Great Power, Great Responsibility.
3 Capítulo 3 - The beginning of the problems.
Notas iniciais
– Quinn, eu não preciso ir, você está machucada de ontem anoite! –
– Rach, eu já fiquei pior. É só um arranhão. – Respondeu enquanto tentava acompanhar a caminhada da judia pelo apartamento. –
– Eu sei, mas – Ela foi calada pelos lábios macios e incrivelmente viciantes de sua esposa. –
– Só vá. Vai ficar tudo bem. – Sorriu amigavelmente, segurando a judia em um abraço demorado. –
A morena então soltou-se depois de alguns segundos e partiu para o quarto, onde esquecera sua bolsa.
– Certo, cuide da Char, se cuide, e principalmente, não saia por cinco minutos e meia hora depois apareça no jornal tentando impedir um maluco com tentáculos metálicos nas costas de destruir a cidade. Eu te amo. – Disse a morena que andava de um lado para o outro no apartamento, logo pegando a filha no colo e enchendo-a de beijos até entrega-la para Quinn. –
– Amor, sou eu, minha proteção é impenetrável! – Respondeu com um sorriso bobo no rosto. –
– Você me disse a mesma coisa há um ano atrás e eu engravidei. – Ela arqueou uma sobrancelha, e a loira apenas riu sem graça. -
– Tá ... Nós também te amamos. Quebre a perna! Não literalmente! -
Com um selinho um tanto demorado na loira e mais um beijo no topo dos cabelos loiros da criança que apenas encarava as mães sem fazer um único barulho, a judia destrancou a porta e então saiu do apartamento.
A loira encarou sua filha que apenas olhou-a de volta fixamente, e um lampejo de uma ideia veio em sua cabeça, algo que queria fazer com Charlie desde que segurou-a pela primeira vez no hospital há um ano atrás.
– Então ... Somos só nós duas, né? Tomara que não tenha medo de altura. –
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De todas as maneiras que a Spider-Girl já apareceu, seja com o uniforme rasgado e coberta de sangue ou então com apenas uma touca vermelha e um pano azul amarrado sobre a boca na primeira aparição há dez anos atrás, ninguém esperava que dessa vez fosse apenas com a máscara coberta pelo capuz de uma jaqueta vermelha e azul, calças jeans e all star ... E um pequeno embrulho preso ao peito.
Charlie ria e tentava alcançar a máscara da mãe loira enquanto a mesma escalava algum prédio aleatório da cidade que nunca dorme, sempre se preocupando em fazer caretas para a filha, uma vez que a máscara estava levantada até seu nariz. Assim que chegou ao seu objetivo (Ou seja, o terraço) ela retirou a máscara e então soltou a garotinha loira, sentando-a em seu ombro direito.
– Sabe Char, eu sempre quis apreciar essa vista com você e com a mamãe. As duas juntas, já que eu só fiz isso com a Rach e ... Você não precisa saber dessa história. – Ela sorriu envergonhada com a lembrança, mas logo mudou os pensamentos assim que sentiu mãozinhas explorando seu rosto. –
Assim que ela pegou a pequena nos braços e começou a fazer caretas enquanto observava sua filha rir dela, um formigamento passou por todo o seu sistema nervoso, e em um pulo ela virou-se apenas para dar de cara com a mulher estranha de ontem anoite.
– Você conseguiu montar uma família ... Incrível. – Disse o demônio vermelho. –
Ela gelou ao lembrar-se que estava sem a máscara, e em um movimento rápido, começou a tatear nos bolsos da jaqueta.
– Acho que está sem máscara, sua respiração ficou ofegante e não foi por causa do susto. Mas relaxe aranha, eu não posso te ver. –
– C-como sabe do que diz, então? – Indagou enquanto vestia a máscara o mais rápido que pôde. Charlie notou que sua mãe ficou tensa, e logo ameaçou chorar. –
– Meus sentidos foram mais aguçados depois que fiquei cega, e também você foi idiota o suficiente para trazer sua filha para cá. Se eu fosse um cara armado até os dentes, você sairia ilesa, não posso dizer o mesmo da criança. Onde estão os dez anos que tanto se gaba? – Ela demonstrava perfeito profissionalismo, sem deboche ou superioridade. Estava sendo sincera. –
Quinn apenas assentiu sem graça; Mesmo se não quisesse, cada palavra era verdade.
