Notas iniciais
... Eu chorei escrevendo isso. Segura o coração aí, ok? E não queiram me matar, aliás. (E eu ainda vou postar I Wanna be With You e We Love ours Geeks :3)

Rachel estava terminando de guardar suas coisas após o ensaio, aquela noite iria estrelar mais uma peça para sua vasta coleção. Mesmo tendo apenas seus vinte e cinco anos, Rachel Berry, ou melhor, Rachel Berry-Fabray, era um dos nomes mais conhecidos no ramo do teatro.

A diva terminava de responder uma mensagem de Frannie, que tinha ficado com Charlie para ela aquela tarde, quando foi surpreendida por mãos apertando levemente seus ombros.

– Hey Rachel, você foi incrível hoje. Vai arrebentar essa noite. – Era Finn Hudson. –

Ele era legal e muitas vezes um ótimo ouvinte, mas o problema era que ele tinha uma queda por Rachel desde a faculdade, e não escondia isso. Mesmo sabendo que a judia era casada e tinha uma filha, ele nunca perdia oportunidade de chama-la para sair ou dar alguns olhares descarados para suas pernas.

– Oh, obrigada, Finn. Bem, eu já vou indo então até mais tarde. – Ela sorriu amarelo, apenas querendo sair de perto do grandalhão o quanto antes, afinal, estava sem paciência para arrumar alguma desculpa para não sair com ele. –

– Na verdade, Rachel – O rapaz alto segurou-a pelo braço. – O que acha de irmos tomar um café e voltarmos aqui até a hora da peça? –

Ela respirou fundo e virou-se, encenando um sorriso.

– Finn, eu tenho que ir pra casa, não posso deixar a Frannie cuidando da Charlie o dia inteiro, e mesmo que ela seja uma tia babona, acho que tem mais o que fazer. –

– Então eu te passo meu número e a gente combina de sair no fim de semana, só nós dois, que tal? –

– Finn, você sabe que eu sou casada. – Ela suspirou; Aquilo já estava enchendo o saco. –

– ... Hm, Rachel, não quero ser chato mas ... É muito desperdício você ser lésbica. Tipo, sem preconceito, mas você merece um homem de verdade. –

O estalo foi alto. A face do homem ardia enquanto seu pescoço fora levemente curvado por conta impacto, uma marca de mão levemente avermelhada foi se formando aos poucos.

Rachel até pensou em dizer algo, mas realmente não valia a pena. Ela terminou de guardar suas coisas e logo retirou-se do teatro, deixando um Finn atordoado para trás.

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A atriz guardou seu carro e logo pegou o elevador, ainda queimando de raiva por dentro; Quem Finn pensava que era para falar do seu casamento?

Quando o elevador abriu-se no seu andar, ela saiu e dirigiu-se até a porta, e assim que abriu, não acreditou no que viu.

Toda a casa estava revirada, e um porta-retratos dela com Quinn e Charlie estava estilhaçado no chão, onde o rosto de Quinn estava rasgado.

Ela correu até o meio da sala, onde Frannie estava jogada no chão, desacordada. Ajoelhou-se ao lado da cunhada e começou a sacudi-la levemente, e logo a mulher loira voltou a si, parecendo um tanto assustada e talvez próxima a um ataque de pânico.

– Rachel! E-ele ... – Ela murmurou, mas o que quer que fosse falar morria em sua garganta. –

– Frann, o que houve? Cadê a Char? – A loira encarou-a, os olhos marejaram-se e em sua face formou-se uma feição de pena e tristeza, um pedido silencioso de desculpas. –

– Aquela coisa que atacou a Broadway ontem ... E-ele procurava a Q, só que ela não estava e ... Ele ... Ele levou-a ... Ele levou a Charlie. – Lágrimas escorreram pelos seus olhos, enquanto ela apertou Rachel em um abraço demorado. – Me desculpe ... Rachel, me desculpe ... –

O mundo de Rachel desabou.

