Grand Chase - Os Defensores de Ernas
3 Capítulo 3 - Procurem pistas em Vermécia
Notas iniciais
Primeira missão – Procurem pistas por Vermécia
No dia seguinte, Lire e Elesis, já com seu arsenal em mãos, esperavam Arme no pátio central da Grand Chase, onde haviam combinado de encontrarem-se. Já era pouco mais de 10 minutos do horário combinado e Arme ainda não havia chegado.
Elesis gritava e resmunava – Que droga! Por que ela esta demorando tanto? –bastante irritada e alongando as silabas das palavras. – Eu odeio ter que esperar. Aquela garota já esta me dando nos nervos!
— Calma Elesis! Só se passou dez minutos, ela deve estar chegando... Aposto que aconteceu algo para que ela atrasasse! – disse a elfa com um lindo sorrindo. Quando percebeu, corou as bochechas e esquivou seu olhar rapidamente para o chão.
— Não me importo! Vou indo na frente! – arrogantemente Elesis vai em direção ao portão principal, era bom que nada entrasse em sua frente agora.
— Bom dia pessoal. – disse Arme ao aparecer, com uma feição sonolenta.
— Bom dia, Arme! Você parece tão deprimida, aconteceu alguma coisa? – perguntou Lire bastante preocupada.
— Sim, Lire. "Dor... mi mais... do que a c... cama" – Arme esfregando os olhos e bocejando.
Elesis ao escutar aquilo volta ainda mais irritada dizendo em tom bastante grosseiro. – Viu?! "aaaaah". Eu vou...
— Para com isso, Elesis! – Lire bem autoritária, o que foi uma surpresa tremenda – Vamos logo fazer a patrulha em Vermécia. Se ficarmos aqui discutindo, ira ficar tarde, e a noite ficará perigosa. – Arme e Elesis se entreolharam de boquiaberta.
Elesis tenta disfarçar e de peito erguido segue rumo a saída. Lire dá um longo suspiro e segue Elesis. O silêncio permaneceu boa parte do caminho, até Arme resolver perguntar:
— O que às levaram a entrarem para Grand Chase?
Elesis manteve silêncio e cara fechada. Lire então respondeu timidamente:
— Eer...N-Na ilha Eryuell, onde nasci, sentimos um poder maligno que ameaçava a ilha. Resolveram mandar alguém para investigar esse poder, entrando na Grand Chase. Foi ai que decidi oferecer-me, não posso deixar que algo maligno ameasse as florestas. As florestas são os lares dos elfos e outros animais. – Lire não parava de olhar para o céu e Arme percebeu que algo mais a perturbava, não parecia ser somente isso. – E você, Arme?
— Eu fui criada pelo dono de Violeta e aprendi a amar a magia. Por curiosidade, aprendi a controlar os dois tipos, tanto as brancas quanto as negras. Percebi que a magia das trevas era muito poderosa em destruir e foi ai que li um livro falando de Cazeaje, a Rainha da Escuridão. Descobri que ela usava a magia que eu tanto amo para o mal e isso eu não posso permitir! – Arme apertando os dedos contra a palma de sua mão.
— É um bom motivo. – Lire ainda fixava seu olhar para o azul do céu, não parecia ter ficado muito impressionada.
— E você, Elesis?
— Assuntos pessoais. Não preciso dizer nada a vocês! – sem mudar a feição séria de rosto, no qual estava desde que saíram da Grand Chase. A arrogância acompanhava a garota assim como a espada em suas costas.
Lire e Arme olharam uma para a outra em silêncio, sabiam que aquilo havia sido muito improprio. Chegaram a um local de onde podiam visualizar bem a cidade e o castelo de Serdin. Lire ficou encantada, pois nunca havia visto um castelo e nunca imaginaria que fosse algo tão majestoso. Arme comentou que foi lá que crescera, e mostrou-lhes a academia Violeta, partindo em seguida.
— Você deve ter tido uma vida de princesa! – Lire não tirava aquele sorriso do rosto e o brilho dos olhos e a garota violeta gargalhava.
— Não, não. Não posso dizer que levei uma vida ruim, mas fui apenas uma garota adotada pelo mestre de Violeta. – explicou.
