Grand Chase - Os Defensores de Ernas
4 Capítulo 4 - O fantasma do Feiticeiro Lich
Notas iniciais
O fantasma do Feiticeiro Lich
Seguiram caminho até um desfiladeiro com grandes crateras. Lire conversava com o garoto e perguntava um pouco de sua vida.
— Você está muito interessada no garoto-elfo, não é Lire? – disse Elesis com tom de deboche e em meio a gargalhadas.
— Nã... Não é isso... – disse Lire um pouco nervosa e tímida. A realidade é que Lire possuía um coração muito bondoso e sabia que Ryan estava triste.
— Você ficou nervosa por quê? – debochando.
— Elesis, pare já com isso!... Esta deixando Lire constrangida! – gritou Arme, um pouco autoritária.
— “Rum”! – A ruiva vira-se de costas e sai andando.
— Não ligue pra ela, ela só... – Arme é interrompida.
— Está tudo bem, Arme! – disse Lire.
— Bem, eu tenho 16 anos e nasci naquela floresta. Meus pais faleceram e cresci sozinho vivendo ao lado dos animais, até ser adotado pelo Druida Satyr, que me treinou na Ordem dos Druidas. Ele era como um pai pra mim. – sempre cabisbaixo, era impossível esconder aquele sentimento doloroso. – Mas... Fale um pouco sobre você! – Disse Ryan olhando para Lire. – Não, Não eer... Quero dizer “vocês”. – Ryan tentou disfarçar e acabou ficando ainda mais envergonhado, corando suas bochechas.
Cada um contou sua história, exceto Elesis, mas Ryan não estava sentimentalmente estável para se importar com isso.
— Não estamos muito longe do Reino de Canaban, Elesis! – disse Arme.
— Eu sei, foi lá que passei a maior parte da minha vida, não precisa me dizer! – arrogantemente, Elesis que andava na frente nem olhou para trás, mas o grupo já não se surpreendia e Ryan nem fazia questão.
Se aproximando mais do reino de Canaban, a ruiva parou para acompanhar o grupo. Quando entraram na terra natal da líder, uma voz – Alto lá! Quem são vocês? E o que querem? – um garoto se aproximava do grupo, possuía postura de guerreiro, provavelmente um guarda do Reino de Canaban. Seus longos cabelos azulados amarrados como rabo de cavalo desciam até seus quadris, facilmente era soprado com o vento naquele desfiladeiro. Possuía os olhos mais azuis e brilhantes que as safiras mais raras, o que era difícil não reparar. Uma capa jogada em seus ombros descia até seus pés e escondia uma espada embainhada eu sua cintura do lado direito. Elesis percebeu que sua mão segurava o cabo daquela arma.
— Somos da Grand Chase. Estamos investigando os acontecimentos estranhos em Vermécia. E quem é você? – perguntou Elesis, mas por algum motivo Elesis reconheceu o garoto, já que ela também crescera em Canaban.
— Eu sou o líder da Guarda Real do reino de Canaban. Mas... Então podem passar Grand Chase. Mas eu vou logo avisando, o caminho a partir daqui será muito mais difícil. Está cheio de monstros com auras malignas. Dizem até que os mortos voltaram à vida, e o fantasma do feiticeiro Lich assombra pelo cemitério. Mas tome cuidado mesmo com o Guerreiro Gaicoz, que voltou a vida, ele era um samurai muito temido nas historias de Vermécia. Talvez ele saiba sobre o que esta havendo por aqui.
O grupo seguiu enfrente até chegarem a frente ao cemitério que tinha um grande portão e era de arrepiar. A espadachim entrou sozinha sem perceber que os três tinham parado.
— O que estão fazendo? – indagou Elesis irritando-se.
— É-é um cemitério e a gente esta com medo, o que você acha?! – Arme gaguejava ao dizer.
— Viram? Não precisam ter medo! – gritou Elesis após rosnar de raiva e logo adentrando ao cemitério.
Os Três entreolharam e acabaram por entrar também.
— Então vamos! – disse Arme.
— Não há nada aqui a não ser lápides, terra e esqueletos em baixo da terra. – zombou Elesis soltando uma gargalhada.
Os portões começaram a se fecharem absolutamente sozinhos, fazendo um barulho horripilante. Ouviram uma gargalhada medonha e os esqueletos começaram a sair do chão e atacar o grupo.
