Grand Chase - Os Defensores de Ernas
15 Capítulo 15 - Fiquem mais fortes garotas
Notas iniciais
Fiquem mais fortes garotas
E foi exatamente naquele mesmo dia, após Arme usar sua magia de cura, que as jovens garotas e o Garoto de Prata tomaram caminho de volta para a base da Grand Chase. No caminho, Jin Kaien contou um pouco de sua historia.
— Como vocês já sabem meu nome é Jin Kaien e sou o Tenente da Grand Chase! Nasci aqui mesmo na Terra de Prata. Meu estilo de luta é o corpo-a-corpo. Treino artes marciais desde que eu era apenas um pequeno garotinho. Treinávamos para integrar na Ordem dos Cavaleiros de Prata, uma elite que protegia nossa terra. Aquelas ruínas em que passaram era nosso antigo reino! – dizia Jin sendo carregado por Lire, enquanto Arme carregava Elesis.
— Mas o que aconteceu com essa tal Ordem dos Cavaleiros de Prata? – indagou Arme curiosamente.
— Aqueles cavaleiros negros em uma horda muito maior do que esta que vimos hoje, comandado por Victor, o Líder dos Cavaleiros de Prata, atacou nosso reino, assim como todo o continente. Meu querido mestre, Azin Tairin ficou com linha de frente para que pudesse proteger todo nosso reino. Eu também fiquei no campo de batalha, tentando proteger nossa rainha, mas eu era apenas uma criança. – A feição de Jin se transformava, agora ficou bastante cabisbaixa. – Meu mestre gritava desesperadamente para eu fugir para bem longe. Eu não sabia o que fazer e acabei fugindo. Victor armou uma emboscada e assassinou meu mestre, e me contou que havia sido morto pelos cavaleiros negros. Toda a Ordem dos Cavaleiros de Prata estava morta quando voltei, mas nosso reino estava totalmente destruído, nossa rainha havia desaparecido. Desde então eu nunca mais a vi e nem mesmo Azin ou Victor! O título que havia recebido verdadeiramente faz sentido agora... Eu sou o último sobrevivente dos Cavaleiros de Prata! – dizia Jin ficando ainda mais cabisbaixa. – Mais tarde descobri que Victor havia recebido ajuda de uma grande amiga, vocês devem conhecer como Rainha negra.
Ficaram bastante entretidos com a história do garoto, mas também bastante triste. Chegaram a um lugar em que não haviam passado antes, uma floresta bastante colorida e um grande rio no meio, vários animais e árvores enormes. Após atravessarem o rio, puderam ver um garoto deitado no meio de algumas árvores, e um pequeno Tanuki deitado sobre o braço direito do garoto, que se encontrava sobre seu próprio peito. Aproximavam-se cada vez mais do garoto e pôde ver que este era seu amigo lobo, Ryan! Tentaram acordá-lo de todas as formas, mas este não acordava, por algumas vezes pôde ouvir sussurrar vagarosamente o nome da nossa linda Elfa loira. Todos assustados olhavam fixamente para Lire, obviamente pensaram que Ryan e Lire tinham algum caso, logo Lire ficou tremendamente envergonhada com aquela situação.
Ryan acordou apavorado e por alguns segundos não entendeu a situação, todos estavam com um olhar desconfiado para o garoto. Perguntaram o motivo de Ryan estar naquele local e ele conta detalhadamente o que havia acontecido, sobre sua missão na Ilha Selvagem.
Partiram novamente até que chegaram à base da Grand Chase. Ryan reportou que tinha terminado sua missão e que a Ilha selvagem estava em segurança. Jin também reportou tudo que haviam acontecido e que Cazeaje não estava na Terra de Prata. As garotas ficaram apenas em silêncio e cabisbaixas. A comandante Lothos demonstrou estar bastante decepcionadas com as garotas.
— Vocês três tem a mínima noção do perigo que correram?! – disse a comandante bastante furiosa. – A missão de vocês era apenas investigar a Terra de Prata! Vocês não tinham o direito de entrar na fortaleza de Victor. Sentiram sua energia sinistra e perceberam que era muito maior do que a de vocês, e mesmo assim vocês desobedeceram as minhas ordens! Imagina o que teria acontecido com vocês se Jin não estivesse lá. Poderiam ter perdido a suas vidas! – A comandante não para de dar sermões nem mesmo por um minuto, talvez ela estivesse mesmo preocupada com as garotas, ela queria somente protegê-las! – Se quiserem desobedecer minhas ordens, pelo menos sejam fortes e não deem problemas como se fossem crianças! – Lothos levantou da sua cadeira e bateu as mãos na mesa, colocando seu corpo um pouco para frente, isso fez com que as garotas tomassem um grande susto. As garotas apenas mantiveram silêncio. – Saiam! – Gritava.