A Ruiva que estava na frente cerrava os punhos e forçava sua mordida ao escutar Arme, quase rosnava. Sua arrogância vinha acompanhada de um ódio aparentemente sem nenhuma explicação.
Um pouco depois, chegaram a uma pequena praia com coqueiros ao redor. A maga deu a ideia de ir até aquele lugar e todos concordaram, mas logo escutaram uma voz, então as garotas foram espionar o que era. Ficaram atrás de alguns coqueiros, e perceberam que aquelas pessoas não eram espécies conhecidas.
— James! Tem certeza de que ele ainda está neste mundo? – bem autoritária.
— Sim Senhorita... Seu rastro termina neste plano. Mas eu não consigo sentir sua presença. Talvez... Ou talvez ele tenha simplesmente passa... – disse James ao ser interrompido.
— Se é que ele realmente veio se esconder neste fim de mundo... Não entendo porque papai me escolheu para encontrá-lo... Vamos James! – desapareceram em meio a um portal.
Lire, Arme e Elesis ficaram espantadas com tal espécie. Tinham orelhas pontiagudas, um pouco maiores que a de um Elfo e emanava uma aura obscura. As três foram até o local onde as "criaturas" estavam para encontrar alguma pista, mas não encontraram nada.
— Mas o que era aquilo, e como desapareceram assim? – indagou Lire, ainda assustada.
— Certamente parecia um elfo, suas orelhas se assemelham as de Lire! – concluiu Elesis.
— Não sei se posso dizer o mesmo... – Lire estava muito assustada.
— Vocês sentiram aquela aura? Tinha uma essência muito forte e obscura! – Arme ainda espantada.
— Sentimos, Arme. E acho melhor não ficarmos por aqui, e além do mais, temos que continuar com a nossa missão! – disse Elesis, virando de costas e indo em frente.
Então continuaram seu caminho até chegar a uma floresta, mas perceberam que havia algo errado com ela, metade estava totalmente destruída.
— Não pode ser. Ali é a Floresta Élfica, muitos elfos ainda viviam ali, os Druidas! – com os olhos bem arregalados e com uma feição de tristeza e preocupação que a maga não poderia esconder.
— Temos que ajudá-los! – Lire não se conteve e saiu correndo até a floresta, pois os druidas travam-se da mesma raça que a sua, que era quase extinta.
— Lire, espera! – gritou arme, e correu atrás da elfa.
— Ei! Nem sabemos o que fez isso com a floresta e nem se ele ainda está ai! Dá pra ter só um pouco de cuid... “aaaaaah”, droga! – gritava Elesis, mas as garotas nem olharam para trás. – Essas duas não têm jeito.
Chegando lá, a situação era pior que elas poderiam imaginar, Todos os Elfos estavam mortos. Gritaram e gritaram a procura de algum sobrevivente, mas não houve resposta.
Arme usou uma magia no local, no qual ela poderia sentir a essência da vida, e foi aí que ela sentiu que um sobrevivente estaria debaixo de alguns pedregulhos.
— Tem alguém ali em baixo, está respirando, temos que ajudá-lo! – desesperadamente Arme segue até o local e Lire e Elesis a seguem sem hesitar.
Começaram a retirar as pedras houve a necessidade o esforço físico de toda a equipe, mas eram muitas e acabou por demorar um pouco, mas finalmente encontraram. Era uma espécie de Lobo vermelho-alaranjado. Ficaram com um pouco de medo, mas tentaram ajudar.
— Esse lobo... Sinto... Como se houvesse um elfo... bem lá no fundo! – disse Lire, ajoelhando bem próximo ao animal e tocando seu peito.
— Talvez o elfo foi comido. – a maga se curvava para analisar o lobo.
— Vocês piraram de vez?! Olha o tamanho dessa coisa. – Elesis temia a agressividade do lobo. Qualquer ataque daquela distancia poderia ser fatal.
— Tenha cuidado, Lire! – alertou Arme.
— Ele pode ser perigoso! – avisou Elesis hesitando de chegar mais próximo.
— Não, ele não é perig... – Lire havia sido interrompida por uma luz que emanava daquela criatura.
— Ele está liberando algum tipo de magia! Lire, saia dai! – gritou Arme, bem apavorada.
