Greco-Romana

22 Quero ele de volta.


Notas iniciais
OOOOI. Sou eu a ~Kah. Primeira vez que mecho nesse reco. Se algo deu errado comentem. Bjj e boa leitura s2

Depois do almoço o Tresh se responsabilizou por lavar a louça. Eu e Tresh fomos para o quarto. Tresh aproveitou para se cuidar,pois ele ainda estava em estado critico. Tresh colocou outra blusa do acampamento,essa agora estava inteira.

Depois fui tomar banho. Jay havia entrado no quarto.

-Até que enfim alguém vai se lavar.-Jay riu.-Lave o cabelo.

-Não tem xampu nem condicionador. Não vou lavá-lo.

-Eu tenho. Afinal,uma moça bem cuidada como eu leva sempre seus apetrechos junto.

-As vezes você é tão homem que tenho vontade de beijá-lo. As vezes você da umas 'bichada' e tenho a impressão que estou com uma mulher.

-É inevitável.-Jay riu.

Depois de ter tomado banho ficamos um olhando para a cara do outro.

-Então é isso?-Disse Tresh.

-Isso o que?-Falei.

-Vamos ficar aqui dentro até noite?

-Acho que sim. Provavelmente alguém nos denunciou falando que agredimos uma senhora.-Falei

-A culpa foi dela,Romana.

-Tresh tem razão.-Odiava quando Jay concordava com Tresh.

-Sobre o que?

-Sobre ficarmos aqui. Ainda são duas da tarde. Vamos dar uma volta? Tipo,só uma olhadinha pelo quarteirão.

-Não quero ir,Jay.

-Então fica.-Ele disse. Minha cabeça ja estava processando que Tresh e Jay poderiam ter um caso.

Tresh nunca mostrou para mim sinais sobre ser hétero e Jay as vezes dava umas olhadas para Tresh. Se Tresh via disfarçava.

-Vocês venceram.-Falei.-Voltamos por cerca das três.

Mentira. Ficamos na rua até as cinco. Foi legal o tempo que ficamos lá fora. Havia algumas lojinhas,eram interessantes. Havia uma parte em que se via artistas de rua.

-Adoro arte circense.-Falei quando vi uma moça fazendo contorcionismo.

-Romana,é para você.-Disse Jay me dando uma flor que acabara de ganhar do mágico,a nossa esquerda.

-Obrigada.-Sorri.-Gente,vamos tirar foto?

Logo a frente tinha um homem com uma câmera e um cartaz que dizia: 'Tire sua foto. Revelado na hora'.

-Você disse que tem menos de cinqüenta dólares.-Tresh disse.

-Quem disse que vamos pagar?

-Está pensando em fazer o que?

-Em dar um jeito- Sorri.

Nos aproximamos para ir até onde o homem estava.

-Gostaríamos de tirar fotos.-Falei.

-Três fotos por vinte dólares.

-O que? Isso é um roubo!-Tresh disse.

-Amigo,não temos vinte dólares.-Falei.

-Tem dez?-O moço perguntou.

-Não. Na verdade não temos nada.-Falei.

-Então,sem fotos.

-Na verdade,você vai deixar a gente tirar foto. Eu tenho aqui comigo dois garotos e você pelo que vejo está sozinho. Se eu disser que você me alisou eles vão apenas confirmar e você vai se dar mal,cara.

Jay e Tresh me olharam com cara de 'o que você está aprontando?'. Eu tive uma certa dó do homem que estava ali trabalhando honestamente. Mas cada um se vira como pode. Enfim ele disse:

-Tudo bem. Vamos tirar logo essas fotos antes que vocês me encrenquem.

-É isso ai!-Gritei.

Tiramos as três fotos. Na primeira eu fiquei no meio abraçando Tresh e Jay. Jay me convenceu a tirar a foto abraçando Tresh. Na segunda tiramos fotos comigo na frente,Jay no meio e Tresh por ultimo. Eu e Jay fazemos careta e Tresh sorria. A ultima foto foi meio que espontânea. Antes de bater a foto Tresh havia me ofendido e eu fui para cima para bater nele. Jay estava me segurando e eu com os braços estendidos para bater em Tresh. E o gordo estava sorrindo. Essa foi a terceira foto.

-Tomem aqui.-Disse o homem.

-Obrigada. Toma aqui bala para alegrar seu dia.

Depois que saímos de lá Jay me perguntou:

-Onde arranjou bala?

-Roubei. A foto da careta é minha.

-Não me surpreendo.-Jay retrucou.-A foto que estamos abraçados é a minha.

-E o gordinho fica com a foto da menina querendo socá-lo. Justo.-Tresh disse.