— Você disse “em baixo da terra”? – Arme indagou retoricamente.
— Fiquem juntas... Arme! Nós duas usaremos ataques de média e longa distância, vamos manter a frente e os esqueletos distantes! – disse Lire, tomando uma posição de liderança. Todos ficaram impressionados com a atitude e com a rapidez em que ela tomou a decisão, mas não era momento para admirar.
Mantiveram a distância dos monstros por um bom tempo, mas os inimigos chegavam cada vez mais perto, a ponto de Elesis e Ryan terem que defender-se por conta própria.
Arme parou por um instante, olhou para todos do grupo e viu o quanto estavam se esforçando. Ela queria muito proteger seus amigos, custe o que custar. Fechou os olhos e lembrou-se:
(Flashback)
— Essa Magia requer muito treinamento, é uma magia muito poderosa. Se você não estiver preparada espiritualmente, você pode acabar perdendo sua vida! – com uma voz roca, provavelmente um idoso falava com Arme que parecia ser bem mais nova.
— Sim, mestre. Eu treinarei e meditarei o bastante para poder usar essa técnica sem problema!
— Muito bem. Esta técnica consiste em chamar os espíritos... Eles dominam o corpo humano para poder usar a sua magia. Não se preocupe, pois não são espíritos malignos, mas são muito poderosos e podem danificar seriamente seu corpo.
(Final do flashback)
Arme da uma longa suspirada...
— "Desculpe-me, Mestre. Sei que ainda não estou preparada, mas não tenho outra escolha". – a maga pensava enquanto manteve seus olhos fechados, estava concentrada a ponto de não ouvir mais nada a sua volta. – Elesis, Ryan, Lire, afastem-se!
— Mas o que?! Esta bem! – disse Elesis e ao olhar para Arme, algo parecia diferente. Uma energia densa estava sendo concentrada pouco a pouco. Elesis afasta rapidamente por causa de seu reflexo, e logo o resto do grupo faz o mesmo.
Arme, com os olhos fechados mantivera a frente e concentrava sua magia! Uma espécie de magia azul começou a rondar bem devagar seus pés, aumentando aos poucos a velocidade e subindo lentamente ao redor de seu corpo e logo os ventos começaram a ficar intensos em torno de si, fazendo levitar-se do chão. Seus olhos ficaram totalmente brancos e os ventos cada vez mais fortes.
— Mas o que é isso?! Que tipo de magia é essa?! – dizia a líder.
— Segurem-se! – gritou Ryan, quase sendo arrastada pelos ventos.
— Eu invoco lhe invoco espírito... Siba, Spiritus Ventus. – gritou Arme levantando seu cajado que mantivera guardado durante todo esse tempo. Logo os ventos ficaram quase impossíveis de aguentar. Todos os esqueletos foram para os ares e destruídos, assim como as lápides e tudo que estava ao redor. Lire já não aguentava mais e foi puxada pelo vento, mas Ryan segura sua mão no ultimo instante.
— Não solte Lire! – implorou Ryan bem alto enquanto segurava a garota.
Os ventos foram amenizando cada vez mais, Arme foi posta no chão lentamente e seus olhos voltaram ao normal, mas já não estava consciente.
— Arme! – Lire desesperadamente e indo até o encontro da maga. – Arme, você está bem?
— Ela está bem, só esta inconsciente, Lire! – disse Ryan, medindo o pulso com dois dedos no pescoço de Arme.
— Mas que tipo de magia foi aquela? – Elesis ainda espantada se aproximava.
— Quem ousa destruir meus subordinados?! – uma voz ecoava bem alto por toda extensão daquele cemitério. – Vocês serão destruídos. – uma gargalhada horripilante pode-se ouvir.
— Ryan! Cuide da Arme! – ordenou Elesis já muito irada. – Então você é Lich, não é? Eu vou acabar com você, prepare-se! – parte para o ataque empunhando sua espada, mas o Lich defende e usa uma magia de elétrica, arremessando a garota e causando-lhes alguns ferimentos. Lire atira uma flecha para desviar a atenção do bruxo para que este não atacasse Elesis novamente, que se encontrava caída no chão. Lich ataca Lire, que desvia facilmente, sua habilidade com a esquiva era sem igual. A batalha foi cansativa, tanto para as garotas quanto para Lich.
— Vocês são fortes, mas suas vidas acabam aqui e agora! – Lich solta mais uma de suas gargalhadas e voa em direção a Elesis.
