Great Power, Great Responsibility.
13 Capítulo 13 - First contact.
Notas iniciais
Ela cantarolava alguma música aleatória que saia do pequeno rádio com a etiqueta com os dizeres ‘Marley’, em suas mãos um pequeno caderno onde ela rabiscava desenhos aleatórios. Quando o carro preto passou por baixo do viaduto no qual a mercenária estava sentada, ela se jogou, caindo exatamente no teto solar.
Dentro do veículo, homens mascarados receberam-na com gritos assustados e feições surpresas por baixo de suas máscaras.
– Hola!! Me llamo senõrita piscina de la muerta! ... Entenderam? Lady DeadPool? ... Dead-Pool? – Todos ficaram quietos, encarando-a com semblantes perdidos. – Aff, gente chata. –
Rapidamente ela apertou o botão da trava do cinto de segurança de um dos homens ao seu lado, e segurando a mão do que foi socá-la no rosto, chutou o homem com tal brutalidade que ele fora arremessado para fora do carro, logo em seguida sendo atropelado.
Cantando a música que tocava no rádio, ela deitou-se no chão do carro, quebrando o pescoço do outro com apenas os pés. O homem sentado no banco do carona foi atirar em seu corpo no chão, mas ela levantou-se e socou-o direto no rosto, e o assaltante perdeu a consciência.
– Bitch! – Ela exclamou, espreitando-se entre os bancos. – Cara, eu adoro essa música! I’ll fly like a cannonball- Poucos segundos depois ele socou a cabeça da mascarada, que bateu no braço do banco do carro e quicou de volta para sua mão, repetindo o gesto diversas vezes. Chegava a ser uma situação cômica. –
– Like a cannonball! – Cantou uma última vez e então bateu o rosto do motorista no volante, buzinando sem querer. Ela riu alto. –
Segundos antes do carro capotar, como em câmera lenta, ela viu vários homens à metros de distância, todos equipados com fuzis, esperando apenas um comando vindo do chefe da área para então abrirem fogo. O carro girava sem parar, até que então estacou de lado, poucos metros antes de esmagar o resto da gangue.
– ESPEREM! – Uma voz gritou. Do vidro de trás, atualmente virado para o céu, duas mãos se ergueram em forma de rendição. – Cês devem tá querendo saber o motivo do uniforme vermelho, né? Lembra muito a SpiderGirl, mas não é plágio não. É pros caras maus não me verem sangrar. O parça ali captou a ideia, veio de calça marrom. – Uma das mãos apontou para um dos mascarados. –
Rapidamente um vulto vermelho saltou de dentro do carro, e em meio à um giro no ar, balas foram disparadas das duas pistolas em suas mãos, atravessando a cabeça de vários deles. Os sobreviventes, que não saíram correndo, não demoraram para abrir fogo contra a mulher de uniforme vermelho.
Ela riu de lado, porém, quando foi atirar, uma bala varou seu braço.
– Filho da puta! – Exclamou assim que levantou-o para ver o estrago, podia ver o outro lado pelo machucado. –
Rapidamente levantou as armas prateadas, atirando as balas de chumbo direto na cabeça dos mascarados.
Quando o último deles correu desesperadamente para uma moto, levou um soco forte no rosto, desacordando-o no mesmo segundo. Santana suspirou e estalou o pescoço.
– Não precisava mata-los. – O demônio vermelho murmurou. Lady DeadPool assentiu lentamente, logo lembrando-se que a outra nunca veria isso. –
– Me pagaram para mata-los. É só meu trabalho. – Ela deu de ombros, guardando as armas nos coldres presos em sua cintura. –
– Pensei que sua namorada não te deixava mais matar. –
– Kitty entende meu trabalho. – Deu de ombros, chutando a cabeça de um dos cadáveres. –
– Hm. Cadê a Quinn? –
– Cuidando da cria dela. Talvez usando o ‘Quinnis’ na Rachel. –
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A cama rangia, batendo constantemente na parede. A diva gemia consideravelmente alto, mordendo o ombro e o pescoço da loira, que arrastava as mãos pelas curvas de sua esposa, espalhando beijos pelo seu pescoço e por todo o colo da morena.
Rachel arrastava as unhas pelas costas pálidas, deixando marcas esbranquiçadas que iam se avermelhando enquanto os segundos passavam. A loira mordeu o lábio inferior da morena, puxando-o com força.
– Q-Quinn! – A diva gemeu, cravando as unhas nas costas da mais alta. –
A loira aumentou a velocidade das estocadas, apertando as unhas contra as coxas de Rachel. Ela gemeu alto, sentido sua esposa preenchendo-a por dentro assim que alcançou o ápice.
Ofegante, a loira deitou-se por cima da diva, beijando sua têmpora.
