Great Power, Great Responsibility.
4 Capítulo 4 - Wrecking Ball.
Notas iniciais
Quinn estava agachada na borda do prédio do Daily News ao lado do demônio vermelho que aos poucos ela descobriu que se chamava Daredevil. As duas iniciaram um tipo de parceria, fazendo rondas diárias juntas, mesmo não capturando os mesmos alvos; Se Quinn ia para uma perseguição no norte, Daredevil ia para um roubo ao sul.
Estava no final de tarde, e a loira conversava com Rachel prometendo que iria voltar antes do jantar, enquanto a outra heroína ficava encarando a rua, e mesmo sendo cega, prestava atenção até a o zunido de uma abelha que estava à metros de distância.
– Hm, hey. – A aracnídea chamou depois que desligou o celular. – Eu estive pensando ... Por que você não me diz seu nome? Eu te digo o meu. –
– Poderia dar um nome falso e acabar com a sua vida e família, não acha? –
A loira sorriu por baixo da máscara, e então tirou-a, mesmo ciente de que o demônio vermelho não poderia vê-la.
– Você não faria isso. Me chamo Quinn. –
Daredevil continuou em silêncio, porém por fim bufou como normalmente fazia e abaixou a touca presa no uniforme, revelando cabelos escuros que caiam por seus ombros, e traços latinos deixavam-a com uma cara de durona. Em torno de seus olhos eram castanhos, porém as pupilas eram claras e meio embaçadas, ela sorriu de lado.
– Santana. –
Uma cientista e uma advogada, frente a frente, combatendo o crime com roupas coladas durante a noite; Aquilo podia ficar mais estranho?
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Quando o doutor Curt acordou, isso sabe-se lá que horas depois de ter desmaiado, ele se sentiu revigorado. Seu tão desejado braço esquerdo estava lá, porém coberto de escamas tão duras que eram uma armadura natural de seu corpo. Ele passava de dois metros, estava mais forte e também com uma aparência não humana; Era um lagarto gigante.
Seus olhos agora dourados como os de uma águia encontraram seu reflexo em um caco de vidro quebrado no chão, e ali estava, o resultado de sua pesquisa. Ele se sentia perfeito, isso até sentir uma raiva tremenda vinda do nada, e entregando-se ao instinto animal, ele destruiu o laboratório inteiro com socos, chutes e arranhões que perfuravam o ferro. Um urro que lembrava os dinossauros de Jurassic Park ecoou por toda a sala destruída quando ele sentiu uma tremenda dor de cabeça; Algo estava errado.
Era como se a consciência humana lutasse contra a consciência da coisa que ele havia se tornado, e aquilo deixava-o agressivo. Cambaleando desorientadamente, o lagarto gigante então caiu de cabeça pela janela vidraça do sétimo andar, e quando o último resquício de consciência humana achou que era o fim, ele caiu sobre a calçada, sem nenhuma fratura ou aranhão.
Assim que aquela coisa gigantesca e monstruosa levantou-se, todos pararam para ver, isso até um deles gritar, e logo todos corriam e gritavam por suas vidas. O lagarto, se sentindo irritado e até mesmo ameaçado, gritou raivosamente e deixando o instinto animal prevalecer, saiu destruindo tudo que encontrava pela frente.
– Oh meu Deus, se eu te disser que um dinossauro estranho está destruindo a cidade ‘cê acreditaria? – Quinn indagou, ficando apenas na ponta dos pés na borda do prédio para que pudesse enxergar o que acontecia lá. –
– Eu sou cega, não surda. E aquela coisa está fazendo barulho pra caramba. – Respondeu a outra heroína, vestindo novamente a máscara. –
– Tipo, é um dinossauro! Sabe quantos anos eu desejei ver um dinossauro na minha vida!? –
– Mas se quiser continuar com a sua vida é bom descer lá e fazer alguma coisa. Vamos! – Pegando impulso do meio do terraço até a borda, Santana correu e então pulou, coisa que Quinn ainda não sabia como ela havia feito sem bater no para-peito. –
A loira então vestiu a máscara e seguindo a parceira, pulou do prédio, prendendo uma teia em outro e com impulsos e acrobacias perfeitas, pousou sobre uma janela, com uma visão perfeita da besta sem que fosse descoberta. De ‘perto’ ele era bem pior, mas infelizmente para Quinn, não era um dinossauro.
Santana, que já havia estudado o inimigo o máximo que pode, resolveu atacar pelas costas. A mulher latina jogou-se nas costas da criatura e deu vários golpes seguidos em sua cabeça com um bastão vermelho como seu uniforme, mas o monstro não parecia sentir dor, e em um movimento rápido, ele puxou-a pelo braço e jogou-a sobre um carro que logo fora amassado. Ela tossiu sangue.
Quando ele armou as garras para atravessar o uniforme do demônio vermelho, teias seguraram-no segundos antes.
