Grand Chase:CODE - Rebellion
3 Primeiro dia 2 - A doce canção sobre o poder.
Notas iniciais
Bom,espero que curtam o capitulos,pode haver erros que eu não notei mas espero que gostem ^^.
E,o capitulo é um pouco forte,talvez o mais forte da fic toda por isso ele pode me fazer a subir o a classificação etaria da fic se necessário.
"Minha vida é uma droga"
"Por favor,seja gentil comigo"
"Porque eu tento sobreviver ainda?"
"Meu coração dói tanto…"
"A submissão é uma escolha dos mais fracos,a liberdade,um privilégio dos mais fortes"
Marinna caminhava para o colégio no movimentado distrito de Babel,um distrito pobre próximo a fronteira de Nova Vermécia,a garota tinha cabelos escuros longos e lisos com uma franja na frente enfeitada com uma presilha com o símbolo de uma flor e olhos castanhos escuros, usava calça jeans e blusa branca com um símbolo do distrito como uniforme escolar e carregava uma mochila azul usada,ela andava triste,morava com sua irmã que trabalhava para agiotas que controlavam o distrito e isso tudo porque sua mãe as vendeu na infância para quitar uma divida.
A garota não tinha amigos e andava rápido,andava amargurada e triste a maior parte do tempo.
"Escolhida"
- Hã?! — a garota parou e olhou confusa para trás e continuou andando.
- Aviso! entrada de monstros na cidade,por favor,siga para as áreas de segurança mais próximas. — uma voz em uma caixa de som posta estrategicamente no poste avisou,todas as pessoas pararam prestando a atenção e depois começaram a caminhar calmamente em direção as áreas segurança,os ataques por ali já eram corriqueiros e os frequentadores do distrito já estavam acostumados com isso.
Marinna andou seguindo as placas e chegou no Bunker 12,a área de segurança que ficava próxima de seu colégio,muitas pessoas se dirigiam para lá mas um tumulto na porta do bunker impediu isso.
- Só entra se pagar 100 mangos! — exclamou um policial,ele estava acompanhado de outros cinco protegendo a entrada para que não se torne uma baderna,porém assim como muitos,eles tiravam proveito do povo tirando tudo o que queriam,desde dinheiro a mulheres e drogas,e a única coisa que precisavam fazer era seguir as ordens dos corruptos e dos agiotas que mandavam na cidade,Marinna odiava aquilo,ela odiava não poder fazer nada para mudar.
- Mas senhor,é para mim e minha família,por favor não nos deixe morrer — exclamou o senhor mostrando uma garota adolescente,um garotinho e uma mulher,o policial sorriu e tirou sua pistola e encostou na testa do senhor,que por sua vez começou a suar frio.
- Então é 100 por cabeça — o senhor o observou assustado,não podia acreditar no que ouvia.
- Senhor,por favor — o policial engatilhou a arma e sorriu de desdenho. — O senhor não tem coração? — perguntou,o policial olhou para o alto pensativo,baixou a pistola e olhou para o senhor.
- Não — e disparou contra ele,o senhor tremeu e caiu no chão levando o pânico para os presentes e principalmente a sua família,Marinna olhou horrorizada para aquilo,todos olhavam mas também nada podiam fazer porque temiam a morte assim como ela.
- Vai,pega a garota e a mãe,quero elas pra mais tarde. — exclamou o policial,dois dos guardas levaram as duas chorando e se debatendo enquanto outros levavam o corpo para outro local.
- Chefe,e o garoto? — perguntou o companheiro que sobrou,ele olhou pro garoto que tremia e chorava abraçando seus joelhos e apontou a pistola pra ele.
- Não tenho utilizações para ele — o policial deu seu nojento sorriso de novo e preparou-se para atirar.
- NÃO! — Marinna não aguentou e correu em direção a o garoto,o abraçando para protege-lo,o policial viu a cena e sorriu com desdenho.
- Ora,ora,uma heroína! Quer dizer que daria sua vida para salvar a desse garoto? — Marinna continuou abraçando o garoto que ainda chorava no mesmo lugar.
