Grunenwald - Origens De Um Pesadelo

5 Capítulo 5 - Emma e a partida de Ever


Notas iniciais
Emma? Ever/Terrence? Grunenwald veio à vida de Peter para confundi-lo totalmente.

Peter chegou em casa sem Terrence. Ia ficar com a nova “irmã”. O garoto pediu pra ir junto, só que não podia ir sem dar a explicação para ela, e não podia explicar à Terrence ainda. Olhou pra dentro da geladeira, não tinha nada. Lembrou-se de que tinha de ir ao mercado, e que não tinha dinheiro, e que, estava atrasado pro trabalho. Pegou o casaco que tinha jogado no sofá da sala, e correu para o Boliche. Ficava a uns 3 quarteirões da casa de Peter, e sem a Kombi, teria de acelerar cada vez mais o passo. Chegou em cima da hora, levou uma bronca do gerente e nem deu tempo de se trocar pra por o uniforme. Jogou o jaleco por cima da roupa, só tirando o casaco, tinha muitas lâmpadas para trocar, dois banheiros pra limpar e uma bancada pra tomar conta. Apressou-se com as lâmpadas, o difícil foi lavar os banheiros, depois, a bancada foi a parte fácil.

- Peter? – perguntou uma voz familiar. O garoto ergueu a cabeça e viu a melhor amiga. – Quero um 37 e um 35.

- Um 37... – ele disse, pegando o tênis número 37. – E um 35... – Um 35? Mas Cameron não está aqui e ele calça 40!, ele pensou. – Pra quê você quer um 35?

- Pra Emma. – ela explicou. Peter sentiu uma enorme alegria em ouvir o nome da irmã. Pegou o tênis e entregou nas mãos da menina.

- Espero que goste daqui, Emma. – ele cumprimentou. – Terrence será que a gente pode conversar um pouco?

- Claro. – disse ela, sentando-se num banco. – Em, pista 4, pegue uma bola e divirta-se. Eu já vou. – a menina sorriu, um sorriso sem os 2 dentes da frente, Peter caiu de amores pela pequena, que saiu correndo pra pista 4, com os tênis na mão. – Pode falar, Pet.

- Preciso lhe contar uma coisa.

- Deixe-me adivinhar, Emma também é de Grunenwald? E é sua irmã? – Peter congelou, como ela sabia?

- Como você sabe? – perguntou.

- Mesmo estando perdida, ela tem memória, Peter. – T explicou – Ela me contou tudo. E disse também que vai me ajudar a ver o que você ver em seus pesadelos.

- Você vai ver o que eu posso ver? – ela saberá da identidade de Zaqueu, saberá que é a Ever que ama, verá os dois juntos na sala escura... – Isso... Isso é ótimo! – ele disse, tentando esconder que estava um tanto quanto desapontado.

- Escute, Peter, queria poder conversar com você, mas eu realmente tenho que cuidar de Emma. – ela disse. – Nos vemos amanhã na escola, então?

- Claro. – ele disse, desajeitado. Olhando a garota ir embora, lembrou inevitavelmente da carta de Zaqueu, e pensou se ele poderia também enviar uma carta. Olhou por cima da bancada, viu uma folha de papel e uma caneta. Lembrando-se do cabeçalho da carta de Zaqueu, começou a escrever:

Havaí, Carta Não-Oficial

Caro Zaqueu, mesmo não sabendo exatamente quem é, compreendi o que quis dizer sobre os 5 sinais e ficarei atento. Depois da notícia sobre Emma, me apeguei a ela. Ela sabe sobre mim mesmo nessa dimensão. E tenho uma pergunta: Emma contou à Terrence (ou Ever) sobre tudo. Ela pode saber sobre tudo nesta dimensão? Sei que talvez a carta nem chegue, e mesmo assim, estou ansioso por suas instruções que seguirão. Com votos de que esteja bem, Pettero.

Agora devia pensar num modo de enviar a carta para Grunenwald. Durante o resto de seu expediente, pensou em todas as maneiras possíveis. Mas teve de ir pra casa sem uma solução. Chegando em casa, correu pro quarto, tomar um banho. Depois, foi fazer os deveres de casa pedidos pelos professores. Já eram 11 e 45 da noite quando ele terminou, levando em conta que chegou em casa às 7 e 20. Fechou os livros e pôde respirar aliviado, e sentir-se um pouco sonolento, e com fome. Foi até a cozinha, mas lembrou que não tinha nada na geladeira, resolveu comer o resto de seu café da manhã: um único waffles que havia sobrado, que ele próprio tinha feito com o resto do que tinha nos armários. Precisava ir ao mercado. Mas já era tarde, então iria aproveitar a folga do dia seguinte pra ir fazer compras. Foi se deitar, pegou no sono às 10 pra 1 da manhã.

- Emma, você sabe o que pode acontecer se for me proteger naquela dimensão.

- Sei sim. – a menina disse, abaixando a cabeça.

- Então pode me prometer que vai ficar com Zaqueu?

- Posso. – ela confirmou, seus olhos castanhos brilhando.

- Eu verei você em breve, prometo.

- Pode me prometer que voltará vivo da Batalha? – ela perguntou, esperançosa.

- Posso prometer que estarei com você não importa o que aconteça. – Pettero disse.

A menina agarrou-o num abraço apertado. E ao soltar o irmão, Pettero disse:

- Eu amo você.

- Eu amo você muito mais. – a pequena disse, e desapareceu, evaporando.