As garotas mais do que depressa saíram da sala. Bastante tristes pararam do lado de fora da sala da comandante, ficaram calados por algum tempo, mas esse silêncio foi quebrado quando Arme inocentemente disse:
— Anime-se galera, a gente precisa somente... – dizia Arme quando foi interrompida quando Elesis apenas vira as costas e sai cabisbaixa e cerrando os punhos. Lire segue para o lado oposto de Elesis, deixando Arme sozinha. – Espere! Precisamos ficar juntas. Onde vocês estão... – Arme viu Lire desaparecer. – Talvez eu também devesse ir! – disse Arme bem triste, e logo tomou rumo para sua casa. Arme colocou algumas roupas nas malas, e partiu por um deserto em cima de uma espécie de camelo, ela procurava uma pirâmide lendária que estava em seu livro, uma pirâmide que continha escrituras antigas, e magias bastante poderosas.
Arme enfrentou bastante perigo e quase perdeu sua vida. Monstros do deserto eram o que mais se via naquele local. Eles não pareciam ser fortes, mas lembrou que dessa vez estava sozinha. Arme encontrou a tal pirâmide com muita dificuldade, a areia do deserto se movimentava tanto que não via um palmo diante de seus olhos, mas foi assim que encontrou a pirâmide, ela deu de cara com ela, era a pirâmide da profecia, feita totalmente de ouro. Foi difícil localizar a entrada, circulava todo o monumento de ouro e percebeu que ela era enorme. Demorou cerca de trinta minutos para percorrer somente um lado da tal pirâmide. Depois de algumas horas ela conseguiu entrar. Parecia que a pirâmide era habitada por alguém, tochas ainda estavam acessas. A maga entrou por um corredor bastante escuro, quase não enxergava, mas logo não se pôde ver absolutamente nada, mas continuou o caminho. Ela ficou perdida e apavorada, mas logo as tochas acenderam, e ficou admirada com a sala que estava, era enorme. Ela avistou uma enorme caixa deitada em cima de um grande altar. Cuidadosamente foi ao local e viu que a caixa tinha um formato humanoide. Atrás da caixa havia cachoeiras e um rio de lava e do outro lado do rio havia uma espécie de baú... Não havia nenhuma ponte. Ela tentou abrir a caixa, mas sem sucesso. Ela olhou para trás e viu que em cima do local que ela havia passado, havia uma escritura, era bastante antiga e foi difícil a interpretação. Ela conseguiu entender, mas não foi de grande ajuda até então. dizia para abrir a tal caixa precisaria de uma chave mágica.
Arme voltou à caixa e viu que não havia nenhum local para enfiar a chave. Percebeu que no formato humanoide da caixa, havia uma espécie de pentagrama feito em baixo relevo na altura do peito, foi ai que ela se lembrou de certa magia que havia aprendido quando mais nova, uma magia que até então não serviria para nada. Mais do que depressa ela conjurou a tal magia em cima da caixa e um pentagrama mágico em um tom verde apareceu e reagiu com a caixa, logo a magia encaixou no local e destravou a tampa.
Arme havia ficado bastante animada e abriu a caixa, mas tomou um susto e caiu para trás, um esqueleto com roupas de um faraó segurando um pergaminho. Quando Arme volta para pegar o pergaminho sem querer ela toca o Faraó, ele abre os olhos e estes flamejavam. Arme perde a consciência.
Ao acordar, ainda um pouco zonza, ela volta ao faraó e este parecia como se nada houvesse acontecido. Pegou o pergaminho com bastante nojo. No pergaminho dizia algo sobre titãs ancestrais, seres divinos poderosíssimos que foram usados para ganhar uma guerra, os inimigos eram cinco mil e eles eram apenas quarenta.