- Tudo bem,vai ficar tudo bem — sussurrou Marinna tremendo,ela queria protege-lo mas acima de tudo,não queria morrer,o garoto soltou os joelhos e tocou os braços dela,aceitando seu abraço.
- RESPONDA! — o policial a chutou na face,derrubando ela e o garoto,ele deu uma bela olhada na garota e sorriu. — Se quiser salva-lo,pode me dar uns "serviços" em troca — disse apertando a virilha e mordendo o lábio,Marinna o olhou com nojo e tentou se levantar.
"Escolhida"
A voz saiu mais forte,ela levou a mão na cabeça e seu corpo começou a esquentar,uma falta de ar veio aos pulmões dela,o policial riu de novo e apontou sua pistola para a cabeça da garota.
- Hey maldito — o policial estreitou os olhos e se virou para um garoto de moicano preto e olhos castanhos claros,usava uma blusa preta e uma calça jeans rasgada,olhar de deboche e sorrisinho sacana completavam o ar "bad boy" dele. — O povo ta querendo se proteger sabe?
- Aé moleque,me obrigue a liberar esse caminho então? — desafiou o policial.
- Bom,seus comparsas ainda estão fora e você só tem seis balas — disse um jovem de cabelos longos até o pescoço,uma das madeixas era branca e seus olhos eram de cor ônix,usava uma blusa social branca e uma calça preta,tinha feições calmas e olhar tranquilo. — Tem certeza que quer enfrentar a fúria do povo? — o garoto se aproximou de Marinna e ajudou ela e o garotinho a se levantarem — Sou Anderson — e deu uma piscadela para Marinna,estranhamente ele arfeava cansado mas ela não quis perguntar sobre isso.
- Ai depende,se eu gastar as seis balas em vocês — o policial sorriu vitorioso e apontou a pistola para Marinna — Para ter de chamar a atenção de dois garotos,tu deve ser muito gostosa.
- Já chega! — disse uma mulher parecida com Marinna,mas seus cabelos eram ruivos,lisos e ondulados nas pontas,tinha olhos castanhos escuros e usava roupa social, o andar potente e olhar sério era o que destaca em sua beleza e poder.
- D-dona Serenna — balbuciou o policial guardando a arma nervoso. — O-o que faz aqui!?
- Vim pegar minha irmã — o policial olhou incrédulo para Marinna,ele havia assinado seu atestado de óbito ao ferir a irmã do braço direito do "Brasa viva",o líder traficante e o maior agiota do distrito. — D-desculpe,p-por favor desculpe.
— Entrem todos — ordenou Serenna em voz alta,os dois garotos deram um risinho e seguiram o resto do povo,estrondos foram ouvidos do lado de fora,Serenna olhou para o policial a sua frente,o seus comparsas voltaram e somente com um olhar eles entenderam e entraram,fechando o bunker deixando os quatro do lado de fora.
- S-senhora,p-por favor ,piedade — pediu o policial,Serenna pegou a pistola dele e lhe desferiu um frio tiro na testa dele,terminando sua vida ali,ela olhou para Marinna e começou a andar para a saída do bunker.
- Mana! — exclamou Marinna com dificuldade ainda abraçada ao garotinho,Serenna seguiu para uma hummer parada em frente ao bunker com dois guardas fortemente armados esperando sua volta,um deles abriu a porta e ela entrou.
- Entra — Serenna olhou para a irmã e sorriu — Pode traze-lo também. — Marinna entrou na hummer e o garotinho entrou junto,em seguida o carro deu partida e seguiu seu caminho.
Marinna permanecia em silencio esfregando peito que queimava enquanto o garoto ainda soluçava,Serenna puxou o celular e começou a falar nele,a pista onde a hummer seguia estava com alguns carros e motos abandonados pelos mais afoitos,a ruiva terminou de falar no celular,olhou para Marinna e sorriu.
- Acho que vai gostar de saber que o pai do garoto ta vivo — ela olhou impressionada para irmã que sorria vitoriosa.
- C-como?!
- Meu papai ta vivo!?!? — perguntou o garotinho secando as lágrimas.