Pettero foi pra dentro do castelo, mas por outro caminho, de modo que foi parar numa sala subterrânea onde se Savah e Amero se encontravam.

- Ela prometeu? – perguntou Amero.

- Sim, mas duvido que ela cumpra a promessa.

- Vou falar com ela, não se preocupe – disse Savah.

- Não se incomode com isso, tem muito com o que preocupar na outra dimensão.

- Realmente tenho, o seu eu Peter, é um tanto teimoso. – ela explicou. – Quer saber de tudo sobre Grunenwald, e Zaqueu não me permitiu contar mais do que ele deve saber. Está claro que ele também ama Ever... – disse.

- Prefiro que ele fique com Ever na dimensão dele. Como é mesmo o nome dela?

- Terrence. Ela se parece com a sua Ever, e não vai tardar a ter flashes de Grunenwald também. Emma a está ajudando.

- Emma já encontrou o outro eu?

- Já. E será salva, assim como Raj, e Tadeu Aza.

- E eu? – perguntou Amero.

- A esta altura está tendo seu primeiro flash naquele hospital. – respondeu ela.

- E como eu me chamo?

- Cameron. E tem uma quedinha por Savannah Cindy. – ela disse, Pettero percebeu que o melhor amigo estava corando. As bochechas ficaram involuntariamente vermelhas.

- Eu? Tenho uma queda por você? – ele gaguejou, envergonhado, tentando disfarçar. – Imagina! Nunca!

- Falei de Cameron por Savannah, e não Amero por Savah. – ela respondeu, ingênua.

- Podemos falar do que realmente interessa aqui?

- E o que realmente interessa, Pettero? – perguntou Amero.

- É óbvio. Savannah terá de ajudar Peter a superar a partida de Terrence.

- Quanto a isso, pode ficar tranquilo. Eu o farei. – disse Savah.

- E Savah, peça a Cameron para que ajude Peter também. – Amero pediu.

- Posso fazer isso também. – ela disse.

- Savah? Você já entregou a carta de Peter pra Zaqueu? – perguntou Pettero, aparentemente preocupado.

- Sim, Pettero. Como ele me pediu. E na próxima manhã, entregarei a resposta. – ela avisou.

- Acha possível que Peter esteja sonhando conosco agora? – Amero perguntou, curioso.

- É mais do que provável. – Savah respondeu.

Era uma manhã de chuva. Peter acordou já sabendo o que fazer. Arrumando a mochila, jogou a carta pra dentro. Se vestiu, e desceu pra cozinha, pegou um pacote de biscoito, e não esperou dar 6 e 30, foi correndo pra casa de Terrence, que era um quarteirão mais próxima da escola. Tocou à campainha, com um biscoito na boca.

- Sra. Fletcher? Posso falar com T? – perguntou, quando a mãe da amiga abriu a porta.

- Lamento, querido. Ela já foi. – a mulher respondeu. Ela foi sem mim?, pensou.

- Tudo bem. Tchau, Sra. Fletcher.

- Tchau, Peter, querido. – ela disse, quando Peter saiu correndo em direção à escola.

Chegando lá, procurou T por toda a parte, e foi interrompido no refeitório, por uma voz familiar.

- Ela já foi, Pettero.

- Ela já... – só então ele se deu conta, ela partiu.

- Era a hora pra fazer isso.

- Mas então, se ela já foi... – pensativo, lembrou que esse era o 2º sinal – Cameron já saiu do hospital?

- Está vindo em sua direção. – ele se virou. Viu o melhor amigo, andando, em sua direção, como Savannah havia dito.

- Cameron! – Peter gritou, e saiu correndo pro amigo, abraçou-o como se não o tivesse visitado durante a estadia dele no hospital.

- Você me paga, cara. – ele disse, abraçando o amigo ainda mais forte. – Nunca mais me leve pro Velho Túnel.

- Fique tranquilo. Nunca mais. – Peter disse, sem conseguir esconder a felicidade.

- O que aqueles Almeaters estavam fazendo no Trem? – Came perguntou, Peter se espantou. Depois lembrou que em seu sonho, disseram que Cameron já teve seu primeiro pesadelo.

- A Távola de Prata os enviou. Querem me matar antes que eu salve Grunenwald.

- Estamos juntos nessa, cara. – o amigo disse. E depois viu que Savannah estava logo adiante. – Já deu sua carta à Savah?

- Ainda não.

- O que está esperando? – ele perguntou. Os dois andaram até ela.

- Veio me entregar a carta? – ela perguntou.

- Sim. Mal posso esperar por amanhã.

- Então estava mesmo sonhando com a gente essa noite?

- Sim. – mas foi interrompido por duas mãos que cobriam seus olhos. – Quem é? – perguntou Peter.

- Adivinha. – era a voz de Terrence. Ele tirou as mãos de seus olhos, era mesmo a amiga.

- Você já devia ter ido. – ele disse, friamente.

- Quis me despedir primeiro. – a garota disse. E o puxou para um abraço. – Eu te amo, Peter. – ela sussurrou em seu ouvido. Logo, soltou Pet, e sorriu para os dois que o acompanhavam. – Cuidem dele por mim, ok? – ela perguntou.

- Claro. – Savannah disse.

- Deixa comigo. – Cameron riu.

A garota já estava indo embora, e quase saindo do terreno da escola, quando...

- Terrence, espera! – Peter foi correndo em sua direção.

Notas finais
Curtiu? Continue lendo, faça review!