– Você assentiu? – Perguntou enquanto cruzava os braços, e a loira sentiu as bochechas corarem. –
– N-não estou acostumada ... A conversar com deficientes visuais. – Admitiu um tanto receosa, escolhendo delicadamente as palavras. A outra bufou em resposta. –
– Por favor, eu faço o mesmo que você sendo cega ou não, ok? Podemos dizer que ... Estamos do mesmo lado. –
– Tipo um time? – Perguntou, seus olhos brilharam com a ideia. Saudades Vingadores. –
– Não faço parte de times. – Deu de ombros, achando aquilo o mais idiota o possível. A Spider-Girl deveria beirar os trinta anos de acordo com o tempo em ação e não parecia ter nem metade da maturidade que deveria ter adquirido com experiências próprias, como salvar New York, ajudar um grupo de heróis por aí ou até mesmo juntar-se a versões alternativas de si mesma. –
– Posso implorar de joelhos? – Pediu em uma tentativa de persuadir o demônio vermelho, que apenas bufou novamente em resposta. -
– Não. –
– Por favor? –
– Cala a boca. Nos vemos outra hora, tenho coisas pra fazer. – Dito isto ela correu até a beira do prédio e simplesmente pulou, deixando uma Quinn muito confusa e frustrada para trás. –
– ... Se ela é cega ... Como faz essas coisas? – Aquilo havia sido uma pergunta retórica, mas Charlie apenas encarou-a com a mesma cara de perdida que ela fazia quando não entendia algo, e a loira não pode deixar de segurar um risinho. –
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A loira estava deitada de bruços na cama, novamente com a tal heroína martelando sua cabeça; Ela era um tipo de Batman? Parecia ... Quem sabe não se chamava Bat-Girl ou Bat-Woman ... Perdida em pensamentos direcionados a sua segunda identidade, só foi notar a presença de Rachel no quarto assim que a judia deitou-se por cima dela, o que era um tanto estranho devido ao seu ‘sexto sentido’, mas ok.
– Como foi o dia? – Indagou enquanto mordia a haste da orelha da mais alta, que sentiu seu membro enrijecendo aos poucos apenas pelo simples toque. –
– ... Tedioso. – Respondeu um tanto incerta; Odiava mentir para Rachel, mas sua esposa simplesmente enlouqueceria se soubesse que havia saído por aí escalando paredes enquanto tinha Charlie presa a ela apenas por teias. – E o seu? –
– O público me ama. – Disse em um tom brincalhão, virando a loira para que ficasse de frente a ela, enquanto a morena sentada sobre os quadris de Quinn retirava suas roupas, ficando apenas de calcinha e sutiã. –
– Brody Weston não andou te incomodando mais? – Perguntou em um tom quase preocupado, pegando a morena de surpresa enquanto inverteu as posições, ficando por cima. –
– Não, e aliás ele anda meio sumido. Agora, temos outras prioridades. –
A loira riu e arqueou as sobrancelhas; Aquela noite seria longa.
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O soro ainda não estava pronto para ser testado em humanos, mas Norman Osborn estava morrendo, e a única opção de Curt seria testar em si próprio, mesmo que custasse sua vida, ou coisa pior.
Ele sentou-se na cadeira de seu escritório na Oscorp, com a seringa em mão, observando calmamente o líquido verde residindo no recipiente. Algo dizia que ele estava fazendo a coisa certa, algo dizia que ele estava fazendo a coisa errada. Teria seu braço de volta e salvaria a vida de Norman Osborn se funcionasse, não é? Qual seria o mal disso?
Rapidamente focando a visão nos papeis com os cálculos de Quinn sobre a mesa, ele limitou-se a sorrir; Tinha muito orgulho daquela loira atrapalhada. Ele nunca tivera filhos, e por Quinn ser filha de um de seus melhores amigos, era quem mais chegava perto do seu sentimento paternal.
Ainda com aquele pensamento em mente, ele mirou a agulha e de uma vez só entrou no seu braço amputado, e então ejetou o soro. Segundos se passaram, e uma dor infernal queimava o local onde havia aplicado o líquido, e de repente, seu braço pareceu ser puxado e ele quase desmaiou com a dor intensa. Assim que se recuperou aos poucos, notou algo que não estava ali antes. Um braço, coberto por pele morta que se soltou assim que ele tentou mexer a mão esquerda, coisa que não fazia há anos.
Um sorriso brotou em seus lábios, enquanto observava o resultado de anos de pesquisas maravilhado com seu feito, porém, um sorriso que morreu assim que a dor voltou. Sua cabeça latejava, seu corpo inteiro parecia em chamas como o braço segundos atrás. Ele tentou se levantar, mas tudo estava turvo, e quando foi ver, já estava caído no chão, seus ossos pareciam pegar fogo, seus olhos e nariz sangravam, e então, cessou.
Ali estava mais uma futura dor de cabeça para Quinn.
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