- Sim,e sua mãe e irmã estão bem,parece que aquele idiota não sabe matar uma pessoa e atirou na coxa do seu pai,todos estão dentro da área de segurança sendo medicados lá. — o garoto deu um enorme sorriso animado alegrando Marinna,ela gostava da irmã por conseguir fazer a diferença,mesmo que sendo da forma errada.
"ESCOLHIDA"
Marinna pôs a mão na cabeça,um dor enorme a invadiu,a garota fechou os olhos e a queimação preencheu o resto do corpo assim como a falta de ar,ela olhou para irmã afim de pedir ajuda mas notou ela em estado pior,ela se remexia de forma estranha caindo no banco do carro e desmaiando depois.
Marinna olhou horrizada para aquilo,aos poucos a queimação não incomodava mais e a dor sumia junto da falta de ar,ela sentiu algo na mão,ela olhou e viu um medalhão bronze com um cetro no meio em alto relevo e com quatro cristais roxos na ponta,ela olhou confusa para o estranho artefato.
- O que é isso?! — se perguntou confusa.
- Tia!? Acorda tia!? — repetia o garotinho balançando Serenna que estava desacordada ainda.
- Irmã!? IRMÃ?! — Marinna olhou horrizada para a irmã inerte — PAREM O CARRO! — gritou,o carro deu uma freiada brusca e bateu em alguma coisa jogando os três para frente.
- AHHHH!!! — gritou os dois guardas no banco da frente saindo rapidamente da hummer,Marinna estranhou e de repente algo grande agarra o carro amassando suas laterais.
- Mas oque?! — a garota nem teve tempo de falar algo,o carro é levantado jogando-os na porta que,para o azar de Marinna abriu,ela rapidamente se agarrou a maçaneta mas deixou o medalhão cair.
- "Droga!" — ela olhou para o medalhão descendo enquanto ela subia,sentiu um elo estranho com o artefato e sem pensar duas vezes largou a maçaneta e se jogou pra cima dele.
"Minha vida é uma droga"
"Por favor,seja gentil comigo"
"Porque eu tento sobreviver ainda?"
" Meu coração…esta doendo menos…"
Ela agarrou o medalhão no ar e ele brilhou,Marinna se aproximou ao chão em alta velocidade mas um escudo verde transparente se formou rapidamente em volta dela,mas sumiu quando ela se chocou no chão,ela se levantou e estranhou estar tão bem,olhou para sua mão e reparou um cetro roxo com uma meia lua dourada e uma joia roxa na ponta,ela olhou para sua frente e a hummer caiu em alta velocidade do seu lado toda amassada,assustando-a.
-IRMÃ!!! — Marinna correu até o carro mas não tinha ninguém lá,a garota entrou em desespero.
- AHHHHHH!!! — gritou o garoto,Marinna olhou para a direção da voz e viu uma arvore humanóide enorme segurando o garoto em uma mão e sua irmã inerte em outra,ele tinha feições humanas horripilantes,Marinna o observou com um ar de nostalgia,como se já tivesse enfrentado aquilo.
- Ente — sussurrou ela estranhando o que falou,o monstro baixou o olhar e tentou esmaga-la,Marinna tentou correr mas ao invés disso,se tornou intangível por um instante e logo depois voltou ao normal.
- Hã?!,como eu fiz isso? — se perguntou,o Ente urrou irritado e tentou novamente pisar nela,com medo Marinna apontou o cetro pra frente,soltando uma bola de fogo no monstro que urrou em dor, ela olhou para o cetro impressionada. — Fiz de novo! — Ela olhou para a arvore e novamente aponto o cetro pra frente,atirando outra bola de fogo que pegou em cheio em uma das pernas do Ente,Marinna sorriu,pela primeira vez na sua vida ela podia lutar.
A garota correu em volta do Ente e atirou outra bola de fogo,o monstro tentava esmaga-lá mas sempre sem sucesso,ele se irritou e atirou Serenna nela,a garota correu para pegar a irmã porém ela não sabe ainda controlar seus poderes,então ficou intangível e a irmã passou por dentro dela,se chocando violentamente no chão.
