Guarda Costa

17 Agente Duplo


Notas iniciais
GENTE GOXTOSAAA ♥ Como estão? Bem? Fiz este capitulo com muito amor e carinho ♥ Espero que gostem.

Como eu vim parar nesta situação? Há uma hora estávamos eu, Yuri e Guilherme na loja escolhendo os móveis, e agora estávamos todos mais Bianca, correndo atrás da Sra.O'Leary.

—Peguei! — Gritou Yuri. Ele pulou em direção ao pescoço da cadela, mas no mesmo instante a mesma desviou e foi para o lado oposto.

—Aqui! — Disse Bianca tentando agarrar e beijando o chão lindamente. Eu disparei em direção do Guilherme e o agarrei.

—Vamos garoto! — Gritei — Vamos salvar o dia ! — Corri, meio atrapalhada pois tava mancando, até chegar perto da cadela e tentei agarra-la falhando, no mesmo instante joguei o garoto no lombo da cadela fazendo ela cair com o impacto. Yuri saiu correndo e colocou a coleira-peitoral.

Estávamos todos imundos, suados e cansados. Fomos da minha casa correndo envolta das duas quadras. Voltamos para casa, eu carregando Guilherme atrás, Bianca mais afrente carregando as sandálias na mão e Yuri levando a Sra.O'Leary que dava trancos toda hora afim de conseguir fugir de novo.

Ah! Agora que eu me toquei que eu não toquei o princípio. Bom, começou assim..

Depois de escolher os móveis e pedirmos para colocar no caminhão para entregar em casa. Fomos no meu pequeno fusca, que estava menor ainda, guiando o caminhão até a nossa casa, que também não é grande (mas cabia nós três. Tem dois quartos, o da empregada e a das visitas). Em casa já, os caras do caminhão desceram tudo e só deixou na porta mesmo, cagaram pra gente. Só que bem na hora Bianca chegou, agradeci a todos os deuses por ter convidado ela pra vir, agora ela seria nossa escrava.

—Oi — Saiu do carro. Ela cumprimentou a nós dois, eu e Yuri, com um abraço só e sorriu — Bem?

—É.. Na verdade .. Não. — Respondeu Yuri apontando para a pilha de coisas no jardim — Queremos sua ajuda para montar e colocar tudo lá dentro.

—Okay.. — Concordou — Mas pra que tudo isso?

—Pra ele — Apontei para o pequeno ser que estava brincando com a sombra na calçada.

—E... quem é ele? — Sorriu de canto, claramente não entendendo nada.

—É o meu protegido — Respondi ainda com os olhos nele — E filho da minha primeira namorada. Mirei o rosto da loira e consegui ver a surpresa nos seus olhos, provavelmente Yuri já falou para ela da Cristiana. Ela alterou o olhar entre o garoto e a mim, respirou fundo e falou animada.

—Então! Vamos começar logo?

—Claro — Respondemos eu e Yuri juntos fazendo a mesma rir. O primeira coisa que eu fiz foi abrir as portas e afastar os móveis, depois carregamos tudo para a sala.

—Garoto! — Chamei — Vai para os fundos — Continuei abrindo a portinhola lateral. Gui veio correndo com o nosso pequeno Cérbero atrás, passaram e eu fechei a portinhola. Entrei e os dois já estavam carregando as coisas para o quarto que a partir de agora.

Subimos as coisas e quando começamos a montar os móveis, Gui descobriu a piscina. Terminamos de montar e organizar e só então que lembramos que não compramos a tinta.

—Okay — Falei olhando para o relógio — São quinze pras seis, da tempo. — corremos escada abaixo, chamei Guilherme para vir e neste momento foi um desastre atrás do outro.

O meu protegido veio correndo, esquecendo rapidamente que tinha uma pequena invocação do senhor do submundo atrás dele, ele entrou e parou um ao lado de Yuri que apenas sorriu e afagou o cabelo molhado voltando a conversar com Bianca. O monstro negro trombou na minha perna e pisando no meu pé, fazendo eu pular que nem o Sasi e gritando de dor. O rabo da Sra. O'Leary batia em tudo que é canto, derrubava os porta foto, vaso...

Para a desgraça chegar ao seu ápice Yuri e Bianca estavam na porta, com a mesma escancarada. A fumaça do Lost simplesmente passou no meio deles e fugiu em disparada para a rua. E por um segundo ninguém teve nenhum tipo de reação, apenas olhávamos a nossa recém adotada cadela correr para a esquina. Passado esse um segundo todos corremos atrás do nosso demônho, Yuri mais a frente, Bianca logo atrás e eu mancando levando Guilherme nas costas.

E.. nós chegamos d'aonde eu comecei.

—Que horas são? — Perguntou Bianca. Peguei o celular e olhei as horas.

—Seis e quinze — Respondi. A loja fecha as dezoito horas, agora só Segunda-feira.

Chegamos em casa e mandei o garoto para o banho no meu banheiro e Bianca, já que ela é visita, para o banheiro no andar de baixo. Dei uma camisa da BatGirl e um short, toalha e um chinelo. Todos tomamos banho, fiz o um macarrão com almondegas com a ajuda de Bianca, que venhamos e convenhamos.. ela é meio atrapalhada na cozinha.