Embora a tarde com os meninos tenha sido muito agradável lembrei o porque de estarmos ali. Iríamos para Las Vegas ainda essa noite.

-Vamos embora?-Falei.

-É,já esta na hora. Era para ser só uma volta. Já são cinco da tarde. Vamos.-Jay disse.

Voltamos para a lanchonete e Jay se responsabilizou pela louça da tarde. A tal louça do lanche. Fique lá dentro com Tresh.

-Não tem vontade de saber quem é sua mãe?

Silêncio.

-Desculpa,não toco no assunto.-Falei.

-Eu...eu não queria ser filho de um deus. É pedir muito?

-Tresh,eu sei que é difícil. Mas pensa que poderia ser pior. Você ainda tem seu pai,seu único problema é que sua mãe não te reclamou. Eu por exemplo,sou sozinha no mundo e minha mãe morreu. Acredite podia ser pior.

-Eu sei. Mas você pode ter um irmão. Já está aceitando essa ideia?

-Não sei,cara,não sei.-Jay estava demorando.-Eu vou atrás de Jay,ta? Já volto.

-Ok.

Fui para a porta e quando abri me dei de cara com um chumaço de cabelo louro agarrado com um menino de cabelo preto. Na verdade era Jay beijando um garoto. Eu viajei o mundo e vi alguns beijos gays. É totalmente diferente ver seu amigo beijando,ainda mais um beijo gay. NADA CONTRA,OK?

-Você foi lavar a louça?-Falei encostando na parede bem ao lado onde os dois se agarravam.

-Ãn...Romana? Oi,é...eu meio que me perdi e...-Jay estava sem jeito.

-Eu entendi. O cara aqui te ajudou a achar o caminho. Claro. Ai no meio do caminho você estava com a boca suja e ele te ajudou a limpar. Normal,né?

-Romana você está me deixando constrangido.

-Eu estou? Querido,você não viu eu correndo e gritando ao mesmo tempo. Quem é o bofe?

-Meu nome é Gregory. Olá.-Gregory sorriu. Além dos cabelos pretos e olhos pretos também ele tinha a bochecha levemente rosada. Era da altura de Jay e usava uma roupa estilo skeitista. Era magro também.

-Olá moço. Bem,eu vou entrar porque eu...eu meio que atrapalhei algo. Jay,não volte grávida para casa,ok?

-Romana!-Jay corou.

-É isso ai.-Sorri e entrei de novo.

Depois de uns trinta minutos Jay estava de volta.

-Você não está grávida,está?

-Você me envergonhou!-Jay disse.

-Do que estão falando?-Tresh disse enquanto estava sentado no sofá.

-Não te contei do senhor pegador? Jay estava beijando um moçinho por ai.

-Estava?-Tresh disse.

-É! Taradão em amigo?-Dei uma tapinha no ombro de Jay.

-Eu te estrangulo,Romana.

-Antes me conte sobre o Gregory.

-Eu conheci ele no corredor.

-E beijou ele lá mesmo?

-Não. Fomos lá para fora antes,por isso a demora. Ai eu disse sobre minha sexualidade e quando voltamos meio que rolou.

-Meio? Inteiro que rolou,né?-Falei.

-É. Os pais deles estão viajando e pararam aqui. Ele está no quarto aqui da frente.

-Sabe que não tem como encontrar mais ele,não é?-Falei.

-Sei. Ele até pediu meu telefone e eu disse que havia perdido. Mas anotei o dele,embora eu saiba que nunca vou ligar.-Jay pareceu triste.

-Eu sei. Mas você vai achar alguém com quem vai poder trocar várias mensagens de íris.- Sorri.

-É.-Jay retrucou.

-Ele é da onde?-Perguntei.

-Kansas. Ele disse que adora skates. Ele também disse que gosta de música. E perguntou o que você era minha. Disse que estava aqui com nossos pais também e que você era uma prima distante minha.

-Distante?

-É. Olha você tem cabelo enrolado,tom de pele bronzeado e olha seu tamanho...

-Já entendi. Ta mais o que rolou nos outros trinta minutos?

-Beijos...

-Só?

-É,Romana. Só!

-Ta.

-E você Tresh? O que acha?

-Sobre o que?

-Sobre Jay só ficar nos beijo.

-Ele quem sabe. A vida é dele.

-Obrigada,Tresh.-Jay disse.

-Tresh você joga para que lado? Quer dizer,você gosta de homens ou mulheres?

-Eu gosto de meninas!

-Ainda acho que você é gay,cara. Tudo bem se você for,mas você avisa porque ai me troco na sua frente numa boa.