- IRMÃ!! — gritou Marinna se culpando,a garota correu até a irmã mas uma sombra a fez parar,o pé do Ente estava bem acima dela e desceu ,rapidamente ela fechou os olhos e pôs uma mão para o alto,o escudo voltou e impediu o Ente de esmaga-lá,porém o escudo estava rachando e a qualquer instante ele podia quebrar.
- "Droga,porque eu to tentando sobreviver?! Minha vida é uma droga então porque!? — pensou Marinna vendo o escudo rachar aos poucos,lágrimas desceram de seus olhos,ela odiava sua vida,mas não queria morrer. — EU NÃO QUERO MORRER! — gritou Marinna com toda sua força fechando os olhos.
- GRUAAAHHH — urrou o Ente caindo para trás,Marinna olhou confusa,ela não havia feito nada,a garota olhou para trás e viu sua irmã mas ela estava diferente,os cabelos estavam roxos e os olhos vermelhos, e o mais estranho de tudo,flutuando,ela sentiu uma sensação ruim vindo da irmã,queria se aproximar dela mas aquela sensação apertava cada vez mais o seu peito.
- huhuuhu — riu Serenna,ela flutuou até o ente e apontou o dedo para ele,uma bola de fogo se formou e foi em alta velocidade para cima dele,explodindo em sua face,aos poucos o ente começou a se desfazer em cinzas, lentamente Marinna se aproximava da irmã que ainda ria vendo o ente se desfazer.
- Irmã!?! — chamou Marinna,Serenna olhou para trás e pousou no chão calmamente.
- Ola maninha,ganhou um novo look é? — brincou Serenna tocando nos cabelos da menor mostrando a nova cor dele,roxo,Marinna olhou espantada para os seus fios,rapidamente correu até o retrovisor da hummer estraçalhada e viu entre os cacos seus olhos que eram castanhos agora roxos.
- Que…estranho?!
- TIA!!! — correu o garotinho até Serenna abraçando sua pernas,Serenna sorriu e afagou a cabeça do garoto,Marinna olhou e riu,ela havia se esquecido completamente dele,tanta coisa estava acontecendo e de forma tão rápida.
- Isso é incrível!!! Serenna,com esse poder podemos ajudar a acabar com os monstros,vamos ajudar as pessoas de Babel. — Marinna se aproximou da Serenna determinada,ela olhou para a irmã menor e sorriu.
- Claro vamos — Serenna esticou as mãos para ela e a pegou,ela olhou para o garotinho e sorriu.
- Melhor se segurar — e começou a flutuar impressionando a irmã e o garoto,rapidamente ela começou a flutuar mais alto e e em seguida saiu voando para longe.
Um dos capangas que saiu do carro estava escondido atrás de um veiculo abandonado,trêmulo ele pegou seu celular e discou um numero na lista de contatos.
- Alo chefe! O senhor não vai acreditar…- e começou a contar.
Eles se aproximam do bunker 12 e encontram um jovem de cabelos azuis afastando gosmas e orcs com uma espada e outro de cabelos vermelhos golpeando somente usando uma luva.
- Ali — apontou Marinna — Vamos ajudar — rapidamente Serenna pousou atraindo atenção dos monstros,Marinna comentou a atirar suas bolas de fogo,que somente atordoavam os monstros ou irritava mais eles,já Serenna atirava rajadas de fogo poderosos que destruiam os monstros quase instantaneamente,os garotos pararam e observaram as duas lutarem,especialmente Serenna que era bastante poderosa.
- Cuidado! — gritou o ruivo vendo um orc saltando para atacar Serenna,porém,um vortice enguli o monstro e em seguida cuspiu o cadáver estraçalhado dele,os garotos olharam com nojo para aquilo mas olharam impressionados para a mulher.
- Obrigada por avisar — disse Serenna,os garotos se aproximaram impressionados com ela.
- Nossa,você é demais! — exclamou o ruivo — Derrotou eles tão facilmente.
- Obrigada,vocês também foram bem — elogiou Serenna,de repente os quatro brilharam e voltaram ao normal.
- AH VOCÊS!!! — gritou Marinna impressionada vendo os rapazes que a ajudou mais cedo.