Para uma mãe, tudo que lhe é mais importante na vida é o filho, e Rachel sempre desejou ter um filho com Quinn, a pessoa que mais amava em sua vida. Quando ela descobriu que estava grávida, nunca ficou tão feliz na vida inteira. Ela fez Quinn literalmente subir nas paredes para pintar o quarto do bebê, comprou cada roupinha, e aguardou os nove meses com tanta ansiedade que mal podia se controlar. E quando finalmente segurou Charlie nos braços pela primeira vez ainda no hospital, ela se sentiu responsável por uma coisa que amava muito, sua única filha.

Que agora estava longe dela, sabe-se lá com quem, sofrendo sabe-se lá o quê.

Ela devolveu o abraço para Frannie, deixando escapar as lágrimas como cachoeiras; Estava morrendo por dentro, aos poucos.

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Quinn sentiu um vazio dentro de si. Era culpa dela, e ela sabia.

Sua filha fora sequestrada por um inimigo seu, o que ela sempre temia aconteceu; Sua batalha envolveu seus entes queridos. De alguma maneira, o Lagarto descobriu sua identidade secreta e resolveu usar a melhor arma que a afetaria de qualquer maneira; Sua própria família.

– Filho da puta! – Ela praguejou, batendo os punhos contra o parapeito de um prédio onde estava fazendo a ronda diária com Santana. –

Havia acabado de receber a ligação de Rachel, que em meio a lágrimas informou-lhe do acontecido. Agora era pessoal.

– Aquele ... Aquele desgraçado! Aquele bastardo filho da puta pegou a minha filha! – Sua voz gritava para o nada, enquanto ela passava nervosamente as mãos pelos cabelos loiros. –

– ... Sinto muito ... – Daredevil sussurrou, colocando uma mão no ombro da loira, que derramava lágrimas, sua visão estava turva. –

– Santana ... Eu ... Eu estou com medo, eu não sei o que fazer. Eu não vou aguentar se ele fizer algo com ela. – E então a loira abraçou-a, chorando sobre seu ombro. – Eu não fui capaz de salvar o meu pai quando ele foi baleado e agora eu não fui capaz de manter minha filha a salvo. Como eu posso dizer que sou uma heroína se eu não consigo nem manter minha família em paz? –

– Quinn, olha ... Eu vou procura-la sozinha essa noite. Vá para casa, dê suporte para sua esposa, ela precisa de você. –

A loira soltou-se do abraço e assentiu, limpando os olhos com as costas das mãos. Ela colou a máscara e então pulou do prédio, só realmente querendo chegar em casa. Aquela dor era a pior que já sentiu, mesmo já tendo levado tiros e quebrado janelas de carros com cabeçadas, nada se comparava aquilo.

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Assim que ela adentrou a casa, deparou-se com Rachel sentada no sofá com um Charmander de pelúcia que pertencia a Charlie apertado contra si, ela chorava baixinho e a essa hora já havia perdido sua apresentação na Broadway.

– Rach ... – Quinn chamou com a voz falha, e só de olhar para sua esposa daquele jeito já fez seus olhos marejarem. –

Ela aproximou-se da judia e apertou-a contra seus braços, colando suas testas enquanto choravam juntas; Aquilo doía como o inferno.

– Ele ... Ele levou o meu bebê, Quinn. Ele levou a minha filha. – Rachel sussurrou, seu rosto escondido contra a curva do pescoço da loira. –

– E-eu ... Eu ... É minha culpa. – A loira sussurrou de volta. –

– Quinn, por favor, me prometa que vai pegá-la de volta. Me prometa que vai salvar a nossa filha! – A judia apertava os ombros da heroína, e Quinn se sentiu fraquejar; Ela não queria prometer, pois não tinha certeza se conseguiria cumprir. – Por favor, Quinn! –

– Rach, eu ... Se eu já não consegui uma vez ... – A frase morreu, ela não tinha mais forças para falar. –

Rachel afastou-se e encarou os olhos verdes com traços dourados.

– Se acontecer alguma coisa com ela ... Se Charlie morrer – Ela engasgou, não queria pensar nisso. – Acabou para nós. Se alguma coisa, um mínimo arranhão, que seja, eu vou te culpar e te odiar pelo resto da minha vida. Se a minha filha morrer ... Eu nunca mais vou querer olhar pra você de novo, Lucy Quinn Fabray. -

Notas finais
Foi curto, né :v Mas necessário. Então ... Só não me matem ;-;