Grand Chase - Os Defensores de Ernas
12 Capítulo 12 - O Território do Verme Dragão
Notas iniciais
O território do Verme Dragão
Elesis, Lire e Arme haviam finalmente chegado ao território do Verme Dragão, depois de passarem perto da ilha selvagem, uma pequena ilha que dava pra vê-la enquanto contornaram-na para evitar passarem pela água. Isso fez com que sua trajetória ficasse maior, consequentemente mais demorada.
— Será que estamos próximos desse tal território do Verme de Dragão? – indagou Elesis analisando bem o local em que se encontravam.
— É Verme Dragão, Elesis! – disse Arme a corrigindo.
— Tanto faz!
— Pelo que as fadas disseram, parece que este é mesmo o território do Verme Dragão. – concluiu Lire analisando também o local, um desfiladeiro com pedregulhos acinzentados e um enorme vulcão.
— Há quanto tempo estamos andando? – perguntou Arme já se arrastando no chão.
— Chega de perguntar isso a toda santa hora, já esta enchendo minha paciência! – Elesis gritava já perdendo o resto da sua calma, se é que ela tinha alguma.
— Elesis se acalme, Já estamos andando a quase um dia inteiro depois que saímos daquele pântano, fora o calor aqui que está infernal. Já saímos da base da Grand Chase há três dias... – Lire se sentou próximo a uma pedra e logo Elesis abaixou e forçou com a mão Arme a abaixar-se atrás de algumas rochas.
— Elesis o que você esta fazendo? – Arme dizia até a hora que teve sua boca tapada.
— Ouçam isso e fiquem quietas! – sussurrou levantando discretamente para ver o que se passava, seguida de Lire e Arme.
Elas observavam um pequeno exercito de Oacs furiosos avançando contra o vulcão sendo guiados por um estranho golen vermelho.
— Senhor Taitaros, estamos com dificuldade para enfrentar o Verme Dragão, o que devemos fazer? – perguntou um dos Oacs a seu possível líder.
— Seus inúteis! Avancem com tudo, temos que derrotar aquele Verme maldito para que nosso líder possa tomar seu território. – falou o estranho Golen. Seu olho mexendo freneticamente, ele só tinha um.
— O que os Oacs estão fazendo aqui? – Elesis com uma pergunta retórica.
— Pelo que eu ouvi eles estão invadindo o território do Verme Dragão. – Arme sussurrando.
Elas foram se esgueirando para não serem notadas.
— Invasores! – disse um guerreiro Oac.
— Fomos vistas! – disse Arme com olhar de espanto.
As garotas foram atacadas por um grupo de Oacs, não foi problema algum para elas. Logo um dos Oacs sai de cena, em direção oposta em que seus amigos estavam indo...
— Mas que bagunça é essa, seu inútil! – disse Taitaros em um tom agressivo.
— Senhor... algumas humanas apareceram e estão...
— Eu não acredito que vocês não conseguem lhe dar com simples humanas... Saia da minha frente, seu imprestável – dizia Taitaros já empurrando seu servo.
Enquanto isso no local aonde o grupo de Elesis se encontrava, lutavam bravamente contra os Oacs, mas foram interrompidas por um raio que havia saído do único olho do tal chefe.
— fiquem paradas onde estão, garotas! – disse Taitaros.
— Nos obrigue golen olhudo. – disse Elesis avançando contra o Taitaros que segurava a lança de Elesis jogando-a contra uma rocha, e nesse momento os Oacs avançaram.
Lire começou a atirar flechas nos Oacs impedindo-os de avançar enquanto Arme conjurava suas magias.
Elesis avançando contra o Taitaros acertando sua lâmina no braço do Golen.
— Isso machuca sua maldita! – Taitaros começava a rodar criando um pequeno tornado e fazendo Elesis recuar.
Logo Lire mirou em Taitaros enquanto Arme conjurava novamente outra magia de raio, derrubando-o.
— Malditas! Vocês iram pagar! – gritava o Golen.
— Escuta aqui! Você me acertou então eu tenho um ótimo motivo para te furar ate virar peneira! – falava Elesis já pronta para perfurar o monstro.
— Calma Elesis, ele não pode fazer nada assim! – Lire a impediu enquanto olhava o vulcão que estava para entrar em erupção, jorrando lava para todos os lados.
— Vamos rápido, sinto que isso tem haver com o tal Verme Dragão... Se bem que acho muito difícil existir um Dragão que seja um Verme né? – Arme bem pensativa. – Ei! Esperem-me! – gritava Arme que percebeu que havia sido deixada para trás.
Começaram a escalar o vulcão quando viram o poderoso ser, que lembrava uma serpente, centopeia, formiga de fogo, mas possuía uma boca gigante que ao se abrir revelava serem mandíbulas secundarias que protegiam a verdadeira cabeça do Verme e com duas poderosas presas. Soltava fogo pela boca carbonizando os Oacs que estavam a importuná-lo.
