Green Eyes
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Notas iniciais
Íris nunca havia percebido o quão verde eram os olhos de
Dento. E justo naquela madrugada tão calorosa, a morena levantara emburrada, encontrando um Dento pensativo e poético olhando o céu escuro e estrelado.
Dento saudou a menina com um simples Oi e voltou sua atenção às estrelas. Íris apenas sentou-se ao seu lado, tentando enxergar o que o garoto tanto olhava. Tentou por pelo menos cinco minutos – muito bem contados em sua mente. E suspirou mais irritada que antes. Dento havia percebido o motivo da irritação da garota e sorriu calmo.
- Dento, por mil dragões, o que está olhando tanto assim?
Íris resolveu perguntar logo de uma vez, franzindo o cenho.
- Veja Íris, eu gosto de pensar em como as estrelas brilham no céu, olhando cada um de nós. Elas olham não só o nosso mundo, mas também outros mundos. Olham com curiosidade cada passo que damos desde que crescemos, até quando morremos. E elas nos encaram, como sempre encaramo-las. Já pensou o quanto elas podem nos assistir? E não importa o que façamos, elas sempre estarão lá, nos vigiando.
A futura mestra de dragões parou para raciocinar e olhou o amigo; Dento estava sorrindo.
O esverdeado devolveu o olhar, os olhos imensamente esverdeados pareciam olhar dentro da alma da garota. Íris nunca havia visto um verde tão imenso quanto o verde dele. Sentiu suas bochechas arderem num rubor quente e espesso. Desviou o olhar desesperadamente, encarando a grama à sua frente. Dento voltou seu olhar às estrelas, sorrindo.
O verde da grama não era tão intenso e brilhante quanto o verde dos olhos do colega. Não parecia tão caloroso e aconchegante quanto o olhar de Dento. Aliás, nada que já tenha visto na cor verde era tão caloroso quanto o verde de Dento. E talvez por isso, verde era a sua cor favorita agora.
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