Grand Chase - The Beginning
9 9 - Conversas
Notas iniciais
Depois de comerem – Arme, com a ajuda de uma mulher gentil que ajudava na limpeza, havia trazido três pratos. Lógico que o dela era o maior – e de Elesis voltar a dormir, Lire contou para Arme o que havia ocorrido na montanha. A maga escutou atentamente a descrição. Quando a loira terminou, a serdiniana começou a pensar.
– Acho que já li sobre isso em algum lugar... Uma estranha força que um guerreiro poderoso pode liberar quando em fúria.
– Ela estava estranha, mais bruta do que o normal, acho mais que ela foi possuída.
– Mais bruta do que ela é? Então pode ter sido isso sim – disse a maga, rindo. Mas falando sério, você disse que os olhos dela estavam brilhando... Eu vou pesquisar. Fique com ela caso acorde que eu vou à cabine pegar alguns livros, logo eu volto.
Em alguns minutos Arme estava de volta com uns dez livros na mão. Ela nunca havia feito tanto esforço... Logo teria que ir à loja comprar um novo cetro.
– Certo, vamos começar por esse livro “Poderes Ocultos: Uma manifestação de magia involuntária”. Quer ajudar?
– Eu não sei ler a língua de vocês, humanos. Só sei falar, inclusive, porque... bem, porque meu tutor me ensinou. O costume dos elfos não permite às mulheres elfas aprender as mesmas coisas que os homens.
– Ouvi falar disso. Você é a única elfa arqueira?
– Sim – disse, com os olhos baixos.
– Hum, parece que em Canaban é a mesma coisa. Elesis é uma exceção, assim como você. Já em Serdin todos aprendem tudo que se tem para aprender sobre magia, mas as mulheres normalmente escolhem profissões normais como cuidar da casa, lecionar... É por escolha.
“Acho que nosso caso é pior. Em seus costumes é normal que as mulheres não façam o que os homens fazem. Já em nosso país, é porque não temos capacidade de escolher, de pensar diferente... eu só escolhi entrar na Grand Chase por causa... – então sua voz tornou-se um sussurro –... de um livro que encontrei na Sessão Proibida da biblioteca de minha escola. Ele era encantado, sem nada escrito. Tentei todas as técnicas que eu sei para mostrar textos escondidos, mas eu só soube de seu conteúdo quando fui dormir. Tive uma... visão. Vi coisas terríveis acontecendo. Mas eu sei que o futuro muda segundo nossas escolhas. Então escolhi batalhar para salvar Vermecia da destruição.”
– Nossa, que... interessante!
– Bem, vou continuar pesquisando.
Passaram-se alguns minutos, com Elesis roncando e Lire observando Arme procurar algo sobre o poder da ruiva.
– Achei! – disse a maga, animada.
– “Bersek, essa habilidade, assim como a maioria dos poderes ocultos, pode aparecer em qualquer um, mas diferente de todos os outros, nasce com a pessoa, sem precisar que nenhum de seus antepassados já tenha desenvolvido ou que ocorra algum trauma ou mudança repentina para surgir.
“Manifesta-se em situações de grande raiva ou tristeza. Por isso, nota-se principalmente em guerreiros, que entram em situações de risco mais normalmente e podem fazer um melhor uso em batalha do que qualquer outra pessoa. Assim, é visto como uma benção divina por uns e como uma maldição por outros, dependendo das situações em que surge e dos danos que causa. Às vezes pode ser confundido com uma situação de possessão e vice-e-versa, por aparecer em momentos em que o manifestante necessita de ajuda ou força.
“Pode aparecer de diferentes maneiras, como uma onda de calor, explosões de área, um escudo invisível, ondas de impacto, aumento de força, agilidade ou imunidade a ataques. Um guerreiro que possui esta habilidade e consegue controlá-la torna-se imbatível, porém se utilizado por muito tempo pode consumir toda sua força vital e o poder se tornar em sua perdição. Dizem que Sieghart, o guerreiro lendário, morreu por ter abusado de seu dom durante a luta contra o demônio dos demônios, Gadosen.”
– Nunca ouvi falar desse Sieghart.
– É apenas um mito dos canabanianos. O autor desse livro teve muito contato com eles para escrevê-lo.
– Hum...
– Bem, parece que não poderemos deixar que ela se irrite com a gente se quisermos continuar inteiras para derrotar Cazeaje.
– Total.
Nesse momento Elesis se remexeu e acordou. Se espreguiçou olhou em volta e acenou para as garotas.
– Oi, e aí? – disse, com os cabelos bagunçados.
– Oi.
– Tudo bem, Bela Dorminhoca? ^^ — a maga não pôde* se conter e fez a piadinha.
– Bela Dorminhoca, é? Quem foi que ficou desmaiada enquanto EU, SOZINHA, matei o monstro com uma espada de madeira?! DE MADEIRA!!
– Elesis 1 x 0 Arme – comentou Lire.
– Bah, isso é diferente, eu me machuquei...
– E EU NÃO??
– Elesis 2 x 0 Arme... Err, Arme, esqueceu do que a gente acabou de conversar??
– Ah, é verdade, desculpa Elesis, você tem razão ¬¬.’
– o.o? Bom, seja lá qual for a conversar que vocês tiveram, deve ter sido muuuito boa – comentou animada. Mudando de assunto, Lire seu braço já tá melhor?
– Se você quer saber se eu consigo empunhar um arco, bem... não. Mesmo que tivesse um inteiro.
– Realmente, temos que comprar nossas coisas. Você já consegue andar, Elesis? Ou ainda está cansada?
Elesis, que achou que a maga estava zoando com ela como da última vez, respondeu friamente.
– É claro que não toquinho ù.u Venham – disse se levantando – vamos à looo... – antes de completar a frase a ruiva caiu de cara no chão, tonta.
– Um ponto, grr... pra Arme – disse Lire, ajudando Elesis a se levantar com o braço bom.
A ruiva olhou de cara feia para ela, uma mistura de cara enjoada e emburrada, porque achou que a loira estivesse chamando-a de gorda quando gemeu.
– Eu posso ir pegar o catálogo, pra vocês escolherem. – disse a maga, depois de colocar a ruiva na cama – Afinal, elas devem ter um catálogo...
– Faça isso, eu cuido para ela não levantar de novo. Aproveita traz uma banana pra ela. Vai deixá-la mais forte.
Assim que Arme saiu a ruiva perguntou:
– Porque uma banana? ¬¬
– Você só vê o lado ruim das coisas sabia? É que banana revigora as pessoas. Meu instrutor me falou que tem uma substância chamada... Potreína... ou algo assim.
– Isso vai me transformar em um potro ~.^?
– Er... Com certeza não. ó.O
– Ah tá bem.
Quando Arme voltou trouxe um catálogo estilizado para as duas. Já havia escolhido seu cetro e feito o pedido, que por causa do horário, só chegaria no dia seguinte. As informou quanto cada uma tinha – ela ficou sabendo porque se encontrou com a comandante no corredor e esta lhe entregou três bolsas com certa quantia em GP$ — para que pudessem escolher sem ficar devendo. Depois foi para a cabine levando seus livros e aproveitou para tomar um banho, quando saiu, Lire e Elesis já estavam esperando. Assim que Elesis terminasse de tomar banho – dessa vez seria a última porque iria demorar mais – iriam ao Salão jantar e se encontrar com o segundo grupo se, é claro, já tivessem acabado com o ataque dos goblins e dos oaks.
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