- Oh,é a linda donzela que salvamos hoje,ainda não sei seu nome — disse Anderson Marinna inflou as bochechas envergonhada,nunca haviam elogiado ela daquela forma.
- S-sou Marinna. — respondeu batendo os indicadores.
- Serenna — disse calmamente.
- Sou John — respondeu o garoto de sorrindo de canto.
- Prazer,Anderson — disse Anderson se inclinando levemente em reverencia as duas.
- E eu sou Ruan — exclamou o garotinho animado,todos olharam para ele sorridente,todos olharam para ele,incrivel como sempre esquecem dele.
- Ruan meu filho — gritou a mãe saindo do bunker correndo e abraçando o garoto — Eu ouvi um tiro e achei que você tinha morrido!
- Mamãe!!! — exclamou o pequeno Ruan abraçando sua mãe chorando.
- Venha,vamos ver seu pai,ele tava muito preocupado,sua irmã ta cuidado dele — o garoto assentiu,mas antes ele olhou para as duas e sorriu e depois saiu andando com a mãe.
- Tudo termina bem quando acaba bem — disse John,de repente um carro do exercito aparece,alguns soldados descem com armas pesadas até demais para matar monstros,um deles se aproximou abaixando seu lança-granadas.
- Estão bem? Soubemos que o bunker 12 foi invadido! — exclamou um soldado enquanto outros três fazia reconhecimento da área.
- Sim obrigada — agradeceu Serenna calmamente.
- Vocês demoraram,alguns civís morreram e tem outros feridos dentro do bunker — John se aproximou coçando o nariz encarando o soldado.
- Perdoe o nosso atraso,todas as tropas estão tendo dificuldades em matar os monstros hoje.
- Como assim?! Matamos com tanta facilidade. — o soldado se espantou com o comentário do garoto.
- O que?! Vocês!? — perguntou incrédulo o soldado,Serenna olhou feio para John e se aproximou do soldado.
- Por favor,explique como está mais dificil mata-los! — pediu Serenna gentilmente.
- As armas normais estão inuteis,eles se recompõem depois de acertados,somente estamos conseguindo destruindo-os com bazucas ou lança-granadas,mas por pouco tempo,logo depois eles se recompõem. — Serenna estreitou os olhos,um pequeno sorriso se formou na sua face,Marinna olhou para a irmã,desde que acordou ela estava estranha.
- Hmm,interessante. — sorriu Serenna de forma maligna.
- Ora,ora — chamou uma voz grossa e rouca atrás deles,todos tremeram,todos conheciam aquela voz,alguns soldados apontaram as armas para ele mas o numero de capangas do outro lado era maior. — Baixem as armas e saiam daqui. — ordenou a voz,os soldados baixaram as armas olhando feio para eles se retiraram em silêncio,os outros se viraram e encararam o dono da voz,um senhor de terno branco e chapéu da mesma cor,ele se aproximava de Serenna sorrindo e segurando a gola do seu blazer.
- Brasa viva! — exclamou Serenna o encarando se aproximar,Marinna se afastou um pouco assim como os garotos.
- Ora,Serenna,minha melhor trabalhadora,soube que você ganhou uns truquezinhos novos. — disse começando a rodear a garota
- É,você não perde uma. — Serenna também começou a caminhar sem perder o olhar com ele.
- Sabe,eu estava pensando,sua mãe ainda me deve — Serenna estreitou o olhar,coisa que o Brasa reparou imediatamente. — E agora que você pode acabar com esses demônios,que tal começarmos um negócio de proteção aos distritos,ganharíamos milhões com isso e você seria minha segunda em comando. — Serenna parou,ela sorriu e pôs a mão no ombro do brasa.
- Sabe,quer ver o meu truque? — o corpo dela brilhou de novo,assustando o Brasa e seus homens,o brilho diminuiu revelando seus cabelos roxos e seus olhos vermelhos,o Brasa sorriu e bateu palmas.
- Incrivel eu- Serenna levantou um dedo pedindo silêncio.
- Eu ainda não mostrei meu truque. — o mão dela começou a ser envolta por um brilho azul.
- O que?!
SWITFT!!!!
