Notas iniciais
Para não passar o dia das bruxa em branco, eu decidi escrever essa fanfic em 40min, ok?
E também como forma de protesto àqueles que me rejeitaram doces quando eu fui pedir... Ué, qual o problema? Eu só tenho .... Caham~

Boa leitura.

[capítulo não revisado]

-Eu só acho... Que estamos velhos demais para isso. –Murmurou Kuroko, andando no meio da rua residencial onde se encontrava com seus amigos do colégio.

Aquela noite era especial. Dia das bruxas. Dia de contar histórias de terror, dia de ter medo de gato preto, espelho quebrado e escadas. Dia de aumentar a glicose no sangue num nível considerado comendo porcaria que se ganha ao bater na porta das casas. Dia de jogar papel higiênico e ovos na casas e sair correndo como se não houvesse amanhã.

-Isso foi ideia do Atsushi. Ele que queria pedir doces. –Disse Akashi, cruzando os braços.

-Eu convidei só o Aka-chin pra vir comigo, mas ele tinha que convidar o Kurocchin... E o Kurocchin convidou todo mundo. –Murasakibara olhou para o azulado de forma irritada. –Um dia eu te esmago.

-Desculpa. –O menor levantou as mãos um pouco e se desculpou.

-Ora pessoal, vamos lá!! –Kise que até então, por incrível que pareça, estava quieto. Se manifesta, jogando-se nos ombros de Kuroko e Akashi, apoiando-se nos dois. –Hoje é um dia alegre pra zoar bastante, dar susto! Vamos nos alegrar! E agradeço o Kurokocchi por ter nos convidado, muito gentil de sua parte. –Piscou.

-Eu não digo o mesmo. –Bufou Murasakibara que estava andando do lado.

-Eu já pedi desculpas! –Disse Kuroko mais uma vez para o maior.

-DANE-SE QUE A GENTE NÃO TEM MAIS IDADE PRA PEDIR DOCES, EU TO CAGANDO PRA ISSO! –Outro que se manifesta é Aomine, que até então estava um pouco agitado. –QUERO VER QUEM CONSEGUE PEDIR MAIS DOCES DO QUE O SENHOR AOMINE DAIKI AQUI!

-Eu peço mais doces que você, Aocchin. –Disse Murasakibara.

-NÃO PEDE NADA, CALA A BOCA! SÓ EU POSSO ME DERROTAR! SHIU!

-Aominecchi está meio alterado, né? –Disse Kise quase num sussurro para Kuroko e Akashi que estava ao seu lado.

-Deu alguma coisa pra ele? –Disse Akashi, levantando uma sobrancelha.

-Eu não...

-Eu posso ir embora? –Disse Midorima que estava acompanhando todos naquele passeio noturno idiota. O esverdeado realmente não queria estar ali, mas Kuroko insistia para que comparecesse.

-Por que quer ir embora, Shintarou? Não estamos nos divertindo? –Disse o ruivo com os olhos heterocromáticos.

-Me divertindo? –O esverdeado ajeita os óculos. –Akashi, olhe bem pra mim, e veja se sou uma pessoa que tem paciência pra fazer essas coisas. Somos universitários, não deveríamos pedir doces. Isso é coisa de criança! Sem contar que tenho trabalho pra fazer.

-Mas essa é a graça de pedir doces quando se é grande. –Disse Murasakibara rindo de canto. –Pedir doces e roubar os das criancinhas. Não gosto de crianças. Gosto de ver elas chorarem...

Todos param de caminhar e passam a olhar de forma perplexa para o amigo arroxeado. Nunca iriam imaginar que o rapaz, agindo como uma criança, odiava as mesmas.

-Não conhecia esse teu lado sombrio, Atsushi. –Akashi estreita os olhos.

-Sinistro. –Comenta Kise.

-Eu concordo com você, Murasakibara. –Aomine diz, cruzando os braços e balançando a cabeça positivamente.

-Bom, eu vou indo embora.

Midorima, cansado daquela palhaçada infantil, dá meia volta e vai andando.

-Ei, Midorima-kun! –Kuroko tenta o chamar.

-Esquece, ele não vai querer ficar. –Disse Akashi.

-Bom, então vamos pedir doces? –Disse Kise, tentando chamar atenção dos amigos.

-Vamos! –Disse Murasakibara e Aomine.

E lá se foram os cinco amigos pedir doces nas casas das pessoas, ao lado de crianças estranhas com fantasias ridículas e mal feitas. Aomine, sem nenhuma vergonha na cara, saia de trás das arvores e assustava as crianças, roubando os doces delas, e na maioria das vezes era surpreendido por Kise que lhe dava um sermão e dizendo o quão errado era.

