Guarda Costa
6 Why you gotta be so rude?
Notas iniciais
P.O.V Bianca
Estou sentada no sofá da sala da Noah assistindo TV, ela havia voltado do hospital e estava no banho. A campainha toca e eu atendo a porta atrás da mesma dois homens de terno e óculos.
–Senhorita Bianca, por favor — diz o da direita.
–Sou eu -respondo receosa.
–A senhorita poderia nos acompanhar? — disse mostrando o caminho com o braço e o seu companheiro dando passagem.
–Não -disse me afastando deles até trombar com Noah que está séria enquanto seca os cabelos.
–Vocês chegaram cedo — disse ela encarando o engravatado da direita- eu não contei a ela.
–Pois já era para ela estar sabendo- respondeu
–Eu disse que esse tipo de coisa precisa de tempo.
–Espera — disse encarado-os — Saber o que? Noah, o que eu preciso saber?- encarando-a.
E ela me encarando com os olhos frios disse:
–Seu pai morreu e você vai voltar para assumir a empresa. Então, faça as suas malas rápido- E virou-se e caminhou até a cozinha.
Ela não podia simplesmente falar isso como se não fosse nada e sair. Lágrimas queimam as minhas bochechas, caio de joelhos no chão imersa as lágrimas, ninguém liga para mim os engravatados ficam nos seus lugares e não se mechem já Noah, ela anda de um lado para outro me ignorando completamente.
–Então, você vai ficar para sempre no chão chorando? Você sabia que o seu choro irrita? VOCÊ irrita — disse Noah me encarando com desprezo. Soluçando levantei e fui até do segundo andar socar as minhas roupas na mala, voltei para a porta aonde os engravatados me puxam pelos braços até um carro, quando passamos pelo portão Noah me encara com desdem e volta para dentro da casa nem mesmo um "adeus" ela diz.
Acordo suando frio e tremendo -Um sonho... — falo tentando me acalmar, mesmo assim esse pesadelo mexe muito comigo. Levanto e vou ao banheiro lavo o rosto. Me encaro no espelho, eu não mudei muito em 5 anos, meus cabelos continuam loiros e meu rosto: de uma garota de 24 anos. Entretanto, como qualquer um da minha idade eu tenho uma grande responsabilidade, eu comando a empresa de meu pai desde quando ele morreu há 5 anos atrás.
Vou até a cozinha pego o cereal e o leite e me sento, o apartamento é pequeno mas tem tudo o que eu preciso menos...ela..
Após o café, me troco e me dirijo a porta, visto o casaco e tranco-a. dou dois passos para o meio do corredor e trombo com alguém.
–ah — solto depois do trombo- desculpa e-eu não te vi ai..
–Não, tudo bem.. -respondeu uma voz feminina- mas e você? está bem?
–Sim.. -respondi encarando a mulher na minha frente, alta, cabelos negros curtos e olhos da mesma cor, lábios carnudos e vermelhos. Acho que fiquei encarando seus lábios por tempo demais, pois logo que ela percebeu, sorriu e falou:
–Que bom que você está bem- disse em um sorriso- se não se importa eu vou indo na frente- e sem esperar a minha resposta, virou-se e se dirigiu até o elevador que acabara de chegar com um casal amigo meu. No qual encarou-a quase babando, "não é vizinha e nenhum apartamento está para vender nesse prédio... então, de onde ela é? Essa mulher linda e intrigante".
Quando percebo estou no transito imersa nos pensamentos relacionados a essa mulher, quem é ela? será que estava saindo do apartamento de alguém? Mas não consegui nenhuma resposta que me agrasse.
Uma chama de esperança nasceu, podia ser ELA, podia ser minha antiga guarda costas, podia ser Noah. Será que ela mudou tanto assim? E se ela não se lembra de mim? Será.. que eu não fui nada mais do que um brinquedo, uma diversão de verão?
Espantei esses pensamentos. Se continuasse pensando esse tipo de coisa iria começar a enlouquecer. Tinha que me manter focada, não podia deixar que isso me abalasse.
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