Great Power, Great Responsibility.
12 Capítulo 12 - Carnage.
Notas iniciais
Quinn acordou no meio da noite com Charlie dizendo que queria ir no banheiro. Ela olhou no relógio, três da manhã. Fazia tempo que não ficava em casa o suficiente para dormir até três da manhã, mas Santana estava vigiando a cidade, ela sabia disso.
Fazia um ano que lutara com Finn, e também fazia um ano que o rapaz estava sumido, e depois de ser considerado desaparecido, agora estava declarado morto, mesmo sem provas ou o corpo. Ele simplesmente sumiu, porém ninguém além da dupla de heroínas (E Marley) ou Rachel sabia sobre Venom. Depois de um tempo a polícia desistiu, e por o rapaz ser um ator da Broadway, chegaram a conclusão de que a criatura que atacara há um ano atrás tinha dado um fim trágico para o jovem, por conta do ataque ter vindo de dentro do teatro.
A cientista entrou no banheiro e esperou a filha fazer o que precisava e logo pegou a garotinha de pijamas brancos e fez o caminho de volta para o quarto.
– Mamãe ... Eu tô com fome ... – A garotinha de dois anos sussurrou, ainda com a fala enrolada, seu rostinho escondido na curva do pescoço da outra loira. –
Quinn apenas assentiu e foi em direção à cozinha, onde colocou Charlie sentada em cima do balcão enquanto preparava um copo de leite. A garotinha bebeu e então ficou encarando sua mãe, como quando fazia sempre que queria perguntar algo, mas tinha receio e precisava de um certo empurrão.
– Baby girl ... Aconteceu alguma coisa? – A mais velha indagou, e Charlie fitou as mãos em seu colo, ainda um tanto receiosa. – Pode dizer. – Ela sorriu gentilmente, e a garotinha assentiu pausadamente. –
– Eu tive um pesadelo. – Ela sussurrou, e Quinn sorriu ao ver a fofura de sua filha. –
– E você quer falar sobre isso? – Indagou enquanto ajoelhou-se ao lado do balcão, de modo que fitava os olhos de Charlie mesmo de cabeça baixa. –
– ... Eu sonhei que ... Um homem mau me levava pra longe, e eu nunca mais veria você ou a mamãe de novo. A mamãe chorou muito, e você dizia que era sua culpa. – Respondeu ainda em um sussurro, e Quinn assentiu. –
A loira suspirou pesadamente e então levantou-se, e segurando levemente uma mãozinha de Charlie entre a sua, pegou-a no colo, onde a garotinha agarrou-se ao seu tronco.
– Vai ficar tudo bem Char, nós sempre estaremos aqui com você, ok? – Ela sussurrou para a loirinha, que assentiu enquanto tinha seu rosto enterrado sobre o peito de sua mãe. –
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A latina estava agachada na borda de um prédio aleatório, em silêncio, focava seus sentidos o máximo que conseguia, podendo até escutar as patas dos ratos batendo contra o chão por algum beco.
– Você é muito antissocial, vermelhinha. – Alguém disse atrás dela. A voz aveludada como o ronronar de um gato ainda estava marcada em sua memória, mesmo com um ano de diferença. – Mas isso é sexy. –
Daredevil deu uma cambalhota para trás, caíndo de pé, poucos metros de distância da gata negra.
– Imagino que – Fez uma pausa, aproximando-se da mais baixa. – Ainda lembre de mim. – Sussurrou contra o ouvido da latina. –
– Como esqueceria da única ladra que robou tecnicamente na minha frente? – Ela indagou, tentando manter o máximo o possível de sua pose profissional. –
– Ah, que pena que só lembra de mim assim – Disse, com uma falsa inocência, enquanto levava o dedo indicador para o lábio inferior, a garra parecia que poderia rasgá-lo com um pequeno descuido. – Gostaria de lhe dar lembranças mais prazerosas relacionadas a mim. –
O demônio vermelho suspirou, talvez por impaciência ou excitação, e logo virou-se para a ladra estranhamente sexy de mais para alguém como ela.
– Sua carência me irrita. Muito. – Ela disse, com muito menos autoridade do que desejava. Sua voz saiu incrivelmente falha por conta da respiração ofegante, coisa que ela realmente não queria transparecer. –
– Hah – Um riso alto e cheio de sarcasmo atordoou a latina. – Se acalme, futuramente isso não será um problema, Santana. – Ela mordiscou a bochecha da mascarada enquanto levou sua mão até um de seus seios e ajudando a latina para tocá-lo por cima da roupa de couro, gemeu propositalmente alto. –
Santana se sentia nas nuvens, isso até o bom senso falar mais alto e ela então retornar para o mundo real. A gata negra apenas riu com todo seu maldito sarcasmo e como no último encontro, beijou a latina, dessa vez aprofundando-se enquanto escorregava sua língua para dentro da boca da mascarada. Ao terminar o beijo, mordeu e puxou o lábio inferior de Santana, antes de lhe dar um selinho e então afastar-se da morena.
– Que fogo, hein? – Ela lambeu os lábios e então sorriu de lado. – Espero que nosso próximo encontro seja tão bom quanto esse, vermelhinha. –
Com um risinho, Black Cat deixou o prédio e Santana novamente sozinhos. A latina respirava ofegante, e todo seu autocontrole já tinha ido para os áres. Definitivamente, ela precisava daquela gata.
