coração acelerou um pouquinho. Alí havia uma academia muito bem equipada para musculação e cárdio. Tinha até mesmo uma sala especialmente para treinar boxe.

Ela andou um pouco por entre os equipamentos e decidiu que gostaria de passar algum tempo naquele lugar, mas só em pensar que tinha que pedir para Naruto, ela sentiu uma dor no estômago insuportável.

Ao abrir a segunda porta, ela deu de cara com um escritório. Quase não haviam paredes, porque tudo era substituído por enormes janelas de vidro que dava visão as montanhas que não ficava muito longe dalí. Uma das paisagens mais bonitas que ela já havia visto.

O restante das paredes possuíam instantes de livros com folhas reais. Quantas vezes ela já não tinha visto bibliotecas inteiras de livros falsos. Será que ele lia aquilo? Isso não combinava com a imagem que ela tinha dele.

No canto da sala, também havia uma cafeteira e potes recheados de cápsulas de café, ela queria experimentar uma, mas resolveu deixar para depois.

Se aproximando da mesa, Hinata observou um computador ligado com um conjunto de número na tela. Na mesa alguns papéis estavam espalhados e uma xícara de café estava ao lado. Quando ela aproximou a mão, percebeu que o café ainda estava quente, mas nenhum sinal do idiota do seu protegido.

Hinata pretendia ir embora logo, mas assim que se virou, bateu com a cabeça no peito duro de quem acabara de pensar. Não pense em coisas ruins ou você vai acabar atraindo-as! Os dizeres da sua mãe, nunca foram tão reais.

Ela tentou se afastar, mas uma mão a segurou exatamente onde estava.

Levantando a cabeça, ela encarou os olhos irritados de Naruto.

— O que faz aqui? — ele perguntou.

Por algum motivo, o tom de voz dele fez a sua pele arrepiar, era quase como se ele fosse uma ameaça que ela deveria tomar muito cuidado. Ela sabia o que responder, então escolheu pela verdade. — Eu resolvi dar uma volta.

Ele continuou a olhando com os mesmos olhos frios e ela resolver seguir os seus instintos e ficar parada. O estado de ânimo dele, não parecia um dos melhores, era quase como se eles estivessem voltado àquela noite no clube.

— Se você não quisesse ninguém aqui, deveria ter me avisado pessoalmente. — Hinata respirou fundo, depois de um tempo com os dois em silêncio, e tentou colocar toda a sua postura profissional quando voltou a falar. — Mas, eu gostaria de avisar que é meu dever como guarda-costas observar todos os pontos da sua casa para saber se tem alguma brecha de segurança.

Naruto continuou calado a observando, e Hinata percebeu que seus os seus olhos mudaram tornando-se selvagens, malvados.

Sentido uma nova onda de perigo rastejar na sua pele, ela tentou se desvencilhar novamente, mas foi surpreendida quando ele simplesmente a arrastou para fora do escritório.

— Tem um lugar que você ainda não viu. — Naruto comentou.

A força dele era superior a dela e assim que ela tentou livrar o seu pulso do aperto, ele a levantou para o seu ombro e a carregou com um saco de batatas.

— Me larga, seu idiota!

Hinata bateu nas suas costas, mas isso sequer pareceu machucá-lo. Ao saírem do escritório, eles entraram em outra porta. Na última porta que ela ainda não tinham entrado e que dava exatamente a suíte presidencial.

Ela o bateu com ainda mais força, mas a indiferença continuou a mesma. Aproximando-se da cama, ele a jogou com força no emaranhado dos lençóis.

Por um momento, ela pensou que não conseguia mais respirar pela violência na qual havia sido arremessada. Porque a cama era tão dura? Mas logo conseguiu recuperar o fôlego, assim que ele começou a subir em cima dela.

— E agora, minha dedicada guarda-costas, o que você acha dos detalhes de segurança do meu quarto? — ele perguntou ironicamente, enquanto a observava se retorcer debaixo dele.

— Se você não sair de cima de mim, eu vou chutar a tua bunda de volta para os Estados Unidos. — ela gritou a plenos pulmões.

Ele sorriu. — Mas não era isso que você queria, certo...? Verificar o meu quarto? — Malícia escorria pelos seus lábios.

— Quem demónios iria querer verificar o quarto de um pervertido como você? Essa merda deve ter doenças venéreas ainda não descobertas pela ciência.

Naruto puxou os dois braços dela para cima e segurou as suas mãos com apenas uma. — Então mesmo sabendo que eu sou um pervertido, você subiu aqui para cima, aproveitando que nós dois estávamos sozinhos… — ele se aproximou no seu ouvido e sussurrou. — Só para ficar pertinho de mim?

Urgh!

Hinata voltou a se debater. Percebendo que ela estava para sair de seu aperto, Naruto aproximou ainda mais o seu corpo do dela. Qualquer mulher que estivesse naquela posição, sentiria-se muito ofendida ou envergonhada, mas não havia nenhum dos dois sentimento nos olhos perolados daquela pirralha.

Apenas o mais absoluto desafio.

Ele segurou o rosto dela com a mão livre e a fez voltar o seu olhar para ele. Quando os olhos dos dois se encontraram, ela se sentiu mais calma. Os olhos dele não estavam mais gelados e nem malvados.

Eles pareciam calmos e divertidos, exatamente como estavam na madrugada, quando eles comiam pizza.

Ele sorriu um pouquinho e seu tom de voz estava apaziguador. — Pare de se desvencilhar, eu não fazer nada.

Ela parou imediatamente e utilizou o tempo para recuperar o fôlego. Ambos estavam suados pela breve altercação e nenhum dos dois estava muito afim de começar tudo de novo. Ele encostou a testa na dela e as esfregou juntas com força.

— Merda, para com isso, isso dói. — Hinata reclamou.

Ele a ignorou e continuou esfregando. — Não entre mais no meu escritório sem permissão, pirralha.

Dessa vez, mesmo com as palavra mais leves, o aviso era claro na sua voz. Ela revirou os olhos e balançou a cabeça afirmativamente.

— Tá bom, sai de cima de mim!

E assim ele fez, sem mais delongas. Assim que ele se moveu e sentou na cama, Hinata pensou na academia no quarto ao lado. Ainda deitada ela empurrou as suas costas dele com o pé, conseguindo novamente a sua atenção. — Em compensação de danos morais, posso usar a sua academia?

Notas finais
Hoje o capítulo foi bem curtinho, mas eu espero que tenham gostado! Comentem, por favor!