Guarda-costas

103 Capítulo cento e três


Notas iniciais
Boa leitura!

Yumi acompanhava de dentro do carro enquanto toda a ação estava sendo preparada. Ela já havia dado a ordem do ataque, mas enquanto eles ainda não iniciavam a ação, tudo que ela podia fazer era esperar e assistir pela tela de seu aparelho enquanto o casal se confrontava.

Yumi já havia recebido a notícia da separação deles. Afinal, depois de tudo que havia sido feito por ela, voluntária e involuntariamente, seria muito difícil as coisas entre aqueles dois voltarem ao normal, e se Yumi conhecia Naruto, pelo menos um pouco, ela sabia que ele seria o primeiro a afastá-la, sem qualquer chance de volta.

Naruto não era o tipo de pessoa que aceitava os próprios descuidos, por isso, ele sempre se punia, mesmo que doesse a outra parte da mesma forma que doía nele.

E o que ela preveu, parecia realmente ter de fato acontecido. Os dois estavam estranhos um com outro e havia um certo afastamento entre eles, mesmo que Naruto estivesse se colocando na frente dela para a proteger de Itachi.

A reação de Itachi, por outro lado, era algo que ela não tinha previsto. Pelo menos não naquele cenário, muito menos com a ex-namorada do seu parceiro. Mas, era mais que perceptível a raiva dele e aquela raiva estava direcionada diretamente para a Hyuga.

Era certo que ele tinha motivos, afinal Hinata havia atirado a queima-roupa em Sasuke, mas era mais certo ainda que aquele tiro havia provavelmente havia salvado a vida dele.

Yumi tinha plena consciência que se não fosse porque ela achava que ele dificilmente sobreviveria aos tiros, ela mesma teria atirado do telhado de onde ela observava tudo. Ela sequer pensou em dar outro tiro, apenas de garantia, e se contentou em olhar o estrago, sabendo que aquilo poderia ser benéfico para ela no futuro.

Acontece que Sasuke não morreu como o previsto. Itachi não estava a caça de Hinata. E Naruto havia se livrado de um de seus grandes pontos fracos, deixando-a longe dele.

Nada daqueles acontecimentos havia combinado com o que ela tinha planejado.

Hinata deveria ter matado Sasuke, assim Naruto estaria ocupado demais defendendo ela de Itachi e nenhum dos dois se incomodaria com ela por algum tempo. Na verdade, aquela seria a oportunidade perfeita para ela atacar a ambos, sem precisar sujar as mãos e sair das sombras, afinal os dois estariam em guerra e qualquer coisa que acontecesse com um deles recairia automaticamente no outro.

Parecia o plano perfeito, mas foi executado com falhas que ela podia culpar apenas a si mesmo. Se você quer um trabalho bem feito, faça com as suas próprias mãos!

Yumi só podia suspirar, mas aceitou aquele pequeno desvio. Nem todos os seus planos poderiam dar certo, algumas vezes ela precisava ser testada para se provar. E aquele era apenas um desses momentos.

Ela pegou uma garrafa de água que estava no bar e bebericou enquanto ainda observava o desenrolar da situação. Tudo que os seus homens tinham que fazer, era causar um tumulto no andar de baixo. A presença de Hinata no mesmo ambiente apenas beneficiaria ainda mais eles, pois Naruto estaria distraído demais tentando protegê-la.

Assim, os seus homens infiltrados na segurança de Sasuke, terminariam o trabalho facilmente...

Obviamente, que ela só havia preparado aquele tipo de plano, porque Sasuke não era mais a pessoa que ele costumava ser. O homem forte e habilidoso que simplesmente conseguia dominar qualquer um... Agora, ele era apenas uma pessoa fraca que precisaria para o resto da vida de um monte de ajuda.

Preso em uma cadeira de rodas.

Yumi não conseguia pensar em pior destino. Ela sabia muito bem o que era ser indefesa, mas pelo menos ela tinha as suas mãos e pernas funcionando sempre que ela precisava. Não ter sequer isso, era pior que a morte.

Talvez Sasuke até a agradecesse no final. Não que ela saberia disso, afinal, ela escolheu não dar sequer o último tiro na cabeça dele. Aquilo seria muito arriscado e muito pessoal.