Elesis já com sua mão no cabo de espada em suas costas, mantendo posição de batalha já preparada para fazer o primeiro ataque com sua lamina, mas Lire não estava com medo, era como se ela conhecesse tudo aquilo e esperasse que algo bom acontecesse. Mas foi uma surpresa para todas quando viram o que havia acontecido com aquele lobo.
— U-um... e-elfo?! – Arme e Elesis ao mesmo tempo. Estavam confusas e não haviam entendido nada que estava acontecendo.
— Onde... Estou? – logo que abriu os olhos começou a gritar e afastar-se ao perceber que Lire e Arme estavam bem próximo. – q-quem são você? – perguntou o elfo desesperadamente e todo corado de vergonha.
— Ai meu Deus! Agora está explicado por que Lire é assim! – zombou Elesis. – Somos da Grand Chase. Eu sou Elesis.
— Eu sou Arme.
— Meu nome é Lire, sou uma elfa de Eryuell.
— E quem é você? – interrogou Elesis.
— Meu nome e Ryan, Ryan Woodguard, sou um Druida! – o jovem por ser um elfo também possuía suas orelhas pontiagudas. Seus cabelos eram mais alaranjados do que as folhas de arvores nos dias ventosos de outono fazendo destacar bem seus olhos da cor esmeraldas.
— O que aconteceu com esse lugar? – perguntou Arme.
— Foi atacado por monstros. Tinha algo diferente neles, emitiam uma aura maligna. Também tinha um homem, um garoto na verdade, aparentava ser jovem. Ele é quem emitia a aura mais maliciosa. Mas havia algo estranho com ele, como se algo o controlasse de dentro. Não tinha nenhuma expressão ou emoção, uma completa marionete.
Ryan começou a explicar toda a situação e Elesis olhava-o com muito tédio.
— “Esse cara... Diferente da Lire fala demais” – pensou a espadachim, sem ouvir o resto da historia.
— E foi isso que aconteceu. – concluiu Ryan. Seu rosto refletia toda a tristeza no seu mais profundo interior.
— Isso é possível, Arme?! – indagou Lire. Arme já estava pensando sobre isso, mesmo antes de ser questionada.
— Sim, mas é necessária uma quantidade de Magia imensurável, mas é uma magia bem antiga e perdida, diria que é quase impossível! – respondeu arme com a mão no queixo e pensativa.
— Entendo, mas temos que continuar nossa missão e reportar tudo isso a comandante Lothos. Vamos! – disse Elesis, seguindo caminho.
— M-mas não podemos deixa-lo aqui sozinho! – com seu jeito tímido e meigo.
— Deixem-me juntar a vocês. Quero encontrar o mal que fez isso e acabar com ele, antes que acabe com mais de minha raça e as outras existentes! – era possível ver as chamas que queimava em seu coração, estava determinado a encontrar quem fez aquilo e faze-lo pagar. Ryan nem mesmo conseguia chorar com tanta fúria que havia dentro de si. Ali havia perdido todos que amava, mas estava destinado a cumprir com sua palavra. Não havia tempo a perder, o inimigo poderia estar na região.
— Elesis, você é a líder, você decide, mas acho que Lire está certa, e ele pode ser de grande ajuda! – disse Arme, passando a responsabilidade para Elesis.
— Pra mim tanto... – Elesis percebe o tamanho da determinação de Ryan e das suas parceiras de equipe. Dá um longo suspiro. – Tudo bem, mas por enquanto, fique atrás de nós!
— Esperem um minuto! – lembrando-se de algo, Ryan correu até aquelas pedras e procurava por algo.
— O que está procurando? – interrogou Arme, um pouco confusa.
— Minha arma. Tenho certeza que deve estar por aqui... Vejamos... A onde está, onde esta! “Aaaah”... Achei! – gritou Ryan – Pronto, agora podemos ir! – Ryan retira um enorme machado de baixo das pedras. Era um machado bem pesado que até para Ryan, achava difícil manusear.
— “E bastante escandaloso também!” – pensou Elesis.

Da esquerda para a direita estão: Elesis a espadachin; Lire a arqueira e Arme a maga. Abaixo esta Ryan e sua forma de lobo
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