-Cale a boca.-Tresh disse.

A sessão de curiosidade havia acabado. Quando deu seis e meia o jantar foi servido só para nós,pois sairíamos dali daqui a pouco. Após nós e mais alguns clientes termos comido foi minha vez de lavar a louça. Jay me fez companhia.

Entramos no quarto e Tresh dormia. Eu sinceramente não sei da onde tirei aquilo,mas...Bem,Tresh fica bem fofinho quando estava dormindo. O cabelo dele tipicamente bagunçado e as bochechas avermelhadas tinha um charme quando ele dormia. Ele estava com a boca aberta.

-Ele parece legal dormindo.-Eu ri.-Vou acordá-lo.

Cheguei perto dele e comecei cutucar a orelha dele. Peguei um pode pasta de dente e coloquei na sua mão. Comecei a cutucá-lo de novo.

-Deveria acordar. Tem gente com pudim ali fora.-Surrei em sua orelha.

Ele passou a mão e como esperado a pasta pegou em seu rosto.

-Romana! Eu vou te matar,magricela!

-Vai logo. Já vamos sair.

Após Tresh ter se limpado pegamos nossas coisas e fomos embora. Jay parou no quarto da frente.

-Desculpe Gregory. Talvez um dia nos encontremos.-Ele deu meio sorriso para a porta e saiu andando na nossa frente.

Queria dizer palavras reconfortantes para Jay mas não sabia o que. Só sorri para ele.

Fomos atrás do dono da lanchonete e falamos que íamos embora. Pedimos informações para ele sobre onde passaria um ônibus para Las Vegas e ele disse que em uns treze quarteirões dali passaria um.

-Vamos embora,cambada.-Eu disse. E assim saímos do Terceiro Fetiche.

-Ainda acho que Terceiro Fetiche é um nome bobo para uma lanchonete.-Tresh disse.

-Tanto faz. O dono nos deu comida.-Falei.

-Você tem pensamentos de gordo. Não eu,Romana.

-Cala a boca Tresh.

Nós três usávamos os tênis voadores mas a caminhada até o ponto de ônibus estava agradável. Jay estava rindo e eu contava piadas sem graça,Tresh estava também estava sorrindo.

Ali com eles eu soube que estava feliz. A tarde foi realmente agradável,mas aquela noite nós estávamos conversando como se nós três estivéssemos junto a anos. Eu tive a sensação de ter amigos e tive a sensação de que as pessoas gostavam de mim. Até Tresh. Um pouco confuso,mas ele estava parecendo mais legal. Ainda acho ele idiota.

Estávamos passando perto de um armazém quando escutamos um barulho vindo de lá.

-Não vamos ir ver,né?-Falei.

-Se não formos ver pode vir atrás de nós.-Jay falou.

-Mas se não for monstro não tem problema.-Retruquei.

-É melhor irmos.-Jay disse.

-Vamos seguir.

-É melhor irmos. Ok?

-Droga! Vamos logo.-Falei.

Jay pegou seu soco inglês de dentro da bolsa e colocou na sua mão esquerda,com a direita ele pegava a espada. Tresh empunhou a sua espada e eu peguei minha Adaga.

Quando entramos no armazém estava tudo escuro. Nós acabamos tropeçando um no outro. Jay tomou a frente continuou seguindo em frente. Ouvimos o barulho e agora elas estavam bem fortes.

-Quem está ai?-Jay perguntou e o soco abrindo e revelando sua forma verdadeira. O escudo.

-Me ajudem!-Ema voz cansada e cheia de desespero veio de um canto do armazém.

-A onde você está?-Disse Jay.

-No fim do armazém. Acendam a luz. Depressa,antes que ele chegue!-A voz disse.

-Ele quem?

-A coisa. Por favor,me tirem daqui.

Primeiro Jay procurou o interruptor,logo que foi aceso vimos umas vigas de ferro caídas no fim do armazém.

-Eu estou aqui no meio dos ferros.-A voz disse e uma mão surgiu entre os ferros.

-Minha nossa! Ele deve estar sofrendo.-Eu avancei para ajudar a pessoa. Era um homem.

-Rápido,a coisa vai vim.

-Quem é a coisa?-Perguntou Jay que estava tirando uma parte dos ferros com a ajuda de Tresh.

-A coisa é algo horrível e ele devora humanos. Eu estava aqui com mais um homem e eu vi ele arrastando ele para o canto e...e...eu não sei o que houve.

-Mas o que é a coisa?-Falei. Eu estava ficando confusa e curiosa.

-Me tirem daqui. Estou longe de casa a dois dias. Quero comer,estou com fome e sede. Ele vai me matar.-A voz do homem agora choramingava.