– Eu ... Te amo. – Quinn sussurrou em um riso sem ar. –
– Eu também te amo. – Rachel beijou a testa da loira, e Quinn fechou os olhos, entregando-se ao cansaço. –
Ela mal sentiu Rachel sair correndo do abraço apertado, ou escutou a porta do banheiro sendo aberta com violência, e o barulho de algo sendo ‘despejado’ no vaso sanitário.
...
Assim que acordou, fitou o outro lado da cama, ocupado por Rachel, atualmente vazio. Ela levantou-se e vestiu um roupão que encontrou dobrado na cômoda ao lado da cama, logo calçando as pantufas confortáveis, e então saiu do quarto, caminhando lentamente em direção ao som de algum desenho passando na televisão.
Na sala, Charlie estava sentada no sofá prestando atenção em algum desenho aleatório.
– Hey baby girl. – Quinn beijou o topo dos cabelos loiros de sua filha, a garotinha franziu o cenho. –
– Eu não sou bebê, mamãe. –
– Claro. – Ela desajeitou os cabelos claros, logo partindo para a cozinha, onde Rachel preparava algo de costas para ela. –
Suas mãos repousaram sobre o abdômen liso, beijando o pescoço da mais baixa.
– Bom dia, estrelinha. – A diva virou-se para sua esposa com uma sobrancelha arqueada e um semblante brincalhão. –
– Só meus pais me chamam assim. – Ela beijou a ponta do nariz fino. –
Antes que a loira pudesse responder, seu celular em cima do balcão vibrou. Ela bufou e beijou levemente os lábios da diva, antes de ir atender ao aparelho.
– Marley? Tudo bem? –
– Ah, claro, assim ... Se uma coisa vermelha e gigante que tenta te matar estiver incluída na parte ‘tudo bem’ da vida, tá tudo ótimo. – Disse com um certo sarcasmo. – Liga a porra da televisão na porra do noticiário, porra. –
– Olha a boca. – Ela revirou os olhos. –
Rapidamente correu até a sala, e murmurando um pedido de desculpas para a garotinha, mudou o canal para o jornal local, que narrava ao vivo a luta de Lady DeadPool e Daredevil contra uma criatura ossuda e alta, tão vermelha quanto o próprio sangue.
– M-mas isso é ... ? –
– Não é o Venom. – Respondeu convicta, e então a ligação caiu. –
Tropeçando em si mesma diversas vezes, ela finalmente chegou ao próprio quarto, e abrindo o guarda-roupas escolhido a dedo por Rachel dias antes do seu próprio casamento, encontrou o tão famoso traje vermelho e azulado da SpiderGirl.
Quase quebrando algum osso para se vestir sem o mínimo cuidado, foi parada por Rachel segundos antes de vestir a máscara.
– O que aconteceu? – A morena indagou do batente da porta. –
– Santana e Marley estão lutando com uma ... Coisa anormal. Volto antes do jantar. –
– Me preocupa saber que você luta contra ‘coisas anormais’ diariamente, Quinnie. –
– Rach – Ela colocou as mãos nos ombros de sua esposa. – Vai ficar tudo bem. Sempre fica, não é? – E então sorriu para a diva, beijando-a demoradamente antes de vestir a máscara. –
Rachel assentiu preocupada, abraçando o corpo esguio logo em seguida. Assim que se soltaram, a loira correu até a sala, pegando distância para pular da sacada.
– Eu posso lutar contra bandidos com você, mamãe? – A garotinha sentada no sofá indagou, a loira sorriu por dentro da máscara. –
– Algum dia, Char, algum dia. – E então correu para a borda da sacada, atirando-se logo em seguida. –
Metros antes de alcançar o chão, prendeu uma teia em um prédio próximo, e com acrobacias no ar e impulsos improvisados, foi seguindo as viaturas e os helicópteros até o local da luta.
...
Uma granada. Aquela coisa engoliu uma granada! Marley ainda não se conformava com isso. Ela simplesmente soltou o pino de uma granada, jogou em direção ao ‘Venom 2.0’ e ele engoliu-a como se fosse uma maçã!
– Não é a SpiderGirl! – A criatura gritava, irritado, enquanto jogava tudo que via pela frente em direção as heroínas com enormes tentáculos que saiam de suas costas, vermelhos como toda a camada sangrenta que envolvia seu corpo. –
Ele foi praguejar algo e então atacar Santana brutalmente, até que uma tampa de bueiro impediu-o de realizar qualquer ação.
Parada em cima de um táxi amarelo, Quinn comemorou o acerto.
– Mira boa né? Quando eu tinha dezesseis eu era móh vesga, nem sei se teria acertado. – Ela deu de ombros. – Vem pro x1. – Desafiou em tom de deboche. -
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