Grunenwald - Origens De Um Pesadelo
8 Capítulo 8 - Chega a Hora
Notas iniciais
Peter não sabia o que estava fazendo, era algo instintivo, mas só sabia que queria ficar o tempo todo com a linda Bridget (ou Bree, como apelidou carinhosamente). Largou Cameron e Savah (que agora lutavam para manter seus lábios afastados), para almoçar com Bree (ou melhor, olhar e babar em cima do sue almoço).
- Peter você está muito estranho. – diz Savah, quando tem a primeira oportunidade de visita-lo.
- Realmente estranho. Você só quer saber da Bridget.
- Ela é linda não é? – embora a parte consciente soubesse que era um idiota, a outra parte só queria Bridget.
- Carminne é péssima. E louca! – diz Savah, sem paciência.
- Bree é a mais bonita de todas... – repete Peter.
- Você enlouqueceu! – diz Cameron.
- Não sou eu que fica beijando a amiga pelos cantos. – diz Peter. Bridget, Bridget...
- Ela é minha namorada. – ele diz. Peter percebe com sua parte consciente que os dois coraram. – Saberia disso se não estivesse ocupado venerando Bridget há 9 dias.
- 9 dias? Que dia é hoje? – pergunta Peter, assustado com ambas as informações.
- Dia 24. Eu tenho que lhe explicar uma coisa, Peter. Os sinais. Estão todos em andamento. Acabou. Não sobrou nenhum, Peter. A Batalha está se aproximando. E se não voltar a sua realidade, tudo estará perdido.
- Não quero lutar... Quero ficar com Bridget.
- E Emma? Como ela fica, Peter?
- Emma? Não, não... O nome dela é Bree.
- Para com isso, Peter! São os Almeaters! Estão fazendo isso com você! – grita Cameron. – Estou perdendo a paciência!
- Se continuar assim, nem vai conseguir fazer os exames! – Savah começa a se alterar.
- Não quero exames, quero a Bridget...
- Você nem está pensando em Terrence! – grita Cameron mais ainda. O doce som da palavra “Terrence” desperta em Peter uma sensação única... Flashes começaram a surgir em sua mente...
- Você bateu a cabeça... Está se sentindo bem? – a figura loira de Ever pergunta.
- Estou... – responde Peter. A cena se dissolve, e logo dá lugar a outro espaço. Acabara de levar o melhor abraço de sua vida, tinham terminado o 1º ano do Ensino Médio... E mais outra cena.
- Podemos morrer, Peter. Mas não vou deixar você ir sozinho. – diz ela, correndo para acompanha-lo. Mais uma vez a cena se dissolve. Vários momentos com Terrence surgem em sua mente, até o momento do beijo, e da despedida... Até que uma cena desconhecida passa por sua mente, Terrence doente, com frio, numa caverna distante, lutando para dormir e se curar, diferente de todas as vezes que Peter a viu, estava de vestido, um azul de seda e um véu comprido... Quando desperta, está deitado no chão, suando.
- Você está bem, cara? – pergunta Cameron.
- Ever... Ela está... doente...
- Deve ter visto como você tem agido ultimamente. – diz Savah.
- Um idiota, eu sei... – mas ele, já consciente do que estava dizendo. – Foram os Almeaters. Há quanto tempo eu me recuso a lutar?
- Desde que Bridget entrou pra turma.
- A culpa não é dela. Mas temos que nos preparar. Falta pouco tempo. – nesse momento, um estalo na cabeça de Peter começou a atormenta-lo. Bridget, Bridget, Bridget... – Eu preciso de... Bree... Cameron, me dê um... Bridg... um soco!... Bree... rápido!
Sentiu uma mão pesada atingindo seu rosto, uma queimação, dor, tortura...: — BRIDGET! – gritou, sua garganta arranhando...
- É agora, Amero. Chegou a hora. – Peter ouviu Savah dizer, no fundo, seu coração batendo acelerado...
- GRUNENWALD! – respirando com dificuldade, e com um solavanco, estavam em Grunenwald, pela primeira vez, desde julho.
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