P.O.V. Binca

Antes que você me zoe por ser atrapalhada na cozinha, eu só tenho uma coisa a falar: eu sei, não precisa falar. Mesmo morando sozinha eu não consegui aprender, coisa que aconteceria alguma hora. Quando Noah pediu minha ajuda para fazer o macarrão eu logo falei:

—Eu não sei cozinhar — Ela riu e colocou a mão nos meus ombros me conduzindo para a cozinha.

—Tá tudo bem — Afirmou — Você vai ser minha ajudante — Ri. Ela estava tão animada que eu não consegui falar que eu já tinha sido ajudante da Marza e que eu carbonizei o ovo que ela tinha pedido para eu fritar. Noah ia me dando instruções como se falasse com uma criança, com calma e toda vez que errava, sorria e dizia para tentar novamente. Enquanto ela colocava o macarrão na panela pra cozinhar e mexia o molho, eu me matava tentando fazer as bolhas de carne do tamanho certo.

—Aqui — Falou pegando de um pouco da carne — Movimentos circulares — Fez como falou. Terminamos e ela me deixou encarregada da missão de fritar as bolas.

—Ok — Falei confiante — Frigideira? — Perguntei "alí" ela respondeu apontando para uma das portas do armário de cozinha. Peguei a frigideira e a tampa, coloquei no fogão — Óleo? — "Aqui" pegou na porta ao seu lado e colocou na bancada. Coloquei o óleo na frigideira, acendi o fogo, esperei esquentar e.. Joguei uma bolinha e me protegi com a tampa. Noah que estava só observando gargalhou e foi até uma das gavetas da bancada, pegou uma espatula, foi atrás de mim se protegendo e virou a bolinha.

— Aqui — Me entregou a espatula " valeu" agradeci — Vai colocando mais — Instruiu. Adicionei como ela falou pra eu fazer e as prontas eu fui colocando em um prato com guardanapo que ela colocou na bancada. Noah misturou o macarrão e falou para os meninos, que estavam jogando no Xbox, que a janta estava pronta.

Noah colocou os pratos e os talheres na bancada. Yuri e o Gui saíram correndo e sentaram nos lugarem que queriam, Yuri em uma ponta e o Gui na outra. Eu coloquei o macarrão e as almondegas mais perto. Noah serviu o seu protegido e quando Yuri pediu o mesmo tratamento ela pegou mergulhou o dedo no macarrão e passou na cara dele.

—Ta bom assim, maninho? — Perguntou sarcástica.

—Ta ótimo — Respondeu devolvendo o ato. Enquanto isso eu e Guilherme riamos sem parar.

Jantamos ao som das histórias de quando Noah e Yuri eram crianças, que não eram poucas. A maior parte terminava com um dos dois no hospital, agora faz sentido o que a Noah me falou quando estávamos no hospital "A um tempo atrás era rotina". Após o jantar, nos jogamos um jogo que eu não sei o nome até Guilherme finalmente cansar e apagar. Yuri levou ele para o novo quarto e Noah falou:

—Tá tarde — Olhou o horário no celular — Não quer dormir aqui?

—Não — Recusei — Não precisa.

—Ah vai.. — Riu — Eu tenho um quarto extra, não vai dormir comigo como da ultima vez — Brincou.

—Não é — Entrei na brincadeira — E quem disse que eu não gostava?

—Você gostava? — Sorriu torto — Mesmo eu te jogando no chão? — Se aproximou.

—Essa era a parte ruim — Abracei seu pescoço — Mas era o preço que eu tinha que pagar — Ela riu e como resposta ela selou nosso lábios e por um segundo nossas respiracções ficaram irregulares. Mas antes de aprofundarmos o beijo, ouvimos um pequeno clique e quando fomos ver:

—Você tirou foto — Noah se soltou de mim e virou para o irmão que estava no pé da escada com o celular em mãos.

—É... não? — Escondeu o celular. Noah riu e falou:

—Eu vou te matar — Correu até Yuri que subiu as escadas pulando de dois em dois degraus. Eu apenas subi calmamente, no andar de cima, Noah socava a porta e falava — Sai dai Saikovich — Seu olhar era igual um psicopata.

—Nunca Gonsáles! — Respondeu Yuri. No meio da discussão meu celular tocou e antes de atender eu me afastei um pouco dos dois.

—Alô?

—VOCÊ BEIJO A NOAH ?! — Gritou, ou melhor, berrou Babs.

—Como você sabe?

—Yuri — Falamos juntas. Olhei para a morena — Noah — Ela parou e me olhou — Ele espalhou. — Por um segundo não reagimos.

— Elsa — Ela cantarolou dando cinco toques como a Anna do Frozen — Você quer brincar de morte?

—Vai embora Anna — Respondeu — Sim eu espalhei.

—Por que? — Perguntei quando ele abriu a porta.

—Elas pediram pra vigiar vocês — Sorriu.

—Seu vendido — Noah deu um leve soco no braço de Yuri, que sorriu em resposta.

Descemos as escadas e Noah pegou o vinho na geladeira com a frase "Tenho que afogar a ideia que meu próprio irmão é um agente duplo". Como ainda era cedo para ir dormir, ficamos na sala passando a garrafa um para o outro e assistindo um filme qualquer que estava passando na TV.