Grow Up Teen Titans - O que aconteceu após Things
1 Capítulo 1
Notas iniciais
"As coisas mudam, e elas nunca vão ser do jeito que você lembra, a garota que você quer que eu seja é apenas uma memoria"
Após essas duras palavras, eu me afastei pelo corredor, cheio de alunos apressados para a próxima aula, vi ele indo embora, a cada passo algo fazia meu peito doer e meu coração ir mais rápido, como se eu perde-se alguém muito importante, quando ele passou pela porta uma imagem veio a minha cabeça : Eu e um garoto verde, em um parque de diversão meio abandonado, nós estávamos nos divertindo e trocando sorrisos... então o Mutano não estava mentindo! Nós dois realmente já nos conhecíamos. Mas agora era tarde de mais, ele já havia ido embora, e eu acabará de recusar o comunicador que ele havia oferecido, um estranho comunicador amarelo e redondo, com um T preto desenhado, eu nunca o vira antes, porém ele me pareceu tão familiar, que quase o aceitei, não fazia ideia de como eu me arrependeria por não ter aceitado.
Alguns dias depois li no jornal que os Jovens Titãs haviam salvado a cidade de um tipo de androide que estava espalhando o caos. Depois disso não ouvi falar mais deles, e por algum motivo os crimes haviam cessado na cidade, chegamos até a receber o premio de lugar mais pacifico do Mundo. Eu podia até não ouvir falar dos Titãs, porém o Mutano sempre me visitava, onde quer que eu fosse eu via um pequeno animal verde, seja pássaro, cachorro, gato ou esquilo, ele sempre estava lá, e eu tinha vontade de correr até ele, abraça-lo, toda a vez que ele aparecia eu nao sabia o que fazer, meu coração disparava, porém algo me impedia de ir até ele, uma lembrança: eu vestida em uma armadura cinza, vagando por essa cidade, só que em uma versão fantasma em que nem o sol ousava se mostrar, um exercito às minhas costas. Com o passar dos meses o Mutano começou a aparecer cada vez menos, o que ajudava a não pensar nele, mas tornava mais dolorosas as vezes em que o via, eu sentia borboletas no estomago e meu coração a ponto de sair pela boca ou de um ataque cardíaco, o que fosse mais convincente, e o pior de tudo, eu não podia me aproximar dele, pois o que quer que aquela lembrança significasse tinha certeza de uma coisa : eu havia feito ele sofrer o suficiente.
Faz um ano que não vejo o Mutano, 6 meses desde que me lembrei de tudo e todas as coisas que fiz, todas as crueldades. Trim Trim, bateu o sinal da ultima aula, eu estava no ultimo ano de colégio, e estava me saindo bem, era uma garota NORMAL e tinha uma vida normal. Levantei da minha cadeira e fui para o corredor, guardei meus livros no armário e fui para a saída dos fundos. Lá encontrei com meus dois melhores amigos, ( na verdade filhos dos amigos do meu pai, dono da empresa de eletricidade da cidade) Jim ( alto e forte, de cabelos pretos e curtos, e olhos verdes, era um cara bem bonito, seria o sonho de consumo de todas as garotas se ele não fosse tão esquisito, vestido com camisa de algodão cinza e regata, um jeans surrado e all star, ele estava apoiado no Jeep dele, eu o conhecia porque o pai dele era chefe da delegacia de policia, apesar disso ele fumava e usava drogas) e Amy ( ela tinha um estilo meio esquisito de punk gótica, cabelos rosas, usava uma blusa de gola V vinho e uma jaqueta de couro preta, saia de bailarina preta e meia calça furadinha e um all star de cano longo com desenho de caveiras, no rosto várias sardas, batom preto e delineador).
- Pronta pra cair na farra? Se entupir de pizzas e sorvete? Perguntou o Jim.
- E de cigarros, bebidas e tudo que for proibido? Completou a Amy.
- Vou ficar só com a pizza e o sorvete. Respondi.
- Como voce quiser princesa. Disse o Jim com um sorrisinho de psicopata, se não conhecesse e não soubesse que ele é mais inofensivo que um porquinho da índiateria ficado assustada.
- Subam. Completou o Jim.
Fomos para a pizzaria, a que sempre iamos, a mesma que eu costumava ir com os Titãs, e sempre que eu ia lá, meu peito doía e me sentia triste. Depois de algumas pizzas e um sorvete eles me deixaram em casa e foram fazer as loucuras deles. Quando cheguei em casa não havia ninguém, pela hora meu pai já devia estar em casa, mas não dei muita bola, tirei a roupa e fui tomar banho, durante o banho escutei alguns barulhos de algo quebrando vindos da sala.
-Pai!? Chamei, porém sem resposta.
Fiquei assustada, desliguei o chuveiro e fui até a sala e haviam vários vasos quebrados, fiquei desesperada, até que algo quebrou o vidro da sala, tinha o tamanho de um copo, era um cilindro negro que começou a soltar uma fumaça verde, eu me senti zonza, então algo maior entrou, era um homem, ele tentou me agarrar, mas não conseguiu, porém ele tinha "garras" e cortou seriamente o meu braço, eu sai correndo pela porta da frente de toalha e tudo, gritando por ajuda, mas na rua não havia ninguém, como se a vizinhança toda houvesse sumido, corri pela rua de toalha e gritando, meu braço "queimava" de dor, então minha visão começou a enturvar, a tontura só aumentava, até que cai no chão, antes de desmaiar eu vi algo ou alguém vindo em minha direção.
Fale com o autor