Guarda Costa

14 Sonho ou realidade?


Notas iniciais
OLAAA GENTE GOXTOSA DO MEU AQUARIO !!!!!! TUDO BOM? EU TO BEM, OBG POR PERGUNTAR. KKKK Demorei ? Demorei! Mas olha com o capítulo ta grande. Eu avisei q ia demora mais ia sair grande. E muito obrigada a querida tatainap por reconhecer que eu sou uma sumida kkkkk

—Então -Disse Bianca beijando minha nuca- Como foi o seu dia?

—Normal -comecei- Reuniões, papelada, minha ex pedindo ajuda -Me virei e prensei-a contra a parede e selei nossos lábios. Um beijo devorador, apressado.

—E você vai ajuda-la -Perguntou quando eu tirei a camisa e comecei a distribuir pequenos chupões.

—Não estou com a minima vontade -Respondi. Aproveitando o meu pequeno descuido, a loira agarrou minha jaqueta de couro e trocou nossas posições. Enquanto me beijava, tirou minha jaqueta e minha camisa branca. Ela atacou meu pescoço enquanto arranhava minha barriga, causando me arrepios. Seus dedos chegaram na minha causa jeans. Rapidamente soltou o botão e abriu o zíper. Segurei suas mãos.

—Por que? -Me fitou brava e ao mesmo tempo confusa. Puxei o ar por entre os dentes, e segurei por alguns segundos antes de soltar.

—Eu sei não sei -Respondi olhando para o chão, não conseguia olhar para ela. Sabia que seus olhos verdes estavam me julgando.

—Hey -Chamou subindo o meu queixo com o indicador. Ela sorria- Acorda -Franzi o cenho. Eu estava acordada. Pisquei algumas vezes. Olhei para os lados confusa, não podia ser um sonho, tudo que fizemos até aqui.. Eu senti. Eu senti.. Certo? Abri a boca mas nada saia. Toquei meu pescoço, levantei os olhos para Bianca e a unica coisa que ela falou foi:

—....É SÁBADO 13 DE JUNHO, O CÉU ESTÁ LIMPO E SEM PREVISÃO DE CHUVA. -Me espantei. A voz dela estava como a de um locutor de rádio. Ela fez uma pequena pausa. Acordei gritando e sentando na cama. O rádio-locutor falava todo animado sobre o transito.

—Mas o que? -Passei a mão na testa. Soquei a mão no despertador, desligando-o. Levantei e fui no banheiro, lavei o rosto, fiz minha higiene matinal. Saindo do banheiro, meu celular começa a tocar.

—Alô -Atendi saindo do quarto e descendo as escadas.

—Tá de mal humor? -Perguntou Yuri do outro lado.

—Sonho estranho -Esclareci. Comecei a pegar o cereal e o leite.

—hum.. -Comentou- Envolvendo quem?

—Eu e.. a Bianca -Sua resposta foi uma risada alta e calorosa- Não ria, foi estranho, ela ganhou a voz do cara da rádio -Sua risada só aumentou- Yuri !!

—Okay -Começou a se acalmar- Okay. Mas porque ela tinha a voz do locutor de rádio?

—Eu não sei! Só sei que tinha -Exclamei.

—Tá né -Riu- Daqui a pouco eu to ai e você me explica tudo direitinho.

—Tá -Desliguei e me servi de uma colerada de cereal. Em pouco tempo Yuri estava sentado no sofá ao meu lado rindo do meu sonho. Eu até entendi a parte dos beijos e chupões, mas porque estávamos falando da reunião da segunda passada e ela ganhar a voz do narrador.

Levantei e deixei o potinho na pia, subi as escadas e fui para o meu quarto. Vesti uma regata branca e jeans. Arrumei a cama e sentei para calçar o coturno. Yuri surgi na porta e encosta na mesma. Calcei e levantei, levantei os braços, dei uma rodada como se perguntasse com estava.

—Maravilhosa -Sorriu- Podemos ir? -Suspirei e concordei com a cabeça. Saímos de casa e Yuri parou ao lado do velho Huevo. Sorri, tinha um bom tempo que não andava nele. Entrei novamente e abri a gaveta do armário da entrada, procurei a chave. Sai logo em seguida balançando as chaves no indicador, destravei o Huevo e Yuri entrou no lado do passageiro.