— É o que veremos... Lich. – disse Elesis, logo após uma pequena risada maliciosa. Corre em direção a Lich e esquiva de seu ataque, dando uma rasteira por debaixo do bruxo, contra-atacando com varias espadadas. Em cima, em baixo, pra esquerda pra direita, não parava e sua raiva parecia aumentar. No ultimo golpe usa um ataque bem poderoso, o "Profound Cut" que causou um grande ferimento no ombro de Lich. O Bruxo revida com outra magia elétrica, mandando Elesis para longe, fazendo-a colidir com uma lapide que ficou em pedaços e Elesis bastante ferida.
— N-não é possível... “aaaaaaaaah”. Eu vou acabar com você, garota! – Lich bastante irado voa em direção a Elesis, que não tinha força alguma para desviar e já se encontrava agachada no chão.
— Diátrisi Vélos! – gritou Lire disparando uma poderosa flecha perfurante capaz de perfurar quase qualquer coisa. Lich nem soube de onde veio, Abrindo uma fenda ainda maior em seu ombro e agora no pescoço também. Ele cai no chão e não teve nem tempo de dizer suas ultimas palavras antes de se desintegrar no chão. Elesis ainda agachada segurava com a mão direita seu ombro esquerdo que sangrava muito. A ruiva lentamente não consegue mais manter seus olhos abertos, perdendo a consciência e desmaia.
— Elesis! – grita Lire, correndo ao encontro da garota e tentando coloca-la de pé.
— Lire, você está bem? – indagou Ryan, percebendo o quanto ela estava ferida e cansada.
— Sim, eu estou! – disse Lire com a respiração ofegante.
— Temos que sair daqui e levá-las a um lugar em que possam descansar!
— Sim! Qual é a cidade mais próxima? – colocando Elesis sobre suas costas.
— Se seguirmos enfrente iremos chegar a uma cidade abandonada. Mas não sei se seria o melh... – dizia o garoto e logo Lire o interrompe.
— E é pra lá que iremos. Temos que ser rápido, está ficando escuro.
— S-sim.– Concordou. Ryan estava surpreso com a seriedade e determinação de Lire.
Foi com muita dificuldade que conseguiram sair do cemitério e chegar à pequena cidade abandonada. Já era tarde e a cidade estava com difícil visualização. Entraram na primeira casa que encontraram que obviamente estava sem ninguém. Arme e Elesis foram postas ao chão, em cima de alguns panos no qual Ryan encontrou enquanto vasculhava a casa. Encontrou também algumas lamparinas que foram acesas para iluminar o local enquanto Lire cuidava dos ferimentos de suas amigas.
— Como você sabe tanto de Primeiros socorros? – perguntou o jovem elfo, que estava sentado bem perto de Lire. – Sei que os elfos de Eryuell têm a equipe médica, mas pelo percebi você não fazia parte dela.
— Eu participei de algumas missões enquanto fazia parte da elite. Nessas missões eu vi muitos amigos se ferirem e até mesmo morrerem, então precisei especializar-me um pouco mais para salvar a vidas daqueles que se feriam nas guerras. Esse foi um dos motivos de terem aceitado meu pedido de vir para a Grand Chase. – disse enquanto fazia os curativos de sua líder.
— Tem alguém em especial que você queira proteger?
— S-sim... – responde bem tímida.
— Entendo. – O garoto ficou bem enciumado, mas admirado com o tom de voz meigo e o quanto era experiente. Ryan ficou um bom tempo olhando para Lire e percebeu que ela havia ficado sem graça com isso.
— “Eer”... Bem, eu “eer”!... Desculpe-me, eu não quis...
— Esta tudo bem! – Lire desvia o olhar, corando suas bochechas.
— Você não vai cuidar de suas feridas? – observou.
— Eu estou bem, não precisa preocupar-se! – Lire levanta-se logo após ter cuidado de suas amigas. – Mas acho que também preciso descansar!
— Bem, então eu... Eu vou deixar vo... – Ryan tentava não incomodar.
— “Aah”, desculpe-me, não quis dizer pra você ir!
— Não, “eer”... Quero dizer, está tudo bem. Então eu já vou indo! – afirmou, virando-se e indo como a mão para abrir a porta quando Lire segura seu braço.