Murasakibara ao lado de Akashi, passava de casa em casa pedindo doces, o que de certa forma era um pouco difícil já que os donos das casas estavam receosos em entregar doces para um rapaz de mais de dois metros de altura e um baixinho com cabelos chamativos e olhar autoritário.

-Mas vocês não são crianças. –Disse um homem que segurava um saco de doces.

-Mas estamos aqui pedindo os doces, por favor, desconsidere nossas idades. –Disse Akashi.

-Mas vocês não são crianças. –Repetiu o homem.

-Akacchin... –Disse Murasakibara, começando a se irritar com aquele cara. QUAL O PROBLEMA EM ENTREGAR OS MALDITOS DOCES!? ERAM SÓ DOCES!

-Senhor, por favor.

-Só dou doces para crianças.

-Dá, logo, essas, merdas, de, doces! –Akashi abriu bem seus olhos e deu um sorriso um tanto diabólico e assustador. Encarou o homem e disse tais ordens.

O rapaz engoliu a seco, e entregou os doces para Akashi, que em seguida entregou a Murasakibara que estava com um sorriso sonolento, mas satisfeito.

-Tenha uma boa noite. –E o ruivo foi-se embora.

-Akacchin deveria vir comigo mais vezes pegar os doces nos próximos anos. –Disse o arroxeado. –Você é eficiente.

-Obrigado. –Sorriu o ruivo.

-Ahh, achei vocês!

Kuroko aparece em seguida, segurando vários sacos de doces.

-Uooohh, Kurocchin conseguiu muitos doces! –Murasakibara estava surpreso.

-Como conseguiu tudo isso, Tetsuya?

-Eu não tive problemas já que as pessoas acham que sou uma criança... –Sorriu.

Akashi e Murasakibara passam a olhar para o amigo azulado que mantinha um sorriso satisfeito e radiante.

-Kurocchin filho da mãe. –Murmurou o arroxeado.

De repente, os três escutam uma mulher gritando e um policial correndo atrás de um certo rapas que estava cheio de sacolas com doces.

-POLICIAL, É ELE QUE ESTÁ ROUBANDO OS DOCES DO MEU FILHO!!! –Gritou a mulher.

-EI, PARADO AÍ! –Gritou o policial.

Os três passam a olhar para o rapaz.

-NINGUÉM VAI CONSEGUIUR ME PEGAR NESSA DROGA!

-AOMINECHIIIIIIII!!!!!!

Kise corria atrás de Aomine que estava sendo perseguido pelo policial. Ok, o moreno não tinha limites.

-São uns idiotas. –Disse Akashi.

-Quer alguns doces, Murasakibara-kun? São muitos, e eu não consigo comer tudo. –Disse Kuroko.

-Ohh, sim, claro! –E o arroxeado abriu sua sacola com um sorriso no rosto.

Enquanto os dois dividiam seus doces, Akashi observava o quão absurdo poderia ser o ser humano ao ver Aomine correndo do policial e Kise os acompanhando tentando meter o moreno longe de encrencas, um certo rapaz de cabelos prateados e brinco na orelha, com uma expressão um tanto ameaçadora, “enquadrava” algumas crianças e fazia a mesma coisa que Aomine, só que pior.

-Pode passar os doces, pirralho! –Disse Raizaki, sorrindo de forma maldosa para a pobre criança que estava vestido de Homem-Aranha.

-T-tá bom, tá bom, mas não me bata moço, por favooor~

-Isso, isso mesmo! Hahahahah!

Deois de pegar os doces da criança que saia correndo chorando, o albino foi surpreendido por um soco que veio do além.

-MAS QUE PO-HUAAAA! SHUUZOU!

-SHUUZOU O CACETE, PRA VOCÊ É SENPAI, SEU INUTIL! –O Moreno aparece na sua frente com um punho ainda fechado, pronto pra dar outro soco. –Muito bonito você roubando os doces das crianças, não tem vergonha na cara!?

-Ahh vai se ferrar... –Bufou Raizaki, pouco se importando com a presença do outro.

-Não dê as costas ao seu senpai! –Nijimura se aproxima do outro e passa a caminhar do seu lado.

-Você não é mais meu senpai. –Reclamou enquanto chupava um pirulito.

-Só por esta resposta um tanto malcriada, eu poderia lhe dar um chute, mas vou te poupar se você me dar essa “Criptonita” aqui.

-Ahh, vai se danar!

-Hmmm, é azeda mesmo!

E os dois voltam para a rua residencial, atrás de mais doces e furtos.

Notas finais
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