-Calma,ok? Preciso que você me diga o que é a coisa. E ai,o que ela é?

-É grande! E parece aqueles monstros de histórias.

-Você lembra de qual história?-Perguntei. Nessa hora Tresh e Jay tiraram a primeira viga. Uma pequena cabeça surgiu e um senhor com cabelos castanhos mas alguns fios brancos surgindo. Ele parecia realmente cansado.

-Não...eu não me lembro- Ele respondeu.

-Mas que monstro é? Nos diga.-Falei.

-O monstro?-O homem olhou para baixo.-Eu sou o monstro!

-Alguém está brincando comigo? Outro?-Falei.

Todo meu dia de conforto com os garotos havia sumido. Aquele monstro agora estava a nossa volta para nos matar.

-Tresh!-Jay o chamou e como se ele tivessem algo combinado Tresh foi correndo ao seu alcance.

Eu não sou o tipo mosca morta,então,fui para cima do monstro.

O primeiro golpe dele teria acertado em cheio minha cabeça se eu não desviasse. Só que meu reflexo foi impedido quando Tresh gritou:

-Romana,saia dai!-Nesse momento ele estava com o escudo de Jay na mão,certamente ele ia lançá-lo. Foi nessa hora em que o monstro me acertou no estômago e fui lançada contra caixas.

-Obrigada por quem colocou aquelas caixas ali. Foi um ótimo amortecedor. E há,só para constar,eu estou cansada de ser laçada por monstros. Duas vezes no mesmo dia?-Disse isso após me recompor.

Quando o escudo de Jay acertou o monstro isso pareceu retardá-lo. Jay desferiu um golpe no monstro,mas ele desviou e também atirou Jay para longe.

Com minha Adaga em punho consegui fazer um arranhãozinho nele.

-Olha,a gente pode conversar. Se você nos deixar livre e não nos matar,não te mando para o Tártaro. Olha,somos semideuses chato e etc. Tem outro mais interessantes. Tipo,já viu a potência dos filhos dos três grandes?-Fui super desleal com os outros semideuses. Desculpe

O monstro só berrou comigo.

-Mal educado.-Suja falando do mal lavado,ok.

Eu vi Tresh e Jay falando algo entre eles. Mas eu decidi que ia ficar ali para deixar aqueles dois longe de encrencas. Certamente eles estavam tramando algo para acertar o monstros.

Comecei correr em volta do monstro. Era tipo um jogo. Pega,pega. Tente brincar disso com um filho de Mercúrio/Hermes. Geralmente o pessoal desiste de nos pegar.

O monstro começou a ficar irritado e quanto mais eu corria mais ele dava voltas. Passei de baixo de suas pernas e no momento em que o monstro virou de costa eu fui golpeá-lo. Ia ser um golpe certeiro e ele se dissolveria. Mas é claro,não deu certo. Ele virou rápido o suficiente para esquivar e me machucar.

Eu fiquei com um pequeno corte no braço. Estava latejando quando eu escutei Jay griatar:

-Romana,saia do armazém.

-Porque?-Gritei.

Senti a mão de Tresh segurando em meu pulso. Começamos a correr.

-Jay!-Gritei com toda minhas forças.-Tresh,a gente não pode...

-É questão de sobrevivência. Vamos.-Meus olhos agora corriam por todas as direções. Ao mesmo tempo queria mandar um olhar matador para Tresh, Ao mesmo tempo eu queria ver Jay. Ao mesmo tempo queria matar o monstro.

-Tresh,me solta!

-Não.

Assim que cruzamos o grande portão do armazém,quando estávamos atravessando a rua a primeira parte do armazém desabou.

Meu coração agora parecia que havia um elefante sentado em cima. Tipo como se Tresh me abraçasse. Não ganhei um abraço dele,mas o cara é gordo então resume.

Eu virei com toda precisão possível. E naquele momento não houve mais nada ao meu redor. Não havia Tresh me segurando. Não havia missão acontecendo. Não havia Monstro. Só havia Jay em minha visão no meio das pedras.

Dois segundo.

Fração de segundo que tive minha segunda crise depois da morte da minha mãe.

Naquela noite em Londres após fugir desabei como uma criança. Antes de avisar os turistas eu havia tido uma crise. Solucei,tossia,me batia. Eu queria minha mãe. Eu era uma criança em pânico.

As lágrimas ainda não me cercaram. Mas minha dor no coração me dava a previa de que choraria muito.

Corri. Mas Tresh me segurou.

-Não!-Eu gritei.-Empurrei Tresh com minha maior força e sai correndo em meio aos escombros.