Três poderosos humanos foram escolhidos para receberem o tal poder. O primeiro era o poderoso feiticeiro, o Faraó Efreet, que recebeu o poder do titã do fogo, Salamander, este era o mais poderoso em destruição. O segundo era Exaon, uma poderosa bruxa que recebeu o poder de Stella, a titã da nevasca, este era muito bom em cura e poderes com gelo. O terceiro era Siba, um sacerdote, recebeu o poder de Sílfide, a titã do vento ou tempestade, muito boa em defesa.
Mas o inimigo possuía um poder inimaginável, um orbe de fogo tão grande foi conjurado e lançado contra nossa tropa, parecia até mesmo um segundo sol. O calor era insuportável e sabíamos que iriamos morrer, mas algo inacreditável aconteceu, Siba perdeu totalmente o controle e ficou insano, louco. Colocou-se a frente de todos e por um breve momento pude ver uma aura gigantesca em volta de si, e cada vez mais aumentava e tomava forma. Era Sílfide, a titã da tempestade. Só pude ver quando aquele enorme orbe colidiu em algo e refletiu para o inimigo, dizimando todos.
O resto estava ilegível. Arme encarava o baú atrás da cachoeira de lava, pensando em como poderia chegar até lá. Percebeu que havia um totem ao seu lado e em baixo relevo no centro havia o formato de uma mão. Arme colocou a mão e por um momento viu chamas saírem de baixo de sua mão. Uma passagem de pedra magma surgiu e a cachoeira cessou. Não havia trancas no baú e este abriu facilmente e dentro havia um cajado que possivelmente era o cajado do Feiticeiro Faraó.
Logo o cajado faz com que ela tenha uma visão, mostrando-lhe que deveria ir para uma área totalmente de gelo, até parecia que ela já conhecia o caminho. Arme chega ao local e depara com uma enorme torre de gelo e logo adentra. Não foi tão difícil de encontrar. Ela chega próxima a uma grande cascata de gelo na qual escorria uma agua cristalina. Ela toca na água e sente uma forte energia e de dentro da água surgi um espírito azul.
— Muito prazer, eu sou a bruxa Exaon! – disse com uma voz doce e suave.
— Sou Arme, o prazer é todo meu!
— Vejo que possui o cajado do maior Arquimago de todos os tempos, o grande Faraó Zefér.
— Bem eu... eu só peguei emprestado... – disse Arme bastante sem graça.
— Você não deve devolver, este cajado pertence a você agora, você é digna de usar tal cajado. Mesmo que você tenha conseguido abrir o caixão de Zefér, não é qualquer uma que consegue suportar todo o poder deste cajado.
— Então agora eu fiquei mais forte? – perguntou Arme ansiosamente.
— Você está muito mais forte minha pequena Arme! Vá minha querida Arme, e a partir de hoje você será conhecida como... a Arquimaga. – desapareceu em uma enorme luz que fez com que Arme não enxergasse absolutamente nada.
Quando Arme abriu os olhos ela estava em terra seca e suas roupas haviam mudado. Arme sente uma grande tonteira e desmaia.
Enquanto isso Lire treinava sem parar com seu arco, ela estava treinando por quase duas semanas, isso quer dizer que havia duas semanas que Arme tinha saído em sua busca. Lire estava no meio da floresta e havia cerca de trinta alvos, uma em cada árvore. Com seu Arco em mãos fecha os olhos e ativa seus olhos âmbar. Ela cria poderosas flechas com sua própria força mágica. Dispara três flechas de primeira e acerta uma em cada alvo, logo vai disparando para esquerda, direita, para cima, para trás, ela pula e dispara flechas para baixo... Ela acerta todas e pega algo de seu bolso, um cronometro que marcava três segundo e meio, sendo que ela havia colocado dez segundo. Ela relembra que começou com cinco alvos, e ela acertou os cinco em dez segundo, dessa vez ela acertou trinta em apenas seis e meio. Lire sorri, e logo seu semblante cai, relembra de suas amigas que não a viam por quase quinze dias.
Elesis também treinava, mas não muito longe da Grand Chase, na floresta da mesma. Segurava uma espada muito diferente, uma montante, uma espada com cerca de um metro e meio de altura por trinta centímetros de largura. Uma espada muito pesada e de difícil manuseio. Ela treinava sem parar, mas ainda faltava muita pratica. De repente uma pessoa inesperada falou com ela.
— Então você estava aqui o tempo todo!