E Yumi já havia afogado o certo sentimentalismo que ela sentia por ele a muito tempo atrás. Agora, ela facilmente conseguia observar a praticidade de não sujar as mãos quando não precisava.

— Cadê os seus meninos? Isso está ficando chato.

Novamente Yumi ignorou o homem ao seu lado. Não era como se a opinião dele importasse alguma coisa, mas ela também estava começando a achar que o seu ataque estava demorando mais do que o necessário. Eles já haviam sabotado as entradas e saída, para todas serem bloqueada imediatamente, só faltava a distração.

De repente, Yumi perdeu a imagem das telas de segurança de dentro do clube, mas não apenas isso... Todo o seu redor estava escuro bréu, estando apenas a luz do seu carro ligada. Ela observou o lado de fora do seu carro e não havia sequer uma fonte de iluminação vindo de qualquer dos imóveis ou postes de iluminação pública.

Queda geral de energia.

— Que porra... – Hidan resmungou ao seu lado, abaixando o lado da sua janela. – E agora? Eles ainda vão para cima? A vizinhança toda perdeu a luz. E eu pensando que isso só acontecia com pobre. Acho que você deve falar com o seu irmão para se mudar de lugar. Esse aqui já deu sinais de ser muito caído.

Yumi não prestou atenção em qualquer das palavras ditas pelo seu tio, observando cuidadosamente cada movimentação do lado de fora do seu carro. Ela pegou o seu celular e telefonou para um de seus homens, mas logo percebeu que não havia qualquer sinal em seu telefone. Como isso era possível?

Yumi suspirou bateu no ombro de seu motorista.

— Peça um relatório para os homens pelo rádio. – O homem apenas assentiu e ligou o seu comunicador. Do outro lado, a única coisa que ela podia escutar eram ruídos altos.

Aquela queda de luz poderia ser a distração que os seus homens haviam preparado para a festa, mas ela duvidava muito daquilo. Eles teriam a avisado de algo assim. Mas, o que estava acontecendo?

Yumi tirou o cinto de segurança e virou-se no banco, mas assim que o fez, um pedaço metálico estava pressionado na parte de trás de sua cabeça. E, ela soube imediatamente o que estava acontecendo e quão burra ela havia sido.

O seu motorista tentou alcançar a arma, mas Hidan apertou ainda mais o cano da arma em sua pele.

— Nem pense nisso. – ele avisou se aproximando de Yumi. Ele passou a mão pela sua cintura e aproximou a voz do seu ouvido, falando diretamente para ela. – Não me diga que a esperta Yumi foi passada a perna, logo enquanto se preparava para atacar. Não se esqueça do conto que eu te contava quando você era criança, Yumi. Um escorpião sempre será um escorpião.

Ela revirou os olhos, depois de tudo ela ainda tinha que escutar moral de história de contos infantis. Ainda assim, ela engoliu a maior parte da sua raiva e perguntou friamente: — Quem?

Yumi sabia muito bem que era impossível que aquele fosse um plano de Hidan. Ele não teria a inteligência para tal coisa ou a coragem para se arriscar assim, alguém deveria ter o obrigado. Ela sentia pena por isso também, porque se alguém estava de fato usando o Hidan, então não seria ela que teria a chance de meter uma bala naqueles neurônios.

A outra pessoa provavelmente faria antes dela.

— Você vai descobrir cedo ou tarde. Mas, agora a princesinha irá dormir.

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Naruto observava a multidão de pessoas passando como uma avalanche. Eles estavam em um desespero tão grande que não havia qualquer racionalidade sobre para onde eles se moviam e quem eles atropelavam. O clube estava muito cheio e era aparente que as saídas haviam sido completamente fechadas.

Ele tentou localizar Hinata, mas ela havia ficado do outro lado da multidão. E ele não podia sequer olhá-la no meio de toda aquela gente.

Aproveitando do seu momento de distração, um dos homens que ele imaginou já haver nocauteado, se jogou nas suas costas e o desequilibrou até cair no chão. Naruto afastou a sua preocupação e se concentrou apenas no homem que estava tentando matá-lo. Ele o puxou para fora das suas costas e o jogou no chão. Os dois demoraram dando socos um no outro....