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Kitty caiu ofegante na cama, ainda tendo alguns espasmos, seus cabelos loiros estavam espalhados pelo travesseiro enquanto ela tentava controlar sua respiração.
Marley riu, seus pulmões queimavam pela falta de ar quando ela deitou-se levemente por cima de Kitty, o suor de seus corpos se misturavam. A morena tinha uma ‘pequena’ coleção de cicatrizes pelo corpo, que iam de sua cintura para cima. Kitty até queria perguntar, mas sabia que Marley havia sido uma cobaia, e realmente, ninguém gostaria de relembrar uma experiência dessas.
– ‘Cê vai mesmo substituir seu pai agora que o cara apagou? – Marley indagou após segundos em silêncio. –
Recentemente, após a pequena ‘traição’ de Lady DeadPool por não eliminar a Spider Girl, o Rei do Crime mandou todos os seus guarda-costas acabarem com a raça de Marley. Ao mesmo tempo, alguns de seus traficantes se colocaram no caminho de Santana, e como uma coisa leva até a outra, as duas estavam juntas novamente contra o mafioso. Preferindo morrer ao ser pego, quando Santana e Marley encurralaram na sua cobertura em Los Angeles, ele se jogou da sacada.
Kitty sofreu pelo fato de ser seu pai, porém nunca teve um sentimento mais profundo por ele por conta de terem se conhecido apenas quando ela tinha quinze anos, na época em que sua mãe morreu e fora obrigada a morar com seu único parente; O pai distante, que na verdade era um mafioso de preço alto.
– Eu quero tomar conta dos negócios dele, porém transformá-los em algo bom. Sem tráfico de drogas, armas ou até os assassinos de aluguél. – A loira sussurrou, e Marley assentiu. –
– A parte dos assassinos de aluguél me incluí? – Indagou, seus olhos fechados enquanto tinha a cabeça apoiada no peito de Kitty, escutando seus batimentos cardíacos. –
– ... Não. –
– Bom, porque os caras vão querer te apagar também depois que virem que ‘cê ‘tá arrumando os negócios. É bom ter um guarda-costas. Esse eu faço por conta da casa. – Ela riu, logo em seguida beijando demoradamente o pescoço da loira. –
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Era o quinto soro só daquele dia. Harry estava morrendo, e por isso ameaçava Otto todo santo dia quando seus experimentos não tinham sucesso, o que era frequente.
– Coloque isso nele, agora! – O Osborn gritava na tela, sua aparência vezes pior do que há um ano atrás. –
– M-mas senhor, isso poderá matá-lo! – O cientista tentava argumentar, em vão. –
– NÃO ME IMPORTA! O PIOR SERÁ SE ISSO ME MATAR, OUVIU? COLOQUE A PORRA DO SORO DENTRO DELE! –
O cientista apenas bufou e concordou. Ele logo colocou o soro na seringa e sem cerimônia, injetou o pescoço de Finn. Segundos se passaram, e nada, de novo.
Quando o Doutor Octopus foi iniciar suas desculpas por falhar novamente, sua cobaia gritou de dor. Seus ossos e pele pareciam pegar fogo, enquanto ele revirou os olhos, que sangravam assim como seus ouvidos, narinas e boca.
Finn começou a convulsionar, se debatia enquanto ainda estava acorrentado as paredes. Por toda sua pele, feridas se abriam e o líquido quente e vermelho escorria pelo seu corpo, até que, quando estava coberto com a coloração avermelhada, cessou.
Seus batimentos cardíacos pararam. E de repente voltaram. Os dois apenas observavam o homem em completo silêncio, com medo de que um ruído se quer pudesse acabar estragando o momento.
Dos cortes pelo corpo de Finn, saíu um líquido negro e viscoso, que se misturou ao sangue espalhado por todos os seus membros. Aquela coisa vestiu-se nele, como um uniforme vermelho sangue com linhas negras, seu rosto era como o do próprio Venom, os olhos brancos pareciam rasgados sobre a face, a boca grande com suas fileiras de dentes pontiagudos e a língua estranha que escorria pelos lábios com um sorriso cínico.
Ele permanecia quieto e imóvel, e então o cientista com tentáculos metálicos nas costas aproximou-se lenta e receiosamente.
– ... O-olá? – Do meio das costelas da criatura, um tipo de tentáculo saltou e então, socou a cabeça do cientista com tal brutalidade que ela foi parar do outro lado do laboratório. Sangue jorrou e então, o corpo caiu no chão, imóvel. –
Com movimentos rápidos com os pulsos, as correntes se partiram como se fossem linhas de tear, e então estava finalmente livre. Harry Osborn riu.
– Olhe, eu sei que deve estar muito bravo por todo esse tempo preso aí, mas ... Faremos um trato. De jeito nenhum vou pegar o seu sangue, por isso me traga a Spider Girl, ela é normal fisicamente mesmo tendo a radioatividade no sangue. Com isso, você está livre para destruir o que quiser. E se recusar, bem ... Eu tenho meus meios para te manter nos eixos. –
A criatura avermelhada continuava imóvel, e Harry entendeu isso como um sinal para continuar falando.
– Traga a garota que sobe pelas paredes, viva ou morta, e eu te dou sua liberdade. Simples assim. Feito? –
Ele assentiu vagarosamente, e Harry sorriu maldoso antes de encerrar a chamada de vídeo.
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