— Haan... Ronan?! – disse Elesis bastante espantada. – O que faz aqui?
— Eu vim para conversar com você... A segure assim! – Ronan chega por trás de Elesis e segura o cabo da espada junto à mão da mesma, consertando sua pegada.
— Eu... obrig... Quero dizer... o que você quer conversar comigo?! – disse Elesis se virando e fazendo Ronan se afastar um pouco.
— Porque abandonou os cavaleiros vermelhos? Porque abandonou o reino? Por que você quebrou a promessa que me fez?! – disse Ronan alterando um pouco.
— Eu já disse, não interfira nos meus problemas, Ronan! – disse Elesis furiosa, mas logo ficou cabisbaixa.
(inicio do Flash Back)
— Eu sou Elesis, a herdeira dos Cavaleiros Vermelhos! – disse uma criança de cabelos vermelhos, aparentava ser Elesis.
— Você? Parece mais líder dos pimentões vermelhos! – zombou um jovem garoto de cabelos azuis, mas logo Elesis lhe da um soco no peito e o faz cair no chão.
— Não diga isso... Você... você esta bem? – perguntou Elesis preocupada.
— Você tem muita força! – Ronan levanta lentamente. – Certo, então prometa que ira proteger nossa rainha e toda Canaban.
— Eu irei, nem que custe minha vida! – disse Elesis enchendo e batendo no peito.
— Ótimo... Então me prometa mais uma coisa! – disse Ronan bastante envergonhado.
— S-sim! O que é? – Elesis bastante espantada.
— Que vamos ficar juntos até o fim!
— Juntos? Tipo... Como assim? Quero dizer... – Elesis havia ficado sem palavras e Ronan chegava cada vez mais perto de Elesis por ansiedade de sua resposta. Ronan não havia colocado maldade na pergunta, ele só queria a amizade de Elesis. – S-sim... eu prometo!
Anos se passaram e ainda muito nova Elesis se tornou líder dos Cavaleiros vermelhos e Ronan tornou-se membro da guarda real. Logo seus compromissos os privavam de se verem, mas nunca se esqueceram de sua promessa. Até que Elesis abandou Canaban.
(Final do flash back)
— Você disse que ficaríamos juntos para sempre, que iria proteger Canaban e o reino! Você prometeu! – dizia Ronan avançando para frente. Elesis cada vez mais para trás, não tinha mais lugar para ir, havia batido as costas numa árvore.
— Dias depois que me tornei um mensageiro de guerra estava me esperando, disse ele que meu pai, Elscud Sieghart, havia desaparecido. Tornei-me líder, mas nunca desisti de encontrar meu pai... Desde então eu tenho procurado por ele, mas eu não consigo achá-lo em lugar nenhum... Esse foi o motivo de eu ter entrado na Grand Chase, Cazeaje sabe o paradeiro de meu pai! – Elesis não conseguiu encarar Ronan de frente, seus olhos estavam cheios de lágrimas. Talvez todos os valentões escondessem algo em seu interior.
— Eu conheci seu pai, Ele era um amigo da família! – disse Ronan ainda bem perto de Elesis, vendo uma lagrima descendo do rosto da garota. Elesis da uma suspirada e limpa suas lagrimas, ainda olhando para o lado. – Você devia ter me falado, eu iria ajudá-la, não importa o que acontecesse! Mas já que não fiz isso antes, eu farei agora – Ronan pega levemente no rosto de Elesis, fazendo com que ela o encarasse. Elesis arregalou bem os olhos por espanto, viu o quanto Ronan estava determinado, talvez ele só quisesse vê-la feliz.
Os olhos dos dois brilhavam como nunca. Ronan cada vez mais perto da ruiva, e seus olhos se fecharam, fazendo a ruiva agir da mesma forma, até que por fim seus lábios se tocaram, e Elesis que já preparava para receber o beijo do garoto, sentiu o quão doce e suave foi o mesmo.
— Eu preciso ir! – disse Ronan Virando-se de costa, e saindo andando.
— Onde... – disse Elesis vendo Ronan se afastar. – Ronan! – gritou Elesis, e Ronan virou-se. – Quero dizer... A onde... você esta indo agora?! – Ronan sorrir levemente e virasse de costas novamente, acenando levemente com a mão. – Não morra seu idiota!
Fale com o autor