Aquele carro me trazia boas lembranças. Meu primeiro encontro. Meu primeiro acidente automobilístico. A primeira vez que atropelei alguém.. por querer, conto outra hora esta história. A vez que minha mãe me atropelou, sim, foi no mesmo dia que eu atropelei alguém. Só ótimas lembranças que este carro me proporcionou.

Chegando no restaurante, logo vimos Cris na entrada, nada do tal filho dela. Estacionei e Yuri saltou para fora, me deixando para trás. Ele correu para a morena que estava com os cabelos presos, abraçou e suspendeu ela no ar, ainda bem que não era a garota errada. Cheguei quando Cris estava voltando ao chão.

—Oi senhor Gonsáles -Disse Cris sorrindo para Yuri.

—Esse não é o meu sobrenome -Comentou o mesmo.

—Não -Falei- É o meu.

—Ah! Oi Noah -Cumprimentou envergonhada. Aparentemente ela queria mesmo que eu protegesse o seu filho. Aliás..

—Cadê o seu filho? -Perguntei olhando para os lados.

—Lá dentro -Respondeu- Vamos -Virou e entrou para dentro do Gramma's.

—Noh..-Começou delicadamente tocando meu ombro. Ele estava receoso do que falar.

—Vamos maninho -Sorri- Essa criança não vai se proteger sozinho -Segui Cristiana. Fomos até uma mesa na qual tinha um garoto fazendo uma casinha de panquecas, ao perceber nossa presença, o garoto sorriu para a mãe, mas assim que ela acariciou seu cabelo ele me fitou. Seus olhos azuis como os da mãe, críticos.

—Gui, estes são os meus amigos -Apontou respectivamente enquanto falava os nossos nomes- Noah Gonsáles e Yuri Saikovich -Em uníssono dizemos "oi" e sorrimos, como resposta o garoto riu de nossa sincronia. Sentamos um do lado do outro de frente ao garoto, Cris sentou ao lado do filho. O silencio tomou conta, ninguém falava nada, até por que não nos conhecíamos. Yuri batucava a mesa com os dedos, eu olhava pela janela a rua, Guilherme continuou a sua casa e Cris olhava para as próprias mão cruzadas encima da mesa.

—Já sabem o que vão pedir? -Perguntou a garçonete sorrindo.

—Sim -Falou Cris. Aparentemente ela estava animada por ter algo a falar- Eh... Eu vou querer um bolo de morango e um suco de laranja.

—Okay — Falou enquanto termina de anotar- O senhor? — Virou para Yuri.

—Eh.. Eu.. — Balbuciou enquanto analisava o menu — Eu não sei -Concluiu derrotado, a garçonete cujo o crachá lia-se R. Lucas apenas riu e disse:

—Eu recomendo..- Pegou o menu e apontou para um dos pratos — Esse. torta de maçã. O que acha?

—Ótima ideia — Sorriu — E um café pra acompanhar — A senhorita Lucas anotou no bloco e me olhou.

—E a senhorita?

—Café preto só — Respondi. A garçonete terminou de anotar e com um sonoro "Volto já já" foi embora. Virei-me para Guilherme que agora comia as sobras da casa, e disse — Gosta de construir? — Os olhos azuis me encararam por algum tempo antes do dono concordar com a cabeça.

—Hum..- Completei — Você quer ser construtor quando crescer?

—Não — Respondeu ainda me encarando, seus olhos rebaixaram para casa e ele completou — Segurança.

—Segurança? — Disse surpresa — Você sabia que eu sou guarda costas? — Ao ouvir a minha profissão ele levantou o olhar curioso.

—Sério? — Perguntou e quando eu fiz que sim com a cabeça um largo sorriso se formou nos seus pequenos lábios — MANEIRO ! — Disse um pouco alto de mais, fazendo as pessoas ao nosso redor olharem o garoto que agora tinha os baços erguidos.

—É — Concordei — É sim.

—E você já atirou em alguém? — Perguntou curioso. Cris rapidamente o repreendeu e eu apenas a tranquilizei falando que estava tudo bem.