— Não vá, “eer”... Digo, não conhecemos o local, e temos que ficar juntos, pode ser perigoso você ficar sozinho. E também está muito frio à noite! – em um tom baixo e timidamente esquivando seu rosto um pouco para a direita e olhando levemente para o chão.
— Bem, então eu vou dormi naquele canto ali! – apontou.
— Esta bem, então boa noite! – a elfa se despede e segue para um dos cantos da casa.
— Lire! – Ryan segura no ombro da garota. – obrigado por me ajudar lá na Floresta e... Você foi muito corajosa lá no cemitério!
— Obrigada, Ryan! – Lire estava igual um "pimentão" de tão avermelhada e seu coração parecia que ia explodir. Sem saber o que fazer, virou-se de costas rapidamente e deitou-se.
— Boa noite, Lire! – disse Ryan bem baixinho para Lire não escutar, dando um leve sorriso seguindo para o local que havia escolhido para dormir.
No meio da madrugada, Ryan escuta um barulho, então segue até a varanda da casa para averiguar o que estava havendo. Parecia um barulho de soldados marchando. Ryan olha em direção aquele baralho, e avistou um enorme castelo próximo às montanhas, o castelo de Gaicoz.
— Mas que barulho é esse? – indagou Elesis que chegou atrás de Ryan sem fazer o menor barulho
Ryan solta um grito – Mas que susto Elesis!
— Desculpa! E não precisa gritar. – arrogante como sempre.
— Aquele é o castelo de Gaicoz. Ele já morreu faz vários anos, e seus soldados que restaram, o que foram poucos, abandonaram o castelo! – explicou Ryan.
— Eu sei que foi Gaicoz. Então aquele garoto de Canaban estava certo.
— Pelo que entendo de espíritos malignos, eles aparecem somente à noite, temos que ir até lá e impedi-lo de fazer qualquer besteira, antes que amanheça!
— Temos que impedi-lo agora! – disse Elesis bastante determinada, se ombro esquerdo estava com uma enorme ferida.
— M-mas nós não podemos ir sozinhos! As garotas ainda não se recuperaram! – concluiu Ryan.
— Quem Disse?! Eu estou muito bem! – disse Arme, que acabara de chegar, ainda ferida e apoiando-se na parede.
— Você não está em condições, Arme! – disse Ryan que havia seguido até a garota para ajuda-la a manter-se de pé.
— Não Importo. Gaicoz é um samurai que fez horrores na guerra entre Serdin e Canaban. Devastou quase metade de um exército sozinho, mas sua amada faleceu e ele quis vingança, até ser misteriosamente morto. Gaicoz é perigoso e se ele está emanando essa energia maligna, seus planos de vingança provavelmente ainda são os mesmos. Temos que impedi-lo o quanto antes! – explicou arme fazendo todos se espantarem com sua determinação.
— M-mas alguém tem que ficar aqui com a Lire! – Ryan afirmou.
— Ninguém precisa ficar aqui comigo... Eu vou com vocês! – Lire decidiu. Havia chegado exatamente no momento certo
— Vocês estão bem mesmo? – Ryan questionava.
— Sim. Eu estou! – disse Arme, já podendo ficar em pé sozinha.
— Há coisas maiores em jogo! – respondeu Lire.
Ryan e Elesis acenam com a cabeça olhando para as garotas.
Seguiram até o castelo de Gaicoz. Ao chegarem mais perto do castelo ficaram de cima de uma montanha e visualizaram inúmeros soldados esqueletos marchando em torno do castelo, protegendo-o. O único jeito de passar era derrotando todos seus soldados, o que não ia ser nada fácil.
— E agora, como vamos entrar no castelo? – Arme esperava algum plano.
— Calma, Arme. Não será impossível. Vamos pensar um jeito! – disse Lire mantendo a calma e demonstrando confiança.
— Eu tenho uma ideia... Que tal descermos lá e acabarmos com todos eles? – propôs Elesis perdendo a paciência.
De repente, uma voz ecoa lá de baixo. – Flammarum Immittendi! – uma grande explosão aconteceu. A poeira alastrou-se pro toda a extensão e não tiveram como ver mais nada. Algum tempo depois, viram que a explosão tinha acabado com os soldados e mandado todos para os ares.
— Mas que Explosão foi essa? – Arme Surpreendeu-se.
— Mais que magia poderosa! Quem será que fez isso? – disse Elesis, muito surpresa.
— Eu não sei, mas é a nossa chance, vamos! – disse Ryan, e logo se levantando e seguindo em direção ao castelo. Todos o acompanharam.
