Greco-Romana
8 Recebemos uma missão
Foi como se eu entrasse no refeitório e aquele dejavu viesse na minha cabeça. Eu a vi. A garota ruiva estava se levantando com o prato na mão. Ela lançou um olhar para mim e disse:
-Eu lembro de você! Eu já te vi antes, nos meus sonhos! Espera... -Então, a parte do meu sonho começou a aparecer. Aquela fumaça verde,o pessoal em volta dela, era como eu tinha visto. Só não contava que ela fosse começar a falar. Falar não. Recitar algo. — A filha de Roma lidera a missão para o lugar movimentado, um de seus companheiros será arrasado e com isso virá a pista. A pista perdida será o problema e eles terão de cumprir o dilema.
-O que foi isso?-Falei. Todos os olhares eram dirigidos para mim e para a garota.
-Rachel soltou uma profecia. -Respondeu Tresh.
-Isso deve ser algo parecido com Augúrios. Ela é vidente?
-Quase isso. Ela é o oráculo. Ela solta profecias que sejam ou não compridas. Essa parece que você está no meio.- Tresh disse.
-Ela não. -Corrigiu Jay.-Nós estamos. Somos um esquadrão lembra?
-Ótimo. Vamos caminhar para a morte. -Disse Tresh.
-Campistas. -Anuncio Quíron. -Pelo que vemos temos uma missão. Romana, por favor, assim que terminar sua refeição, encontre-me na Casa Grande. Seus amigos também. -Ele apontou para Jay e Tresh. Ele se virou para Rachel e o pessoal em volta dela. -Assim que ela recuperar, levem ela para conversar conosco. -O pessoal dela só confirmou.
Jay foi para sua mesa. Eu e Tresh para a mesa no chalé onze. Eu comi como uma desesperada.
-Romana, come devagar. Quíron não vai sair de lá.
-É porque eu quero saber logo dessa história. -Eu disse de boca cheia e a comida saindo de dentro da minha boca.
-Nossa, sabia que não é proibido comer de boca fechada. -Disse Tresh
Eu fui designada para uma missão. Designada para a morte. Eu não vou ser negativa que nem os outros semideuses. Os que dizem que sempre vão morrer e as vezes tem a sorte de estar vivo. Ok. De novo. Eu espero muito não morrer nessa missão. Acho que esta melhor. Enfim, eu ter vindo para esse acampamento não foi acaso.
Terminamos de almoçar e fomos para a casa grande. Jay, Tresh e eu.
-Galera, vocês podem sair do esquadrão.Sabe como é. Não quero que vocês morram. -Coloquei minha mão no meu cabelo.
-Olha, a gente entrou nesse esquadrão, ninguém foi obrigado. Assim como ninguém ta sendo obrigado a ir nessa missão. -Disse Tresh.
-Olha, na verdade nem pode ser a gente. -Disse Jay. -A qual é, gente. Todos sabem que os seus companheiros somos eu e Tresh.
-Pois é. Por isso que eu não quero que vocês vão junto.- Falei.
-Até eu? -Disse Tresh.
-Talvez eu queria que você vá Tresh. — Eu ri.-Você consegue me irritar.
-É claro. Só não quer que o seu namorado morra. -Respondeu Tresh.
-Olha, eu to longe de querer que alguém morra. Mas acho que você seria útil nessa missão. Já Jay, bem...Jay tem que cuidar dos feridos e parece que ele adora o que faz.-Falei.
-Me senti inútil para você. Mas Romana, eu vou. Mesmo que eu esteja indo para a minha sepultura. Ninguém vai me impedir. -Disse Jay.
-Eu vou porque cansei de acharem que eu sou inútil. Se eu morrer, vou morrer lutando como um herói. -Disse Tresh.- Eu vou nessa bosta de missão.Eu sou do seu esquadrão agora.
-Obrigada, meninos. -Sorri para eles. Nesse momento entramos na Casa Grande.
Lá era bem grande. Quíron estava sentado na sua cadeira de roda que escondiam seu traseiro de cavalo.
-Sentem-se. -Disse Quíron. -Romana, enfim, vamos ter uma conversa civilizada.-Nós nos sentamos.
-Olha, antes de falar qualquer coisa. Porque eu?
-Porque algumas coisas são destinados para algum semideus. Essa missão é destinada a você. Destino? Claro que é. O seu destino. Você tem uma missão nas mãos, tem que realizá-la.
-Tresh e Jay tem que ir comigo? Eles vão morrer.
-As vezes minha jovem, as profecias não se realizam por completa. As vezes elas estão errada.
-Mas e se está estiver certa?
-É um risco a correr. Mas agora, vamos falar do que é de interesse. A profecia. -Ele agora se dirigia a nós três. -Obviamente não sabemos qual é essa pista. Então tomem cuidado com o que vocês vão procurar. Lembrem-se das atividades aqui feita.
-Espera...-Falou Tresh.- Por isso o Esconde-esconde?
-Correto. -Responde Quíron.
-Você sabia?-Perguntei.
