Greggory Field: A Vingança
9 Capítulo 9 - Srta. Evans Retorna
Notas iniciais
– O que? Sem chance! Do que diabos você está falando?! – Sabrina perguntou, confusa.
– Eu tenho que fazer isso. – ele disse, sério, e saiu do refeitório. Sabrina ia atrás dele, mas Dylan a segurou.
– Ei, olha para mim. – Dylan falou, levantando o queixo de Sabrina. Os olhos dela já estavam começando a ficar marejados. – Hoje é o seu aniversário, Greggory provavelmente está delirando. Você sabe que ele faz a besteira, mas depois ele descobre o que fez e tenta consertar as coisas. Eu já estou cansado de ficar indo atrás dele. Deixa, ele vai voltar, sei que vai. Eu só não vou deixar você chorar no seu próprio aniversário de dezesseis anos! – ele olhou para a grande janela que tinha no refeitório e notou que o sol já tinha nascido. – Olha lá, deve ser umas 9h:00min! Podemos botar uma música! – falou, tentando anima-la.
Aos poucos, as pessoas foram concordando e não demorou quase nada para arrumar um rádio para eles. Uma música eletrônica doida começou a tocar, e as pessoas dançavam no ritmo. Dylan puxou Sabrina que sorriu fracamente.
Eles dançaram uma, depois outra, depois outra. Agora tocava uma música pop. Sabrina começava a suar, e Dylan estava ficando cansado.
– Eu adorei o que você fez. Tudo, a festa, a surpresa do príncipe de água, a festa...
– Você sabe muito bem que eu faria qualquer coisa por você... – Dylan falou. – Hm... Tem uma coisa que eu queria te falar, já faz um tempo que eu...
– Espera, é rápido, eu vou pegar um refrigerante, já volto. – ela disse, mas ele segurou sua mão.
– Eu pego para você. – e saiu em direção à mesa. Lá, pegou a garrafa pet e encheu um copo de plástico. Seu coração estava acelerado e ele soava frio. E não tinha nada a ver com a dança, e sim com quem ele estava dançando. Encheu um copo para ele próprio, afinal, também estava com sede.
Respirou fundo e voltou para o lugar onde Sabrina estava, mas ela não estava mais lá. Ele olhou desesperado ao redor.
– Onde está Sabrina? – perguntou para Jason.
– Ela saiu correndo, não sei para onde... Deve ser para o banheiro, eu ach...
Dylan largou os copos no chão e saiu correndo a procura dela, e tinha certeza para onde ela tinha ido: Para a sala de Ágata. Ele acelerou as passadas, desesperado.
Sabrina encostou o ouvido na porta, procurando ouvir o que diziam.
–... Mas se o Sr. Burguins, o Sr. Payne a senhora estão aqui, é claro que tem algo errado. E eu vou falar o que é. Mary simplesmente evaporou na minha frente. Thomas está hipnotizando os alunos de algum jeito, e aconteceu de novo hoje com o Jason. Ele pediu para eu ir para Athos, se não ele ia continuar fazendo isso.
– Calma, temos de manter a calma. Você não vai a lugar algum...
– EU NÃO PEDI A DROGA DA SUA OPINIÃO, EU SÓ TÔ CANSADO DE VER AS PESSOAS SE FERRAREM POR MINHA CULPA E FICAR PARADO! PELA PRMEIRA VEZ EU TENHO A OPORTUNIDADE DE FAZER UMA COISA, E NÃO PENSEM QUE VÃO ME DIZER O QUE FAZER.
– Greggory Field, nem pense que irá sozinho para Athos, está me ouvindo? – falou uma voz familiar. Era Srta. Evans! Será que a Sede permitia a entrada de Normais? Sabrina nem teve tempo de ficar surpresa, pois a conversa seguia normalmente.
– E o que você sugere? Que eu continue fingindo que ta tudo bem de braços cruzados? CANSEI, C-A-N-S-E-I. Eu vou sair daqui e vai ser agora!
– GREGGORY, PODE SER UMA ARMADILHA! ELE PODE NEM ESTAR LÁ! – Srta. Evans sugeriu.
– Por favor, não tomemos nenhuma decisão de cabeça quente. – Sr. Burguins falou.
– Que tal irmos todos? – sugeriu Srta. Brown.
– Não, não, não estaríamos sendo racionais. Teremos que deixar alguém aqui... Mas o menino não pode ir sozinho... Sugiro que conversemos sozinhos, sem a Srta. Evans e sem o rapaz. Eles terão influencia. Vocês serão informados do que quer que decidamos. – Sr. Payne disse.
Nesse momento, Mason, o ‘Psicólogo’ da Sede entrou correndo na sala.
– O que houve? Soube do chamado de Thomas para Athos... É verdade? – ele perguntou, ofegante.
– As noticias literalmente voam por aqui. – Sr. Burguins falou.
Greg e Srta. Evans se retiraram, enquanto os outros continuaram e debateram sobre o assunto. As coisas estavam realmente preocupantes.