Ao adentrar ao castelo, uma voz familiar. – Desista, Gaicoz!
— Desistir?! – uma longa e alta gargalhada ecoava – Eu digo o mesmo para vocês jovem Erudon Arcano! – Gaicoz dizia menosprezo.
Foi ai que chegaram à sala onde se encontrava Gaicoz, e o garoto de Canaban.
— V-você? O que faz aqui, garoto? – perguntou Elesis bem espantada ao ver o garoto.
— Gente, mas ele é enorme! – afirmou Arme bem espantada ao ver o tamanho de Gaicoz, parecia ter uns 3 metros.
— Não me chame de garoto! – bem furioso. – Estou cumprindo meu dever, mantendo a ordem nas terras do reino de Canaban! Eu sou Ronan Erudon, um Arcano, Guardião da Rainha de Canaban! – disse o garoto, cheio de determinação. Elesis fica bastante espantada, e fixamente encarava-o.
— E quem são vocês, crianças insolentes? – indagou Gaicoz.
— Somos a Grand Chase! – Elesis respondeu com um olhar de fúria e ficando na frente de Ronan.
— Ora, ora! Então irei destruir todos que ficarem no meu caminho, e fazer deste mundo um lugar melhor! – disse Gaicoz mudando a feição de seu rosto, agora estava bem furioso.
— Você é o único que será destruído aqui, Gaicoz! – Ronan retrucou.
— Pare Gaicoz! O ódio está consumindo todo o seu coração. Se continuar assim, você vai ser tomado completamente pelo ódio e pela magia das trevas! – Arme gritava de desespero, ainda queria salvar a alma de Gaicoz.
— Parar?! – zombava e gargalhava. – Eu estou somente começando. Este mundo está sujo... E eu vou limpa-lo! – Cheio de ódio, fazendo um gesto com a mão, como se tivesse esmagando algo.
— Só uma pergunta... Quem causou tudo isso em Vermécia?! – Elesis perguntou com muita raiva e passando a frente de Arme.
— Então vocês não sabem? Não é óbvio?
— Cazeaje? É Cazeaje mesmo?! – Lire indagava um pouco espantada por não acreditar.
— Tenha mais respeito, pirralha! É Rainha... Rainha Cazeaje! Criança insolente! – disse Gaicoz bem furioso.
— Tanto faz... “Ruun”. – Elesis zombava. – E onde ela está?
— Você disse somente uma pergunta, se quiser fazer mais uma... Terá que me derrotar! – disse Gaicoz, sacando sua espada.
— Com o maior prazer! – disse Elesis sacando sua espada.
— Cuidado, ele vai atacar, preparem-se! – disse Ronan, ao observar que Gaicoz já havia tomado posição de batalha.
Gaicoz, em piscar de olhos, apareceu atacando Ronan por trás com sua espada, mas Ronan percebe a presença de Gaicoz e vira-se rapidamente, defendendo com sua espada. Elesis, aproveitando a situação, tenta atacar Gaicoz pela lateral, mas ele era muito rápido e esquivou-se recuando.
— Ele é muito rápido! – exclamou Elesis sem pestanejar, e com sua espada em mãos, atacava o inimigo sem parar. Gaicoz parecia não estar tendo grandes problemas com isso. Ele conseguia esquivar-se facilmente de Elesis e contra-atacava-a. Elesis levantou sua espada por cima de sua cabeça e iria fazer um ataque frontal de cima para baixo.
— Elesis, cuidado! – gritou Ronan erguendo sua mão para frente...
Gaicoz consegue esquivar-se para o lado, e contra-ataca-la pela lateral. Não teve tempo de defender-se, sofrendo uma ferida bem profunda em seu braço esquerdo.
— Garota tola! Acabarei com sua vida! – afirmou Gaicoz já se preparando para fazer outro ataque, e esse seria fatal. Elesis nem se moveu e arregalou bem os seus olhos, demonstrava um pouco de medo, mas nada que pudessem ser percebido de longe. Olhando para o fio de corte da espada de Gaicoz, e concentrando bastante no percurso da mesma. Cada vez mais próxima, já esperava a espada fazer o corte que de fato, acabaria com sua vida.
— Elesis! – um grito que ecoou por todo o castelo.

Acima esta o Reino de Serdin e abaixo o Reino de Canaban. ao lado, Ronan Erudon
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