— Oacs insolentes, como ousam tentar tomar meu território, aposto que trabalham para a tal Grand Chase, eu irei matá-los! – esbravejou o Verme gigante com aparência cansada, ele parecia estar lutando há horas sem parar.
— Nós não trabalhamos com esses monstros! – gritou Elesis chamando a atenção do monstro.
— Elesis! O plano não era ser discreta e passar sem ser notada? – gritava Arme olhando fixamente para a Ruiva.
— E quem teve essa ideia idiota? – gritava furiosa para as amigas e em especial para Arme.
— Foi você Elesis! E parem de discutir, por favor, até eu estou ficando nervosa aqui! – gritou Lire enquanto fechava os olhos, fazendo Arme e até mesmo Elesis acuarem. Ela estava mesmo irritada, mas mesmo assim ainda era meiga e fofa.
Não houve muito tempo para elas, pois o Verme avançou contra elas já caindo no chão por exaustão sem nem mesmo acertá-las.
As garotas avançaram até o Verme.
— Parem ai mesmo Grand Chase, eu não morrerei até vingar meu amigo Paprion! – disse o Verme se erguendo e caindo de novo no chão.
— Vingá-lo?! – indagou Elesis confusa.
— Nós não o matamos, agora fica quieto para que possamos curá-lo. – disse Arme ao chegar perto do Verme Dragão usando sua magia de cura.
— Como não? Eu sei que vocês o mataram e pare de me curar eu não preciso de piedade dos meus inimigos! – ergueu-se novamente, derrubando Arme.
— Escute seu Verme super desenvolvido, nós não matamos o Paprion! Ele se sacrificou! – gritou Elesis chamando a atenção do Verme.
— Mas me disseram que vocês mataram meu amigo, como posso acreditar em vocês? – Verme se abaixando para bem perto das garotas.
— Dizemos a verdade Verme Dragão, o Paprion se sacrificou para que a água voltasse a fluir novamente, para assim acabar com a guerra que ele mesmo causou ao sugar toda a água em quanto ele havia se tornado o Leviatã. – explicava Lire olhando nos olhos do Verme, e nem mesmo esse poderoso monstro pode resistir a aquele olhar doce e meigo.
(início do Flash Back)
Na luta contra o Leviatã, enquanto a luz do ultimo golpe de Lire não se extinguia.
— Rápido Arme, pare o sangramento dele e use sua magia para curar as feridas! – disse Lire desesperadamente tentando parar o sangramento de Paprion.
— Não! Se quiserem salvar a Terra de Prata, a vida que eu absorvi tem que ser liberada... É uma pena, mas eu tenho que dizer adeus para preservar o que tanto lutei para conservar... por favor, lutem pela Terra de Prata. – dizia Paprion quase sem aguentar.
— Paprion! – gritou Lire.
— Obrigado, Grand Chase!
— Ele... Se foi! – disse Elesis e logo caindo desmaiada. Arme e Lire tentam ajudar, mas elas acabam tendo o mesmo destino que Elesis.
(Final do Flash Back)
— Isso parece mesmo algo que ele faria... Ele sempre pensou mais nos outros do que em si mesmo! – disse o Verme, se ele tivesse lábios ele estaria sorrindo de desgosto.
— Verme! Quem lhe disse que nós o matamos? – perguntou Elesis se abaixando diante do Verme, impressionando Arme e Lire com a calma que ela estava usando.
— Foi apenas um Espírito da Névoa – disse o Dragão.
— Aquela coisa fala! – perguntou a maga, muito intrigada.
— Você sabe algo sobre Cazeaje? – perguntou Elesis.
— Não! Devo avisar-lhes que um homem, não sei dizer quem exatamente, pois nunca o tinha visto antes, mas ele tinha uma força única... Uma energia turva e enevoada... Talvez seja ele que tenha causados esses problemas na Terra de Prata! – disse o Verme fechando seus olhos, quase entrando em estado de dormência.
— Se é assim onde podemos achá-lo? – perguntou Lire.
— Além de minhas terras, basta seguir o riacho que logo chegaram ao extremo da Terra de Prata, ele deve estar lá. – disse o Verme olhando as garotas, ele podia ver uma aura calma e pura na jovem elfa, também via uma aura forte e intensa vinda da ruiva e uma energia que mesclava pureza e escuridão da jovem de cabelos roxos.
Elas lembraram seu pequeno amigo, o Garoto de Prata, o garoto que sempre o visitava e a Paprion quando podia, só agora sentiu falta daquela criança e de sua aura positiva e cheia de energia.
— Ouviram meninas hora de andar novamente! – disse Elesis se levantando.
— Andar novamente? Não podemos descansar, não? – gemeu Arme com uma cara de criança pidona.
— Dessa vez eu concordo com a Elesis, se esse homem for o responsável por toda essa bagunça, então teremos que achá-lo rápido para que ele pague por esse caos. – dizia Lire se levantando.
— Está certo! Mas queria descansar! – Arme começou a seguir as meninas rumo ao tal riacho que o Verme Dragão havia dito a elas.
Agora elas teriam que se preparar para encontrar o tal homem que lhe deviam muitas explicações.

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