Grandes Sonhos Nunca Morrem
21 Pesadelo.
Notas iniciais
Uma coisa que me chamou a atenção foi a quantidade de vezes em que você mostrou-se aliviada por saber que eu não a odiava. Sério, Susana? Você achou que eu seria capaz de odiá-la? Nem em um milhão de séculos poderia odiar aquela que me fez tão bem.
Você acreditou em mim quando contei sobre coisas tão tenebrosas que ninguém nem queria ouvir. O Felpudo podia ser fruto da minha mente perturbada, mas os horrores de cada noite eram tão reais, que ainda me despertam na madrugada.
Você esteve ao meu lado, me protegendo, mesmo que isso a colocasse em risco.
Vi meu pai na minha última noite de autógrafos, semana passada. Aquele olhar ainda me enoja. Causa arrepios. Trás todas as lembranças, como se tivesse acabado de acontecer, de novo e de novo.
Eu marquei consulta de urgência com terapeuta para amanhã, mas não é disso que esse coração arrefecido precisa.
Eu preciso de uma tarde no bosque, de um mergulho no laguinho, preciso caçar vagalumes e de um banho de chuva. Não posso esquecer de um sorvete enquanto admiro os girassóis de Van Gogh e, principalmente, de você.
Você é o que eu mais preciso agora, Susana.
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