-Jay!-Gritei.-Jay!

Subi uma grande parte da parede que havia caído. Vi de longe um esqueleto magrelo.

-Jaaaay!-Corri feito uma louca para junto dele.

-Você tinha que ter ido embora...-Ele estava arranhado sangrando e tinha uma parte dos escombros em sua barriga. Seu braço esquerdo estava livre. Me dirige aquele lado para segurar aquela mão.

-Não vou embora.-Sorri.-Não sem você.

-Vai sim...Eu não vou durar,Romana...

-Não fala assim.-Já era. Minha voz embargou e uma lágrima escapou. Já era. Eu estava me derretendo em miseras lágrimas.

-É sim...sabe porque?

-Por causa de Tresh. Eu ia te ajudar!

-Não o culpe...você...você vai entender.-No canto do olho dele uma lágrima desceu.

-Não chora,cara! Não faz isso comigo. Não faz!

-Eu te salvei. Os dois...-Ele sorriu.

Tresh apareceu atrás de mim. E eu virei. Queria matá-lo. Mas faria isso depois.

-Você foi um herói,Tresh...Romana...não o mate...um pedido meu...ok...?

-Jay...Tresh me ajuda a tirar isso de cima dele e ai...

-Não....Eu vou morrer-E agora em meio ao sangue em seu rosto ele chorava comigo.

-Não vai! Você é o meu herói. A gente vai matar muito monstro juntos!

-Não vamos...-Ele fechou os olhos.Abriu devagar e sorrindo.-Romana?

-Estou aqui.Fale.-Estava aos prantos.

-Eu gosto de você,ta? Eu realmente te...considero...como minha amiga.

-Jay eu também e...

-E...? E eu amo você. Mais do que qualquer um nesse mundo. Eu não perderia apenas minha vida por você. Eu te amo,muito.- ele começou a chorar e eu chorava mais.

Porque as coisas tinham que ser assim? Ele se declarou para mim e eu queria muito abraçá-lo. Não podia.

Não podia.

-Quando eu te beijei...foi na sincera amizade. Sou gay você sabe. Mas eu te amo tanto a ponto de morar com você e te fazer feliz só pelo fato de ser minha amiga.

Cala a boca,Jay. Ele estava abrindo mão da felicidade dele. Da vida dele. Para salvar a droga da minha vida. A minha vida que nunca foi preciosa para mim. Batia de frente com o perigo e nunca fui punida. Nunca diretamente. Eu tinha que morrer.

-Ta dizendo bobeira. Eu sou só uma garota idiota...

-Não é não...Quero que você siga em frente e aconteça o que acontecer....você vai me perdoar,não é? Me perdoa...

-Não tem perdão,você não tem nenhum...

-Eu vou te deixar,Romana,eu vou...Mas a gente vai se ver...é por pouco tempo. Dentro de um tempo a gente vai se ver...

-Vamos! Nós vamos no ver,sim! Você vai sobreviver e...

-Eu vou...-E foi o ultimo suspiro. O ultimo sorriso. O ultimo pedido.-Me da um beijo.

Apertei a bochecha de Jay com toda a força de meus lábios.

-Não!-Eu gritei.-Não! Não! Não! Não! Volta! Volta.

E segurei seu rosto. Várias lágrimas minhas iam para o rosto dele. Ele estava acabado. Morto. Na minha mão.

-Volta para mim. Por favor!

Foi nessa hora em que grite horrores. Gritei o nome de Jay. Ofendi os deuses. Não sei como sobrevivi. Senti a mão de Tresh me erguer. Ele me colocou em seu ombro e me carregou para longe dali.

-Ta na hora de irmos.-Ele estava liso em contexto de reação. Sem lágrima. Sem reação. Liso.

Meus pensamentos começaram a circular e cada vez eu pensava mais. Não segurei nenhum pensamento. Despejei em Tresh. Me da batia em seu ombro e falei coisas realmente horríveis a ele.

-Jay não tinha que estar lá! E sim você! Covarde! Você fugiu! Eu tinha que ficar e morrer com meu amigo! Te odeio! Não te mato por pedido de Jay! Odeio você! Gordo! Nunca vai ser alguém! Não tem mãe! Sua mãe não te reclama por vergonha! Eu quero que você morra! Eu quero matar você! Pegar sua cabeça e oferecer a deusa da vingança,ao deus da guerra e a meu pai.-Dai para pior.

Estava pronta para que Tresh me jogasse no chão e ali mesmo lutaríamos. Mas ele se calou. Silenciou. Nada veio de sua boca. Ele ainda me carregava, não sei se ele tinha rumo.