-Talvez. O que eu sabia é que você viria. E que algo do tipo iria acontecer.
-Como? -Perguntei.
-Os deuses. -Nesse momento Quíron foi interrompido por Rachel entrando.
-Perdi algo? -Ela perguntou. Incrível como ela parecia normal. Não parecia que saiu fumaça verde dela que muito menos que ocorrerá um desmaio com a sua pessoa.
-Não. -Respondi.
-Olá senhorita Dare. Sente-se, por favor. -Disse Quíron.- Então, você tem alguma pista sobre o que é essa pista? -Ele perguntou para Rachel.
-Não. Não faço a mínima ideia. Meus sonhos não me revelaram nada. Mas eu vi ela em meu sonho- Ela apontou para mim.- Eu vi você com eles.- Ela apontava Tresh e Jay.- Acho que eles são seus companheiros.
-É, nós somos-Disse Tresh.
-Então, que comece os preparativos para a missão. -Disse Quíron.
-Espera. -Eu disse.- Eu quero um treinamento. Me sinto despreparada. Quero um tempo para treinar.
-Está pensando em quanto tempo? -Perguntou-me o Centauro.
-Uma semana. Mas iremos treinar por conta própria, nós três. Se houver atividade coletiva, nós participaremos.
-Uma semana? Eu acho cabível a vocês. -Disse Quíron.
-Certo. Tresh, você entendeu? Vamos entrar em forma. -Disse.
-Eu sabia que algo relacionado ao meu peso ia sair da sua boca. -Ele me disse.
-Fique feliz que o que não saiu da minha boca foi vômito.
-Jovens, vamos voltar. -Disse Quíron- Então, amanhã está oficialmente aberta a semana de treino de vocês. Depois de terminada revemos mais alguns conceitos.
-Ok. -Respondemos.
-Estão dispensados. E senhorita Dare, qualquer sinal sobre a missão dele me avise. A senhorita também está dispensada. -Assim nós quatro saímos de lá.
No dia seguinte após o café eu, Jay e Tresh nos reunimos para começarmos a treinar.
-Alguém tem um manual de treinamento?-Perguntou Tresh.
-Não. Mas acho que vocês tem que estar ciente sobre coisas de primeiro socorros.
-Eu concordo. -Falei.
-É claro que concorda. Você é namorada dele.- Falou Tresh.
-Dormir. É o que você precisa. -Falou Jay.
-Faz assim. Jay hoje a gente aprende algumas técnicas e amanhã a gente pode tentar ver algo sobre espadas. Que tal?-Os meninos concordaram. Então lá fomos nós virar observadores e aprendizes.
Jay fez a gente ficar na enfermaria e fazer alguns serviços. Eu tive que ser forte e costurar uma parte rasgada do pulso de um campista. Tresh teve de limpar ferimentos e enfaixar algumas pernas. Cuidamos de queimados e desmaiados. Aquele dia de treinamento foi proveitoso.
No dia seguinte nós tivemos uma noções de espada. Mas eu nem peguei uma na mão. O que deixou Tresh irritado. Eu ensinei eles pontos básicos de miras e um pouco de técnicas para desmaiar alguém.
O legal de se treinar foi que eu e Jay forçamos Tresh a correr, escalar, levantar peso e nadar. Ele ficou menos imprestável na minha concepção.
Faltando duas noites para sairmos do acampamento aconteceu algo. Eram três da manhã e eu estava fora do chalé acertando uma das árvores com um kit de facas. Ouvi um barulho, logo me preparei para atacar.
-Então, eu te achei. Sua cama estava vazia. Olhei no banheiro e você não estava.
-Seu idiota! Me assustou. Volta para o chalé. Eu volto já.
-Volto. Mas você deveria vir, pode te acontecer algo.
-Comigo? Acho que não.
-Romana, você viu a morte de Mark e...Romana? Você...você teve algo haver com aquilo?
-Não. Foi um acidente, na verdade.
-Você matou ele?
-Não! Ta confundindo. Eu estava treinando e ele apareceu, achei que fosse alguém querendo me atacar e...
-E você matou ele?
-Não. Na verdade sim. Foi sem querer. Eu só peguei a arma dele e...e...
-E enfiou nele! Sua maluca! Não se sai enfiando a arma da própria pessoa no corpo da outra. Isso é horrível.
-Eu não tive culpa, eu estava na defensiva.
-Defensiva? Não era nem para estar fora do chalé. Olha, eu não sei como funciona lá da onde você vem, mas aqui é diferente. Jay vai saber disso!
-Não conta para ele! -Eu segurei no pulso de Tresh.
-Desculpa, mas essa não tem como te deixar livre.
-Por favor, isso não vai se repetir.
-Claro que não! Ou quer me matar.
-Não ia ser uma má ideia. Mas claro que não vou! É do meu esquadrão.
-Desculpa, mas não quero ser do mesmo time que uma assassina. -Assim ele saiu andando e eu fiquei lá sentada pensando o quanto ia ser condenada.
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