E, logo, veio o som do tiro.

Naruto deu o último soco no queixo do homem e, dessa vez, ele confirmou que ele estava completamente apagado antes de se afastar. O desespero começou a se acumular no seu sangue. Porque ele sabia o que ele havia escutado, alguém havia atirado em meio àquela multidão e tudo que ele podia pensar era que Hinata estava longe de sua vista.

Alguém tocou levemente no seu braço e ele virou-se preparado para enfrentar outro ataque, mas, dessa vez, não era ninguém mais que Kiba. A sua mão foi segurada por Gaara antes de chegar perto do rosto dele e os dois se encaram por alguns segundos. O sangue corria rápido na sua veia e ele não podia fazer anda além de tentar acalmar a sua vontade de machucar alguém de verdade.

Ele abaixou o braço e Gaara se afastou.

A multidão que agora seguia o caminho oposto de onde eles vinham o empurraram cada vez mais para a as escadas e tudo que eles podiam fazer era se empurrar para cima, impedindo que fossem pisoteados pela multidão de malucos.

— Vamos subir! – Kiba gritou por cima das vozes aterrorizadas e puxou a mão de Gaara com ele.

— Hinata! – ele disse, empurrando duas mulheres para fora da escada, tentando descer no caminho oposto ao fluxo de pessoas. As duas mulheres gritaram e caíram, mas Naruto não se importou com nada daquilo. Algumas outras pessoas apareceram vindo diretamente das salas vips, Naruto reconhecia um deles, um homem mais velho, um dos homens de Itachi.

Mas, ele não deveria estar alí, Sasuke deveria estar sobre a proteção dele. O segurança foi diretamente para Naruto e o puxou pelo braço.

— O senhor Sasuke, ele está sendo atacado. Muitos homens de todos os lados.

Ele falava apressadamente, mas logo caiu aos pés de Naruto. Naruto não se importava com Sasuke, por isso, mau prestou atenção àquelas palavras, resolvendo apenas ignorar aquela confusão, mas outra pessoa segurou o seu braço com força e, dessa vez, era Gaara.

Naruto olhou para ele, pensando em entrar em uma briga naquele mesmo momento com aquela pessoa, mesmo que ele perdesse o seu precioso tempo, mas a briga foi prontamente impedida pelas palavras de Kiba que clarearam a sua mente.

— Eu acho que vi Hinata subindo. – Kiba gritou novamente. – Nós nos encontramos, enquanto eu estava descendo as escadas, mas ela não pareceu me reconhecer.... Estava muito escuro. Devemos pegar ela e achar uma saída.

Escutar aquelas palavras foram o suficiente para o tirar de seu modo sanguinário e o colocar em nova ação. Dessa vez, ele seguiu na frente nas escadas, enquanto os outros dois o seguiam de perto.

Ele entrou no andar e percebeu várias pessoas caídas, havia tido um ataque ali, provavelmente o mesmo que havia atacado o segurança que falou com ele. O plano que Itachi e ele haviam montados havia sido desfeito de forma tão rápida. Yumi, de fato, havia se tornado um excelente inimigo.

Eles deveriam se agrupar, mas isso apenas aconteceria depois que eles encontrassem Hinata.

A sua prioridade era ela.

Ele entrou em uma sala, procurando Hinata e Sasuke, Hinata deveria ter subido, não apenas para procurar um lugar seguro, mas também para encontrar Sasuke. Os dois deviam estar...

Naruto sentiu uma forte pancada em sua cabeça, exatamente, na parte de trás da sua nuca. Ele tentou impedir que o seu corpo apagasse e tentou reagir a agressão, mas ele recebeu um segundo golpe nas costas. Os seus joelhos fraquejaram e os seus olhos começaram a se fechar sem o seu consentimento.

— O que você está fazendo? – Kiba falou para Gaara, assustado com a repentina mudança de eventos.

— Não se envolva nisso.

— Para agora mesmo, você vai matar ele!

Mas, Naruto não pode ouvir mais nada porque a sua mente foi embora. E tudo que ele podia pensar era Hinata.

Notas finais
Próximo capítulo programado para o dia 06. Deixem seus comentários, porque eu adoro lê-los.