Guarda Costa
9 4 Anos
P.O.V Noah
Eu desembarquei do avião, estava ansiosa, muitas perguntas vinham na minha mente. Será que vou reencontra-la? se reencontra-la, como devo reagir? E se ela não me reconhecer? Se me rejeitar?
A cada passo mas perguntas inundavam meus pensamentos. O medo me dominava. No caminho para casa, de carro, contei a Yuri como eu me sentia perante Bianca como não deixei de pensar nela nem um dia desse um ano, contei também o medo que eu sentia só de pensar que ela podia me rejeitar, ou pior, que ela podia estar feliz com um outro alguém. Yuri ouviu tudo serio e sem tecer nenhum comentário, só quando eu terminei ele se pronunciou.
–Vamos acha-la, ok? -sorriu- No dia que a busquei vi nos olhos dela que o que sentia por você, não era uma paixão de verão, era um amor que naquela época era pequeno, mas um dia ficaria grande, e ninguém poderia supera-lo. -Essas palavras foram o suficiente para o medo e pavor, virarem esperança e coragem, eu iria encontra-la, e desta vez ia agarra-la e não deixaria ela sair dos meus braços tão cedo.
Chegando na casa da minha mãe, mal pisei em casa e ouço um choro de criança. Fernanda era muito velha para chorar assim e muito nova para ser mãe.
–Cheguei...-falei indo para a sala- mãe?
–Ah oi filha, quanto tempo! -exclamou minha mãe segurando um bebê- Como foi a viajem?
–Bem..Mãe que criança é essa? Não me diz que é da Fernanda.
–Não é meu-Falou Fernanda atrás de mim-É da mãe mesmo.
–Da mãe? Como que ela fez? com o dedo?? -disse mostrando o indicador.
–Não filha, haha, foi com o meu novo marido o Risto-disse apontando para o cara que estava na cozinha de avental.
O tal Risto ouvindo seu nome sendo pronunciado, virou-se em nossa direção e sorriu. Ele era alto e forte, ruivo dos olhos verdes, vestia uma camisa e calça social. Segundo minha mãe ele era nórdico, só não tinha certeza da onde exatamente, e que eles se conheceram na fila do mercado. Um jantar aqui. Um piquenique ali. E nem um mês depois estavam casados, um mês após o casamento veio a notícia que minha mãe estava grávida de Sofie, minha atual irmã mais nova.
Sofie é um amor, para uma criança de um ano. Ela em geral é quieta, e sorridente. Seus cabelos e olhos são que nem aos de Risto. Mas seus traços são como os da minha mãe, além das sardas, que são o chame de nossa família.
Passei o dia na casa da minha mãe, colocamos o papo em dia, e eu me acostumava com a ideia de mais uma irmã e 'pai'. Mas a noite, depois do jantar maravilhoso que Risto fez, voltei para minha antiga casa.
–Ha! Parece que foi ontem que você estava aqui me atormentando -Falei olhando para o lado do sofá que Bianca gostava de sentar -Chata. -Continuei jogada no mesmo e posteriormente adormecendo.
~4 anos depois~
Em 4 anos eu admito, eu mudei e muito. Começando pelo meu corte de cabelo, que está mais curto, mas pouca coisa. Depois, eu me mudei para a capital, longe da minha família mas perto do trabalho. Virei presidente da empresa na qual trabalhava com Yuri, e o mesmo é meu parceiro nessa coisa de montanhas de papeis diariamente.
Sendo meu melhor amigo, Yuri me convida toda Sexta para irmos na balada, e esta hoje não foi diferente.
–Você vai né, amor? -Falou manhoso.
–Sim, querido -sorri, amava como paresiamos um casal Hétero qualquer- Você me busca? Ainda não peguei minha moto no mecânico.
–Claro! -Respondeu animado, fazendo os olhares dos nossos funcionários se direcionarem direto para ele e depois para mim, e em seguida a minhas mão, que seguravam o copo de café, que ele cobria com as dele.- Hã...Que é? querem ir também na balada?-Yuri era uma bixa loca e eu o amava por isso.
Ele me fazia sorrir, assim como ela....
Fale com o autor