—Quando foi realmente preciso, sim.

—Maneiro.. — Comentou — E você já levou um tiro?

—Sim.

—E doeu muito?

—Pra caramba — Quando Guilherme ia comentar mais alguma coisa, a garçonete chegou com os nossos pedidos.

—Aqui — Disse colocando os pratos, copo e xícaras na mesa — Um bolo de chocolate, suco de laranja, duas xícaras de café e uma torta de maçã. Mais alguma coisa?

—Não, não — Respondi — Obrigada.

—Okay — Sorriu — Qualquer coisa é só chamar — Disse sorrindo. Sorri e agradeci novamente. Nosso pequeno café da manhã foi resumido em Guilherme me perguntando coisas sobre ser um guarda costas, Yuri e Cris conversando entre sí e nossos pedidos mal sendo tocados.

No final do café, Cris contou ao filho o porque da presença dos velhos amigos. No começo lágrimas escorreram pelas bochechas rosadas do garoto, então, com muita conversa e algumas promessas minhas de sorvete aos finais de semana (desculpa se sou coração mole) ele aceitou.

Cris pegou um táxi para casa e eu, Yuri e Guilherme entramos no Huevo e fomos para a minha. Tínhamos que decidir como seria a guarda do garoto, ele ficaria comigo na semana e com Yuri no final de semana, Tipo pais separados, ou iriamos nos mudar para a casa de um dos dois? Eu não fazia ideia, e começar a calcular isso já me dava dores de cabeça.

[***]

P.O.V Bianca

— Alô? — Disse atendendo o celular. Do outro lado a voz de Noah soou preguiçosa.

—Oi — Consegui ouvir o ar sendo solto em um sorriso — Vai sair hoje? — Completou.

—Hã.. Não.. Mas porque? — Perguntei me levantando e sentando no sofá.

—Chego ai em 30 min — Disse e desligou em seguida. Rapidamente Levantei e olhei ao redor procurando por roupa espalhada, e claro que eu achei camisas, calças e até calcinhas por toda a sala. Recolhi tudo e joguei no armário do corredor. Corri para o banheiro a fim de tomar uma ducha, já que o meu cheiro não estava dos melhores. Noah chegou quando eu estava saindo do banheiro, entre vestir o shorts e abri a porta.

—Oi — Riu de como eu atendi, toda atrapalhada — Tudo bem ai?

—Claro — Ajeitei apostura e sorri — Melhor impossível. E você?

—Bem -Sorriu de canto — É .. eu posso entrar ou .. — Apontou para dentro.

—Claro! Claro! — Exclamei dando passagem. Noah vestia uma camisa preta sem manga do Green Day por baixo de uma jaqueta de couro, calça jeans rasgada nos joelhos e coturno. Seu cabelo estava arrepiado, e ela tinha passado delineador. Uma verdadeira Punk. Ao passar por mim seu perfume agridoce preencheu minhas narinas.

—Pelo apê — Disse olhando para os lados. Ela virou para mim e sorriu, rapidamente retribui o sorriso. As jabuticabas, que ela chamava de olhos, desceram analisando o meu corpo — Ta bonita, adorei a blusa — Disse ao terminar.

—Valeu — Sorri. Ela fixou os olhos nos meus e começou a se aproximar, um passo de cada vez, bem lentamente. Como se tivéssemos ensaiado, comecei a andar para trás assim que ela estava a um metro de distância. Um sorriso malicioso brotara nos nossos lábios. Não aguentando mais aquela "dança", parei e esperei que ela viesse até mim.

Suas mãos tocaram a minha cintura e sua boca foi se aproximando da minha. Já conseguia sentir seu hálito e sua respiração se misturar com a minha. Então o celular de Noah toca, estragando todo o clima que estávamos tendo.

—Espero que seja importante — Sibilou ao atender. Ela virou de costas, sua expressão mudou totalmente ao longo da conversa. Ao terminar ela sentou no banquinho da bancada que ficava entre a sala e a cozinha e me contou sobre o que se tratava aquela ligação.

—Então — Beijei sua nuca — O que você vai fazer?

Notas finais
OBG por lerem peixinhos