– O que você está fazendo aqui? – Greggory perguntou quando viu Sabrina.
– Eu vim atrás de você para te impedir, eu não vou deixar que...
– Nada do que você disser vai me impedir de ir, independente do que eles decidirem. EU vou e ponto, só queria que eles soubessem para eu não ficar prejudicado nos pontos, por faltar aulas aqui na S.A.H...
–Ha, como se você realmente se preocupasse com isso... – disse Sabrina.
– Parabéns, querida. – Srta. Evans falou, lançando um olhar preocupado sobre a garota. Ela a abraçou.
– Obrigada...
Pouco depois, Dylan chegou correndo, cansado.
– VOCÊ FICOU DOIDA, O QUE...? SRTA. EVANS? MAS O QUE...?
– Eu vim porque fui convocada. Thomas fugiu da prisão e mandou uma carta para Greg, e todos ficaram preocupados e me chamaram, e cá estou. – explicou.
– CARTA? – falaram Dylan e Sabrina ao mesmo tempo, voltando-se para o amigo. Dessa vez, eles não deram risinhos nem nada, afinal, o clima estava tão tenso que mal tinham tempo para isso.
O menino explicou da carta, e todos ficaram intrigados, tentando imaginar as possibilidades.
– Não entendi. – falou Sabrina.
– Nem eu. – concordou Dylan. Srta. Evans, porém, continuou pensativa e quieta.
– Acho... Acho que é algo para se encaixar em nossas vidas... – disse Greggory, lentamente. Podia ouvir seu cérebro trabalhando.
– Algo como... Você ser o inventor? – perguntou Sabrina.
– É ISSO! Eu não sou o inventor. Pensem. Se Thomas fosse um robô, a Cobaia, especificamente, quem seria seu criador? O inventor? – interrogou Greg.
– Sua mãe e seu pai?! – supôs Dylan.
– Isso. Se ele é a Cobaia, e minha mãe e meu pai eram os inventores, e se eles estão mortos, quem sou eu? – perguntou.
– VOCÊ É AS VERSOES MAIS NOVAS! É ISSO! ELE MATOU SEUS PAIS, O INVENTOR... – concluiu Sabrina.
– POR CIUMES, E AGORA, QUER MATAR AS NOVAS VERSOES, AS QUE CAUSARAM ISSO, OU SEJA, ELE QUER ME MATAR! POR CIUMES! – terminou Greggory.
– Falem mais baixo, vocês três! – pediu Srta. Evans.
– Mas... Como assim seus pais não o queriam? – perguntou Sabrina.
– Essa parte eu ainda não sei. – respondeu Greg. – não faz sentido meus pais me quererem e não o quererem...
– Srta. Evans, o que acha disso? – perguntou Sabrina.
– Ah, é, bem, vocês podem estar certos, crianças. – falou, ainda aérea. No que ela tanto pensava?
Depois de bastante tempo, a porta se abriu. De lá saiu Sra. Brown, o Sr. Burguins, o Sr. Payne, Mason e a Srta. Sanders.
– Sr. Field, você irá até Athos, sendo uma emboscada ou não. – falou Sra. Brown. Greg assentiu, nem feliz nem triste, ele iria fazê-lo de qualquer jeito, mas seria melhor fazer isso com a concessão da S.A.H. – Porém o Sr. Payne, a Srta. Sanders e Mason irão lhe acompanhar.
– SEM CHANCE! – berrou Sabrina, já de olhos marejados. – Vocês não podem deixa-lo ir! Não dá! Isso é uma missão suicida!
– Dessa vez eu tenho de concordar com ela. Tática de batalha número mil quinhentos e oitenta e três: Nunca vá ao território inimigo: Você estará sempre estará em desvantagem. Procure um local neutro. – falou Dylan, tentando parecer calmo.
A Srta. Evans ainda estava em silencio, apenas acariciava as costas de Greggory. E sussurrava de modo que só ele ouvia: “Vai ficar tudo bem.” Mas ele sabia que poderia não ficar.
– Posso perguntar o porquê da convocação dessa expedição toda para me acompanhar? – Greg arguiu.
– Pois bem. Mason, como psiquiatra, gostaria bastante de ir e ver como você vai reagir a toda essa situação, e vai poder te ajudar nas horas mais temerosas, também. – Greggory olhou para Mason, que sorriu fracamente. – Sr. Payne poderá proteger você e todo o resto, por ter mais experiência nessas coisas. E a Srta. Sanders será a encarregada de manter-se em contato conosco, certificando-nos de que vocês estão vivos pelo menos uma vez a cada três dias.
– A CADA TRÊS DIAS? ONDE DIABOS É ESSA CIDADE? – Sabrina perguntou.
– É bem longe, a viajem vai ser longa. E sinto dizer, não será nada fácil. – disse Sr. Payne. – Partimos hoje, pela noite. Arrume suas malas.
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