– Cara, não se bate em damas. – Quinn gritou do meio da rua. O lagarto forçou o braço para frente, rasgando as teias. –
Ele virou-se para a Spider-Girl, que acenou e fez um sinal de paz. Um grito irritado rasgou a noite, quando ele se colocou nas quatro patas e rastejou até ela como um verdadeiro réptil. A loira pulou por cima dele, mas a cauda escamosa rodeou sua perna e jogou-a contra o asfalto.
Enquanto isso, metros a cima da luta, o helicóptero do jornal de New York filmava toda a ação.
...
– Mama! – Charlie riu enquanto apontava para a televisão. A garotinha observava cada movimento da mulher em roupa de lycra que pulava de um lado para o outro tentando deter o lagarto gigante, sempre reconhecendo-a como sua mãe. –
Rachel terminava de arrumar a mesa para o jantar quando o que quer que chamasse a atenção de sua filha tirou-a de seu mundinho particular. Quinn junto de uma outra mulher em um uniforme vermelho tentavam parar um lagarto humanoide no meio da Broadway.
– Oh meu Deus! – Foi a única coisa que a morena conseguiu dizer assim que direcionou o olhar a televisão. –
Ela pegou Charlie na cadeirinha ao lado do seu assento na ponta da mesa e foi até o sofá cor creme em frente a televisão e aumentou o volume, onde um repórter narrava toda a ação.
Uma preocupação se instalou por todo o corpo da diva; Dessa vez não era um ladrãozinho que batia carteiras, e sim um monstro de dois metros de altura que mais parecia uma mistura de humano e dinossauro.
– Por Deus Quinn, fique bem. – Ela desejou, passando lentamente o dedo sobre a aliança de casamento. -
...
A loira foi arremessada contra um carro, amassando a porta perfeitamente com suas costas, alguns ossos estalaram. Santana se jogou nas costas do animal e pressionou o bastão contra sua garganta, assim então enforcando-o. Ele tentava alcançar a cabeça do demônio vermelho, mas sempre falhava, e com uma ação rápida enrolou a cauda sobre o corpo da latina, jogando-a para longe.
– Droga, ninguém segura essa coisa! – Quinn disse assim que se pôs ao lado de Santana. –
– Eu irei distraí-lo, coloque o plano em ação! – E então a latina correu novamente até o lagarto gigante. –
– Que plano!? –
A latina dançava com acrobacias em torno do lagarto que sempre tentava atacá-la de um jeito agressivo, e aí então que ela se tocou; Ele não tinha prática, porém muita força bruta. Estava atacando selvagemente, mas obviamente não tinha técnica e só atacava do jeito que lhe vinha a calhar pela raiva, e esse era o ponto fraco.
– Agora! – Ela gritou para Quinn, enquanto desviava das investidas com pulos e cambalhotas. –
Realmente, a loira nem sabia que existia um plano até então, mas logo entendeu as intenções de sua ‘parceira’ e tentou fazer o melhor o possível no improviso. Havia uma construção ali perto, e ela pegou uma bola de destruição ... ‘Emprestada’.
Sofrendo para carregar aquele negócio até a rua onde Santana lutava contra o lagarto gigante, ela prendeu teias sobre a bola de demolição e com o máximo de força que podia juntar, jogou-a em direção ao lagarto.
Ele caiu a metros de distância, desacordado, enquanto a esfera de ferro pressionava-o contra o asfalto.
– Strike! – A loira gritou levantando as mãos ao céu, porém logo gemeu de dor ao perceber um rasgo em seu ombro esquerdo. –
– Você acha que isso vai segurá-lo por quanto tempo? – Indagou Santana enquanto aproximava-se. Ela não sabia o que Quinn havia jogado, mas era uma coisa muito pesada e havia funcionado, pelo fato da loira comemorar. –
– Sei lá! –
Logo os policiais saíram da defensiva e aproximaram-se das duas heroínas. O chefe (Ou pelo menos o de maior patente ali) aproximou-se das duas com a mão no gatilho, afinal, sempre foram treinados para evitar, prender e em certas circunstâncias, matar a Spider-Girl.
– A criatura está presa? – Indagou, desconfiado. –
– Sim, está bem ... Ali ... – A loira apontou para o local onde o lagarto havia parado, porém não tinha nada de baixo da bola de demolição. –
Ela correu até lá, apenas para encontrar um bueiro sem tampa por onde o monstro havia fugido. A loira ficou tão frustrada que nem parou para refletir sobre como ele havia entrado ali.
– Merda ... – Preguejou, chutando a bola de demolição e em seguida gemendo de dor. –
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O lagarto se arrastava pelo esgoto, e assim que fechou a mão em um punho para acertar a parede, percebeu algo ali; Um pedaço da roupa da Spider-Girl.
A garra aproximou-se de seu nariz e ele fungou sobre o pano, concentrando-se para tentar reconhecer o cheiro.
Com uma risada maníaca e desumana ele destruiu o pedaço de pano e jogou-o sobre as águas que corriam ali.
– Quinn Fabray. -
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