Ninguém conseguiria explicar o que aconteceu,foi algo muito rápido,o baque somente veio quando a cabeça do brasa viva bateu no chão,todos ficaram observando estáticos o corpo dele cair e o sangue começar a jorrar,Marinna olhava horrizada para aquilo enquanto a irmã levantava a mão ensanguentada e sorria de forma maligna.
- A-AHHHH!!! — gritou um soldado atirando com sua metralhadora nela,os outros também começaram a atirar com medo mas um escudo invisível se formou em volta de Serenna,refletindo todos os tiros,os garotos e Marinna correram para se proteger,um dos soldados apontou para Marinna,porém Serenna segurou sua metralhadora e cortou sua cabeça,todos olharam impressionados para a velocidade da garota,rapidamente ela iniciou sua chacina,cortando e matando os capangas do Brasa viva,os que tentavam fugir ela criava suas bolas de fogo que pareciam mais mini-sóis e atiravam neles,matando-os na hora,Marinna se escondeu atrás de um carro e pôs a mão nos ouvidos,ela tava cansada de violência,de repente os tiros cessaram,somente uma risada era ouvida,Marinna saiu lentamente de trás do carro e olhou para a irmã presenciando uma horrivel cena.
- AHAHAHAHAHAHAAHHAHAHAH — ria Serenna exibindo a cabeça do Brasa viva no topo de um monte feito de corpos,Marinna se apoiou no carro e vomitou,a cena era horrivel,Serenna abraçou a cabeça do Brasa e olhou para ela,os olhos ainda estavam abertos e a face com a feição de espantado,ela riu e encarou nos olhos do cadaver.
- Sabe,sua idéia foi ótima,pelo menos na sua miserável vida você me deu algo de bom — Serenna parou de rir e encarou a cabeça séria. — Agora EU vou tomar tudo que é meu por direito,o dinheiro,o poder,a vida,pelo menos você serviu para alguma coisa além de usar sua mulher,ou até mesmo usar a filha para matar e fazer sexo por dinheiro,ou pior,arrancar a virgindade dela — Agora Serenna apertava a cabeça,que começava a queimar aos poucos,Marinna olhou espantada para a irmã,ela não podia acreditar no que ela estava dizendo.
- O-o que?!
- ISSO MESMO — gritou Serenna — OBRIGADA POR TODAS ESSAS DROGAS EM NOSSAS VIDAS,PAI — exclamou transformando a cabeça em cinzas e atirando elas ao vento,Serenna desceu da montanha de corpos e encarou os três,especialmente Marinna que olhava para o chão estática.
- Nós fomos abençoados por um poder diferente — começou Serenna,chamando a atenção não só dos garotos mas como o das pessoas que estavam se abrigando dentro do bunker — Superior ao de pessoas normais,sempre fomos os atribulados e injustiçados desse mundo,tendo que dar tudo de nós a bandidos que mandam nesse,mas agora basta! — algumas pessoas começaram a se aproximar dela — Chega de nos submeter a isso,vamos levantar e lutar contra isso! — terminou Serenna com brados de felicidade do povo,ela caminhou até Marinna e estendeu a mão para ela.
- Você…sabia — falava Marina entre soluços levantando a cabeça e encarando a irmã — E ainda assim você o matou!?
- Ele pode ter nos dado a vida,mas nunca foi nosso pai — disse Serenna — Vamos,você não queria fazer a diferença,não queria mudar Babel,agora temos a chance,daremos vida as crianças que foram oprimidas como nós,e então,está comigo ou contra mim? — Marinna limpou as lágrimas e aceitou a mão da irmã se levantando,Serenna sorriu e se virou para os outros.
- Pois bem,este é o dia do nascimento dos defensores de babel — sorriu Serenna — e também da Rainha da Escuridão. — Marinna gelou,aquele nome lhe era familiar,ela apertou os punhos,ela queria fazer a diferença e agora pode fazer,mas será que o jeito que ela esta fazendo é o certo? Será que todos ficaram bem com isso?
Marinna sofreu em silencio,agora,seu coração voltava a doer de novo.
Notas finais
Até a prox. o> o/
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